Oração para pedir o dom da chuva

Deus, nosso Pai, Senhor do Céu e da Terra, Tu és para nós existência, energia e vida. Criaste o homem à Tua imagem a fim de que com o seu trabalho ele faça frutificar as riquezas da terra colaborando assim na Tua criação. Temos consciência da nossa miséria e fraqueza: nada podemos fazer sem Ti.

Tu, Pai bondoso, que sobre todos fazes brilhar o sol e fazes cair a chuva, tem compaixão de todos os que sofrem duramente pela seca que nos ameaça nestes dias. Escuta com bondade as orações que Te são dirigidas com confiança pela Tua Igreja, como satisfizeste as súplicas do profeta Elias que intercedia em favor do Teu povo.

Faz cair do céu sobre a terra árida a chuva desejada a fim de que renasçam os frutos e sejam salvos homens e animais. Que a chuva seja para nós o sinal da Tua graça e da Tua bênção: assim, reconfortados pela Tua misericórdia, dar-te-emos graças por todos os dons da terra e do céu, com os quais o Teu Espírito satisfaz a nossa sede.

Por Jesus Cristo, Teu Filho, que nos revelou o Teu amor, fonte de água viva, que brota para a vida eterna. Amen.

Beato Paulo VI

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Os dois livros de Deus

Santo Agostinho dizia que a natureza, a criação, é o primeiro livro que Deus escreveu. Por meio dela Deus fala-nos. O pecado embaralhou as letras do livro da natureza e, por isso, já não conseguimos ler a mensagem de Deus estampada nas coisas da natureza e nos factos da vida. A Bíblia, o segundo livro de Deus, foi escrito não para ocupar ou substituir a Vida, mas para nos ajudar a interpretar a natureza e a vida e aprender de novo a descobrir os apelos de Deus nos acontecimentos.

Carlos Mesters, O. Carm.

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O coração do Cristianismo

O acontecimento da morte e ressurreição de Cristo é o coração do Cristianismo, o ponto central e fundamental da nossa fé, o poderoso impulso da nossa certeza, o vento forte que afugenta toda a angústia e incerteza, a dúvida e o calculismo humano.

Bento XVI

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O Paraíso, meta da nossa esperança

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Esta é a última catequese sobre o tema da esperança cristã, que nos acompanhou desde o início do presente ano litúrgico. E vou concluir falando do paraíso, como meta da nossa esperança.

«Paraíso» é uma das últimas palavras pronunciadas por Jesus na cruz, dirigida ao bom ladrão. Detenhamo-nos um momento sobre aquela cena. Na cruz, Jesus não está sozinho. Ao seu lado, à direita e à esquerda, há dois malfeitores.

Talvez, passando diante daquelas três cruzes erguidas no Gólgota, alguém suspirou aliviado, pensando que finalmente a justiça tinha sido feita entregando à morte pessoas como elas.

Ao lado de Jesus há também um réu confesso: alguém que reconhece ter merecido aquele terrível suplício. Chamamo-lo “bom ladrão”, o qual, opondo-se ao outro, diz: «recebemos o que mereceram os nossos crimes» (cf. Lc 23, 41)

No Calvário, naquela sexta-feira trágica e santa, Jesus chega ao extremo da sua encarnação, da sua solidariedade com nós pecadores. Ali realiza-se quanto o profeta Isaías tinha dito sobre o Servo sofredor: «E foi contado entre os malfeitores» (Is 53, 12; cf. Lc 22, 37).

É precisamente no Calvário que Jesus tem o último encontro com um pecador, para abrir de par em par as portas do seu Reino. Isto é interessante: é a única vez que a palavra “paraíso” aparece nos evangelhos. Jesus promete-o a um “pobre diabo” que no madeiro da cruz teve a coragem de lhe dirigir o mais humilde dos pedidos: «Lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino!» (Lc 23, 42). Não tinha boas obras para apresentar, nada possuía, mas confia-se a Deus, que reconhece como inocente, bom, tão diferente dele (v. 41). Foi suficiente aquela palavra de arrependimento humilde, para sensibilizar o coração de Jesus.

O bom ladrão faz-nos lembrar a nossa verdadeira condição diante de Deus: que somos seus filhos, que Ele sente compaixão por nós, que Ele está desarmado todas as vezes que lhe manifestamos a nostalgia do seu amor. Nos quartos de muitos hospitais ou nas celas das prisões este milagre repete-se inúmeras vezes: não há pessoa alguma, por quanto tenha vivido mal, à qual só lhe resta o desespero e à qual seja proibida a graça. Diante de Deus apresentamo-nos todos de mãos vazias, um pouco como o publicano da parábola que tinha parado para rezar no fundo do templo (cf. Lc 18,13). E todas as vezes que um homem, fazendo o último exame de consciência da sua vida, descobre que as faltas superam de forma considerável as boas obras, não deve desanimar, mas entregar-se à misericórdia de Deus. E isto dá-nos esperança, abre-nos o coração!

