20º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Mulher, é grande a tua fé! Faça-se como desejas”

O Evangelho deste Domingo descreve o encontro de Jesus com uma mulher cananeia que lhe implora ajuda para a sua filha doente: “Senhor, tem compaixão de mim”. É o grito que nasce de uma vida marcada pelo sofrimento, pela impotência de uma mãe que vê a sua filha atormentada pela mal e não a pode curar. Jesus inicialmente ignora-a, mas esta mãe insiste. Jesus coloca-a à prova citando um provérbio: “Não está certo tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”. “Sim, Senhor, é verdade, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos”, responde a mulher. Com estas palavras, aquela mãe mostra que intuiu que a bondade do Deus Altíssimo, presente em Jesus, está aberta a todas as necessidades das suas criaturas. Esta sabedoria cheia de confiança atinge o coração de Jesus que responde cheio de admiração:“Mulher, é grande a tua fé! Faça-se como desejas”.

Qual é a grande fé? A grande fé é aquela que leva a própria história, marcada também pelas feridas, aos pés do Senhor, pedindo-Lhe que a cure, que lhe dê sentido. Cada um de nós tem a sua própria história. Muitas vezes é uma história difícil, com muitas dores, muitos problemas e muitos pecados. Mesmo assim devemos levá-la diante do Senhor: “Senhor, se quiseres, podes curar-me”. Isto é o que esta mulher nos ensina.

Devemos ir a Jesus, bater no coração de Jesus e dizer-lhe: “Senhor, se quiseres podes curar-me”. Conseguiremos fazer isto se tivermos sempre diante de nós o rosto de Jesus, se entendermos como é o coração de Jesus: um coração que tem compaixão, que carrega sobre si as nossas dores, os nossos pecados, os nossos erros, os nossos fracassos, um coração que nos ama tal como somos. Lembremo-nos da oração: “Senhor, se quiseres podes curar-me”. Bonita oração que nos ensina uma mulher pagã!

Papa Francisco, Angelus (resumo), 16 de Agosto, 2020

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“A minha alma engrandece ao Senhor”

Quando o homem pisou a Lua, foi dita uma frase que ficou famosa: “Este é um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade”. Mas hoje, na Assunção de Maria ao Céu, celebramos uma conquista infinitamente maior. A Virgem pôs os pés no paraíso: não foi só em espírito, mas também com o corpo, toda ela. Este passo da pequena Virgem de Nazaré foi o grande salto para diante da humanidade. De pouco serve ir à Lua se não vivermos como irmãos na Terra. Mas que uma de nós viva no Céu com o corpo dá-nos esperança: entendemos que somos valiosos, destinados a ressuscitar. Deus não permitirá que o nosso corpo desapareça no nada. Com Deus nada se perde! Em Maria a meta é alcançada e temos diante dos olhos o motivo pelo qual caminhamos: não para conquistar as coisas de aqui em baixo, que desaparecem, mas para conquistar a pátria lá de cima, que é para sempre. E a Virgem é a estrela que nos guia. Ela foi a primeira. Ela, «precede o Povo de Deus peregrino com a sua luz como sinal de esperança segura e consolação» (Lumen gentium, 68).

Hoje, no Evangelho, a primeira coisa que Maria diz é “a minha alma engrandece ao Senhor”. Maria engrandece o Senhor, não os problemas, que não faltavam naquele tempo, mas o Senhor. Daí vem o Magnificat, daqui nasce a alegria: não da ausência de problemas, que mais cedo ou mais tarde surgem, mas da presença de Deus que nos ajuda, que está perto de nós. Porque Deus é grande. E, acima de tudo, Deus olha para os pequenos. Nós somos a sua fraqueza de amor: Deus olha e ama os mais pequenos.

Maria reconhece-se pequena e exalta as “maravilhas” que o Senhor fez nela. Quais? Especialmente o presente inesperado da vida. Maria é virgem e fica grávida; e também Isabel, que era idosa, espera um filho. O Senhor faz maravilhas com os pequenos com quem não se crê grande mas dá a Deus um grande espaço na vida. Ele estende a sua misericórdia àqueles que confiam nele e enaltece os humildes. Maria louva a Deus por isto.

E nós lembramo-nos de louvar a Deus? Agradecemos-lhe pelas maravilhas que faz por nós? Por cada dia que nos dá, porque nos ama e nos perdoa sempre, pela sua ternura? Por nos ter dado a sua Mãe, pelos irmãos e as irmãs que nos põe no nosso caminho, porque nos abriu o Céu? Se nos esquecemos do bem, o coração encolhe-se. Mas se, como Maria, nos lembramos das maravilhas que o Senhor realiza, então damos um grande passo em frente. Peçamos à Virgem Maria, porta do Céu, a graça de começar cada dia levantando o olhar para o Céu, para Deus, para lhe dizer: “Obrigado”, como dizem os pequenos aos grandes.

