São José pai na ternura

São José, pai na ternura,
ensinai-nos a aceitar que somos amados
precisamente naquilo que é mais débil em nós.
Concedei que não coloquemos qualquer obstáculo
entre a nossa pobreza e a grandeza do amor de Deus.
Suscitai em nós o desejo de nos aproximarmos
do Sacramento da Reconciliação,
para que possamos ser perdoados e também
que nos tornemos capazes de amar com ternura
os nossos irmãos e irmãs na sua pobreza.
Estai próximo daqueles que erraram
e que pagam o preço por isso;
ajudai-os a encontrar, juntamente com a justiça,
a ternura para recomeçar.
E ensinai-lhes que a primeira maneira de recomeçar
é pedir sinceramente perdão, para sentir a carícia do Pai.
Amen.

Papa Francisco, Catequese “São José pai na ternura”, 19 de Janeiro, 2022

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2022/documents/20220119-udienza-generale.html

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Não posso crer que me abandoneis

Quereríamos não cair nunca?… Que importa, meu Jesus, se caio a cada instante, vejo assim a minha fraqueza e isto é para mim um grande ganho… Por aí Vós vedes o que posso fazer e agora sereis mais tentado a levar-me nos braços… Se não o fazeis, é porque Vos apraz ver-me por terra…Então não vou inquietar-me, mas estenderei sempre para Vós braços suplicantes e cheios de amor!… Não posso crer  que me abandoneis! 

Santa Teresa do Menino Jesus 

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Tudo passa, uma só coisa permanece 

Tudo passa, tudo acaba aqui em baixo, uma só coisa permanece, as nossas boas obras. Procuremos multiplicá-las… O coração de Deus é bom e inesgotável. Um só suspiro para Ele atrai a graça para os que preferem o bem do próximo ao seu próprio bem. 

Santa Maria de Jesus Crucificado 

 

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São José o carpinteiro

São José, Padroeiro da Igreja,
vós que, ao lado do Verbo encarnado
trabalhastes todos os dias para ganhar o pão,
tirando d’Ele a força para viver e labutar;
vós que experimentastes a ansiedade do amanhã,
a amargura da pobreza, a precariedade do trabalho:
vós que irradiais hoje, o exemplo da vossa figura,
humilde perante os homens mas grandíssima diante de Deus,
protegei os trabalhadores na sua dura existência quotidiana,
defendendo-os do desânimo, da revolta negadora,
bem como das tentações do hedonismo;
e preservai a paz no mundo, aquela paz que, por si só,
pode garantir o desenvolvimento dos povos.

Amen. 

Papa Francisco, São José o carpinteiro, 12 de Janeiro, 2022. Catequese completa:

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2022/documents/20220112-udienza-generale.html

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A oração faz-nos sentir filhos muito amados pelo Pai 

Reflitamos sobre um ponto importante: no momento em que Jesus recebe o Batismo, o texto diz que «estava em oração» (Lc 3, 21). Faz-nos bem contemplar isto: Jesus reza. Mas como? Ele, que é o Senhor, o Filho de Deus, reza como nós? Sim, Jesus – os Evangelhos repetem-no muitas vezes – passa muito tempo em oração: no início de cada dia, muitas vezes à noite, antes de tomar decisões importantes… A sua oração é um diálogo, uma relação com o Pai. Assim, no Evangelho de hoje podemos ver os “dois movimentos” da vida de Jesus: por um lado, ele desce rumo a nós, nas águas do Jordão; por outro, eleva o olhar e o coração rezando ao Pai. 

Esta é uma grande lição para nós: estamos todos imersos nos problemas da vida e em muitas situações complicadas, chamados a enfrentar momentos e escolhas difíceis que nos puxam para baixo. Mas, se não quisermos ser esmagados, precisamos de elevar tudo para o alto. E a oração faz exatamente isto, não é uma via de fuga, a oração não é um rito mágico nem uma repetição de cânticos aprendidos de cor. Não. Rezar é o modo para deixar Deus agir em nós, para compreender o que Ele quer comunicar-nos inclusive nas situações mais difíceis, rezando para ter forças para continuar… 

A oração – para usar uma bonita imagem do Evangelho de hoje – “abre o céu” (cf. v. 21). A oração abre o céu: dá oxigénio à vida, dá fôlego também no meio dos afãs e faz com que se veja tudo de modo mais amplo. Sobretudo, permite-nos ter a mesma experiência de Jesus no Jordão: faz-nos sentir filhos amados pelo Pai. A nós também, quando rezamos, o Pai diz, como a Jesus no Evangelho: “Tu és o meu filho muito amado” (cf. v. 22). 

Papa Francisco, Angelus, 9 de Janeiro de 2022 

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Domingo do Baptismo do Senhor

Nas margens do Jordão, junto ao deserto,
Bradou João e os homens se agitaram:
«Arrependei-vos, porque Se aproxima
Aquele que os Profetas anunciaram!».

Vinham de toda a parte da Judeia
E nas águas João os baptizava:
«Já no meio de vós está presente
Quem no fogo do Espírito vos lava!».

Vendo Jesus pedir o seu Baptismo,
Exclamou aos discípulos amados:
«Deus cumpriu a promessa: Eis o Cordeiro,
Que o mundo salvará dos seus pecados!».

«Eis o meu Filho, a minha complacência!».
Esta voz fez-se ouvir, vinda do Céu,
E sobre Cristo, como unção sagrada,
Visivelmente o Espírito desceu.

Louvemos a Santíssima Trindade,
Que junto do Jordão Se manifesta:
Baptiza-Se Jesus e a terra exulta,
A sua redenção cantando em festa.

