São José: 19 de Março (Dia do Pai)

HINO

– Servo fiel, humilde e silencioso, / São José faz das mãos a sua glória: / Mãos que trabalham, mãos que rezam, mãos unidas, / Em plena doação à vontade divina / E ao coração dos outros.

– As mãos de São José são mãos sagradas; / Nelas concentra a alma em oração, / E com elas defende e ampara o Deus-Menino / E com elas defende e ampara a Virgem-Mãe, / Por desígnio de Deus.

– Servo fiel, humilde e silencioso, / Mártir da solidão em longo exílio, / São José nos ensina a caminhar na vida, / A edificar na fé a paz dos nossos lares / E a renovar o mundo.

FRASES SOBRE SÃO JOSÉ

– São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo (São João Paulo II).

– O exemplo de São José é para todos nós um forte convite a desempenhar com fidelidade, simplicidade e humildade a tarefa que a Providência nos destinou (Bento XVI).

– A outros Santos parece ter dado o Senhor graça para socorrer numa determinada necessidade. Ao glorioso São José tenho experiência de que socorre em todas (Santa Teresa de Jesus).

– S. José é «guardião», porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas (Papa Francisco).

– São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor (Papa Francisco).

– Não sei verdadeiramente como se deve pensar na Rainha dos Anjos no tempo em que tanto se angustiou com o Menino Jesus sem dar graças a São José pelo auxílio que lhe prestou (Santa Teresa de Jesus).

PRECES

Invoquemos humildemente a Deus, fonte de toda a paternidade nos céus e na terra, dizendo: Pai nosso que estais nos Céus, ouvi-nos.

– Pai santo, que revelastes ao justo José o mistério de Cristo, oculto desde toda a eternidade, fazei-nos conhecer melhor o vosso Filho, Deus e homem. Pai nosso que estais nos Céus, ouvi-nos.

– Pai celeste, que alimentais as aves do céu e vestis a erva dos campos, dai a todos os homens o pão do corpo e da alma. Pai nosso que estais nos Céus, ouvi-nos.

– Criador de todas as coisas, que nos confiastes a obra das vossas mãos, fazei que os trabalhadores gozem dignamente o fruto do seu trabalho. Pai nosso que estais nos Céus, ouvi-nos.

– Deus de toda a justiça, que amais os homens justos, concedei-nos, por intercessão de São José, a graça de Vos agradarmos em todas as coisas. Pai nosso que estais nos Céus, ouvi-nos.

– Senhor, neste “Dia do Pai” lembra-te de todos os pais. A sua missão imprescindível, está rodeada de muitas incertezas. Levantam-se grandes tempestades à missão que lhes confiaste e precisam da tua ajuda. Ampara cada pai, aproxima os pais dos filhos e os filhos dos pais. Que o amor não permita que nenhum pai seja abandonado mesmo na velhice e que o mesmo amor faça permanecer os pais junto dos filhos como garantes da tua presença ao longo de toda a vida. Pai nosso que estais nos Céus, ouvi-nos.

– Concedei propício a vossa misericórdia aos moribundos e aos defuntos, por meio de vosso Filho, com Maria sua Mãe e São José. Pai nosso que estais nos Céus, ouvi-nos.

ORAÇÃO CONCLUSIVA

Deus todo-poderoso, que na aurora dos novos tempos confiastes a São José a guarda dos mistérios da salvação dos homens, concedei à vossa Igreja, por sua intercessão, a graça de os conservar fielmente e de os realizar plenamente. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amen.

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Via Sacra: 8ª-14ª Estações

8ª ESTAÇÃO – Jesus é despojado das suas vestes

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.

Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Do Evangelho segundo São João (19, 23) – Os soldados, depois de terem crucificado Jesus, pegaram na roupa d’Ele e fizeram quatro partes, uma para cada soldado, excepto a túnica.

Momento de meditação silenciosa.

Oração: Senhor, nosso Deus, colocamos diante dos vossos olhos a multidão imensa dos homens e mulheres que sofrem a tortura, dos corpos maltratados. Nós Vos suplicamos, acolhei o seu gemido. O mal deixa-nos sem voz nem ajuda. Mas Vós sabeis o que nós não sabemos. Sabeis encontrar uma saída no caos e na escuridão do mal. Sabeis fazer brilhar, já na Paixão do vosso Filho predilecto, a vida da ressurreição. Aumentai em nós a fé! E com as palavras que nos ensinaste, pedimos: «Livrai-nos do mal»!

