Oração pela protecção das florestas ameaçadas pelo fogo

Deus Omnipotente, criador do céu e da terra, concedei-nos pela intercessão da Mãe do vosso Filho, a protecção das nossas florestas, da sua fauna e flora. Mas, sobretudo, protegei as pessoas que aí habitam e afastai delas o fogo destruidor. Defendei também os homens e as mulheres que combatem os incêndios.

Que Maria Santíssima, Mãe de Deus, que é nosso auxílio e amparo, estenda sobre nós o seu manto e se extinga deste modo o fogo que nos ameaça. Virgem Santíssima, salvai o vosso povo que a vós clama e rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amen.

D. José Antonio Eguren, Arcebispo Metropolitano de Piura – Peru

Tomamos a liberdade de adaptar esta oração do âmbito regional amazónico para o âmbito mais geral substituindo a expressão “a protecção das nossas florestas amazónicas” por “a protecção das nossas florestas”, para ser rezada e adaptada a outros lugares (Nota de “Caminhos Carmelitas”).

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21º Domingo do Tempo Comum – Ano C

“Esforçai-vos por entrar pela porta estreita” (Lc 13, 24)

Enquanto Jesus se dirige para Jerusalém alguém pergunta-lhe se são poucos os que se salvam. A resposta de Jesus não se centra na quantidade (“são poucos?”) mas sobre o plano da responsabilidade, convidando-nos a usar bem o tempo presente: ”Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão”. No Paraíso não existe o número fechado mas trata-se de atravessar, desde já, a passagem certa, e essa passagem certa é para todos, mas é estreita.

Jesus não nos quer iludir, dizendo: “Sim, ficai tranquilos, é fácil, existe uma bonita estrada e, no final, um grande portão…”. Jesus não diz isto mas fala antes da “porta estreita”. Para se salvar, é preciso amar a Deus e ao próximo, e isto não é cómodo! É uma “porta estreita”porque é exigente, o amor é sempre exigente, requer empenho, ou melhor, esforço, isto é, uma vontade decidida e perseverante de viver segundo o Evangelho. São Paulo chama a isto de “o bom combate da fé”.

O Senhor não nos reconhece pelos nossos “títulos”, mas por uma vida humilde, uma vida boa, uma vida de fé que se traduz nas obras. Para nós, cristãos, isso significa que somos chamados a instaurar uma verdadeira comunhão com Jesus, rezando, indo à igreja, aproximando-nos dos Sacramentos e nutrindo-nos da sua Palavra. Isto mantêm-nos na fé, nutre a nossa esperança, reaviva a caridade. Deste modo, com a graça de Deus, podemos e devemos dedicar a nossa vida pelo bem dos irmãos, lutar contra qualquer forma de mal e de injustiça.

Peçamos à Virgem Maria que nos ajude em tudo isto. Ela atravessou a “porta estreita” que é Jesus, acolheu-o com todo o coração e seguiu-o todo os dias da sua vida, inclusive quando não entendia, mesmo quando uma espada perfurava a sua alma.

Por isso nós a invocamos como “Porta do céu”, porque é uma porta que reflecte exactamente a forma de Jesus: a porta do coração de Deus, coração exigente, mas aberto a todos nós.

Papa Francisco, Angelus (resumo), 25 de Agosto, 2019

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A fortaleza

A fortaleza. Faz-nos imensa falta para superar os medos, os cansaços, para saber viver com as próprias fragilidades sem desanimar e com as fragilidades do mundo sem violência nem cinismo. A fortaleza é um dom que permite perdoar e recomeçar sempre. Só os fracos se vingam e mentem. Os fortes estão bem com a verdade, mesmo que traga sofrimento.

Vasco P. Magalhães, sj

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São as “grandes coisas” que festejamos na Assunção de Maria

“A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador” (Lc 1,46-47). Nesta frase há dois verbos: engrandecer e exultar. Maria exulta por causa de Deus. Maria ensina-nos a exultar em Deus, porque Ele faz “grandes coisas”. As grandes coisas são evocadas por outro verbo: engrandecer. De facto, engrandecer significa exaltar uma realidade pela sua grandeza. Maria exalta a grandeza do Senhor.

