Novena de Nª Srª do Carmo: 2º Dia

2º Dia: Entregar-se totalmente

Virgem Maria, Mãe e formosura do Carmelo, estrela do mar, nesta novena recorremos a ti implorando o teu auxílio. Mãe de Deus e nossa Mãe, dirige o teu olhar para todos nós que imploramos o teu auxílio, escuta as nossas orações e ensina-nos a servir Jesus com coração sincero, como tu fizeste. Mãe de misericórdia e refúgio dos pecadores, intercede por nós junto do teu Filho, que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amen.

Invocações: – Rainha do céu, que um dia, junto a ti, na eternidade, gozemos e proclamemos a grandeza do Senhor porque o Todo Poderoso fez em ti maravilhas.
– Venha em nossa ajuda, Senhor, a poderosa intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe e Rainha do Carmelo, para que, protegidos pelo seu auxílio, cheguemos ao verdadeiro monte da salvação, Jesus Cristo, nosso Senhor, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Leitura bíblica: Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela. (Lc 1, 38).

Reflexão: Maria não está somente disponível para fazer a vontade de Deus, mas aceita que a vontade de Deus se realize nela. Qual é a diferença? Maria não coloca qualquer coisa à disposição de Deus, mas coloca-se ela mesma totalmente à sua disposição. Segundo a sua vontade, Deus pode dispor de todo o seu ser e de toda a sua existência.

Ladainha: – Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.
– Rainha dos Carmelitas, rogai por nós.
– Virgem fiel, rogai por nós.
– Virgem da escuta, rogai por nós.
– Mãe do abandono perfeito, rogai por nós.
– Via recta que conduz ao Céu, rogai por nós.

Oração: Santa Maria, Mãe nossa, tu deste-nos o Escapulário do Carmelo. Tu atendeste a oração do teu filho São Simão Stock. Ajuda-nos a trazer o Escapulário com toda a fidelidade e toda a humildade para que ele seja sinal do nosso desejo não só de fazer a tua vontade, mas também de estarmos disponíveis para a aceitar em nós. Ajuda-nos para que estejamos sempre disponíveis para colaborar no projecto de salvação que Deus tem para todos e a crescer na santidade. Por Jesus Cristo, nosso Senhor.

Conclusão: Flor do Carmelo, vide florescente, esplendor do Céu, Virgem Mãe, singular. Doce Mãe, mas sempre Virgem, aos teus filhos dá teus favores, ó estrela do mar.

 

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Novena de Nª Srª do Carmo: 1º Dia

1º Dia: Escutar e pôr em prática

Virgem Maria, Mãe e formosura do Carmelo, estrela do mar, nesta novena recorremos a ti implorando o teu auxílio. Mãe de Deus e nossa Mãe, dirige o teu olhar para todos nós que imploramos o teu auxílio, escuta as nossas orações e ensina-nos a servir Jesus com coração sincero, como tu fizeste. Mãe de misericórdia e refúgio dos pecadores, intercede por nós junto do teu Filho, que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amen.

Invocações: – Flor do Carmelo, vide florescente, esplendor do Céu, Virgem Mãe, singular. Doce Mãe, mas sempre Virgem, aos teus filhos dá teus favores, ó estrela do mar.
– Estrela do mar, conduz a barca da nossa vida na noite escura do desterro até às praias luminosas da Pátria celeste.

Leitura bíblica: Enquanto Jesus falava, uma mulher, levantando a voz do meio da multidão, disse: «Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram!» Ele, porém, retorquiu: «Felizes, antes, os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática. (Lc 11, 27-28).

Reflexão: O que devo fazer para escutar a Palavra de Deus e para organizar a minha vida segundo a sua Palavra?

Ladainha: – Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
– Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.
– Santa Maria, esplendor do Carmelo, rogai por nós.
– Virgem da fé, rogai por nós.
– Mestra da vida interior, rogai por nós.
– Luz da noite do espírito, rogai por nós.

Oração: Santa Maria, Mãe de Deus, Esplendor do Carmelo, to mostraste-te receptiva ao chamamento de Deus. Tu compreendeste a sua Palavra que entrou no mais profundo do teu coração de tal modo que ela tomou carne de ti e em ti. A Palavra de Deus transformou toda a tua vida. Ajuda-me nos caminhos da vida. Quero trazer o teu Escapulário e orientar a minha vida pela tua. Deste modo, espero seguir o teu Filho e tornar-me cada vez mais semelhante a ele. Amen.

Conclusão: Flor do Carmelo, vide florescente, esplendor do Céu, Virgem Mãe, singular. Doce Mãe, mas sempre Virgem, aos teus filhos dá teus favores, ó estrela do mar.

 

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Mandou-os, dois a dois, adiante de si

No Evangelho da Liturgia deste 14º Domingo lemos que «designou o Senhor ainda setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir» (Lc 10, 1).