Papa Francisco, Angelus (resumo) 15 de Agosto, 2020

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Solenidade da Assunção de Nossa Senhora – 15 de Agosto

Ao terminar a Sua missão na terra, Maria, a Imaculada Mãe de Deus, «foi elevada em corpo e alma à glória do céu» (Pio XII), sendo assim a primeira criatura humana a alcançar a plenitude da salvação. Esta glorificação de Maria é uma consequência natural da Sua Maternidade divina: Deus «não quis que conhecesse a corrupção do túmulo Aquela que gerou o Senhor da vida».

Plenamente unida a Cristo, como Sua Mãe e Sua serva humilde, associada, estreitamente a Ele, na humilhação e no sofrimento, não podia deixar de vir a participar do mistério de Cristo ressuscitado e glorificado, numa conformação levada até às últimas consequências. Por isso, Maria é «elevada ao Céu em corpo e alma e exaltada por Deus como Rainha, para assim Se conformar mais plenamente com Seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte» (LG. 59).

Prefácio da Missa da Assunção de Nossa Senhora

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, e louvar-Vos, bendizer-Vos e glorificar-Vos na Assunção da Virgem Santa Maria. Hoje a Virgem Mãe de Deus foi elevada à glória do Céu. Ela é a aurora e a imagem da Igreja triunfante, ela é sinal de consolação e esperança para o vosso povo peregrino. Vós não quisestes que sofresse a corrupção do túmulo Aquela que gerou e deu à luz o Autor da vida, vosso Filho feito homem. Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando com alegria: Santo, Santo, Santo

Preces

Elevemos as nossas súplicas ao Salvador, que Se dignou nascer da Virgem Maria, e digamos confiadamente: Por intercessão de Maria, cheia de graça, ouvi-nos, Senhor.

– Verbo eterno do Pai, que escolhestes Maria como arca incorruptível da vossa morada, livrai-nos de toda a corrupção do pecado. Por intercessão de Maria, cheia de graça, ouvi-nos, Senhor.

– Redentor dos homens, que fizestes da Virgem Maria tabernáculo puríssimo da vossa presença e sacrário do Espírito Santo, fazei também de nós templos do vosso Espírito. Por intercessão de Maria, cheia de graça, ouvi-nos, Senhor.

– Rei dos reis, que elevastes ao Céu convosco em corpo e alma a vossa Mãe, fazei que aspiremos sempre aos bens do alto. Por intercessão de Maria, cheia de graça, ouvi-nos, Senhor.

– Senhor do Céu e da terra, que colocastes Maria como Rainha à vossa direita, dai-nos a alegria de participar um dia na mesma glória. Por intercessão de Maria, cheia de graça, ouvi-nos, Senhor.

Oração

Deus eterno e omnipotente, que elevastes à glória do Céu em corpo e alma a Imaculada Virgem Maria, Mãe de vosso Filho, concedei-nos a graça de aspirarmos sempre às coisas do alto, para merecermos participar da sua glória. Por Nosso Senhor…

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A Assunção de Nossa Senhora

– Maria, elevada ao Céu, mostra-te a todos como Mãe de esperança! Mostra-te a todos como Rainha da Civilização do amor! – São João Paulo II.

– Em Maria vemos a meta para a qual caminham todos aqueles que sabem vincular a própria vida à vida de Jesus, que O sabem seguir como Maria. Então, esta solenidade fala do nosso futuro, diz-nos que também nós estaremos ao lado de Jesus na alegria de Deus e convida-nos a ter coragem, a acreditar que o poder da Ressurreição de Cristo pode agir também em nós, tornando-nos homens e mulheres que, todos os dias, procuram viver como ressuscitados, levando à obscuridade do mal que existe no mundo, a luz do bem – Bento XVI.

– A Assunção de Maria mostra-nos o nosso destino como filhos adoptivos de Deus e membros do Corpo de Cristo: como Maria, nossa Mãe, somos chamados a participar plenamente na vitória do Senhor sobre o pecado e a morte e a reinar com Ele no seu Reino eterno – Papa Francisco.

– Hoje a Virgem Mãe de Deus foi elevada à glória do Céu. Ela é a aurora e a imagem da Igreja triunfante, ela é sinal de consolação e esperança para o vosso povo peregrino. Vós não quisestes que sofresse a corrupção do túmulo Aquela que gerou e deu à luz o Autor da vida, vosso Filho feito homem. – Prefácio da Missa.

– Maria indica-nos, de modo luminoso, a beleza da meta definitiva da nossa peregrinação no mundo – D. António Marto.

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Oração a Nossa Senhora do Carmo

Santa Mãe da Esperança, Virgem de Carmo, estende o teu manto protector sobre as cidades, vilas e aldeias e sobre todos os países, sobre os homens e as mulheres, sobre os jovens e as crianças, sobre os idosos e os enfermos, sobre os órfãos e os aflitos, sobre os filhos fiéis e as ovelhas perdidas.