Na vida, é importante buscar coisas grandes, de contrário, perdemo-nos em muitas ninharias. Maria demonstra-nos que, se quisermos que a nossa vida seja feliz, deve ser colocado Deus em primeiro lugar, porque somente ele é grande. Quantas vezes, ao invés, vivemos buscando coisas de pouco valor: preconceitos, rancores, rivalidades, invejas, ilusões, bens materiais supérfluos… Quantas ninharias na vida! Maria hoje convida a elevar o olhar para as “grandes coisas” que o Senhor realizou nela. Também em nós, em cada um de nós, o Senhor faz tantas grandes coisas. É preciso reconhecê-las e exultar.

São as “grandes coisas” que festejamos hoje. Maria foi assumida no céu: pequena e humilde, recebe a glória maior. Ela, que é uma criatura humana, uma de nós, alcança a eternidade em alma e corpo. E ali nos espera, como uma mãe espera que os filhos voltem para casa. O povo de Deus invoca-a como “porta do céu”. Nós estamos em caminho, peregrinos rumo à casa lá em cima. Hoje, olhamos para Maria e vemos a linha de chegada. Vemos que no paraíso, com Cristo, o Novo Adão, está também ela, Maria, a nova Eva, e isso nos dá conforto e esperança na nossa peregrinação aqui em baixo.

A festa da Assunção de Maria é um chamamento para todos, especialmente para aqueles que são afligidos por dúvidas e tristezas, e vivem com o olhar cabisbaixo. Olhemos para o alto, o céu está aberto. O céu não provoca temor, porque no limiar há uma mãe que nos espera. Como toda a mãe, quer o melhor para os seus filhos e diz-nos: “Vós sois preciosos aos olhos de Deus; não sois feitos para os pequenos prazeres do mundo, mas para as grandes alegrias do céu”. Sim, porque Deus é alegria, não tédio. Deixemos que Nossa Senhora nos pegue pela mão. De cada vez que pegamos o Terço e rezamos, damos um passo adiante rumo à grande meta da vida.

Papa Francisco, Angelus (resumo), 15 de Agosto, 2019

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Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

– O caminho de Maria rumo ao Céu começou com aquele «sim» pronunciado em Nazaré, como resposta ao Mensageiro celeste que lhe anunciava a vontade de Deus em relação a ela. Na realidade, é exactamente assim: cada «sim» a Deus é um passo rumo ao Céu, à vida eterna. Porque é isto que o Senhor deseja: que todos os seus filhos tenham vida em abundância! Deus quer-nos todos consigo, na sua casa! (Papa Francisco, Angelus, 15 de Agosto, 2013).

– Na hodierna solenidade da Assunção contemplamos o mistério da passagem de Maria deste mundo para o Paraíso: celebramos, poderíamos dizer, a sua “páscoa”. Como Cristo ressuscitou dos mortos com o seu corpo glorioso e subiu ao Céu, assim a Virgem Santa, a Ele plenamente associada, foi elevada à glória celeste com toda a sua pessoa… (Bento XVI, Angelus, 15 de Agosto de 2005).

Prefácio da Missa da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, e louvar-Vos, bendizer-Vos e glorificar-Vos na Assunção da Virgem Santa Maria. 

Hoje a Virgem Mãe de Deus foi elevada à glória do Céu. Ela é a aurora e a imagem da Igreja triunfante, ela é sinal de consolação e esperança para o vosso povo peregrino. Vós não quisestes que sofresse a corrupção do túmulo Aquela que gerou e deu à luz o Autor da vida, vosso Filho feito homem. Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando com alegria: Santo, Santo, Santo…

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19º Domingo do Tempo Comum – Ano C

Estai vós também preparados“ (Lc 12, 40)

Na página evangélica do 19º Domingo do Tempo Comum – Ano C, Jesus apela aos seus discípulos para que vivam em constante vigilância para captar a passagem de Deus na própria vida, porque Deus continuamente passa na nossa vida.

