17º Domingo do Tempo Comum – Ano B

O Evangelho da Liturgia deste Domingo narra o célebre episódio da multiplicação dos pães e dos peixes, com o qual Jesus dá de comer a cerca de cinco mil pessoas que o vieram ouvir (cf. Jo 6, 1-15). É interessante ver como este prodígio acontece: Jesus não cria os pães e os peixes a partir do nada, não, mas opera a partir do que os discípulos lhe trazem. Um deles diz: «Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes: mas que é isso para tanta gente?»  (v. 9). É pouco, é nada, mas a Jesus é suficiente.

Procuremos agora colocar-nos no lugar desse rapazito. Os discípulos pedem-lhe que partilhe tudo o que tem para comer. Parece uma proposta sem sentido, aliás, injusta. Por que privar uma pessoa, sobretudo um menino, do que trouxe de casa e tem o direito de reservar para si? Por que tirar a uma pessoa o que não é suficiente para alimentar toda a gente? Humanamente, é ilógico. Mas para Deus não. Pelo contrário, graças a esse pequeno dom gratuito e, portanto, heróico, Jesus pode dar de comer a todos. Para nós é um grande ensinamento. Diz-nos que o Senhor pode fazer muito com o pouco que pomos à sua disposição. Ele faz grandes coisas a partir das pequenas, a partir das gratuitas.

Todos os grandes protagonistas da Bíblia – Abraão, Maria e o menino de hoje – mostram esta lógica da pequenez e do dom. A lógica do dom é muito diferente da nossa. Procuramos acumular e aumentar o que temos, mas Jesus pede-nos para dar, para diminuir. Gostamos de acrescentar, gostamos das adições; Jesus gosta das subtracções, de tirar algo para o dar a outros. Queremos multiplicar para nós; Jesus aprecia quando dividimos com os outros, quando partilhamos. Procuremos partilhar mais, tentemos este caminho que Jesus nos ensina.

Ainda hoje, a multiplicação de bens não resolve os problemas sem uma partilha justa. Vem-me à mente a tragédia da fome, que atinge particularmente os mais pequeninos. Face a escândalos como estes, Jesus dirige-nos um convite: “Coragem, dá o pouco que tens, os teus talentos, os teus bens, torna-os disponíveis para Jesus e para os teus irmãos. Não tenhas medo, nada se perderá, porque se partilhares, Deus multiplica. Expulsa a falsa modéstia de te sentires inadequado, confia. Acredita no amor, acredita no poder do serviço, acredita na força da gratuidade”. (Papa Francisco, Resumo do Angelus, 25 de Julho, 2021).

 

 

 

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Dar tempo ao tempo

Aprender a dar tempo ao tempo é sabedoria do peregrino. Ir passo a passo, pacientemente, com a certeza de que hei-de chegar, sem entrar em ansiedade. O que é exactamente o contrário daquela doença do nosso tempo, o stress. “Nunca mais chego”, “nunca mais acontece”, “não sei se sou capaz”, “começo a duvidar”, assim é impossível chegar à meta. O peregrino, esse, confia no tempo e tem aquela tranquilidade persistente que acaba por vencer.

Vasco P. Magalhães, sj

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Tudo passa

No dia em que começares a gravar no teu coração aquelas célebres palavras de Santa Teresa de Jesus, “tudo passa”, nada será capaz de te apartar da verdade nem de te separar de Deus. (…) Experimenta, pois, repetir com a maior profundidade de que fores capaz: “Tudo passa”.

Santo Henrique de Ossó

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16º Domingo do Tempo Comum – Ano B

“Descansai um pouco”

A atitude de Jesus, que observamos no Evangelho da Liturgia de hoje (Mc 6, 30-34), ajuda-nos a compreender dois aspectos importantes da vida. O primeiro é o descanso. Aos Apóstolos, que regressam cansados da missão e narram com entusiasmo tudo o que fizeram, Jesus dirige com ternura um convite: «Vinde à parte, para um lugar deserto, e descansai um pouco». Convida ao descanso.

E por que faz isto? Porque quer alertá-los para um perigo, que está sempre à espreita também para nós: o perigo de nos deixarmos enredar pelo frenesim do fazer, de cairmos na armadilha do activismo, onde o mais importante são os resultados que alcançamos, e de nos sentirmos protagonistas absolutos. Quantas vezes acontece até na Igreja: estamos atarefados, corremos, pensamos que tudo depende de nós e, no final, corremos o risco de negligenciar Jesus e no centro voltamos a pôr-nos sempre nós. Não se trata apenas de descanso físico, mas é também repouso do coração. Aprendamos a parar, a desligar o telemóvel, a contemplar a natureza, a regenerar-nos no diálogo com Deus.

