19º Domingo do Tempo Comum – Ano C

No Evangelho da liturgia de hoje, Jesus fala aos discípulos para os tranquilizar de todo o medo e convida-os a estarem alerta. São duas as exortações fundamentais que lhes dirige: a primeira é, “não temas, pequenino rebanho” (Lc 12,32); a segunda, “estai preparados” (v. 35). Detenhamo-nos nestes dois convites.

Não temas. Em primeiro lugar, Jesus encoraja os discípulos. Ele acaba de falar sobre o cuidado amoroso e providente do Pai, que se preocupa com os lírios do campo e as aves do céu e, portanto, muito mais com os seus filhos. É por isso que não há necessidade de se agitar e preocupar: a nossa história está firmemente nas mãos de Deus. Jesus, porém, tranquiliza-nos: não temais! Confiai no Pai, que quer dar-vos tudo o que realmente precisais. Ele já vos deu o seu Filho, o seu Reino, e acompanha-vos sempre com a sua providência, cuidando de cada um de vós todos os dias. Não temas: esta é a certeza à qual devemos atar o coração!

A segunda palavra: “Estai preparados”. É o segundo convite de hoje. É sabedoria cristã. Jesus repete este convite em mais de uma ocasião, e hoje fá-lo através de três breves parábolas… cuja mensagem é esta: é preciso estar acordados, não adormecer, ou seja, não estar distraídos, não ceder à preguiça interior, porque, também nas situações em que não esperamos, o Senhor vem. É necessário estar despertos.

E no final da nossa vida pedir-nos-á contas dos bens que nos confiou; por isso, vigiar significa também ser responsáveis, ou seja, guardar e administrar com fidelidade esses bens. Recebemos tanto: a vida, a fé, a família, os relacionamentos, o trabalho, mas também os lugares onde vivemos, a nossa cidade, a criação. Recebemos muitas coisas. Procuremos perguntar-nos: cuidamos deste património que o Senhor nos deixou?

Irmãos e irmãs, caminhemos sem medo, na certeza de que o Senhor acompanha-nos sempre. E estejamos despertos, para não adormecermos enquanto o Senhor passa.

Papa Francisco, Angelus (resumo), 7 de Agosto, 2022

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Filhos como o “Filho muito Amado”

Ser filho de Deus significa deixar-se guiar pela mão de Deus, fazer a sua vontade e não a própria, pôr todas as esperanças e preocupações nas suas mãos e não se preocupar mais consigo mesmo nem com o próprio futuro. Nisto se fundamentam a liberdade e a alegria dos filhos de Deus.

Santa Teresa Benedita da Cruz

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São João Maria Vianney – 4 de Agosto

– Não vos assusteis com o vosso fardo. O Senhor carrega-o juntamente convosco.
– A única felicidade que temos na terra é a de amar a Deus e saber que Ele nos ama.
– O coração dos santos é como o rochedo no meio do mar.
– A oração não é outra coisa senão uma união com Deus.
– O sacerdote é um homem que ocupa o lugar de Deus, um homem que está revestido de todos os poderes de Deus.
– Aquele que comunga perde-se em Deus como uma gota de água no oceano. Não é possível separá-los.
– O sacerdote deve estar tão constantemente envolvido no Espírito Santo como está na sua batina.
– Que faz Nosso Senhor no Tabernáculo? Espera-nos.
– Se eu estivesse triste, iria confessar-me imediatamente.
– Há os que vendem a sua alma por dois tostões…
– A inveja torna o homem duro, insensível e incapaz de amar o próximo e de se amar a si próprio.
– A porta do céu está fechada ao ódio, no céu não há rancor.
– Se soubéssemos bem o que é um padre na terra, morreríamos: não de medo, mas de amor.
– As nossas culpas são um grão de areia comparadas com a grande montanha da misericórdia de Deus.
– Se soubéssemos como Nosso Senhor nos ama, morreríamos de felicidade.
– As tentações não têm nenhum poder sobre um cristão cujo coração é verdadeiramente dedicado à Virgem Maria”.
– Voltemo-nos a Nossa Senhora com grande confiança e tenhamos a certeza de que, por mais miseráveis que possamos ser, Ela obterá para nós a graça da conversão.