O Senhor sempre caminha connosco e tantas vezes nos pega pela mão, para nos guiar, para não errarmos neste caminho tão difícil. De facto, quem confia em Deus sabe bem que a vida de fé não é algo estático, mas é dinâmica: é um caminho contínuo, para ir para etapas sempre novas, que o próprio Senhor indica dia após dia. Porque ele é o Senhor das surpresas, o Senhor das novidades, mas das verdadeiras novidades.

É-nos pedido para mantermos as “lâmpadas acesas” para sermos capazes de iluminar a escuridão da noite. Somos convidados a viver uma fé autêntica e madura, que ilumine as muitas “noites” da vida. E sabemos, todos nós tivemos dias que eram verdadeiras noites espirituais. A lâmpada da fé precisa de ser alimentada continuamente, com o encontro coração a coração com Jesus na oração e na escuta da sua Palavra.

Tragam sempre convosco um pequeno Evangelho no bolso, na bolsa, para lê-lo. É um encontro com Jesus, com a Palavra de Jesus. Esta lâmpada do encontro com Jesus na oração e na sua Palavra é-nos confiada para o bem de todos.

Jesus, para nos fazer compreender a atitude de espera, conta a parábola dos servos que esperam o retorno do patrão quando regressa de um casamento, apresentando assim outro aspecto da vigilância: estar prontos para o encontro último e definitivo com o Senhor. Cada um de nós encontrar-se-á com ele naquele dia do encontro. Cada um de nós tem a sua própria data para o encontro final.

A vida é um caminho em direcção à eternidade, por isso, somos chamados a fazer frutificar todos os talentos que temos, nunca esquecendo que não temos aqui a cidade definitiva, mas estamos à procura da cidade futura. Nesta perspectiva cada momento é precioso o que implica viver e agir na terra tendo a nostalgia do céu: pés na terra, andar na terra, trabalhar na terra, fazer o bem na terra, e o coração nostálgico do céu.

Na alegria eterna do paraíso já não são os servos, isto é, nós, a servir a Deus, mas será o próprio Deus que se coloca ao nosso serviço. E esta será a alegria definitiva: “Felizes aqueles servos a quem o senhor, quando vier, encontrar vigilantes! Em verdade vos digo: Vai cingir-se, mandará que se ponham à mesa e há-de servi-los”. O pensamento do encontro final com o Pai, rico de misericórdia, enche-nos de esperança, e estimula-nos ao empenho constante pela nossa santificação e para construir um mundo mais justo e fraterno.

Papa Francisco, Angelus (resumo), 11 de Agosto, 2019

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Santa Teresa Benedita da Cruz – 9 de Agosto

Hino ao Espírito Santo

I

Quem és tu, / Doce luz que me preenche / e ilumina a obscuridade do meu coração? / Conduzes-me como a mão de uma mãe / E se me soltasses, / não saberia nem dar mais um passo. / És o espaço que envolve todo meu ser e o encerra em si. / Se fosse abandonado por ti / cairia no abismo do nada, de onde tu o elevas ao Ser. / Tu, mais próximo de mim que eu mesmo / e mais íntimo que minha intimidade, / E, sem dúvida, / permaneces inalcançável e incompreensível, / E que faz brotar todo nome: / Espírito Santo — Amor eterno!

II

Não és Tu / O doce maná / que do coração do Filho flui para o meu, / alimento dos anjos e dos bem aventurados? / Aquele que da morte à vida se elevou, / Também a mim despertou a uma nova vida Do sono da morte. / E nova vida me doa / Dia após dia. / E um dia me cumulará de plenitude. / Vida de minha Vida. / Sim, Tu mesmo, / Espírito Santo, – Vida Eterna!

III

Tu és o raio / que cai do Trono do Juiz eterno / e irrompe na noite da alma, / que nunca se conheceu a si mesma? / Misericordioso e impassível / penetras nas profundezas escondidas. / Se ela se assusta ao ver-se a si mesma, / Concedes lugar ao santo temor, / princípio de toda sabedoria / que vem do alto, / e no alto com firmeza nos unes à tua obra, / que nos faz novos, / Espírito Santo — Raio penetrante!

