Esta é a notícia

A maior verdade que és chamado a acreditar é esta: a ressurreição de Jesus. É a maior, a mais delirante, a mais incrível das pretensões cristãs.

Há um Homem, na história, que ressuscita, e que Deus constitui como princípio de um novo destino para a nossa humanidade.

Verdadeiramente Aquele que contemplaste na cruz está vivo e caminha à frente dos seus, Aquele que viste esmagado pelo sofrimento testemunha um amor capaz de vencer a morte Aquele que viste ser deposto no sepulcro deixou vazio o seu sepulcro.

Esta é a notícia que o teu coração esperava como nenhuma outra, mas na qual nem sequer ousavas pensar. Este é o dia, o primeiro dia da tua re-criação em Cristo.

Alegra-te, por isso. Que tu possas rejubilar imensamente. Reveste o teu coração de festa. Compreende que na ressurreição de Cristo está toda a vida que se amplifica, se ilumina.

Compreende que é a tua própria vida que adquire uma outra forma. Sente-te atraído, lançado, projetado para dentro do Mistério Pascal.

Jesus ressuscitou, e agora vive à direita do Pai, como Senhor da História. E Ele, o Vivente, envia o seu Espírito para que tu te tornes o seu Corpo Místico, presença do Ressuscitado no mundo.

Pede-lhe a força de acreditar naquilo que melhor exprime a sua presença: a comunhão, o perdão, a fraternidade, a compaixão, a misericórdia, a bondade, a mansidão, o serviço.

D. José Tolentino Mendonça

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Tê-lo sempre presente

Pensar e esquadrinhar o que o Senhor passou por nós move-nos à compaixão, e é saborosa esta pena e as lágrimas que procedem daqui, e de pensar a glória que esperamos e o amor que o Senhor nos teve e a sua ressurreição move-nos ao gozo.

Santa Teresa de Jesus

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O nosso caminho não é feito em vão, não esbarra contra uma pedra tumular

Hoje, porém, descobrimos que o nosso caminho não é feito em vão, que não esbarra contra uma pedra tumular. Uma frase incita as mulheres e muda a história: «Porque buscais o Vivente entre os mortos?» (Lc 24, 5); porque pensais que tudo seja inútil, que ninguém possa remover as vossas pedras? Porque cedeis à resignação ou ao fracasso? A Páscoa, irmãos e irmãs, é a festa da remoção das pedras. Deus remove as pedras mais duras, contra as quais vão embater esperanças e expectativas: a morte, o pecado, o medo, o mundanismo. A história humana não acaba frente a uma pedra sepulcral, já que hoje mesmo descobre a «pedra viva» (cf. 1 Ped 2, 4): Jesus ressuscitado. Como Igreja, estamos fundados sobre Ele e, mesmo quando desfalecemos, mesmo quando somos tentados a julgar tudo a partir dos nossos fracassos, Ele vem fazer novas todas as coisas, inverter as nossas decepções. Nesta noite, cada um é chamado a encontrar, no Vivente, Aquele que remove do coração as pedras mais pesadas.

Papa Francisco

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Porque buscais o Vivente entre os mortos?

1. As mulheres vão ao túmulo levando os aromas, mas temem que a viagem seja inútil, porque uma grande pedra bloqueia a entrada do sepulcro. O caminho daquelas mulheres é também o nosso caminho; lembra o caminho da salvação, que voltamos a percorrer nesta noite. Nele, parece que tudo se vai estilhaçar contra uma pedra: a beleza da criação contra o drama do pecado; a libertação da escravatura contra a infidelidade à Aliança; as promessas dos profetas contra a triste indiferença do povo. O mesmo se passa na história da Igreja e na história de cada um de nós: parece que os passos dados nunca levem à meta. E assim pode insinuar-se a ideia de que a frustração da esperança seja a obscura lei da vida.

