Oração a Nossa Senhora

Maria, modelo daqueles que não contam, dá-nos apreço pelo trabalho discreto, e faz-nos chegar à satisfação íntima de não nos sentirmos importantes.

Maria, Mãe do impossível, ajuda-nos a vencer as batalhas que parecem perdidas de antemão.

Virgem discreta, dá-nos a força para actuarmos, mas força também para logo a seguir desaparecermos.

Mulher do “Sim”, não nos deixes cair na demissão, nem na deserção.

Mãe solícita, ajuda-nos a despertarmos pela situação de alguém que sofre ou está só.

Virgem do caminho, faz-nos caminhar mais ao encontro dos outros.

Virgem do silêncio, faz-nos capazes de escutarmos a voz do silêncio.

Virgem da atenção, ajuda-nos a libertarmo-nos da rotina.

Mestra da gramática cristã, corrige os nossos erros de facilidade e cálculos egoístas.

Sorriso do mundo, intervém na tarefa de desanuviar os rostos pesados.

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Mostra-nos Jesus, bendito fruto do teu ventre

Ninguém viu o Pai, diz-nos São João, senão o Filho e aqueles a quem o Filho o quis revelar.” Parece-me que também se pode dizer: “Ninguém penetrou o mistério de Cristo na sua profundidade, a não ser a Virgem”. João e Madalena viram bem longe neste mistério, São Paulo fala muitas vezes da “inteligência que dele lhe foi dada” e, contudo, como todos os santos ficam na sombra, quando se observa a lucidez da Virgem!…

Santa Isabel da Trindade

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Centenário do nascimento de São João Paulo II (18 de Maio, 1920 – 18 de Maio, 2020)

São João Paulo II e o Escapulário

São João Paulo II usava o escapulário de Nossa Senhora do Carmo, desde o dia em que lhe foi imposto na sua Primeira comunhão (1929). Nunca mais dele se separou, nem sequer quando foi operado, no dia em que sofreu o atentado. É Joaquín Navarro-Valls, médico e Director da Sala de Imprensa da Santa Sé, entre 1984 e 2006, que no-lo conta numa entrevista ao jornal “La Reppublica” de 24 de abril de 2001: “O Papa ainda estava consciente na ambulância. Perdeu os sentidos ao chegar ao hospital por causa da perda de sangue e a queda da tensão arterial. Mas, num momento de lucidez, conseguiu pedir aos médicos que lhe deixassem o escapulário ao pescoço. Foi operado dessa vez, mantendo o escapulário, e nas intervenções que depois lhe foram feitas”. Como o escapulário ficou cheio ensanguentado no atentado, quando regressou do hospital Gemelli, conta o Pe. Lucio Maria Zappatore, O.Carm., mandou o seu secretário, o P. Estanislau Dziwisz, aos Carmelitas da Igreja de Santa Maria in Traspontina, na Via della Conciliazione, em frente à Basílica de São Pedro, buscar um novo, porque, dizia, o do atentado “tinha ficado maculado com o seu sangue”, oferecendo ao mesmo tempo um ramo de rosas para pôr aos pés da imagem de Nossa Senhora do Carmo que aí se encontra, em agradecimento, pois estava certo de que uma providencial intervenção materna de Maria desviou a trajetória das balas para não atingirem nenhum órgão vital. O Escapulário que trazia durante o atentado foi depois doado pelo Cardeal Estanislau, ao P. Lucio, encontrando-se atualmente na paróquia Santa Maria Regina Mundi, em Torre Spaccata, Roma, confiada aos Carmelitas.

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6º Domingo da Páscoa – Ano A

Não vos deixarei órfãos”

O Evangelho do 6º Domingo da Páscoa, (Ano A), (Jo, 14, 15-21), apresenta duas mensagens fundamentais: a observância dos mandamentos e a promessa do Espírito Santo. Jesus pede-nos para amá-lo com um amor que não se resuma a um mero desejo por ele, ou a um sentimento, mas que nos leve a seguir o seu caminho, ou seja, a vontade do Pai. E isto está resumido no mandamento do amor recíproco, dado pelo próprio Jesus: “Como eu vos amei, assim também amai-vos uns aos outros” (Jo 13:34). Ele ama-nos sem nos pedir nada em troca, e quer que esse seu amor gratuito se torne a forma concreta de vida entre nós: esta é a sua vontade.

Para ajudar os discípulos a caminhar nesta estrada, Jesus diz-lhes que pedirá ao Pai para que envie outro “Paráclito”, isto é, um Consolador, um Defensor, que em lugar dele lhes conceda inteligência para escutar e coragem para observar as suas palavras. Este Dom do amor de Deus é o Espírito Santo que desce ao coração dos cristãos. É o próprio Espírito que os guia, os ilumina, os fortalece, para que cada um caminhe na vida, mesmo através das adversidades e dificuldades, nas alegrias e nas tristezas, permanecendo na estrada de Jesus. Isto é possível precisamente permanecendo dóceis ao Espírito Santo, para que, através da sua presença operante, ele possa não só consolar, mas também transformar os corações, abrindo-os à verdade e ao amor.