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Santa Maria, imprimi no meu peito as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

9ª – ESTAÇÃO – Jesus é crucificado

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.

Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Do Evangelho segundo São Lucas (23, 33-34) – Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, crucificaram-No a Ele e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. Jesus dizia: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem».

Momento de meditação silenciosa.

Oração: Senhor, nosso Deus, acolhei o nosso louvor silencioso. Como os reis que ficam boquiabertos diante da obra do Servo revelada pela profecia de Isaías (cf. 52, 15), assim permanecemos estupefactos diante do Cordeiro imolado pela vida nossa e do mundo; e confessamos que, pelas vossas chagas, fomos curados. «Como retribuirei ao Senhor todos os seus benefícios para comigo? (…) Hei-de oferecer-Vos sacrifícios de louvor invocando, Senhor, o vosso nome» (Sal 116, 12.17).

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Santa Maria, imprimi no meu peito as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

10ª – ESTAÇÃO – Jesus é escarnecido na cruz

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.

Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Do Evangelho segundo São Lucas (23, 35-39) – Os chefes zombavam, dizendo: «Salvou os outros; salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito». Os soldados também troçavam d’Ele. Aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre, diziam: «Se és o rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo!» E por cima d’Ele havia uma inscrição: «Este é o rei dos judeus». Ora, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-O, dizendo: «Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também».

Momento de meditação silenciosa.

Oração: Senhor, nosso Deus, quem nos livrará das ciladas do poder segundo o mundo? Quem nos livrará da tirania das mentiras, que nos fazem exaltar os poderosos e, por nossa vez, correr atrás das falsas glórias?

Só Vós podeis converter os nossos corações. Só Vós podeis fazer-nos amar os caminhos da humildade. Só Vós…, que nos revelais que não há vitória senão no amor, e tudo o resto não passa de palha que o vento leva, miragem que desaparece face à vossa verdade.

Nós Vos pedimos, Senhor: dissipai as mentiras que aspiram a reinar nos nossos corações e no mundo. Fazei-nos viver segundo os vossos caminhos, para que o mundo reconheça o poder da Cruz.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Santa Maria, imprimi no meu peito as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

11ª – ESTAÇÃO – Jesus e sua Mãe

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.

Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Do Evangelho segundo São João (19, 25-27) – Junto à cruz de Jesus estavam, de pé, sua Mãe e a irmã de sua Mãe, Maria, a mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua Mãe e o discípulo que Ele amava, disse à Mãe: «Mulher, eis o teu filho!» Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe!» E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-A como sua.

Momento de meditação silenciosa.

Oração: Maria, sustentai em nós a fé nas horas tenebrosas, ensinai-nos a esperança contra toda a esperança. Guardai a Igreja inteira numa vigilância fiel, como foi a vossa fidelidade, humildemente dócil aos desígnios de Deus, que nos atraem para onde não pensaríamos em ir; que nos associam, para além de todas as previsões, à obra da salvação.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Santa Maria, imprimi no meu peito as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

12ª – ESTAÇÃO – Jesus morre na cruz

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.

Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Do Evangelho segundo São João (19, 28-30.33-35) – Jesus disse: «Tenho sede!» Havia ali uma vasilha cheia de vinagre. Então, ensopando no vinagre uma esponja fixada num ramo de hissope, chegaram-Lha à boca. Quando tomou o vinagre, Jesus disse: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. (…) Ao chegarem a Jesus, vendo que já estava morto, não Lhe quebraram as pernas. Porém um dos soldados traspassou-Lhe o peito com uma lança e logo brotou sangue e água. Aquele que viu estas coisas é que dá testemunho delas e o seu testemunho é verdadeiro. E ele bem sabe que diz a verdade, para vós crerdes também.

Momento de meditação silenciosa.

Oração: Senhor Jesus, renovai em nós a alegria do nosso Baptismo. Contemplando a água e o sangue que escorrem do vosso peito, ensinai-nos a reconhecer de que fonte é gerada a nossa vida, de que amor está edificada a vossa Igreja, para que esperança nos escolhestes e enviastes a partilhar com o mundo.

Da chaga de Cristo jorra a fonte de vida que lava todo o universo. Que o nosso Baptismo seja para nós a única glória, numa acção de graças cheia de admiração.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Santa Maria, imprimi no meu peito as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

13ª – ESTAÇÃO – Jesus é descido da cruz

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.

Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Do Evangelho segundo São Lucas (23, 53) – José de Arimateia, descendo-O da cruz, envolveu-O num lençol e depositou-O num sepulcro talhado na rocha, onde ainda ninguém tinha sido sepultado.

Momento de meditação silenciosa.

Oração: Não choreis mais, Maria! O vosso filho, nosso Senhor, adormeceu na paz. E o Pai d’Ele, na glória, abre as portas da vida! Alegrai-Vos, Maria! Jesus ressuscitado venceu a morte!

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Santa Maria, imprimi no meu peito as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

14ª – ESTAÇÃO – Jesus no sepulcro e as mulheres

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.

Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Do Evangelho segundo São Lucas (23, 55-56) – As mulheres que tinham vindo com Ele da Galileia acompanharam José, observaram o túmulo e viram como o corpo de Jesus fora depositado. Ao regressar, prepararam aromas e perfumes; e, durante o sábado, observaram o descanso, conforme o preceito (23, 55-56).

Momento de meditação silenciosa.

Oração: Senhor, nosso Deus, dignai-vos abençoar todos os gestos das mulheres que honram, neste mundo, a fragilidade dos corpos que elas envolvem de doçura e consideração.

E a nós, que vos acompanhamos ao longo deste caminho de amor até ao fim, dignai-vos guardar-nos, com as mulheres do Evangelho, na oração e na esperança que sabemos correspondidas pela ressurreição de Jesus, que a vossa Igreja se prepara para celebrar no júbilo da Noite Pascal.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Santa Maria, imprimi no meu peito as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

ORAÇÃO CONCLUSIVA

Infundi, Senhor, a vossa graça, em nossas almas, para que nós, que, pela anunciação do Anjo, conhecemos a encarnação de Cristo, vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz, sejamos conduzidos à glória da Ressurreição. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amen.

Vamos em paz e o Senhor nos acompanhe.

Graças a Deus.

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Via Sacra: 1ª-7ª Estações

VIA SACRA

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amen.

A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja connosco.

Bendito seja Deus que nos reuniu no Amor de Cristo.

HINO

O estandarte da Cruz proclama ao mundo / A morte de Jesus e a sua glória, / Porque o autor de todo o universo / Contemplamos suspenso do madeiro.

Com um golpe de lança trespassado, / Ficou aberto o Coração de Cristo, / Manando sangue e água como rio, / Para lavar os crimes deste mundo.

Ó árvore fecunda e refulgente, / Ornada com a túnica real, / Sois tálamo, sois trono e sois altar, / Para o corpo chagado e glorioso.

Ó Cruz bendita, só tu nos abriste / Os braços de Jesus, o Redentor, / Balança de resgate que arrancaste / Nossas almas das mãos do inimigo.

Cruz do Senhor, és única esperança, / No tempo da tristeza e da Paixão. / Aumenta nos cristãos a luz da fé, / Sê para os homens o sinal da paz.

1ª – ESTAÇÃO – Jesus é condenado à morte

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.

Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Do Evangelho segundo São Marcos (14, 64-65)- E todos sentenciavam que Ele era réu de morte. Depois, alguns começaram a cuspir-Lhe, a cobrir-Lhe o rosto com um véu e, batendo-Lhe, a dizer: «Profetiza!» E os guardas davam-Lhe bofetadas.

Momento de meditação silenciosa.

Oração: Senhor Jesus, que viestes visitar-nos, passando entre nós a fazer o bem, trazendo de volta à vida aqueles que habitam na sombra da morte, Vós conheceis os nossos corações tortuosos. Afirmamos ser amigos do bem e de querer a vida, mas somos pecadores e cúmplices da morte. Proclamamo-nos vossos discípulos, mas tomamos estradas que se perdem longe dos vossos pensamentos, longe da vossa justiça e da vossa misericórdia. Não nos abandoneis às nossas violências. Que não se esgote a vossa paciência para connosco. Livrai-nos do mal!

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Santa Maria, imprimi no meu peito as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

2ª – ESTAÇÃO – Jesus é renegado por Pedro

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.

Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Do Evangelho segundo São Lucas (22, 59-62) – Cerca de uma hora mais tarde, um outro afirmou com insistência: «Com certeza este estava com Ele; além disso, é galileu». Pedro respondeu: «Homem, não sei o que dizes». E, no mesmo instante, estando ele ainda a falar, cantou um galo. Voltando-Se, o Senhor fixou os olhos em Pedro; e Pedro recordou-se da palavra do Senhor, quando lhe disse: «Hoje, antes de o galo cantar, irás negar-Me três vezes». E, vindo para fora, chorou amargamente.

Momento de meditação silenciosa.

Oração: Senhor, nosso Deus, quisestes que fosse Pedro, o discípulo renegado e perdoado, a receber o encargo de guiar o vosso rebanho. Imprimi nos nossos corações a confiança e a alegria de saber que, em Vós, podemos atravessar os precipícios do medo e da infidelidade.

Fazei que, instruídos por Pedro, todos os vossos discípulos sejam as testemunhas do olhar que Vós pousais sobre as nossas quedas. Que jamais as nossas durezas ou os nossos desesperos tornem vã a Ressurreição do vosso Filho!

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Santa Maria, imprimi no meu peito as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

3ª – ESTAÇÃO – Jesus e Pilatos

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.

Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Do Evangelho segundo São Marcos (15, 1.3.15) – Logo de manhã, os sumos sacerdotes reuniram-se em conselho com os anciãos e os doutores da Lei e todo o Sinédrio; e, tendo manietado Jesus, levaram-no e entregaram-no a Pilatos. (…) os sumos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas. (…) Pilatos, desejando agradar à multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar flagelar Jesus, entregou-O para ser crucificado.

Momento de meditação silenciosa.

Oração: Senhor, nosso Deus, diante de Jesus entregue e condenado, nada mais sabemos fazer que desculpar-nos e acusar os outros. Durante muito tempo nós, cristãos, atribuímos a Israel, vosso povo, o peso da vossa condenação à morte. Durante muito tempo, ignoramos que devíamos reconhecer-nos todos cúmplices no pecado, para sermos todos salvos pelo sangue de Jesus crucificado. Concedei-nos a graça de reconhecer, no vosso Filho, o Inocente, o único em toda a história.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Santa Maria, imprimi no meu peito as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

4ª – ESTAÇÃO – Jesus, rei da glória

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.

Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Do Evangelho segundo São Marcos (15, 16-18) – Os soldados levaram-no para dentro do pátio, isto é, para o pretório, e convocaram toda a corte. Revestiram-no de um manto de púrpura e puseram-Lhe uma coroa de espinhos, que tinham entretecido. Depois começaram a saudá-lo: «Salve! Ó Rei dos judeus!».

Momento de meditação silenciosa.

Oração: Senhor, nosso Deus, nós Vos pedimos, derrubai os ídolos existentes em nós e no nosso mundo. Vós conheceis o seu poder sobre as nossas mentes e os nossos corações. Derrubai em nós as imagens que sempre reaparecem de um Deus à medida dos nossos pensamentos, um Deus distante. Fazei que entremos na alegria eterna, que nos faz aclamar, em Jesus vestido de púrpura e coroado de espinhos, o rei da glória.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Santa Maria, imprimi no meu peito as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

5ª – ESTAÇÃO – Jesus carrega a cruz

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.

Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Do Livro das Lamentações (1, 12) – Ó vós todos que passais pelo caminho, olhai e vede se existe dor igual à dor que me atormenta, pois o Senhor feriu-me no dia da sua ardente cólera.

Momento de meditação silenciosa.

Oração: Senhor, nosso Deus, Vós desceis nas profundezas da nossa noite, sem pôr limites à vossa humilhação, porque é nela que alcançais a terra, frequentemente ingrata, por vezes devastada, das nossas vidas.

Nós Vos suplicamos, concedei vossa Igreja a graça de levar, a todos aqueles que caem, a boa-nova do Evangelho: não há queda que possa subtrair-se à vossa misericórdia; não há perda, nem abismo de tal forma profundo onde Vós não possais reencontrar quem se extraviou.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Santa Maria, imprimi no meu peito as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

6ª – ESTAÇÃO – Jesus e Simão de Cireneu

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.

Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Do Evangelho segundo São Lucas (23, 26) – Quando O iam conduzindo, lançaram mão de um certo Simão de Cireneu, que voltava do campo, e carregaram-no com a cruz atrás de Jesus.

Momento de meditação silenciosa.