A tarefa dos discípulos é ir pelas aldeias e preparar o povo para receber Jesus; e as instruções que Ele lhes dá não são tanto sobre o que devem dizer, mas sobre como devem ser: isto é, não sobre o “livrete” que devem recitar, não; sobre o testemunho de vida, o testemunho a ser dado mais do que sobre as palavras a dizer. De facto, define-os como operários: ou seja, são chamados a operar, a evangelizar através do seu comportamento. E a primeira acção concreta através da qual os discípulos realizam a sua missão é precisamente a de ir dois a dois. Os discípulos não são “batedores livres”, pregadores que não sabem ceder a palavra a outro. É antes de mais a própria vida dos discípulos que proclama o Evangelho: o seu saber estar juntos, o respeitar-se reciprocamente, o não querer demonstrar que se é mais capaz do que o outro, a referência concordante ao único Mestre.

Podem-se elaborar planos pastorais perfeitos, implementar projectos bem elaborados, organizar-se nos mínimos detalhes; podem-se convocar multidões e ter muitos meios; mas se não houver disponibilidade para a fraternidade, a missão evangélica não progride. (…) a missão evangelizadora não se baseia no activismo pessoal, ou seja, no “fazer”, mas no testemunho do amor fraterno, inclusive através das dificuldades que a convivência implica.

Papa Francisco, Angelus, 3 de Julho, 2022

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Julho, mês de Nossa Senhora do Carmo

Como me teria gostado ser sacerdote para pregar sobre a Virgem Maria! Penso que seria suficiente fazê-lo uma só vez para dar a entender o que penso dela. Antes demais nada, faria ver quão pouco se conhece a vida da Santíssima Virgem. Não devemos dizer dela coisas inverosímeis ou que não se sabem… Adivinha-se perfeitamente que a sua vida real, em Nazaré, e mais tarde, teve de ser completamente ordinária…Era-lhes submisso (Lc 2,51). Que simples! Apresenta-se a Virgem inacessível. Haveria que apresentá-la imitável, praticando as virtudes ocultas. Haveria que dizer que vivia de fé, como nós, e dar as provas que se lêem no Evangelho, onde se diz: Não compreenderam o que lhes dizia. E esta outra passagem: Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que se diziam d’Ele (Lc 2,33).

Santa Teresinha do Menino Jesus

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Solenidade de São Pedro e São Paulo

O Sínodo, que estamos a celebrar, chama-nos a ser uma Igreja que se ergue em pé, não dobrada sobre si mesma, capaz de olhar mais além, de sair das suas prisões para ir ao encontro do mundo, com a coragem de abrir portas. (…) Uma Igreja sem correntes nem muros, onde cada qual se possa sentir acolhido e acompanhado, onde se cultive a arte da escuta, do diálogo, da participação, sob a única autoridade do Espírito Santo. Uma Igreja livre e humilde, que «se ergue depressa», que não adia, não acumula atrasos face aos desafios de hoje, não se demora nos recintos sagrados, mas deixa-se animar pela paixão do anúncio do Evangelho e pelo desejo de chegar a todos, e a todos acolher. Não esqueçamos esta palavra: todos. Todos! Ide pelas encruzilhadas e trazei todos, cegos, surdos, coxos, doentes, justos, pecadores: todos, todos! Esta palavra do Senhor deve ressoar… ressoar na mente e no coração: todos! Na Igreja, há lugar para todos. E muitas vezes tornamo-nos uma Igreja de portas abertas, mas para despedir as pessoas, para condenar as pessoas. Ontem dizia-me um de vós: «Para a Igreja, este não é o tempo dos despedimentos, mas o tempo do acolhimento». «Não vieram ao banquete…» – Ide pelas encruzilhadas. Todos, todos! «Mas são pecadores!» – Todos.

(…) Que podemos fazer juntos, como Igreja, para tornar o mundo em que vivemos mais humano, mais justo, mais solidário, mais aberto a Deus e à fraternidade entre os homens? Ajudemo-nos a ser fermento na massa do mundo. Juntos, podemos e devemos fazer gestos cuidadores a bem da vida humana, da tutela da criação, da dignidade do trabalho, dos problemas das famílias, da condição dos idosos e de quantos se veem abandonados, rejeitados e desprezados. Enfim, ser uma Igreja que promove a cultura do cuidado, da ternura, a compaixão pelos frágeis e a luta contra toda a forma de degradação, incluindo a das nossas cidades e dos lugares que frequentamos, para resplandecer na vida de cada um a alegria do Evangelho: esta é a nossa «batalha», este é o nosso desafio.

Papa Francisco, Homilia, 29 de Junho, 2022

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Não ficar a remoer as faltas

Quando o Irmão Lourenço cometia alguma falta, confessava a sua culpa e dizia a Deus: “não faria outra coisa se Tu me deixasses; depende de Ti evitar que caia e corrigir o que está mal.” Depois disso não se preocupava mais com a sua falta.

