Semana de oração pelos seminários

Senhor Jesus,
que um dia chamaste os primeiros discípulos
e fizeste deles pescadores de homens:
continua hoje a fazer ressoar
nas comunidades, nas famílias e no coração dos jovens
o teu sublime convite: “Vem e segue-Me!”
Faz com que sejam muitos aqueles que, com prontidão,
respondem ao Teu chamamento à vida sacerdotal
e nunca se envergonhem de dar testemunho de Ti.

Senhor Jesus,
rogamos-Te pelos nossos seminários e pelos seminaristas,
que ali amadurecem a sua vocação:
dá-lhes um coração generoso e forte
e concede-lhes o ardente desejo de se entregarem
ao serviço de Deus e dos homens.
Ampara-os nos momentos de prova e cansaço
e nunca se envergonhem de dar testemunho de Ti!

Senhor Jesus,
guia os formadores dos nossos seminários
com os dons do Teu Espírito de sabedoria e de santidade,
para que com a sua presença amiga
sejam bons companheiros de viagem,
mestres segundo o Teu Evangelho
e nunca se envergonhem de dar testemunho de Ti!

Virgem Maria,
rainha dos apóstolos e mãe dos sacerdotes,
acompanha maternalmente os nossos seminaristas,
para que correspondam, sem medo,
à vocação que lhes foi doada por Jesus.
Faz com que também eles possam pronunciar
com alegria e confiança o seu “Eis-me aqui!”,
imitando o Teu luminoso exemplo
e apoiados na Tua materna intercessão.
Recompensa com a tua solicitude os nossos benfeitores
e acolhe no teu colo os que já adormeceram em Cristo.
Ámen!

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Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

Na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, a Igreja, Mãe piedosa, depois da sua solicitude em celebrar com os devidos louvores todos os seus filhos que se alegram no céu, quer interceder diante de Deus pelas almas de todos os que nos precederam, marcados com o sinal da fé e que agora dormem na esperança da ressurreição, bem como por todos os defuntos, cuja fé só Deus conhece, a fim de que, purificados de toda a mancha do pecado, sejam associados aos cidadãos celestes, para poderem gozar da visão da felicidade eterna.

Serão dias difíceis para si, e é possível que até chegue a pensar que algo assim não se pode suportar. No entanto, estou plenamente persuadida de que encontrará em si mesma a força necessária. Agora tem no céu uma fiel intercessora, que certamente conhece todas as suas dificuldades e cuja oração maternal há-de ser escutada com toda a segurança. Nada nos ajuda tanto a dirigir o nosso olhar até à pátria celeste, como o facto de que alguém, a quem estamos muito unidos, nos preceda. (Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)).

Oração

Escutai benignamente, Senhor, as nossas orações, para que, ao confessarmos a nossa fé no vosso Filho, ressuscitado de entre os mortos, seja fortalecida a nossa esperança na ressurreição dos vossos servos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

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Solenidade de Todos os Santos

– Que nenhuma alma, por mais miserável que seja, caia em dúvida: enquanto viver, qualquer uma pode atingir uma grande santidade, tão grande é o poder da graça divina. (Santa Faustina Kowalska).

– Toda a santidade consiste em amar a Deus, e todo o amor a Deus consiste em fazer a sua vontade. (Santo Afonso Maria de Ligório).

– A santidade é muito simples, é entregar-se confiante e amorosamente nos braços de Deus, querendo e fazendo o que cremos que Ele quer. (Santa Maria Maravilhas de Jesus).

– Se queremos ser santos, procuremos a verdadeira união com Deus que é unir totalmente a nossa vontade à vontade dele. (Santo Afonso Maria de Ligório).

– A santidade cristã não é, primariamente, obra nossa, mas fruto da docilidade – deliberada e cultivada – ao Espírito do Deus três vezes Santo. (Papa Francisco).

– Posso, apesar de minha pequenez, aspirar à santidade (Santa Teresinha do Menino Jesus).

– Os Santos não são super-homens, nem nasceram perfeitos. Eles são como nós, como cada um de nós, são pessoas que antes de alcançar a glória do Céu levaram uma vida normal, com alegrias e sofrimentos, dificuldades e esperanças. (Papa Francisco).

– Não há nenhum santo, à excepção da bem-aventurada Virgem Maria, que não tenha conhecido também o pecado e que não tenha caído alguma vez. (Bento XVI).

– Por isso, todos nós somos chamados a caminhar pela vereda da santidade, e esta senda tem um nome, um semblante: o rosto de Jesus Cristo. É Ele que nos ensina a tornar-nos Santos. (Papa Francisco).

Oração

Deus eterno e omnipotente, que nos concedeis a graça de honrar numa única solenidade os méritos de Todos os Santos, dignai-Vos derramar sobre nós, em atenção a tão numerosos intercessores, a desejada abundância da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amen.