Deus é Pai, e até ao último instante espera o nosso retorno. E ao filho pródigo, que regressando começa a confessar as suas culpas, o pai fecha-lhe a boca com um abraço (cf. Lc 15, 20). Este é Deus: ama-nos deste modo!

O paraíso não é um lugar de fábula, nem sequer um jardim encantado. O paraíso é o abraço com Deus, Amor infinito, e entramos nele graças a Jesus, que morreu na cruz por nós. Onde há Jesus, há misericórdia e felicidade; sem Ele há frio e trevas. Na hora da morte, o cristão repete a Jesus: “Recorda-te de mim”. E mesmo se não houvesse mais ninguém que se recorda de nós, Jesus está ali, ao nosso lado. Quer levar-nos para o lugar mais bonito que existe. Deseja levar-nos lá com aquele pouco ou tanto de bom que houve na nossa vida, para que nada seja perdido do que Ele já tinha redimido. E para a casa do Pai levará também tudo o que em nós ainda precisa de ser resgatado: as faltas e os erros de uma vida inteira. Esta é a meta da nossa existência: que tudo se cumpra, e seja transformado em amor.

Se acreditarmos nisto, a morte deixa de nos amedrontar, e podemos também ter a esperança de partir deste mundo de maneira serena, com muita confiança. Quem conheceu Jesus, já nada teme. E poderemos repetir também nós as palavras do Velho Simeão, também ele abençoado pelo encontro com Cristo, depois de uma vida inteira consumida em expectativa: «Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. Porque os meus olhos viram a vossa salvação» (Lc 2, 29-30).

E naquele instante, finalmente, já não teremos necessidade de nada, já não veremos de maneira confusa. Já não choraremos inutilmente, porque tudo passou; também as profecias, inclusive o conhecimento. Mas o amor não, esse permanece. Porque «a caridade jamais acabará» (cf. 1 Cor 13,8).

Papa Francisco, Audiência Geral, 25 de Outubro de 2017

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A maior e mais digna acção que se pode fazer

Quando fordes comungar, pensai que esta é a maior e mais digna acção que se pode fazer: receber em vós o Senhor Deus. Não se pode encontrar meio mais eficaz para aperfeiçoar a alma do que aproximar-se desta mesa divina, graças à qual, se dela vos soubésseis servir bem, ficaríeis cheias do amor de Deus, porque uma só comunhão é capaz de fazer santa uma alma.

Santa Maria Madalena de Pazzi

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Misericórdia é ter um coração inclinado e fiel

Misericórdia é uma palavra muito bonita que aparece no Evangelho e que significa coração sensível. Não  sensível no sentido de um sentimento piegas, mas “sensível à miséria” – miser-cordis, do latim: um coração atento à miséria, à necessidade, ao pobre. Traduz a palavra grega “eleison”, Kyrie eleison, isto é “Senhor, misericórdia”! O termo eleison significa inclinar-se: Senhor, inclina-te para nós. Portanto, misericórdia, é o “estar inclinado para o outro”. É viver inclinado, propenso, atento. É aquilo que hoje poderíamos chamar o “cuidado”. A misericórdia tem ainda outra dimensão, que na Bíblia aparece junta com o “inclinar-se para…” e que é “ser fiel”. Um coração inclinado e fiel.

Vasco P. Magalhães, sj

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São João Paulo II – 22 de Outubro

Com João Paulo II teve início um dos pontificados mais longos da história da Igreja, durante o qual um Papa “vindo de um país distante”, foi reconhecido como autoridade moral também por muitos não-cristãos e não-crentes, como demonstraram as comovedoras manifestações de afecto durante a sua doença e de profundos pêsames depois da sua morte.

Junto do seu túmulo, nas Grutas Vaticanas, continua ainda ininterruptamente a peregrinação de numerosos fiéis, e também isto constitui um sinal eloquente do modo como o amado João Paulo II entrou no coração das pessoas, sobretudo pelo seu testemunho de amor e de dedicação no sofrimento. Nele pudemos admirar a força da fé e da oração, e uma confiança total em Maria Santíssima, que sempre o acompanhou e protegeu, especialmente nos momentos mais difíceis e dramáticos da sua vida.

Poderíamos definir João Paulo II como um Papa totalmente consagrado a Jesus, por meio de Maria, como era bem evidenciado no seu lema: “Totus tuus”.

Contemplativo e missionário: assim foi o amado Papa João Paulo II. Foi-o, graças à íntima união com Deus, quotidianamente alimentada pela Eucaristia e por prolongados momentos de oração.