São João Maria Vianney

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São Tito Brandsma “Felizes os que trabalham pela paz…” (Mt 5, 9)

Tito destacou-se como um artesão da paz. O trabalho pela paz não é só uma tarefa dos governantes ou dos políticos. Insistiu que todos somos co-responsáveis e podemos fazer mais em favor da paz. Nunca faltaram – realçou Brandsma – na história da humanidade “arautos” que anunciaram e trabalharam pela paz.

Assumiu convictamente a sua referência a Cristo como “Rei da paz” e “mensageiro da paz”. Tito adverte corajosamente que se não há uma conversão verdadeira que coloque a paz no centro do coração de cada homem e mulher, e, por conseguinte, na alma das sociedades, a eclosão de uma nova guerra é somente uma questão de tempo (como foi, e, lamentavelmente, continua a ser).

A paz é possível e rejeitará a ideia, facilmente manipulável por determinadas ideologias, de que a guerra e a violência são inevitáveis porque são inerentes à condição humana. De facto, em várias ocasiões reflectiu sobre a responsabilidade que tem a imprensa católica na sociedade moderna, para impulsionar a paz, denunciando o armamentismo, a xenofobia, ou a exaltação da nação ou da raça. “Depois das igrejas, a imprensa é o melhor púlpito para anunciar a verdade, e não só para responder aos que nos atacam, mas para proclamar a verdade dia após dia… A imprensa é a força da palavra contra a violência das armas. É a força da nossa luta pela verdade”.

Para Brandsma a imprensa não é um instrumento de combate ao serviço de uma ideologia ou de um poder, mas um instrumento de encontro, de diálogo, de procura honesta e sincera da verdade. O jornalismo é uma tarefa que exige uma certa atitude interior.

Fr. Míċeál O’Neill, Excerto resumido da Carta “A cruz é a minha alegria”

 

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18º Domingo do Tempo Comum – Ano C

No Evangelho de hoje, o ensinamento de Jesus diz respeito precisamente à verdadeira sabedoria e é introduzido pelo pedido de uma pessoa do meio da multidão: “Mestre, diz a meu irmão que reparta comigo a herança” (Lc 12, 13). Respondendo, Jesus chama a atenção dos ouvintes para o desejo dos bens terrenos com a parábola do rico insensato que, tendo acumulado para si uma colheita abundante, pára de trabalhar, dissipa os seus bens divertindo-se e chega a iludir-se que pode afastar a própria morte. “Deus, porém, disse-lhe: ‘Insensato! Nesta mesma noite pedir-te-ão a tua alma, e o que acumulaste, para quem será?’” (Lc 12, 20). Na Bíblia, o homem insensato é aquele que não quer compreender, da experiência das coisas visíveis, que nada dura para sempre, mas tudo passa: tanto a juventude, como a força física, quer as comodidades, quer as funções de poder. Por conseguinte, fazer depender a própria vida de realidades tão passageiras é insensatez. Por sua vez, o homem que confia no Senhor não tem medo das adversidades da vida, nem sequer da realidade iniludível da morte: é o homem que adquiriu “um coração sábio”, como os Santos. (Bento XVI, Angelus, 1° de Agosto de 2010).

Então – podemos pensar – não se pode desejar ser rico? Claro que se pode, de facto, é justo desejá-lo, é bom tornar-se rico, mas rico segundo Deus! Deus é o mais rico de todos: é rico em compaixão, em misericórdia. A sua riqueza não empobrece ninguém, não cria lutas e divisões. É uma riqueza que gosta de dar, distribuir, compartilhar.

