Deus é amor

Deus é amor, e amor é bondade que se dá a si mesma; uma plenitude existencial que não se encerra em si, mas que se derrama, que quer dar-se e tornar feliz. Toda a criação deve o seu ser a esse transbordante amor de Deus. As criaturas mais dignas são os seres dotados de espírito, que recebem esse amor de Deus entendendo-o, e podem corresponder livremente: os anjos e os homens.

Santa Teresa Benedita da Cruz

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22º Domingo do Tempo Comum (B)

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos (Mc 7, 1-23)

Os fariseus e alguns doutores da Lei vindos de Jerusalém reuniram-se à volta de Jesus, e viram que vários dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar. É que os fariseus e todos os judeus em geral não comem sem ter lavado e esfregado bem as mãos, conforme a tradição dos antigos; ao voltar da praça pública, não comem sem se lavar; e há muitos outros costumes que seguem, por tradição: lavagem das taças, dos jarros e das vasilhas de cobre. Perguntaram-lhe, pois, os fariseus e doutores da Lei: «Porque é que os teus discípulos não obedecem à tradição dos antigos e tomam alimento com as mãos impuras?» Respondeu: «Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, quando escreveu: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Vazio é o culto que me prestam e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos. Descurais o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens.» E acrescentou: «Anulais a vosso bel-prazer o mandamento de Deus, para observardes a vossa tradição. Pois Moisés disse: Honra teu pai e tua mãe; e ainda: Quem amaldiçoar o pai ou a mãe seja punido de morte. Vós, porém, dizeis: “Se alguém afirmar ao pai ou à mãe: ‘Declaro Qorban’ – isto é, oferta ao Senhor – aquilo que poderias receber de mim…”, nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe, anulando a palavra de Deus com a tradição que tendes transmitido. E fazeis muitas outras coisas do mesmo género.» Chamando de novo a multidão, dizia: «Ouvi-me todos e procurai entender. Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça.» Quando, ao deixar a multidão, regressou a casa, os discípulos interrogaram-no acerca da parábola. Ele respondeu: «Também vós não compreendeis? Não percebeis que nada do que, de fora, entra no homem o pode tornar impuro, porque não penetra no coração mas sim no ventre, e depois é expelido em lugar próprio?» Assim, declarava puros todos os alimentos. E disse: «O que sai do homem, isso é que torna o homem impuro. Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos, as prostituições, roubos, assassínios, adultérios, ambições, perversidade, má fé, devassidão, inveja, maledicência, orgulho, desvarios. Todas estas maldades saem de dentro e tornam o homem impuro.»

Para tomar contacto com o comentário do Evangelho do 22º Domingo do Tempo Comum, Ano B, consulte: http://www.ordem-do-carmo.pt/content/blogsection/6/48/

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A força transformante da contemplação

Os aspectos da nossa vocação carmelita evidentemente que são muitos, mas estou convencido de que a dimensão contemplativa é crucial. Se a levarmos a sério, as outras dimensões também serão muito mais fecundas. O Carmelo é sinónimo de oração e contemplação. Levamos a cabo a nossa vocação não quando fazemos muitas coisas por Deus, mas quando deixamos que Deus nos transforme. Os nossos modos humanos de pensar, amar e agir converter-se-ão em modos divinos. Veremos a realidade como se fora através dos olhos de Deus e, amaremos, por conseguinte, toda a realidade como se tivéssemos o coração de Deus.

Joseph Chalmers, O. Carm.

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Porque confio em ti

Jesus, confio em ti! Porque confio? Porque creio em ti? Porque morreste por mim na cruz. Porque venceste a morte e o pecado. Porque preparaste para mim o lugar na casa do Pai. Porque me fizeste filho de Deus. Porque te ofereceste por mim. Porque me procuras enquanto erro. Porque não desanimas nas minhas quedas. Porque não queres que eu esteja perdido. Porque te alegras quando volto para ti. Porque me amas tal como sou. Porque nunca me condenas. Porque me perdoas.   Porque nunca renuncias a mim. Porque enxugas as lágrimas. Porque trazes a paz. Porque em ti está a felicidade.