Oração: Senhor, nosso Deus, revelastes-nos que, em cada pobre que está nu, preso, sedento, sois Vós que nos apareceis, e sois Vós que nós acolhemos, visitamos, vestimos, dessedentamos: «Era peregrino e recolhestes-Me, estava nu e destes-Me que vestir, adoeci e visitastes-Me, estive na prisão e fostes ter comigo» (Mt 25, 35-36).

Nós Vos apresentamos, como uma oferta santa, todos os gestos de bondade, hospitalidade e dedicação que dia a dia são feitos neste mundo. Dignai-Vos reconhecê-los como a verdade da nossa humanidade, que fala mais alto que todos os gestos de rejeição e de ódio. Dignai-Vos abençoar os homens e as mulheres de compaixão que Vos dão glória, mesmo que não saibam ainda pronunciar o vosso nome.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Santa Maria, imprimi no meu peito as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

7ª ESTAÇÃO – Jesus e as filhas de Jerusalém

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.

Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Do Evangelho segundo São Lucas (23, 27-28.31) – Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele. Jesus voltou-Se para elas e disse-lhes: «Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos. (…) Porque, se tratam assim a árvore verde, o que não acontecerá à seca?».

Momento de meditação silenciosa.

Oração: Senhor, nosso Deus, Deus de ternura e de compaixão, Deus cheio de amor e fidelidade, ensinai-nos, nos nossos dias felizes, a não desprezar as lágrimas dos pobres que clamam por Vós e que nos pedem ajuda. Ensinai-nos a não passar indiferentes junto deles. Ensinai-nos a ter a coragem de chorar com eles. Ensinai-nos também, na noite dos nossos sofrimentos, das nossas solidões e das nossas decepções, a ouvir a palavra de graça que Vós nos revelastes na montanha: «Felizes os que choram, porque serão consolados» (Mt 5, 4).

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Santa Maria, imprimi no meu peito as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

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2º Domingo da Quaresma – Ano C

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 9, 28b-36)

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.

Reflexão

A Transfiguração realiza-se num momento singular da missão de Cristo, isto é, depois de confiar aos discípulos que deveria sofrer, morrer e ressuscitar no terceiro dia. Jesus sabe que eles não aceitam essa realidade e, por isso, quer prepará-los para suportar o escândalo da Paixão e da morte na Cruz, porque sabe que esse é o caminho por meio do qual o Pai celeste levará à Glória o seu Filho eleito: ressuscitando-o dos mortos. Na Transfiguração Jesus concedeu aos discípulos Pedro, Tiago e João experimentar a glória da Ressurreição: um pedaço do céu na terra.

Esse caminho também será o caminho dos discípulos: ninguém alcança a vida eterna senão seguindo Jesus, carregando a própria cruz na vida terrena.

A Transfiguração de Cristo mostra-nos a perspectiva cristã do sofrimento: não é sadomasoquismo, é uma passagem necessária, mas transitória. O ponto de chegada ao qual somos chamados é luminoso como o rosto de Cristo transfigurado: n’Ele está a salvação, a bem-aventurança, a luz, o amor de Deus sem limites.

Mostrado a sua glória, Jesus garante-nos que a cruz, as provações, as dificuldades nas quais nos debatemos têm a sua solução e a sua superação na sua Páscoa.

Aplicando a nós próprios o que o texto diz, podemos deduzir que todos precisamos de subir ao monte Tabor para sermos transfigurados, para depois descermos para “lavar os pés” dos outros! Todos nós, seja qual for a nossa vocação, precisamos de momentos de oração profunda, de união especial com Deus para aprofundarmos a nossa fé e o nosso seguimento de Jesus, para que possamos seguir o exemplo d’Aquele que lavou os pés dos discípulos: “Ora, se eu o Senhor e o Mestre vos lavei os pés, também vós vos deveis lavar os pés uns dos outros” (Jo 13, 14).

Para os momentos de dúvida, dificuldade e de dor, e para vencer os nossos “Calvários”o texto apresenta-nos a melhor solução possível, através da voz que saiu da nuvem: “Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O”. Façamos isso, e venceremos os nossos “Calvários”!

Palavra para o caminho

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor. Depois de anunciar aos discípulos a sua morte, manifestou-lhes no monte santo o esplendor da sua glória, para mostrar, com o testemunho da Lei e dos Profetas, que pela sua paixão alcançaria a glória da ressurreição. Por isso, com os Anjos e os Santos do Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz: Santo, Santo, Santo… (Prefácio, Transfiguração do Senhor, II Domingo da Quaresma).