Bento XVI

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29º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 22, 15-21)

Naquele tempo, os fariseus reuniram-se para combinar como o haviam de surpreender nas suas próprias palavras. Enviaram-lhe os seus discípulos, acompanhados dos partidários de Herodes, a dizer-lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem te deixares influenciar por ninguém, pois não olhas à condição das pessoas. Diz-nos, portanto, o teu parecer: É lícito ou não pagar o imposto a César?»

Mas Jesus, conhecendo-lhes a malícia, retorquiu: «Porque me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do imposto.» Eles apresentaram-lhe um denário. Perguntou: «De quem é esta imagem e esta inscrição?» «De César» – responderam. Disse-lhes então: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.» Quando isto ouviram, ficaram maravilhados e, deixando-o, retiraram-se.

Mensagem

O Evangelho deste 29º Domingo sobre o tributo a César (Mt 22, 15-21) está inserido num conjunto de conflitos entre Jesus e as autoridades. Nele é dito: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Não entendemos bem esta frase sem levar em conta o contexto em que Jesus a diz. Os fariseus saíram e fizeram um plano para apanhar Jesus nalguma palavra mas Jesus apercebeu-se da armadilha e da maldade com que se dirigiram a ele. Assim, pois, a resposta de Jesus está calculada. Ao ouvi-la, os fariseus ficaram surpreendidos pois não a esperavam. Se tivesse ido contra César, teriam podido denunciá-lo; se tivesse ido claramente a favor de pagar o tributo a César, teriam marchado satisfeitos com a sua astúcia. Mas Jesus, sem falar contra César, relativiza-o: tem que se dar a Deus o que é de Deus, e Deus é Senhor também dos poderes deste mundo.

César, como todo o governante, não pode exercer um poder arbitrário, porque o seu poder é-lhe dado e, como os servos da parábola dos talentos, que têm que responder pelo uso dos talentos, também ele deve prestar contas da forma como usou o poder. No Evangelho de São João, Jesus diz a Pilatos: «Tu não terias poder algum sobre mim, se não te fosse dado do alto» (Jo 19, 11). Jesus não quer apresentar-se como um agitador político. Simplesmente, põe as coisas no seu lugar.

A interpretação que se tem feito às vezes de Mt 22, 21 (“Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”) é que a Igreja não deveria “imiscuir-se em política”, mas ocupar-se somente do culto. Mas esta interpretação é totalmente falsa, porque ocupar-se de Deus não é só ocupar-se do culto, mas também preocupar-se pela justiça, e pelos homens, que são os filhos de Deus. Pretender que a Igreja permaneça nas sacristias, que se faça de surda, cega e muda ante os problemas morais e humanos do nosso tempo, é tirar de Deus o que é de Deus. “A tolerância que só admite Deus como opinião privada, mas que lhe nega o domínio público (…) não é tolerância, senão hipocrisia” (Bento XVI).

Palavra para o caminho

Para Jesus, César e Deus não são duas autoridades de grau semelhante que entre si devem repartir a submissão dos homens. Deus está acima de qualquer César, e este nunca pode exigir o que pertence a Deus.

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Não tenhas receio, crê somente

Caríssimos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje gostaria de pôr em confronto a esperança cristã com a realidade da morte, uma realidade que a nossa civilização moderna tende a cancelar cada vez mais. Assim, quando a morte chega, seja para quem está próximo seja para nós mesmos, não estamos preparados, privados até de um “alfabeto” adequado para esboçar palavras com sentido acerca do seu mistério, que contudo permanece. Mesmo se os primeiros sinais de civilização humana transitaram precisamente através deste enigma. Poderíamos dizer que o homem nasceu com o culto dos mortos.

Outras civilizações, antes da nossa, tiveram a coragem de a encarar. Era um acontecimento contado pelos idosos às novas gerações, como uma realidade iniludível que obrigava o homem a viver para algo absoluto. O salmo 90 recita: «Ensinai-nos a contar assim os nossos dias, para que guiemos o coração na sabedoria» (v. 12). Contar os próprios dias faz com que o coração se torne sábio! Palavras que nos reconduzem a um realismo sadio, afastando o delírio da omnipotência. O que somos? Somos «quase nada», diz outro salmo (cf. 88, 48); os nossos dias passam velozes: mesmo se vivêssemos cem anos, no final teremos a impressão de que tudo foi um sopro. Muitas vezes ouvi idosos dizerem: “Para mim a vida passou como um sopro…”.

Assim a morte põe a nossa vida a nu. Faz-nos descobrir que as nossas ações de orgulho, ira e ódio eram vaidade: pura vaidade. Apercebemo-nos, desapontados, que não amámos o suficiente e que não procurámos o que era essencial. E, ao contrário, vemos o que de verdadeiramente bom semeamos: os afetos pelos quais nos sacrificamos, e que agora nos levam pela mão.