Então perguntemo-nos: como quero enriquecer-me? Quero enriquecer segundo Deus ou segundo a minha avareza? E voltando ao tema da herança, que herança quero deixar? Dinheiro no banco, coisas materiais ou pessoas felizes ao meu redor, boas acções que não são esquecidas, pessoas que ajudei a crescer e a amadurecer? (Papa Francisco, Angelus, 31 de Agosto, 2022).

Palavra para o caminho

O homem é criado para louvar, prestar reverência e servir a Deus nosso Senhor e, mediante isto, salvar a sua alma; e as outras coisas sobre a face da terra são criadas para o homem, para que o ajudem a conseguir o fim para que é criado. Donde se segue que o homem tanto há-de usar delas quanto o ajudam para o seu fim, e tanto deve deixar-se delas, quanto disso o impedem. (Santo Inácio de Loiola, Exercícios espirituais, 23).

 

 

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São Tito Brandsma. “O Carmelo fascinou-me”

O Papa Francisco, na mensagem que dirigiu ao Capítulo Geral dos Frades, em 2019, citando no seu discurso capitular o Beato Tito Brandsma, disse: “É próprio da Ordem do Carmo, ainda que seja uma Ordem mendicante de vida activa e que vive no meio do povo, conservar uma grande estima pela solidão e o desapego do mundo, considerando a solidão e a contemplação como a melhor parte da sua vida espiritual”. O Pe. Brandsma ingressou no Carmelo atraído pelo carisma carmelita: “A espiritualidade do Carmelo, que é vida de oração e de terna devoção a Maria, levaram-me à feliz decisão de abraçar esta vida. O espírito do Carmelo fascinou-me”. O Pe. Tito não é um nostálgico do passado, mas recorre ao ontem do Carmelo, aos místicos e modelos de santidade, como figuras proféticas que têm muito a dizer ao tempo presente. Soube combinar de forma magistral e integradora a tradição e a modernidade.

Viveu com equilíbrio e de forma harmoniosa o espírito contemplativo do Carmelo, sendo um homem orante, fraterno e profético no meio do povo. Talvez seja esta a chave para entender a sua personalidade versátil nas muitas e diferentes tarefas a que se dedicou. No Beato Tito – como nos recordava o Papa Francisco – a contemplação e a compaixão encontram-se de forma natural, sem reduzir “a espiritualidade à pseudomística ou solidariedade de fim-de-semana” ou cair na tentação de tornar os pobres invisíveis para que não nos questionem.

Fr. Míċeál O’Neill, Excerto resumido da Carta “A cruz é a minha alegria”

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São Tito Brandsma, testemunha da verdade

O mundo e a própria Igreja pedem-nos hoje um testemunho claro e autêntico de vida. “O nosso desejo é que as pessoas vejam o que os carmelitas estão chamados a ser” (PG 2019-25).
O Beato Tito recorda-nos que a nossa vida converte-se em testemunho quando é acompanhada pelas obras. O carmelita dos Países Baixos lembra aos seus confrades: “É preferível ser um ignorante, mas cheio de fé, do que um sábio sem sentimentos… Porque somente o homem que actua intimamente unido a Deus pode estar verdadeiramente unido ao próximo. Só o que se alimenta de Deus pode dar testemunho de Deus com as obras”. Noutra ocasião, afirmou: “O que embeleza a nossa vida em comum não é tanto o direito e o dever mas a ajuda e a misericórdia”. A Igreja necessita dos santos de todos os dias, os que levam a vida comum com coerência, os “santos ao pé da porta”, mas também daqueles que têm a coragem de aceitar a graça de serem testemunhas até ao fim, até à morte. Todos eles – entre os quais se encontra o nosso Irmão Tito – são o sangue vivo da Igreja.