São João Paulo II

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XXI Domingo do Tempo Comum (B)

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 6, 60-69)

Depois de o ouvirem, muitos dos seus discípulos disseram: «Que palavras insuportáveis! Quem pode entender isto?» Mas Jesus, sabendo no seu íntimo que os seus discípulos murmuravam a respeito disto, disse-lhes:«Isto escandaliza-vos? E se virdes o Filho do Homem subir para onde estava antes? É o Espírito quem dá a vida; a carne não serve de nada: as palavras que vos disse são espírito e são vida. Mas há alguns de vós que não crêem.» De facto, Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam e também quem era aquele que o havia de entregar. E dizia: «Por isso é que Eu vos declarei que ninguém pode vir a mim, se isso não lhe for concedido pelo Pai.» A partir daí, muitos dos seus discípulos voltaram para trás e já não andavam com Ele. Então, Jesus disse aos Doze: «Também vós quereis ir embora?» Respondeu-lhe Simão Pedro: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna! Por isso nós cremos e sabemos que Tu é que és o Santo de Deus.»

Para tomar contacto com o comentário do Evangelho do 21º Domingo do Tempo Comum, Ano B, consulte: http://www.ordem-do-carmo.pt/content/blogsection/6/48/

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Crê somente

Jesus está no tabernáculo expressamente para ti, para ti só, Ele arde no desejo de entrar no teu coração. Não tenhas pena de não sentir nenhuma consolação nas tuas comunhões, é uma provação que é preciso suportar com amor.

Santa Teresa do Menino Jesus

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20º Domingo do Tempo Comum (B)

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 6, 51-58)

«Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo.» Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?!» Disse-lhes Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia, porque a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue, uma verdadeira bebida. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e Eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, também quem de verdade me come viverá por mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os antepassados comeram, pois eles morreram; quem come mesmo deste pão viverá eternamente.»

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Desperta!

Todo o mundo dorme. E Deus, tão repleto de bondade, tão grande, tão digno de louvores, é esquecido!… Ninguém pensa n’Ele! Vede, toda a natureza O louva, o céu, as estrelas, as árvores, as ervas, tudo O louva; o homem, que conhece os seus benefícios, que deveria louvá-Lo, dorme! Vamos, vamos despertar o universo!

Santa Maria de Jesus Crucificado

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A melhor parte do Carmelo

É característico da Ordem do Carmo, apesar de ser uma Ordem mendicante, de vida activa e que vive no meio do povo, conservar uma grande estima pela solidão e o desapego do mundo, considerando a solidão e a contemplação como o melhor da sua vida espiritual… Certamente que podemos afirmar que as Ordens contemplativas sempre encontraram sérias dificuldades na vida de oração. O Carmelo, no entanto, sempre foi testemunha da preeminência da contemplação. Inevitavelmente, em quase todas as circunstâncias da vida moderna, o apostolado activo nos reclama cada vez mais a atenção no Carmelo e é, então, quando os carmelitas… devem enraizar profundamente qualquer actividade na «contemplação», vista para eles ser a única fonte e garantia de fecundidade. Quando for necessário, o Carmelo honrará e bendirá qualquer apostolado, mas nunca deverá esquecer que a melhor parte é a contemplação; a vida activa sempre virá em segundo lugar. No entanto, o principal ponto que se deve recordar é que a escola do Carmelo, ainda que valorize ao máximo a cura de almas no mundo, não pode esquecer-se de que é chamada a uma vocação mais elevada. Elias, no meio de uma actividade intensa, foi chamado a uma vida de oração, e é um dos maiores Profetas do Antigo Testamento. A sua vida e a sua oração dizem-nos que a sua oração foi a força da sua vida. Por isso, a oração contemplativa do carmelita também é a força do apostolado activo.

Beato Tito Brandsma, O. Carm.

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