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Caminhada quaresmal com Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) – 3

REZAR CADA DIA DA SEMANA COM SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ: 18-23 DE MARÇO

Segunda – feira, 18 de Março: a pepita de ouro que está dentro de mim

«Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso» (Lc 6,36).

«Só Deus vê o interior do coração. Ele vê o que bate como um sino mas ele vê também a mais pequena pepita de ouro que escapa muitas vezes à nossa vista e que não está nunca totalmente ausente. Acredita nesta pepita em cada ser humano…» (Edith Stein).

Ser capaz de misericórdia, acreditar que há uma pepita de ouro em cada um, inclusive em mim… Posso encontrá-la e dar nome a essa pepita?

Terça – feira 19 de Março: confiar-se a São José

«É, pois, através da Fé que nos tornamos herdeiros; assim, é um dom gratuito, e a promessa é válida para todos os descendentes de Abraão…».

«Tu, o patriarca da fé tal como Abraão, forte na tua simplicidade de criança, autor de prodígios, pela força da tua obediência e a pureza do teu coração, escudo do Santo Templo da Nova Aliança, sê o seu protector e vela sobre nós, ó São José!» (Edith Stein).

A meio da Quaresma, a Igreja coloca diante dos nossos olhos a figura de José. Ele soube deixar tudo para obedecer à Palavra de Deus. A sua fé é para nós um modelo. Senhor, aumenta a nossa fé!

Quarta – feira, 20 de Março: estar no seu lugar

«Vós não sabeis o que pedis. Podereis beber no cálice que Eu vou beber?» (Mt 20,22).

«Estou convencida que me encontro no lugar que me era destinado, estou reconhecida de ter sido conduzida por este caminho e vou fazendo alegremente a doação de mim mesma, sem nenhum traço de «resignação» (Edith Stein).

Muitas vezes, rezo para obter qualquer coisa que acho que é bom para mim, para mudar o mundo. Mas engano-me muitas vezes. Jesus interpela-nos com vigor: a oração, é pedir mas também é abrir-se à vontade do Pai.

Quinta – feira, 21 de Março: a medida do amor

«Eles têm Moisés e os profetas: que os escutem!» (Lc 16,29).

«O nosso amor para com o próximo é a medida do nosso amor por Deus» (Edith Stein).

Ir ter com uma pessoa na necessidade, qualquer que seja a sua necessidade. Fá-lo-ia hoje? Se eu não permito que o outro me incomode, é provável que não deixe Deus incomodar-me…

Sexta – feira, 22 de Março: acolher a saudação de Jesus

«Eles respeitarão o meu filho» (Mt 21, 37).

«Cristo é Poder e Sabedoria de Deus, não apenas como enviado de Deus, Filho de Deus e o próprio Deus, mas como crucificado. Pois a morte sobre a cruz é o meio de redenção que inventou a sabedoria insondável de Deus» (Edith Stein).

Deus não é ingénuo: nós não respeitamos o seu Filho, Ele foi torturado na Cruz. Estarei eu consciente de ser beneficiário da morte por amor, de Jesus, assumida pelo Pai?

Sábado, 23 de Março: alegar-me com a obra de Deus

«Depressa, trazei a mais bela vestimenta para o vestir… vamos comer e festejar pois o meu filho estava morto e regressou à vida» (Lc 15,22.24).

«A poderosa redenção: é a força de despertar para a vida daqueles em quem a vida divina se tinha apagado pelo pecado» (Edith Stein).

Deus mostra o seu poder quando nos reveste da sua misericórdia. Ele quer dar-nos tudo o que lhe pertence, e sobretudo este poder do amor que dá vida aos outros. Saberei eu festejar e alegrar-me com os outros pela obra de Deus?

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Ter sempre presente o que Cristo passou por nós

Aconteceu-me que, entrando um dia no oratório, vi uma imagem; … Era a de Cristo muito chagado e tão devota que, ao pôr nela os olhos toda eu me perturbei por O ver assim, porque representava bem o que passou por nós. Foi tanto o que senti por tão mal Lhe ter agradecido aquelas chagas, que o coração, me parece, se me partia e arrojei-me junto d’Ele com grandíssimo derramamento de lágrimas, suplicando-Lhe me fortalecesse de uma vez para sempre para não O ofender.