É o Espírito Santo que nos ajuda a não sucumbir diante da experiência do erro e do pecado que todos nós fazemos, que nos faz viver plenamente a Palavra de Jesus: “Se me amais, observareis os meus mandamentos”. A Palavra de Deus é-nos dada como Palavra de vida, que transforma, que renova, que não julga para condenar, mas cura e tem como finalidade o perdão. Uma Palavra que é luz para os nossos passos. E tudo isto é obra do Espírito Santo! Ele é o Dom de Deus, é o próprio Deus, que nos ajuda a sermos pessoas livres, pessoas que querem e sabem amar, pessoas que compreenderam que a vida é uma missão para proclamar as maravilhas que o Senhor realiza naqueles que nele confiam.

Papa Francisco, Regina caeli (resumo) 17 de Maio, 2020

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As catequeses do Papa Francisco sobre as Bem-Aventuranças

De 29 de Janeiro de 2020 a 29 de Abril o Papa Francisco apresentou nove catequeses sobre as Bem-Aventuranças. Indicamos a seguir os endereços electrónicos que dão acesso às mesmas.

29 DE JANEIRO: As Bem-aventuranças contêm o “bilhete de identidade” do cristão: https://is.gd/jDCBgb

5 DE FEVEREIRO: Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu: https://is.gd/gGR66w

12 DE FEVREIRO: Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados: https://is.gd/P4wvJq

19 DE FEVEREIRO: Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra: https://is.gd/ppWvAl

11 DE MARÇO: Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados: https://is.gd/8M6ZON

18 DE MARÇO: Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia: https://bit.ly/2Woivm2

1° DE ABRIL: Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus: https://bit.ly/2YVlqV9

15 DE ABRIL: Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos Deus: https://bit.ly/2Ll7LyP

29 DE ABRIL: Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus e Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, falarem todo mal contra vós por minha causa: https://bit.ly/2WPIgL3

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Voltaremos juntos aqui, em acção de graças

Ainda há pouco estávamos a viver com uma confiança imensa no poder cientifico-técnico, no poder económico-financeiro, pensando que estaríamos, porventura, imunes a qualquer epidemia ou, se ela viesse, logo se encontraria uma solução rápida. Mas, inesperadamente, um vírus imprevisível, invisível, silencioso, capaz de contagiar tudo e todos, põe o mundo inteiro a vacilar. Sentimos o chão a fugir-nos debaixo dos pés.

É uma situação dramática e trágica, sem precedentes, que nos convida a reflectir sobre a vida e, em primeiro lugar, a ir ao essencial, que muitas vezes esquecemos quando a vida corre bem. Põe a nu e revela a vulnerabilidade e a fragilidade da nossa condição humana. Às vezes, parecemos tão tremendamente fortes e somos tão tremendamente frágeis e vulneráveis. Leva-nos a pensar sobre o sentido da vida (para quê vivo? para quem vivo?) e sobre a possibilidade e a realidade da morte, da nossa própria morte e da dos entes queridos. Obriga-nos a repensar os nossos hábitos, o nosso estilo de vida, a escala de valores que orienta a nossa vida. Não se pode viver só para produzir e para consumir, para ter e para aparecer. Coloca-nos perante o grande mistério último da vida e da humanidade que nós, os crentes, chamamos Deus, e nós, os cristãos, chamamos o Deus de Jesus Cristo.

Tudo isto, irmãos e irmãs, exige uma reflexão interior, espiritual e também a abertura do nosso coração a Deus, tão esquecido, ignorado, marginalizado.

A pandemia é um chamamento à conversão espiritual mais em profundidade. Um chamamento aos fiéis cristãos, mas também a todos os homens, que permanecem criaturas de Deus. Uma vida melhor na nossa casa comum, em paz com as criaturas, com os outros e com Deus, uma vida rica de sentido requer conversão! Perguntemo-nos, pois, se temos tempo para Deus, se lhe damos o lugar que Ele merece no nosso coração e na nossa vida.

Querida Mãe, queremos agradecer-te esta peregrinação interior, a luz, a esperança, a consolação e a paz de Cristo que levas às nossas casas e aos nossos corações. Hoje fazes tu o caminho da ida; o caminho da volta fá-lo-emos nós, quando superarmos esta ameaça que no-lo impede. Voltaremos, sim, voltaremos! É a nossa confiança e nosso compromisso, hoje. Voltaremos juntos aqui, em acção de graças, para te cantar: “aqui vimos, mãe querida, consagrar-te o nosso amor”

D. António Marto, Excertos da Homilia da Eucaristia da Peregrinação de 13 de Maio, 2020

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Com Maria, estrela do mar, entremos tranquilos na noite

Fica connosco, Senhor, porque se faz noite! Sim, o Senhor fica connosco, faz-nos sentir a sua proximidade e a luz que ilumina a noite do mundo através da sua Mãe, que Ele nos entregou não só como Mãe das dores, mas também como Mãe da esperança, como estrela que orienta a navegação dos peregrinos da fé sobre o grande mar da história em direcção ao porto da eternidade. (…)

Com a doçura de Maria no coração entremos tranquilos na noite com uma breve oração: “Santa Maria, Mãe de Deus, Mãe nossa, ensina-nos a crer, a esperar e a amar contigo. Estrela do mar, brilha sobre nós e guia-nos no nosso caminho” (Bento XVI) no mar da história! Amen.