No entanto, o Evangelho narra que Jesus e os discípulos não conseguem descansar como gostariam. As pessoas encontram-nos e afluem de todas as partes. Nessa altura, o Senhor compadece-se. Eis o segundo aspecto: a compaixão, que é o estilo de Deus. O estilo de Deus é proximidade, compaixão e ternura. Comovido, Jesus dedica-se às pessoas e recomeça a ensinar. Parece uma contradição, mas na realidade não é. Na verdade, só o coração que não se deixa levar pela pressa é capaz de se comover, ou seja, de não se deixar arrebatar por si mesmo e pelas coisas a fazer, e de se dar conta dos outros, das suas feridas, das suas necessidades. A compaixão nasce da contemplação. Se aprendermos a descansar verdadeiramente, seremos capazes de autêntica compaixão; se cultivarmos um olhar contemplativo, levaremos a cabo as nossas actividades sem a atitude voraz de quem quer possuir e consumir tudo; se permanecermos em contacto com o Senhor e não anestesiarmos a parte mais profunda de nós mesmos, as coisas a fazer não terão o poder de nos tirar o fôlego nem de nos devorar. Necessitamos de uma “ecologia do coração”, que se compõe de descanso, contemplação e compaixão. (Papa Francisco, Resumo do Angelus, 18 de Julho, 2021).

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Solenidade de Nossa Senhora do Carmo

Flor do Carmelo, vide florescente, esplendor do Céu, Virgem Mãe, singular. Doce Mãe, mas sempre Virgem, aos teus filhos dá teus favores, ó Estrela do mar.

Invocações

Santa Maria do Monte Carmelo, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, Rainha do Céu, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, vitoriosa sobre satanás, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, a mais obediente Filha de Deus, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, Virgem pura, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, Esposa dedicada do Espírito Santo, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, Mãe dos filhos de Deus, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, modelo perfeito de virtudes, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, âncora da esperança, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, refúgio na dor, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, dispensadora dos dons de Deus, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, defesa contra os nossos inimigos, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, nossa ajuda no perigo, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, caminho que leva a Jesus, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, nossa luz na escuridão, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, nossa consolação na hora da morte, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, advogada dos pecadores, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, esperança dos carmelitas, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, refúgio dos carmelitas, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, advogada dos carmelitas, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, louvor e glória dos carmelitas, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, protecção dos carmelitas, rogai por nós. / Nossa Senhora do Carmo, salvação segura dos carmelitas, rogai por nós.

Oração

Pai, olhai com benevolência para aqueles que se revestem com o Escapulário do Carmo. Fazei com que, deixando-se amar pela Virgem Maria, Mãe do vosso Filho e Mãe do Carmelo, sejam conformes à imagem de Jesus Cristo. E depois de terem percorrido, livres de todos os perigos, o caminho da vida, possam entrar na glória da vossa Casa. Por Cristo, Senhor nosso. Amen.

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Novena de Nossa Senhora do Carmo – 9º Dia

9º – Maria, sinal de Esperança

Invocação – Flor do Carmelo, perfuma-nos a alma e o corpo, para que sejamos o bom odor de Cristo no meio dos nossos irmãos.
Flor do Carmelo, vide florescente, esplendor do Céu, Virgem Mãe, singular. Doce Mãe, mas sempre Virgem, aos teus filhos dá teus favores, ó Estrela do mar.

Leitura bíblica (Lc 1, 41-45; 49-50) – Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.»
Maria disse, então: (…) «O Todo-poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem».

Oração – Senhora do Carmo, viemos a ti carregando muitas dores e sofrimentos, muitas esperanças e desejos, porque sabemos que estás sempre a interceder por nós junto do teu Divino Filho. Ajuda-nos a reconhecer sempre a presença de Deus na história e na nossa história pessoal para não nos deixarmos vencer pelo desânimo mesmo nos piores momentos. 

Prece – Pelos que vivem sem esperança e se sentem frustrado por não terem tido uma oportunidade para vencer na vida, para que encontrem o Senhor na sua história pessoal e isso os faça renascer na esperança. Oremos ao Senhor…

Compromisso – O Escapulário é dom de Maria, Mãe do Carmelo, e, por ser dom, é também tarefa: ser santos, ser testemunhas da luz de Cristo.