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O olhar de Jesus que procura Zaqueu

Jesus foi enviado pelo Pai para buscar quem estava perdido; e quando chega a Jericó, passa precisamente debaixo da árvore onde estava Zaqueu. O Evangelho narra que «Jesus levantou o olhar e disse-lhe: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje devo ficar na tua casa”» (v. 5). É uma imagem muito bela, porque se Jesus deve levantar o olhar, significa que vê Zaqueu desde baixo. Esta é a história da salvação: Deus não nos olhou desde o alto para nos humilhar e julgar, não; pelo contrário, abaixou-se para nos lavar os pés, olhando-nos desde baixo e restituindo-nos a dignidade. Deste modo, o cruzamento de olhares entre Zaqueu e Jesus parece resumir toda a história da salvação: a humanidade com as suas misérias procura a redenção; mas, sobretudo, Deus com a sua misericórdia, procura a criatura para a salvar.
Irmãos, irmãs, lembremo-nos disto: o olhar de Deus nunca pára no nosso passado cheio de erros, mas olha com infinita confiança para aquilo em que nos podemos tornar.

Papa Francisco, Angelus, 30 de Outubro, 2022

 

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Discernimento: a desolação

Caros irmãos e irmãs, o discernimento, que nos vem ocupando nestas catequeses, tem a ver sobretudo com as nossas acções e a sua dimensão afectiva, porque Deus fala ao coração. Assim, hoje dedicar-me-ei a reflectir sobre a experiência da desolação, que se manifesta numa certa escuridão da alma, que se sente tíbia, preguiçosa e triste. Aprendermos a ler esta tristeza é importante, para evitar que o tentador a utilize como instrumento para nos desencorajar. Quando o desânimo sobrevém, devemos continuar com firmeza o que nos tínhamos proposto fazer. Se abandonássemos o trabalho ou o estudo por sentir tédio ou tristeza, nunca terminaríamos nada. O mesmo sucede na vida espiritual. Infelizmente, por causa da desolação, alguns abandonam a oração, e até o matrimónio ou a vida religiosa, sem parar, primeiro, a interpretar esse estado de espírito, com a ajuda de uma pessoa prudente. Para quem quer servir o Senhor, há uma regra de ouro: nunca fazer alterações em tempo de desolação. Antes, aproveitar a desolação como uma oportunidade para converter a vida ou para imitar Jesus naquela firme resolução com que rejeitou as tentações. Se soubermos atravessar a solidão e a desolação com esta consciência e abertura ao Espírito Santo, podemos sair delas mais fortes tanto a nível humano como espiritual.

Papa Francisco, Resumo da Audiência Geral, 26 de Outubro, 2022

Catequese completa:

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2022/documents/20221026-udienza-generale.html

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Quem se humilha … quem se exalta…

O Evangelho da liturgia de hoje apresenta-nos uma parábola que tem dois protagonistas, um fariseu e um publicano (cf. Lc 18,9-14). Ambos sobem ao templo para orar, mas somente o publicano se eleva verdadeiramente para Deus, porque desce humildemente à verdade de si mesmo e apresenta-se tal como é, sem máscaras, com a sua pobreza. Podemos dizer, então, que a parábola encontra-se entre dois movimentos, expressos pelos verbos: subir e baixar.

O primeiro movimento é “subir”. O texto começa por dizer: “Dois homens subiram ao templo para orar” (v. 10). Subir, portanto, expressa a necessidade do coração de desprender-se de uma vida superficial para se encontrar com o Senhor; de levantar-se das planícies do nosso ego para ascender até Deus – desfazer-se do próprio eu -; de recolher o que vivemos no vale para levá-lo ao Senhor. Isto é “subir”, e quando rezamos subimos.

Mas para viver o encontro com Ele e ser transformados pela oração, para elevar-nos até Deus, necessitamos do segundo movimento: “baixar”. Porquê? Que significa isto? Para subir até Ele devemos descer dentro de nós mesmos: cultivar a sinceridade e a humildade do coração, que nos permitem ver com honestidade as nossas fragilidades e as nossas pobrezas interiores. Com efeito, na humildade tornamo-nos capazes de levar a Deus, sem fingimentos, o que realmente somos, as limitações e as feridas, os pecados e as misérias que pesam no nosso coração, e de invocar a sua misericórdia para que nos cure e nos levante. Será Ele quem nos levanta, e não nós. Quanto mais nos abaixamos na humildade, mais Deus nos eleva.

Papa Francisco, Angelus, 23 de Outubro, 2022

 

 

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Discernimento: o livro da própria vida

 

Entre os elementos indispensáveis para um bom discernimento, conta-se a nossa própria história de vida. De certo modo é o «livro» mais precioso que nos foi confiado; um livro, que muitos, infelizmente, não leem. Mas o ser humano que não conhece o próprio passado, está condenado a repeti-lo. Quantas vezes nos assaltam, uma vez e outra, pensamentos como estes: «eu não valho nada», «a mim tudo me corre mal», «nunca farei nada de jeito», etc. São pensamentos que nos fazem mal e, sem nos darmos conta, intoxicam-nos o coração. Ler a própria história significa reconhecer e livrar-se destes elementos tóxicos, abrindo o coração para horizontes mais amplos, identificando facetas e detalhes importantes da vida, que até agora nos tinham passado despercebidos; notamos outras vertentes possíveis da realidade que reforçam o gosto interior, a paz e a criatividade. E assim uma leitura, um serviço, um encontro que, à primeira vista, pareciam de pouca importância, acabam por nos transmitir a alegria de viver e sugerir novas iniciativas de bem-fazer. Parar para reconhecer tudo isto, é indispensável ao discernimento, pois aperfeiçoa o olhar tornando-o capaz de ver os pequenos milagres que o bom Deus realiza diariamente em nosso favor. Ora o estilo de Deus é discreto, não se impõe; é como o ar que respiramos: não o vemos, mas faz-nos viver e só damos conta dele quando nos falta. De igual modo o bem é silencioso e, para o vermos, requer-se uma busca lenta e continua na nossa história. 