Santa Teresa de Jesus

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Caminhada quaresmal com Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) – 2

REZAR CADA DIA DA SEMANA COM SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ: 11-16 DE MARÇO

Segunda-feira, 11 de Março: ultrapassar o ressentimento

– «Não guardarás rancor aos filhos do teu povo» (Lv 19, 18).

– «Nós não temos de julgar e devemos ter confiança na misericórdia insondável de Deus» (Edith Stein).

– O ressentimento é o que fecha mais o coração à graça. Senhor, vem libertar-me dele. Perdoar, não é apagar o mal, é desejar que nos encontremos todos, convertidos e perdoados, no último dia.

Terça-feira, 12 de Março: o caminho do perdão

– «Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos têm ofendido» (Mt 6, 12).

– «Cada um é responsável pela sua própria salvação na medida em que ela pode ser obtida pela cooperação da sua liberdade, e não sem ela. E cada um é, ao mesmo tempo, responsável pela salvação de todos os outros, na medida em que tem a possibilidade de implorar a graça, pela sua oração, para cada um» (Edith Stein).

– Perdoar não é ser simpático, é recusar a lógica das represálias e orar para que se abra o caminho de Deus no coração de todos. Faço memória dos perdões dados e recebidos que têm sido, para mim, importantes. Tenho algum passo a dar no dia de hoje?

Quarta-feira, 13 de Março: clamar a Deus

– «Clamem a Deus com força; converta-se cada um do seu mau caminho e da violência que há nas suas mãos» (Jonas 3, 8).

– «Aquilo a que tenho de responder tenho de responder diante de Deus. Em que é que isso consiste, quer dizer, qual é o meu dever, a minha consciência mo diz. O resultado é assunto da minha liberdade» (Edith Stein).

– A misericórdia de Deus permite-me começar uma vida nova escolhendo Deus. Isso resulta em actos. Vejo o caminho que se abre diante de mim? Tenho vontade de o seguir?

Quinta-feira, 14 de Março: amar no quotidiano

– «Ora bem, se vós, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está no Céu dará coisas boas àqueles que lhas pedirem! Portanto, o que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles» (Mt 7, 12).

– «Nas nossas condições habituais de existência, não existe nenhuma outra possibilidade de dar a Deus amor por amor do que cumprir fielmente os seus deveres quotidianos, até ao mais pequeno detalhe; sem deixar passar alguma ocasião de servir os outros por amor» (Edith Stein).

– O Pai dá-nos o seu Espírito sobreabundantemente e este Espírito é irradiação de amor. Posso cumprir um acto quotidiano que, habitualmente, me faz «gemer» pondo nele muito amor ao invocar o Espírito?

Sexta-feira, 15 de Março: O olhar

– «Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal» (Mt 5, 22).

«Concordar com a nossa impotência e pobreza e abandonarmo-nos com muito mais confiança ao amor todo-poderoso, é a grande sabedoria que devemos penetrar sem cessar, de novo e sempre mais profundamente» (Edith Stein).

– Jesus, o doce, o misericordioso, coloca-nos diante das exigências radicais do Amor divino. Sem Ele sou incapaz de cumprir o que Ele me pede. Diante d’Ele, o Crucificado, que amou totalmente, demoro um tempo a olhá-Lo, a mendigar o seu Espírito…

Sábado, 16 de Março: ser tal como Ele me criou

– «Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste» (Mt 5, 48).

– «Deus conduz o ser humano a tornar-se autenticamente humano. […] A pessoa que põe a sua vida nas mãos de Deus pode estar segura, vai-se tornando inteiramente ela mesma, quer dizer, vai-se tornar aquilo que Deus pensou que ela fosse» (Edith Stein).

– Como ser perfeito como Deus? Simplesmente, deixando-me ser como Ele me criou…

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1º Domingo da Quaresma – Ano C

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 4, 1-13)