Oração final – Venha em nossa ajuda, Senhor, a poderosa intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe e Rainha do Carmelo, para que, protegidos pelo seu auxílio, cheguemos ao verdadeiro monte da salvação, Jesus Cristo Nosso Senhor, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amen.

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Novena de Nossa Senhora do Carmo – 8º Dia

8º – Maria e o amor aos pobres

Rainha dos Céus, faz com que um dia possamos gozar da tua companhia na eternidade e proclamar contigo a grandeza do Senhor, porque o Todo-Poderoso fez em ti maravilhas.
Flor do Carmelo, vide florescente, esplendor do Céu, Virgem Mãe, singular. Doce Mãe, mas sempre Virgem, aos teus filhos dá teus favores, ó Estrela do mar.

Leitura bíblica (Jo 2, 1-3) – Ao terceiro dia, celebrava-se uma boda em Caná da Galileia e a mãe de Jesus estava lá. Jesus e os seus discípulos também foram convidados para a boda. Como viesse a faltar o vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: «Não têm vinho!»

Oração – Mãe dos pobres, dá-nos um coração compassivo, semelhante ao teu, para que nunca sejamos indiferentes a qualquer dor humana. Ajuda-nos a compartilhar o que temos com os que menos têm, imitando deste modo o teu Filho na doação aos outros.

Prece – Pelos mais pobres, pelos desempregados, pelos que não têm como sair dos seus problemas, para que sempre encontrem junto de si um irmão generoso que lhes mostre a caridade de Cristo. Oremos ao Senhor…

Compromisso – O Escapulário, pela sua simplicidade, fala-nos do quotidiano. O Escapulário é uma parábola de comunhão, porque é o dom de uma Mulher que todos os dias beija as nossas feridas e aproxima de nós, no seu ser de mulher, a ternura do Deus Trindade.

Oração final – Ó Senhora do Carmo, revestido(a) de vosso escapulário, peço-vos que ele seja para mim sinal da vossa maternal protecção, em todas as necessidades, nos perigos e nas aflições da vida. Acompanhai-me com a vossa intercessão, para que eu possa crescer na Fé, Esperança e Caridade, seguindo Jesus e praticando a Sua Palavra. Ajudai-me, ó Mãe querida, para que, levando com devoção o vosso santo escapulário, mereça a felicidade de morrer piedosamente com ele, na graça de Deus, e assim, alcançar a vida eterna. Amen.

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Novena de Nossa Senhora do Carmo – 7º Dia

7º – Maria e a dor

Estrela do mar, conduz o nosso barco no mar da vida para que cheguemos às praias luminosas da Pátria celeste.
Ave Maria, cheia de graça,  o Senhor é convosco,  bendita sois vós entre as mulheres  e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amen.

Leitura bíblica (Rm 8, 18;23) – Estou convencido de que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que há-de revelar-se em nós… Também nós, que possuímos as primícias do Espírito, nós próprios gememos no nosso íntimo, aguardando a adopção filial, a libertação do nosso corpo.

 Oração – Santa Maria, Mãe do Carmelo, a dor e a renúncia nunca estiveram ausentes da tua vida. Ajuda-nos a carregar a cruz de cada dia; faz-nos compreender que cada dor nos purifica unindo-nos mais a Deus que é Amor; ajuda-nos a sacrificar-nos e, deste modo, contribuir para que haja mais amor e generosidade no nosso mundo. 

Prece – Pelos enfermos, pelos pobres, pelos que estão longe de casa, por todos aqueles que devem carregar uma cruz pesada na vida, para que assumam com fé a sua dor e a unam à cruz de Cristo para que se torne fecunda. Oremos ao Senhor…

Compromisso – O Escapulário é um hábito, o que implica um estilo de vida, uma opção pela santidade, alimentada pela oração e pelos sacramentos, traduzido no compromisso de amor para com todos, especialmente os pobres.

Oração final – Flor do Carmelo, vide florescente, esplendor do Céu, Virgem Mãe, singular. Doce Mãe, mas sempre Virgem, aos teus filhos dá teus favores, ó Estrela do mar.