Papa Francisco, Resumo da Audiência geral, 19 de Outubro, 2022 

 Catequese completa

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2022/documents/20221019-udienza-generale.html

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Rezar sempre e sem desfalecer

Hoje, Jesus oferece-nos o remédio para aquecer uma fé tíbia. E qual é o remédio? Oração. A oração é o remédio da fé, a restauradora da alma. Deve, no entanto, ser uma oração constante. Precisamos da água diária da oração, precisamos de tempo dedicado a Deus, para que Ele possa entrar no nosso tempo, na nossa história; momentos constantes em que abrimos o nosso coração a Ele, para que Ele possa derramar amor, paz, alegria, força, esperança em nós todos os dias; isto é, alimentar a nossa fé. 

Por isso Jesus fala hoje aos seus discípulos – a todos, não apenas a alguns! – «sobre a obrigação de orar sempre, sem desfalecer» (v. 1). Mas pode-se objetar: “Mas como faço? Talvez uma prática espiritual sábia possa vir em nosso auxílio, que é a das chamadas orações jaculatórias. Do que se trata? Orações muito curtas, fáceis de memorizar, que podemos repetir frequentemente durante o dia, no decorrer de várias atividades, para ficarmos “sintonizados” com o Senhor. Tomemos alguns exemplos. Assim que acordamos, podemos dizer: “Senhor, agradeço-te e ofereço-te este dia”: esta é uma breve oração; depois, antes de uma atividade, podemos repetir: “Vem, Espírito Santo”; e entre uma coisa e outra podemos rezar assim: “Jesus, confio em ti, Jesus, amo-te”. E não nos esqueçamos de ler as suas respostas. O Senhor responde, sempre. Onde as encontramos? No Evangelho, que   deve sempre estar à mão para ser aberto algumas vezes durante o dia, para receber uma Palavra de vida dirigida a nós. 

Papa Francisco, Angelus, 16 de Outubro, 2022 

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Santa Teresa de Jesus – 15 de Outubro

É muito conhecida esta pequena oração / poema de Santa Teresa de Jesus:

Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança,
Quem a Deus tem,
Nada lhe falta.
Só Deus basta
.

Nesta oração, Teresa de Ávila fala sobretudo de si e para si, e fala-nos também a nós, transmitindo-nos um ensinamento. Quando começaram as suas experiências místicas e os seus confessores lhe diziam que eram obra do demónio, sentiu no seu interior uma voz: “Não tenhas medo, filha, sou Eu e não te desampararei; não temas. (…) Eis-me aqui, só com estas palavras, sossegada, com fortaleza, com ânimo, com segurança (…) Oh, que bom Deus e que poderoso! (…) Não só dá conselho, mas também o remédio” (Vida 25, 18-19). Esta voz foi suficiente para a pacificar e dar-lhe fortaleza sobre-humana.

Jesus fala a Teresa como falou aos seus discípulos depois da ressurreição, como Deus se manifestou tantas vezes aos que escolheu no passado: “Coragem, sou Eu, não tenhais medo”. Teresa sabe que “Suas palavras são obras” (Vida 25, 19), “A Vossa palavra não pode falhar” (Caminho de Perfeição 27, 2). Deste modo, quando Jesus diz a Teresa: “Não tenhas medo”, todos os seus temores desaparecem e toda ela fica renovada.

Mas é necessário recordar as palavras de Jesus em cada momento. Ela dizia frequentemente a si mesma: Teresa, que nada TE perturbe, que nada TE espante… Só Deus TE basta”. Cada vez que tinha uma contradição e perturbação, repetia-o interiormente e encontrava força neste convencimento, que aprendeu de São Paulo: “Se Deus está por nós, quem estará contra nós?” (Rm 8, 31).

Também eu posso dizer: “Que nada ME perturbe, que nada ME espante… Só Deus ME basta. Ele é o MEU amigo verdadeiro. Ponho n’Ele toda a MINHA confiança, porque sei que nunca ME faltará”. “Levantem-se contra mim todos os letrados, persigam-me todas as coisas criadas, atormentem-me os demónios, mas não me falteis vós, Senhor, que já tenho experiência do ganho que cumulais a quem só em vós confia” (Vida 25,17).

Oração

Senhor, que por meio de Santa Teresa de Jesus, inspirada pelo Espírito Santo, manifestastes à vossa Igreja o caminho da perfeição, concedei-nos a graça de encontrar alimento na sua doutrina espiritual e de nos inflamarmos no desejo da verdadeira santidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amen.

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