D. António Marto, Santuário de Fátima, 12 de Maio, 2020

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Alimentar a esperança

Só uma profunda vida interior e uma visão adequada do mundo podem sustentar a esperança para além de qualquer crise. E neste mundo há crises e não podem deixar de existir dada a nossa vulnerabilidade e as dificuldades, mais ou menos grandes, próprias da vida. É um engano pensar num mundo sem luta. Ao deitar fora a oração, ao desistir do esforço, ao nivelar por baixo e sem exigência, ficamos prisioneiros das dificuldades e sem saída.

Vasco P. Magalhães, sj

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5º Domingo da Páscoa – Ano A

Não se perturbe o vosso coração

O Evangelho deste 5º Domingo da Páscoa, Ano A, começa com o início do chamado “Discurso de despedida” de Jesus. São palavras que ele dirigiu aos discípulos no final da Última Ceia, pouco antes de enfrentar a paixão. Jesus disse-lhes e diz-nos também a nós: “Não se perturbe o vosso coração”. Mas como fazer para que o nosso coração não se perturbe?

O Senhor indica dois remédios. O primeiro é: “Tende fé em mim”. Jesus sabe que, na vida, a ansiedade pior, a perturbação, nasce da sensação de não ser capaz, do sentir-se sozinho e sem pontos de referência diante do que acontece. Essa angústia, em que a dificuldade acrescenta dificuldade, não pode ser superada sozinha. Precisamos da ajuda de Jesus. É por isso que Jesus pede para termos fé nele, ou seja, não nos apoiarmos em nós mesmos, mas nele, porque a libertação da perturbação passa através da confiança. Confiar-se a Jesus. Jesus ressuscitou e está vivo para ficar sempre ao nosso lado. Então podemos apresentar-lhe o que nos perturba e dizer-lhe: “tenho fé em Ti e confio-me a Ti”.

O segundo remédio para a perturbação, Jesus expressa-o com estas palavras: ‘”Na casa de meu Pai há muitas moradas. […] vou preparar-vos um lugar”. Eis o que Jesus fez por nós: reservou-nos um lugar no Céu, para que onde ele está, estejamos também nós. Há um lugar reservado para cada um de nós. Não vivemos sem meta e sem destino. Somos esperados, somos preciosos. Deus preparou o lugar mais digno e bonito: o Paraíso.

A morada que nos espera é o Paraíso. Aqui na terra estamos de passagem. Somos feitos para o Céu, para a vida eterna, para viver para sempre. Para sempre: é algo que agora não conseguimos imaginar. Mas é ainda mais bonito pensar que esse para sempre será na alegria, na plena comunhão com Deus e com os outros, sem mais lágrimas, rancores, divisões e perturbações.

Qual é o caminho para chegar ao Paraíso? Eis a frase decisiva de Jesus hoje: “Eu sou o caminho”. Para subir ao Céu o caminho é Jesus: é ter um relação viva com ele, é imitá-lo no amor, é seguir os seus passos. Existem caminhos que não levam ao Céu: os caminhos da mundanidade, os caminhos da auto-afirmação, os caminhos do poder egoísta. E há o caminho de Jesus, o caminho do amor humilde, da oração, da mansidão, da confiança, do serviço aos outros. Não é o caminho do meu protagonismo, é o caminho de Jesus protagonista da minha vida.

Papa Francisco, Regina Caeli (resumo), 10 de Maio, 2020

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Oração a Maria

Ó Maria, Vós sempre resplandeceis sobre o nosso caminho como um sinal de salvação e de esperança. Confiamo-nos a Vós, Saúde dos Enfermos, que permanecestes, junto da cruz, associada ao sofrimento de Jesus, mantendo firme a vossa fé.

Vós sabeis do que precisamos e temos a certeza de que no-lo providenciareis para que, como em Caná da Galileia, possa voltar a alegria e a festa depois desta provação.

Ajudai-nos, Mãe do Divino Amor, a conformar-nos com a vontade do Pai e a fazer aquilo que nos disser Jesus, que assumiu sobre Si as nossas enfermidades e carregou as nossas dores para nos levar, através da cruz, à alegria da ressurreição. Amen.

À vossa protecção, recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas na hora da prova mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.

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