IV

Tu és a plenitude do Espírito / e da força / com a qual o Cordeiro rompe o selo / do segredo eterno de Deus? / Impulsionados por ti / os mensageiros do Juiz / cavalgam pelo mundo / e com espada afiada separam / o reino da luz do reino da noite. / Então surgirá um novo céu / E uma nova terra, / e tudo retorna ao seu justo lugar / graças a teu alento: / Espírito Santo — Força triunfante!

V

Tu és o mestre construtor da catedral eterna / que se eleva da terra aos céus? / Por ti vivificadas as colunas se elevam / Para o alto e permanecem imóveis e firmes. / Marcadas com o nome eterno de Deus / se elevam para a luz / sustentando a cúpula, / que cobre, qual coroa, / a santa catedral, / tua obra transformadora do mundo, / Espírito Santo — Mão criadora!

VI

Tu és quem criou o claro espelho, / Próximo ao trono do Altíssimo, / como um mar de cristal / aonde a divindade se contempla amando? / Tu te inclinas / sobre a obra mais bela da criação, / e resplandecente te ilumina / com teu mesmo esplendor. / E a pura beleza de todos os seres, / Unida à amorosa figura da Virgem, / tua esposa sem mancha: / Espírito Santo — Criador do Universo!

VII

Tu és o doce canto do amor / e do santo recato, / que eternamente ressoa / diante do trono da Trindade, / e desposa consigo os sons puros de todos os seres? / A harmonia que une os membros com a Cabeça, / onde cada um encontra feliz / o sentido secreto de seu ser, e jubilante irradia, / livremente desprendido em teu fluir: / Espírito Santo — Júbilo eterno!

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)

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Tudo me fala de ti. Só tu és

Tudo o que vejo me leva para Deus. O mar na sua imensidade faz-me pensar em Deus, na Sua infinita grandeza. Então sinto sede do infinito. Quando penso que quando for carmelita, se Deus quiser, terei de abandonar tudo isto, digo a Nosso Senhor que toda a beleza, toda a grandeza a encontro n’Ele.

Santa Teresa dos Andes

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Catequeses sobre o Pai Nosso

O PAPA FRANCISCO entre 5 de Dezembro de 2018 e 22 de Maio de 2019 pronunciou um conjunto de catequeses sobre o PAI NOSSO. Pode tomar contacto com elas através dos endereços electrónicos que abaixo são referidos.

– 5 de Dezembro de 2018 – A oração do Pai Nossohttps://is.gd/W2O1Hd

– 12 de Dezembro de 2018 – Pedir com confiançahttps://is.gd/InAm42

– 2 de Janeiro de 2019 – O Pai Nosso no centro do Sermão da Montanha: https://is.gd/EzVyfJ

– 9 de Janeiro de 2019 – Jesus orantehttps://is.gd/AVz8MQ

– 16 de Janeiro – Abba, Pai!: https://is.gd/JGPVnF

– 13 de Fevereiro – Pai de todos nóshttps://is.gd/SHzBQv

– 20 de Fevereiro – Pai nosso que estais no céuhttps://is.gd/O5MVak

– 27 de Fevereiro – Santificado seja o vosso nome: https://is.gd/GbGZJI

– 6 de Março – Venha a nós o vosso Reino: https://is.gd/VQyLKr

– 20 de Março – Seja feita a vossa vontade: https://is.gd/bQfnBR

– 27 de Março – O pão nosso de cada dia: https://is.gd/vGDIzz

– 10 de Abril – Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido:  https://is.gd/TYSBw2

– 24 de Abril – Como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido: https://is.gd/IC56oY

– 01 de Maio – Não nos deixeis cair em tentação: https://is.gd/jtSFfU

– 15 de Maio – Livrai-nos do malhttps://is.gd/WNTpPZ

– 22 de Maio – Onde quer que estiveres, invoca o Paihttps://is.gd/5FrbML

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