Jesus iluminou o mistério da nossa morte. Com o seu comportamento, autoriza-nos a sentir-nos pesarosos quando uma pessoa querida falece. Ele ficou «profundamente» perturbado diante do túmulo do amigo Lázaro, e «desatou a chorar» (Jo 11, 35). Nesta sua atitude sentimos Jesus muito próximo, nosso irmão. Ele chorou pelo seu amigo Lázaro. E então Jesus reza ao Pai, fonte da vida, e ordena a Lázaro que saia do sepulcro. E assim acontece. A esperança cristã alimenta-se nesta atitude que Jesus assume contra a morte humana: mesmo estando presente na criação, ela é contudo uma cicatriz que deturpa o desígnio de amor de Deus, e o Salvador quer curar-nos dela.

Outros evangelhos narram acerca de um pai que tem a filha muito doente, e dirige-se com fé a Jesus para que a salve (cf. Mc 5, 21-24.35-43). E não há figura mais comovedora do que a de um pai ou de uma mãe com um filho doente. E Jesus encaminha-se imediatamente com aquele homem, que se chamava Jairo. A um certo ponto chega alguém da casa de Jairo, dizendo que a menina morreu, e que não há mais necessidade de incomodar o Mestre. Mas Jesus diz a Jairo: «Não tenhas receio, crê somente» (Mc 5, 36). Jesus sabe que aquele homem sente a tentação de reagir com raiva e desespero, porque a menina morreu, e recomenda-lhe que preserve a pequena chama que está acesa no seu coração: a fé. «Não tenhas receio, crê somente». “Não receies, unicamente continua a manter acesa aquela chama!”. E depois, quando chegaram a casa, despertará a menina da morte e restituí-la-á viva aos seus entes queridos.

Jesus põe-nos neste “ápice” da fé. Ao choro de Marta pela morte do irmão Lázaro contrapõe a luz de um dogma: «Eu sou a Ressurreição e a Vida; quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em Mim nunca morrerá. Crês tu nisto?» (Jo 11, 25-26). É o que Jesus repete a cada um de nós, todas as vezes que a morte vem arrancar o tecido da vida e dos afetos. Toda a nossa existência se joga aqui, entre a vertente da fé e o precipício do medo. Jesus diz: “Eu não sou a morte, eu sou a ressurreição e a vida, crês tu nisto?, crês tu nisto?”. Nós, que hoje estamos aqui na Praça, cremos nisto?

Todos somos pequeninos e indefesos diante do mistério da morte. Contudo, que graça se naquele momento guardarmos no coração a pequena chama da fé! Jesus guiar-nos-á pela mão, assim como guiou pela mão a filha de Jairo, e repetirá mais uma vez: “Talitá kum”, “Menina, levanta-te!” (Mc 5, 41). Di-lo-á a nós, a cada um de nós: “Levanta-te, ressurge!”. Agora, eu convido-vos a fechar os olhos e a pensar naquele momento: da nossa morte. Cada um de nós pense na própria morte, e imagine aquele momento que acontecerá, quando Jesus nos pegará na mão e nos disser: “Vem, vem comigo, levanta-te”. Terminará ali a esperança e será a realidade, a realidade da vida. Refleti bem: o próprio Jesus virá ter com cada um de nós e pegar-nos-á pela mão, com a sua ternura, a sua mansidão, o seu amor. E cada um repita no seu coração a palavra de Jesus: “Levanta-te, vem. Levanta-te, vem. Levanta-te, ressurge!”.

Esta é a nossa esperança diante da morte. Para quem crê, é uma porta que se abre de par em par; para quem duvida é uma brecha de luz que filtra por uma porta que não se fechou completamente. Mas será para todos nós uma graça, quando esta luz, do encontro com Jesus, nos iluminar.

Papa Francisco, Audiência Geral, 18 de Outubro de 2017

 

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Quem viver piedosamente em Cristo sofre perseguição

Jesus não foi compreendido, mas antes rejeitado pelos grandes e poderosos deste mundo, acabando por ser morto na cruz. Também Maria, sua Mãe, sofreu muitas vezes, não apenas enquanto esteve junto à cruz.

O caminho de Jesus é também o caminho dos seus discípulos, de nós, carmelitas, chamados a viver em seu obséquio. O sofrimento, a dor, a incompreensão e as dificuldades fazem parte da existência humana, tal como no-lo recorda a Regra: “a vida do homem sobre a terra é um tempo de provação e todos os que querem viver piedosamente em Cristo sofrem perseguição” (R 18; cf. Jb 7,1; 2Tm 3,12). Estas realidades dolorosas não nos serão poupadas porque temos fé – isso seria interesse! –, mas fazem parte da nossa vida.

Pedro Bravo, O. Carm.

 

 

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