Fr. Míċeál O’Neill, Excerto resumido da Carta “A cruz é a minha alegria”

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São Tito Brandsma, O. Carm. – 27 de Julho

Tito era um místico no sentido mais genuíno da palavra: o crente que vive a presença do amor de Deus no meio das circunstâncias da vida, desde as mais comuns às mais heróicas, como no seu martírio. Destaca-se neste carmelita a sua profunda espiritualidade, não só teórica mas também experiencial. A experiência mística – segundo ele – não é para uma elite ou um grupo selecto mas para todos. Tito apreciou o testemunho dos que na tradição carmelita aprofundaram a pessoa como “Deus por participação” (cf. S. João da Cruz, CB 39, 4).

O Pe. Tito realçou que o verdadeiro místico não é um ser afastado da realidade nem se fecha numa bolha asséptica e insensível, mas que, a sua profunda relação pessoal com Deus (cf. 1 Re 17, 1), converte-o em alguém aberto às necessidades, dramas e interrogações dos homens e mulheres do seu tempo. Que viveu a vida mística no quotidiano confirma-o, com muito sentido de humor, o famoso escritor holandês Godfried Bomans, que conhecia muito bem o seu espírito viajante e infatigável, quando afirmou: “Brandsma foi o único místico na Europa que tinha um bilhete de transporte e viveu a sua santidade na carruagem de um comboio”.

Fr. Míċeál O’Neill, Excerto da Carta “A cruz é a minha alegria”

“A cruz é a minha alegria” é o título da “Carta” que o Prior Geral da Ordem Carmelita escreveu à Família Carmelita, movido pelo anúncio da canonização do Pe. Tito Brandsma, O. Carm., por parte do Papa Francisco., que veio a realizar-se em 15 de Maio de 2022, em Roma.

https://www.ordem-do-carmo.pt/index.php/2-uncategorised/1084-a-cruz-e-minha-alegria?fbclid=IwAR1-xTZXIZcskTDAh83XgOP8szAIZTCVxftsrJBk3cZ_fLl6eZBM2T61PoY

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“Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11, 1). Catequeses sobre o Pai Nosso

 

 

O Evangelho do 17º Domingo do Tempo Comum – Ano C – fala da oração, nomeadamente do Pai Nosso. O Papa Francisco dedicou 16 catequeses  a esta oração, com início em 5 de Dezembro de 2018 e conclusão em 22 de Maio de 2019. Para aceder a cada uma delas, basta carregar no link respectivo.

Catequeses do Papa Francisco sobre o Pai Nosso

5 de Dezembro de 2018 – “A oração do Pai Nosso”: https://is.gd/W2O1Hd
12 de Dezembro de 2018 – “Pedir com confiança”: https://is.gd/InAm42
2 de Janeiro de 2019 – “Pai Nosso no centro do Sermão da Montanha”: https://is.gd/EzVyfJ
– 9 de Janeiro de 2019 – “Jesus orante”: https://is.gd/AVz8MQ
16 de Janeiro – “Abba, Pai!”: https://is.gd/JGPVnF
13 de Fevereiro – “Pai de todos nós”: https://is.gd/SHzBQv
20 de Fevereiro – “Pai nosso que estais no céu”: https://is.gd/O5MVak
27 de Fevereiro – “Santificado seja o vosso nome”: https://is.gd/GbGZJI
6 de Março – “Venha a nós o vosso Reino”: https://is.gd/VQyLKr
20 de Março – “Seja feita a vossa vontade”: https://is.gd/bQfnBR
27 de Março – “O pão nosso de cada dia”: https://is.gd/vGDIzz
10 de Abril – “Perdoai-nos os nossos pecados assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”: https://is.gd/TYSBw2
24 de Abril – “Como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido”: https://is.gd/IC56oY
01 de Maio – “Não nos deixeis cair em tentação”: https://is.gd/jtSFfU
15 de Maio – “Livrai-nos do mal”: https://is.gd/WNTpPZ
22 de Maio – “Onde quer que estiveres, invoca o Pai”: https://www.vatican.va/…/papa-francesco_20190522…

 

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