Hoje, porém, descobrimos que o nosso caminho não é feito em vão, que não esbarra contra uma pedra tumular. Uma frase incita as mulheres e muda a história: «Porque buscais o Vivente entre os mortos?» (Lc 24, 5); porque pensais que tudo seja inútil, que ninguém possa remover as vossas pedras? Porque cedeis à resignação ou ao fracasso? A Páscoa, irmãos e irmãs, é a festa da remoção das pedras. Deus remove as pedras mais duras, contra as quais vão embater esperanças e expectativas: a morte, o pecado, o medo, o mundanismo. A história humana não acaba frente a uma pedra sepulcral, já que hoje mesmo descobre a «pedra viva» (cf. 1 Ped 2, 4): Jesus ressuscitado. Como Igreja, estamos fundados sobre Ele e, mesmo quando desfalecemos, mesmo quando somos tentados a julgar tudo a partir dos nossos fracassos, Ele vem fazer novas todas as coisas, inverter as nossas decepções. Nesta noite, cada um é chamado a encontrar, no Vivente, Aquele que remove do coração as pedras mais pesadas. Perguntemo-nos, antes de mais nada: Qual é a minha pedra a ser removida, como se chama esta pedra?

Muitas vezes, a esperança é obstruída pela pedra da falta de confiança. Quando se dá espaço à ideia de que tudo corre mal e que sempre vai de mal a pior, resignados, chegamos a crer que a morte seja mais forte que a vida e tornamo-nos cínicos e sarcásticos, portadores dum desânimo doentio. Pedra sobre pedra, construímos dentro de nós um monumento à insatisfação, o sepulcro da esperança. Lamentando-nos da vida, tornamos a vida dependente das lamentações e espiritualmente doente. Insinua-se, assim, uma espécie de psicologia do sepulcro: tudo termina ali, sem esperança de sair vivo. Mas, eis que surge a pergunta desafiadora da Páscoa: Porque buscais o Vivente entre os mortos? O Senhor não habita na resignação. Ressuscitou, não está lá; não O procures, onde nunca O encontrarás: não é Deus dos mortos, mas dos vivos (cf. Mt 22, 32). Não sepultes a esperança!

Há uma segunda pedra que, muitas vezes, fecha o coração: a pedra do pecado. O pecado seduz, promete coisas fáceis e prontas, bem-estar e sucesso, mas, depois, dentro deixa solidão e morte. O pecado é procurar a vida entre os mortos, o sentido da vida nas coisas que passam. Porque buscais o Vivente entre os mortos? Porque não te decides a deixar aquele pecado que, como pedra à entrada do coração, impede à luz divina de entrar? Porque, aos lampejos cintilantes do dinheiro, da carreira, do orgulho e do prazer, não antepões Jesus, a luz verdadeira (cf. Jo 1, 9)? Porque não dizes às vaidades mundanas que não é para elas que vives, mas para o Senhor da vida?

2. Voltemos às mulheres que vão ao sepulcro de Jesus… À vista da pedra removida, sentem-se perplexas; ao ver os anjos, ficam – diz o Evangelho – «amedrontadas» e «voltam o rosto para o chão» (Lc 24, 5). Não têm a coragem de levantar o olhar. E quantas vezes nos acontece o mesmo! Preferimos ficar encolhidos nos nossos limites, escondidos nos nossos medos. É estranho! Mas, por que o fazemos? Muitas vezes porque, no fechamento e na tristeza, somos nós os protagonistas, porque é mais fácil ficarmos sozinhos nas celas escuras do coração do que abrir-nos ao Senhor. E, todavia, só Ele levanta. Uma poetisa escreveu: «Só conhecemos a nossa altura, quando somos chamados a levantar-nos» (E. Dickinson, Nunca sabemos quão alto estamos nós). O Senhor chama-nos para nos levantarmos, ressuscitarmos à sua Palavra, olharmos para o alto e crermos que estamos feitos para o Céu, não para a terra; para as alturas da vida, não para as torpezas da morte: Porque buscais o Vivente entre os mortos?