Frei Lourenço da Ressurreição

Oração

Senhor, apesar do meu esforço, está na Tua mão eu não cair, porque “o justo cai sete vezes ao dia” como diz a Escritura. Por mim não sou capaz de fazer o bem, mas com a Tua ajuda, sim. E se peco, dá-me a graça de, como Frei Lourenço, não ficar a remoer nas faltas cometidas, mas lançar tudo no braseiro ardente do Teu Amor misericordioso. Na verdade, não há falta suficientemente grande que o Teu amor não possa perdoar. Entrego-me à Tua misericórdia! Dá-me a Tua graça para fazer o bem, fazer sempre a Tua vontade. Assim seja.

 

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Imaculado Coração da Virgem Santa Maria

Oh! quisera cantar, Maria, porque te amo. Porque é que o teu doce nome me comove o coração, e porque é que o pensamento da tua grandeza suprema não é capaz de inspirar-me medo. Se te contemplasse na tua sublime glória, muito mais brilhante do que todos os bem-aventurados, não podia acreditar que sou tua filha. Ó Maria, diante de ti, eu baixava os olhos!… Meditando a tua vida escrita no Evangelho atrevo-me a olhar para ti. Não me custa acreditar que sou tua filha, pois vejo que morres e sofres, como eu.

Santa Teresa do Menino Jesus

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A sabedoria dos idosos: aprender a despedir-se

Sem dúvida, esta nova época (velhice) é também um tempo de provação. Começando pela tentação – muito humana, indubitavelmente, mas também muito insidiosa – de preservar o nosso protagonismo. E às vezes o protagonista deve diminuir, deve abaixar-se, aceitar que a velhice te abaixe como protagonista. Mas terás outro modo de te exprimires, outra maneira de participar na família, na sociedade, no grupo de amigos. (…)

Nós, idosos, não deveríamos ter inveja dos jovens que percorrem o seu caminho, que ocupam o nosso lugar, que duram mais do que nós. A honra da nossa fidelidade ao amor jurado, a fidelidade ao seguimento da fé que acreditamos, até nas condições que nos aproximam mais da despedida da vida, são o nosso título de admiração pelas gerações vindouras e de reconhecimento grato da parte do Senhor. Aprender a despedir-se: esta é a sabedoria dos idosos. Mas despedir-se bem, com o sorriso; aprender a despedir-se na sociedade, a despedir-se com os outros. A vida do ancião é uma despedida lenta, lenta, mas uma despedida jubilosa: vivi a vida, conservei a minha fé. Isto é bonito, quando um idoso pode dizer assim: “Vivi a vida, esta é a minha família; vivi a vida, fui pecador, mas também pratiquei o bem”. E a paz que nasce é a despedida do idoso.

Papa Francisco, Audiência geral, 22 de Junho, 2022

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Carregar a cruz

Que significa carregar a cruz? Não se trata de ser masoquistas e comprovar até aonde conseguimos aguentar o sofrimento. Na cruz vemos a nossa capacidade de amar gratuita e incondicionalmente e até aonde estamos dispostos a compartilhar, acompanhar e consolar o nosso próximo.

Míċeál O’Neill, O. Carm.

«Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me» (v. 23). Não se trata de uma cruz ornamental, nem de uma cruz ideológica, mas da cruz da vida, da cruz do próprio dever, da cruz do sacrifício pelo próximo com amor — pelos pais, pelos filhos, pela família, pelos amigos e até pelos inimigos — da cruz da disponibilidade a sermos solidários com os pobres e a comprometer-nos a favor da justiça e da paz. Quando assumimos esta atitude, estas cruzes, perdemos sempre algo. Nunca devemos esquecer-nos que «quem perder a própria vida [por Cristo], salvá-la-á» (v. 24). Trata-se de um perder para ganhar. (…) Mediante o seu Espírito Santo, Jesus dá-nos a força de ir em frente no caminho da fé e do testemunho: fazer aquilo em que cremos; não dizer uma coisa e fazer outra.

Papa Francisco, Angelus, 19 de Junho, 2016

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E vós, quem dizeis que eu sou?

«Quem é Jesus para cada um de nós?». (…) Somos chamados a fazer da resposta de Pedro a nossa resposta, professando com alegria que Jesus é o Filho de Deus, a Palavra eterna do Pai que se fez homem para redimir a humanidade, derramando sobre ela a abundância da misericórdia divina. O mundo precisa mais do que nunca de Cristo, da sua salvação, do seu amor misericordioso. Muitas pessoas sentem um vazio ao seu redor e dentro de si — talvez, às vezes, até nós — e outras vivem na inquietação e na insegurança por causa da precariedade e dos conflitos. (…) Em Cristo, somente nele, é possível encontrar a paz verdadeira e o cumprimento de todas as aspirações humanas. Jesus conhece o coração do homem como ninguém. É por isso que o pode curar, instilando-lhe vida e consolação.

Papa Francisco, Angelus, 19 de Junho, 2016

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