Estrela do mar e Farol de luz, conforto seguro para o povo peregrino, guia os seus passos na sua peregrinação sobre a terra, para que percorra sempre caminhos de paz e concórdia, caminhos do Evangelho, de progresso, de justiça e de liberdade. Reconcilia os irmãos num abraço fraterno; que desapareçam os ódios e os rancores, que sejam superadas as divisões e barreiras, que os conflitos deixem de existir e as feridas sejam curadas. Faz com que Cristo seja a nossa Paz, que o seu perdão renove os corações e que a sua Palavra seja esperança e fermento na sociedade. Amen.

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19º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Tende confiança. Sou Eu. Não temais”

O Evangelho do 19º Domingo do Tempo Comum (Ano A) narra o episódio da caminhada de Jesus sobre as águas (cf. Mt 14,22-33). Depois de alimentar a multidão com cinco pães e dois peixes, Jesus ordena aos discípulos que entrem no barco e voltem para a outra margem do lago, enquanto ele despede a multidão e, depois, sobe a um monte para orar. Durante a travessia do lago levanta-se uma grande tempestade. Os discípulos viram alguém a caminhar sobre as águas e pensam que é um fantasma e gritam cheios de medo. Mas Jesus tranquiliza-os: “Tende confiança. Sou Eu. Não temais”. Pedro respondeu: “Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas”. Jesus diz: “Vem!” Pedro sai do barco e dá alguns passos. O vento e as ondas assustam-no e ele começa a afundar e grita: “Senhor, salva-me!”. Jesus segura-lhe a mão e diz: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?”.

Este relato evangélico é um convite a abandonar-nos confiadamente em Deus em todos os momentos da nossa vida, especialmente nos tempos de provação e turbulência. Quando sentimos a dúvida e o medo e parece que estamos a afundar, não devemos ter vergonha de gritar, como Pedro: “Senhor, salva-me!” É uma bela oração! E o gesto de Jesus, que imediatamente estende a mão e agarra a do amigo, deve ser longamente contemplado: Jesus é a mão do Pai que nunca nos abandona, a mão forte e fiel do Pai, que só deseja e sempre o nosso bem. Ter fé significa, nas tempestades, ter o coração voltado para Deus, para o seu amor, para a sua ternura paternal. Jesus queria ensinar isto a Pedro e aos discípulos, e também a nós hoje. Nos momentos sombrios, nos momentos de tristeza, ele sabe bem que a nossa fé é pobre e que o nosso caminho pode ser perturbado, bloqueado por forças adversas. Mas ele é o Ressuscitado! Ele é o Senhor que passou pela morte para nos salvar. Antes mesmo de começarmos a procurá-lo, ele está connosco.

O barco à mercê da tempestade é a imagem da Igreja, que sempre encontra ventos contrários, por vezes provas muito duras. Nestas situações podemos ser tentados a pensar que Deus nos abandonou. Mas, na realidade, é precisamente nestes momentos que o testemunho de fé, o testemunho de amor, o testemunho de esperança brilham mais. É a presença de Cristo ressuscitado na sua Igreja que dá a graça do testemunho do martírio, do qual brotam novos cristãos e frutos de reconciliação e de paz para todo o mundo.

Papa Francisco, Angelus (resumo), 9 de Agosto, 2020

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Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) – 9 de Agosto

O encontro de Edith Stein com Santa Teresa de Jesus

A longa luta para uma decisão pessoal de aderir à fé em Jesus Cristo terminou só em 1921, quando ela começou a ler a “Vida de Santa Teresa de Ávila”, livro escrito pela própria Santa e encontrado na casa de uma amiga. Ficou imediatamente impressionada pela leitura e não a deixou enquanto não chegou ao fim. “Quando terminei a leitura, disse a mim mesma: Esta é a verdade”. Esteve a lê-lo durante a noite toda, até ao amanhecer. Naquela noite ela encontrou a verdade; não a verdade da filosofia, mas a Verdade em Pessoa, o “Tu” amoroso de Deus. Edith Stein estava à procura da verdade e encontrou Deus. Sem mais delongas, pediu para ser baptizada e recebida na Igreja católica.(…) Apesar do seu grande apreço pela ciência, Edith Stein vai percebendo com maior clareza que a essência do ser cristão não é o saber mas o amar.

São João Paulo II

Oração

Senhor, Deus dos nossos pais, que conduzistes a mártir Teresa Benedita ao conhecimento do vosso Filho crucificado e à sua imitação até à morte, concedei, pela sua intercessão, que todos os homens conheçam o Salvador, Jesus Cristo, e por Ele cheguem à perpétua visão do vosso rosto. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amen.

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Cantar com Maria o seu hino de alegria

Se se aprende da Santíssima Virgem a depender e a servir só a Deus com um coração puro e desprendido, então poder-se-á cantar com toda a alma o seu hino de alegria: “A minha alma proclama a grandeza de Deus e o meu Espírito se alegra com Deus meu Salvador”.

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)

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O Senhor chama-te

O próprio Senhor chama a alma do seu extravio no mundo exterior e atrai-a mais e mais a Si mesmo, até que finalmente Ele possa uni-la aqui no centro interior dela mesma.

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)

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