 

 

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15º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Livres e disponíveis para a missão

O texto da missão dos Doze (Mc 6, 7-13), lido na Eucaristia deste Domingo, “é um eco e uma ampliação da atividade de Jesus” (Rinaldo Fabris). E não admira, porque, segundo um antigo provérbio rabínico, “o enviado é como se fosse aquele que o envia”. Marcos apresenta o perfil do discípulo e os requisitos essenciais do enviado: livre e disponível para a missão que o Mestre lhe confia. Não se tratando de um “manual do missionário”, o texto sugere uma espécie de lista de procedimentos e deveres de quem é enviado, em sete momentos.

1. “Jesus chamou os Doze”. Na raiz de qualquer vocação, está a graça e a iniciativa divinas. É Deus quem chama! É certo que podemos recusar (a graça divina não anula a liberdade humana), mas, a acontecer, viveríamos fechados no nosso pequeno mundo, superficial e banal. A missão exige que se deixe tudo e se entre numa aventura tecida de liberdade, disponibilidade, generosidade e doação.

2. “Começou a enviá-los dois a dois”. O facto não apenas evoca a exigência oriental de uma verdade ser comunicada por duas testemunhas (Dt 19, 15; Mt 18, 16), mas também a necessidade da ajuda fraterna e do apoio mútuo. Trata-se de uma “equipa missionária”, segundo o costume judaico (Lc 7, 18; Jo 1, 37) e da Igreja Primitiva (At 13, 2; 15, 39.40). O enviado não só conta com a presença e a proteção de Deus, como também com a ajuda daquele que é consigo enviado.

3. “Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros”, um tema que é retomado na frase final: “Expulsavam muitos demónios”. A missão é uma luta constante contra o mal e as suas forças; a vida cristã é, por isso, uma tensão e uma escolha, porque mergulhada num mundo por vezes violento, injusto e arrogante. É o próprio Jesus quem o confirma, quando adverte: “Envio-vos como ovelhas para o meio dos lobos” (Mt 10, 16).

4. “Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho”. Consciente da humana tentação de posse e de não ser possível servir a Deus e ao dinheiro (Lc 16, 13), Jesus enumera o que não deviam levar: “nem pão, nem saco, nem moedas na cintura (…). Não leveis duas túnicas”. A pobreza, a simplicidade e o desprendimento são qualidades que dão autenticidade ao discípulo e possibilitam o bom desempenho da sua missão.

5. “Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali”. É clara a alusão à hospitalidade que é devida aos discípulos, quando enviados, e que Jesus recomenda à sua comunidade: “Quem vos acolhe, a mim acolhe” (Mt 10, 40). Tal como os rabinos, também os missionários vivem da generosidade e da hospitalidade daqueles a quem levam a mensagem. Face à possibilidade do fracasso e da rejeição (hostilidade), o discípulo deve permanecer sereno e seguir por diante, sacudindo o pó dos pés, um gesto que, no mundo judaico, significa o corte da relação. Os judeus praticavam este gesto quando, de um território pagão, regressavam à sua terra. Ao não aceitarem o Evangelho proclamado, os judeus são considerados pagãos e ficam fora do horizonte da salvação.

6. “Os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento”. Convém recordar que “arrependei-vos e acreditai no Evangelho” (Mc 1, 15) foi a primeira mensagem de Jesus. O arrependimento ou conversão (shwb) é, no sentido hebraico, um voltar ao lugar de onde alguém se desviou e, no sentido grego (metánoia), uma “mudança de mente”, com tudo o que isso significa: opção por um novo modo de pensar e sentir, por um novo caminho, mudança de vida.

7. “Ungiram com óleo (azeite) muitos doentes e curaram-nos”. O azeite era um fármaco bem conhecido e usado na medicina antiga. Aqui, “é sinal de sustento e conforto oferecido por Deus ao corpo doente e talvez antecipe a declaração de Tiago: ‘Quem está doente chame os presbíteros da Igreja para que rezem sobre ele, depois de o terem ungido com óleo, em nome do Senhor’ (5, 14)” (G. Ravasi).

O setenário em causa contém a fisionomia do discípulo de Cristo, na sua condição de enviado (apóstolo): a graça da vocação, a missão, a luta contra o mal, a pobreza ou desprendimento, a hospitalidade, a conversão e o amor. Para além de proposta de vida para todo e qualquer crente, este setenário também pode ser um guião para o exame de consciência que qualquer discípulo e apóstolo de Jesus Cristo é chamado a fazer com regularidade, no sentido de permanecer livre e disponível para a missão.

P. João Alberto Correia

 

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