Deus pede-nos para olharmos a vida como a contempla Ele, que em cada um de nós sempre vê um núcleo incancelável de beleza. No pecado, vê filhos carecidos de ser levantados; na morte, irmãos carecidos de ressuscitar; na desolação, corações carecidos de consolação. Por isso, não temas! O Senhor ama esta tua vida, mesmo quando tens medo de a olhar de frente e tomar a sério. Na Páscoa, mostra-te quanto a ama. Ama-a a ponto de a atravessar toda, experimentar a angústia, o abandono, a morte e a mansão dos mortos para de lá sair vitorioso e dizer-te: «Não estás sozinho, confia em Mim!» Jesus é especialista em transformar as nossas mortes em vida, os nossos lamentos em dança (cf. Sal 30, 12). Com Ele, podemos realizar também nós a Páscoa, isto é, a passagem: passagem do fechamento à comunhão, da desolação ao conforto, do medo à confiança. Não fiquemos a olhar para o chão amedrontados, fixemos Jesus ressuscitado: o seu olhar infunde-nos esperança, porque nos diz que somos sempre amados e que, não obstante tudo o que possamos combinar, o amor d’Ele não muda. Esta é a certeza não negociável da vida: o seu amor não muda. Perguntemo-nos: Na vida, para onde olho? Contemplo ambientes sepulcrais ou procuro o Vivente?

3. Porque buscais o Vivente entre os mortos? As mulheres escutam a advertência dos anjos, que acrescentam: «Lembrai-vos de como vos falou, quando ainda estava na Galileia» (Lc 24, 6). Aquelas mulheres tinham esquecido a esperança, porque não recordavam as palavras de Jesus, a chamada que lhes fez na Galileia. Perdida a memória viva de Jesus, ficam a olhar o sepulcro. A fé precisa de voltar à Galileia, reavivar o primeiro amor com Jesus, a sua chamada: precisa de O recordar, ou seja – literalmente –, de voltar com o coração para Ele. Voltar a um amor vivo para com o Senhor é essencial; caso contrário, tem-se uma fé de museu, não a fé pascal. Mas Jesus não é um personagem do passado, é uma Pessoa vivente hoje; não Se conhece nos livros de história, encontra-Se na vida. Hoje, repassemos na memória o momento em que Jesus nos chamou, quando venceu as nossas trevas, resistências, pecados, como nos tocou o coração com a sua Palavra.

Irmãos e irmãs, voltemos à Galileia.

Recordando Jesus, as mulheres deixam o sepulcro. A Páscoa ensina-nos que o crente se detém pouco no cemitério, porque é chamado a caminhar ao encontro do Vivente. Perguntemo-nos: na minha vida, para onde caminho? Sucede às vezes que o nosso pensamento se dirija continua e exclusivamente para os nossos problemas, que nunca faltam, e vamos ter com o Senhor apenas para nos ajudar. Mas, deste modo, são as nossas necessidades que nos orientam, não Jesus. E continuamos a buscar o Vivente entre os mortos. E quantas vezes, mesmo depois de ter encontrado o Senhor, voltamos entre os mortos, repassando intimamente saudades, remorsos, feridas e insatisfações, sem deixar que o Ressuscitado nos transforme! Queridos irmãos e irmãs, na vida demos o lugar central ao Vivente. Peçamos a graça de não nos deixarmos levar pela corrente, pelo mar dos problemas; a graça de não nos estilhaçarmos contra as pedras do pecado e os rochedos da desconfiança e do medo. Procuremo-Lo a Ele, deixemo-nos ser procurados por Ele, procuremo-Lo em tudo e antes de tudo. E com Ele, ressuscitaremos.

Papa Francisco, Homilia da Vigília Pascal, 20 de Abril de 2019

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Santa e Feliz Páscoa de 2019

Ressuscitou o Senhor

Na sua dor os homens encontraram / Uma pura semente de alegria, / O segredo da vida e da esperança: / Ressuscitou o Senhor!

Os que choravam cessarão o pranto, / Brilhará novo Sol nos corações, / Pode o homem cantar o seu triunfo: / Ressuscitou o Senhor!

Os que nos duros campos trabalharam / Voltarão entre vozes de alegria, / Erguendo ao alto os frutos da colheita: / Ressuscitou o Senhor!

Já ninguém viverá sem luz da fé, / Já ninguém morrerá sem esperança; / O que crê em Jesus venceu a morte: / Ressuscitou o Senhor!

O Senhor nos livre desta terrível armadilha: sermos cristãos sem esperança, que vivem como se o Senhor não tivesse ressuscitado e o centro da vida fossem os nossos problemas” (Papa Francisco).