Preces

Oremos ao nosso Redentor, baptizado por João Baptista nas águas do Jordão, e digamos: Enviai sobre nós, Senhor, o vosso Espírito.

– Cristo, servo de Deus, em quem o Pai põe toda a sua complacência, enviai sobre nós, Senhor, o vosso Espírito. Enviai sobre nós, Senhor, o vosso Espírito.

– Cristo, eleito de Deus, que não quebrais a cana já fendida nem apagais a torcida que ainda fumega, tende compaixão de todos os que Vos procuram de coração sincero. Enviai sobre nós, Senhor, o vosso Espírito.

– Cristo, Filho de Deus, a quem o Pai escolheu como nova aliança e luz das nações, abri, pelo Baptismo, os olhos dos que não têm fé. Enviai sobre nós, Senhor, o vosso Espírito.

– Cristo, salvador dos homens, a quem o Pai ungiu com o Espírito Santo para salvação do mundo, fazei que todos os homens Vos conheçam e acreditem em Vós, para alcançarem a vida eterna. Enviai sobre nós, Senhor, o vosso Espírito.

– Cristo, nossa esperança, que conduzis à luz da salvação os povos que jazem nas trevas, recebei no vosso reino os nossos irmãos defuntos. Enviai sobre nós, Senhor, o vosso Espírito.

Oração

Deus eterno e omnipotente, que proclamastes solenemente a Cristo como vosso amado Filho quando era baptizado nas águas do rio Jordão e o Espírito Santo descia sobre Ele, concedei aos vossos filhos adoptivos, renascidos pela água e pelo Espírito Santo, a graça de permanecerem sempre no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amen.

 

 

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Natal, chegada de um longo caminho

O acontecimento extraordinário do Natal é o ponto de chegada de um longo processo histórico e espiritual. Deus ao longo dos séculos foi preparando a humanidade para esse nascimento. Preparou primeiro um povo especial, o povo de Israel, e, a partir de Abraão, uma linhagem, uma cultura, um desejo e uma espiritualidade para acolher um Messias. Maria é fruto desse longo amadurecimento, a mulher que sabe dizer a Deus o sim de um amor sem divisão, e desse amor fecundo nasce Jesus, o nosso Salvador e Senhor.

Vasco P. Magalhães, sj

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São José, o pai putativo de Jesus

São José,
vós que amastes Jesus com amor de pai,
estai próximo das muitas crianças que não têm família
e que desejam um pai e uma mãe.
Apoiai os cônjuges que não podem ter filhos,
Ajudai-os a descobrir, através deste sofrimento, um projecto maior.
Fazei com que a ninguém falte uma casa, um relacionamento,
uma pessoa que se ocupe dele ou dela;
e curai o egoísmo daqueles que se fecham à vida,
para que possam abrir o coração ao amor. Amen.

Catequese do Papa Francisco sobre São José, 05 de Janeiro, 2022: “São José, o pai putativo de Jesus”

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2022/documents/20220105-udienza-generale.html

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Entra, Senhor, e fica comigo

Estimados irmãos e irmãs, muitas vezes mantemo-nos distantes de Deus porque pensamos que não somos dignos dele por outras razões. É verdade. Mas o Natal convida-nos a ver as coisas do seu ponto de vista. Deus deseja encarnar-se. Se o teu coração parece demasiado poluído pelo mal, se te parece desordenado, por favor não te feches, não tenhas medo: Ele vem. Pensa na manjedoura em Belém. Jesus nasceu ali, naquela pobreza, para te dizer que não tem medo de visitar o teu coração, de habitar uma vida desleixada. Esta é a palavra: habitarHabitar é o verbo que o Evangelho usa hoje para significar esta realidade: exprime uma partilha total, uma grande intimidade. Este é o desejo de Deus:  quer habitar connosco, quer habitar em nós, não ficar longe.

(…) Portanto, em frente do presépio, falemos com Jesus sobre as nossas vicissitudes concretas. Convidemo-lo oficialmente para a nossa vida, sobretudo para as zonas obscuras: “Olha, Senhor, ali não há luz, a electricidade não chega, mas por favor não toques, porque não me apetece sair desta situação”. Falar claramente, de modo concreto. As zonas obscuras, as nossas “manjedouras interiores”: cada um de nós as tem. E falemos-lhe também sem receio dos problemas sociais, dos problemas eclesiais do nosso tempo; dos problemas pessoais, até dos mais terríveis: Deus gosta de habitar na nossa manjedoura.

Papa Francisco, Angelus, 2 de Janeiro, 2022

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Epifania do Senhor

Ó vós que andais buscando
A Cristo Salvador,
Erguei ao céu os olhos:
Vereis seu resplendor.

A estrela que vos guia
Mais que o sol refulgente
Vos mostra em corpo humano
O Deus omnipotente.

Estrela sem ocaso,
Que no mar não se afunda,
Que as nuvens não escondem,
Que de paz nos inunda.

Os Magos a descobrem
Lá onde nasce o dia
E a tomam por bandeira
Dum Rei que aparecia.

Quem é o Rei tão grande
Que terra e céus governa?
Adoram-n’O as estrelas
E O serve a luz eterna.

Ele é o Rei das gentes,
Do povo da promessa:
Seu reino para sempre
Nestes dias começa.

Oração

Senhor Deus omnipotente, que neste dia revelastes o vosso Filho Unigénito aos gentios guiados por uma estrela, a nós que já Vos conhecemos pela fé levai-nos a contemplar face a face a vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amen.

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