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Senhor Jesus, ajuda-nos a ver na tua cruz todas as cruzes do mundo

Senhor Jesus, ajuda-nos a ver na tua cruz todas as cruzes do mundo:

a cruz de pessoas com fome de pão e amor; a cruz de pessoas sós e abandonadas até pelos seus próprios filhos e parentes; a cruz de pessoas sedentas de justiça e paz; a cruz de pessoas que não têm o conforto da fé; a cruz dos idosos que se arrastam sob o peso dos anos e da solidão; a cruz dos migrantes que encontram as portas fechadas por causa do medo e dos corações blindados por cálculos políticos; a cruz dos pequeninos, feridos na sua inocência e na sua pureza; a cruz da humanidade que vagueia na escuridão da incerteza e nas trevas da cultura do momento; a cruz de famílias partidas pela traição, pelas seduções do maligno ou pela mentalidade assassina da leveza e do egoísmo; a cruz dos consagrados que procuram incansavelmente trazer a tua luz ao mundo e se sentem rejeitados, ridicularizados e humilhados; a cruz de pessoas consagradas que, ao longo do caminho, se esqueceram do seu primeiro amor; a cruz dos teus filhos que, acreditando em Ti e tentando viver de acordo com a tua palavra, acabam por ser marginalizados e descartados até pelos seus parentes e os seus pares; a cruz das nossas fraquezas, das nossas hipocrisias, das nossas traições, dos nossos pecados e das nossas inúmeras promessas quebradas; a cruz da tua Igreja que, fiel ao teu Evangelho, sofre para levar o teu amor até entre os próprios baptizados; a cruz da Igreja, tua noiva, que se sente continuamente atacada por dentro e por fora; a cruz do nosso lar comum que definha gravemente aos nossos olhos egoístas e cegos pela avidez e pelo poder.

Senhor Jesus, reaviva em nós a esperança da ressurreição e da tua vitória definitiva contra todo o mal e toda a morte. Amen!

Papa Francisco, Via-Sacra no Coliseu de Roma, 19.04.2019

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Nenhuma mulher atraiçoou Jesus

Que se saiba, nenhuma mulher negou – ou atraiçoou – Jesus. Até a esposa daquele que O condenou terá feito tudo para evitar a Sua morte (cf. Mt 27, 19). Pilatos, Herodes, Anás, Caifás, Judas Iscariotes, soldados. Só encontramos homens implicados na condenação de Jesus.

Mas se a morte é uma acção de homens, a notícia da Ressurreição começa por ser uma questão de mulheres. Aliás, o contraste já se verificara junto à Cruz. Além dos soldados (por motivos profissionais), o único homem a marcar presença foi o «Discípulo Amado» (cf. Jo 19, 25-26).

Também ao sepultamento de Jesus — feito por dois homens: José e Nicodemos (cf. Jo 19, 38-42) — apenas compareceram mulheres (cf. Mc 15, 47; Mt 27, 61; Lc 23, 55). Não espanta, assim, que as primeiras a visitar o sepulcro tenham sido igualmente as mulheres. Foi pelas mulheres que os discípulos souberam que a sepultura estava aberta (cf. Jo 20, 2). E foram as mulheres as primeiras a ver o Ressuscitado (cf. Mc 16, 9; cf. Mt 28, 9). É às mulheres que Jesus confia o encargo de anunciar a Ressurreição (cf. Jo 20, 18; Mt 28, 10). Sucede que os discípulos não acreditaram (cf. Mc 16, 11; Lc 24, 11), pelo que Jesus censura a sua incredulidade (cf. Mc 16, 14).

As mulheres foram as destinatárias da «protofania do Ressuscitado» e as protagonistas do «proto-anúncio da Ressurreição». Gregório de Antioquia, no século VI, detalha as palavras que Jesus lhes terá dirigido: «Anunciai aos Meus discípulos os mistérios que vistes. Tornai-vos os primeiros mestres dos mestres».

E Maria? Será que Jesus não Lhe apareceu? Não deixa de ser espantoso que um elenco tão pormenorizado como o de São Paulo — que chega a falar de uma aparição a mais de quinhentas pessoas (cf. 1Cor 15, 6) — tenha omitido a aparição à própria Mãe. Não falta, entretanto, quem garanta que foi mesmo a Maria que Jesus apareceu em primeiro lugar. Um autor do século V, chamado Sedúlio, assegura que o Ressuscitado mostrou-Se, antes de mais, à Sua Mãe. E São João Paulo II apresenta o motivo: «A ausência de Maria do grupo das mulheres que se dirige ao sepulcro pode constituir um indício de Ela já Se ter encontrado com Jesus».

Maria – proclamada feliz por ter acreditado (cf. Lc 1, 45) – sabia que não era no túmulo que Jesus Se encontrava. Ela manteve sempre viva a chama da fé, preparando-Se para acolher o anúncio jubiloso – e surpreendente – da Ressurreição!

João António Pinheiro Teixeira

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Revista “Família Carmelita”, nº 81(2019)

Acaba de ser publicado o nº 81 da revista “Família Carmelita” da Ordem do Carmo em Portugal. Como vem sucedendo, não há um tema único a dominar o conteúdo desta publicação. Se se quiser salientar um que ocupa uma parte substancial de “Família Carmelita” podemos referir o tema dos “Jovens”. Há também um conjunto de artigos que reflectem assuntos relacionados com a Ordem Carmelita, nomeadamente: “Leitura eclesiológica da Regra do Carmo à luz do Concílio Vaticano II”, da autoria de Fr. Claudemir Rozin, O. Carm., “Homilia da Missa da Beatificação do Padre Tito Brandsma, O. Carm.” (João Paulo II), “Padre António de Jesus Lourenço. 08. Junho.1940 – 25.Janeiro. 2019)” (Pe. Francisco Lourenço). Trata-se de uma nota biográfica escrita pelo irmão do Pe. António Lourenço, motivada pelo falecimento deste religioso da Ordem do Carmo em Portugal e que aconteceu na sua comunidade da Casa São Nuno, em Fátima. Finalmente, as Irmãs Carmelitas da Sagrada Família de Torre de Moncorvo escreveram um texto/carta a que deram o título “Moçambique. Novo mosteiro de clausura” no qual as Irmãs historiam como nasceu este projecto, em que fase está da sua execução e a ajuda que é necessária para levar a bom porto este novo Carmelo em Moçambique que ficará certamente como um marco histórico quando começar a funcionar.

Estes dois blocos temáticos são acompanhados por outros artigos interessantes que o(a) estimado(a) leitor(a) terá oportunidade de saborear aquando da leitura da revista.

É justo felicitar a direcção da revista pelo seu trabalho. Parabéns a todos os que de alguma forma tornaram realidade o que agora vem até às nossas mãos. Muito obrigado.

Fr. Manuel Castro, O. Carm.

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Vede-O

Se estais em trabalhos ou tristes, vede-O a caminho do Horto…; ou atado à coluna, cheio de dores, Sua carne feita em pedaços pelo muito que Vos ama; tanto padecer; perseguido por uns, cuspido por outros, negado pelos seus amigos, desamparado por eles, sem ninguém que O defenda, gelado e frio, posto em tanta soledade; que um com o outro vos podeis consolar. Ou vede-O carregado com a cruz, que nem O deixavam tomar fôlego. Olhar-vos–á com olhos tão formosos e piedosos, cheios de lágrimas, e esquecerá as Suas dores para consolar as vossas, só por irdes consolar-vos com Ele e voltardes a cabeça a fitá-Lo. 

Santa Teresa de Jesus

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Ressuscitar é transformar-se

Tempo de Páscoa ou de Ressurreição. Para um cristão ressuscitar não é voltar a este mundo, não é ser reanimado nem tão pouco reencarnar, o que supõe que a pessoa tem duas partes e uma delas vai e vem como se a matéria fosse uma caixinha da alma e não o corpo que somos. Ressuscitar é transformarmo-nos cada vez mais naquilo que somos, alguém capaz de amar e de ser amado. Só a morte permite que se complete este processo contínuo. Ressuscitar é transformar-se! Diz o Evangelho que a semente enterrada ressuscita no fruto que dá.

Vasco P. Magalhães, sj

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