Naquele tempo, Jesus, cheio do Espírito Santo, retirou-Se das margens do Jordão. Durante quarenta dias, esteve no deserto, conduzido pelo Espírito, e foi tentado pelo Diabo. Nesses dias não comeu nada e, passado esse tempo, sentiu fome. O Diabo disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, manda a esta pedra que se transforme em pão». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem’». O Diabo levou-O a um lugar alto e mostrou-Lhe num instante todos os reinos da terra e disse-Lhe: «Eu Te darei todo este poder e a glória destes reinos, porque me foram confiados e os dou a quem eu quiser. Se Te prostrares diante de mim, tudo será teu». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, só a Ele prestarás culto’». Então o Diabo levou-O a Jerusalém, colocou-O sobre o pináculo do templo e disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, atira-Te daqui abaixo, porque está escrito: ‘Ele dará ordens aos seus Anjos a teu respeito, para que Te guardem’; e ainda: ‘Na palma das mãos te levarão, para que não tropeces em alguma pedra’». Jesus respondeu-lhe: «Está mandado: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’». Então o Diabo, tendo terminado toda a espécie de tentação, retirou-se da presença de Jesus, até certo tempo.

Reflexão

O Evangelho deste primeiro Domingo da Quaresma narra a experiência das tentações de Jesus no deserto. Depois de ter jejuado durante 40 dias, Jesus é tentado três vezes pelo diabo. Este, primeiro, convida-o a transformar uma pedra em pão; depois, mostra-lhe, do alto, os reinos da Terra e propõe-lhe tornar-se um Messias poderoso e glorioso; por fim, conduz-lo ao ponto mais alto do tempo de Jerusalém e convida-o a lançar-se dali abaixo, para manifestar de maneira espectacular o seu poder divino.

As três tentações indicam três caminhos que o mundo sempre propõe, prometendo grandes sucessos: a ganância de possuir, a glória humana, a instrumentalização de Deus. São esses os caminhos que são colocados diante de nós, com a ilusão de poder alcançar o sucesso e a felicidade. Mas, na realidade, esses caminhos são completamente estranhos ao modo de agir de Deus. Na verdade, eles separam-nos d’Ele, porque são obras de Satanás.

A primeira tentação mostra-nos que a ganância de possuir é sempre a lógica insidiosa do diabo. Ele parte da natural e legítima necessidade da pessoa se alimentar, de viver, de realizar-se, de ser feliz, para nos impulsionar a acreditar que tudo isso é possível sem Deus, ou melhor, até mesmo contra Ele.

A segunda tentação leva-nos a correr o risco de perder toda a dignidade pessoal deixando-nos corromper pelos ídolos do dinheiro, do sucesso e do poder, para alcançar a auto-afirmação. Prova-se a emoção de uma alegria vazia que logo desaparece. Por isso Jesus responde: “Adorarás o Senhor teu Deus e só a ele prestarás culto”.

Sobre a instrumentalização de Deus, a que se refere a terceira tentação, trata-se de querer puxar Deus para o nosso lado, pedindo-lhe graças que na realidades servem unicamente para satisfazer o nosso orgulho.

Jesus, enfrentando pessoalmente essas provações, vence por três vezes as tentações para aderir plenamente ao plano do Pai e mostra-nos os remédios: a vida interior, a fé em Deus, a certeza do seu amor, a certeza de que Deus nos ama, que é Pai, e com esta certeza venceremos qualquer tentação.

Jesus ao responder ao tentador, não entra em diálogo com ele, mas responde aos três desafios somente com a Palavra de Deus. Isto ensina-nos que com o diabo não se dialoga, não devemos dialogar, somente se responde a ele com a Palavra de Deus.

Papa Francisco, Angelus (resumo), 10 de Março de 2019

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Caminhada quaresmal com Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) – 1

REZAR CADA DIA DA SEMANA COM SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ: 7-9 DE MARÇO

Quinta-feira depois das cinzas – 7 de Março: pega na mão de Deus

– «Escolhe portanto a vida, para que tu e os teus descendentes possais viver, amando o Senhor teu Deus, obedecendo-Lhe e apegando-te a Ele» (Dt 30, 19).

– «Basicamente, eu só tenho que dizer uma verdade simples: como é que alguém pode começar a viver agarrando a mão de Deus» (Edith Stein).

– Considero esta Quaresma como uma entrega ao amor com a vida? Pegar na mão de Deus sem a largar é o caminho da vida. Tenho 15 minutos para meditar sobre estas palavras de Vida.

Sexta-feira após as Cinzas – 8 de Março: «Aqui estou!»

– «Então invocarás o Senhor e Ele te atenderá, pedirás auxílio e te dirá: “Aqui estou”!» (Is 58, 9).

– «A todos os que se reconhecem pecadores, se arrependem e convertem, Cristo estende-lhes a mão, mas pede-lhes que O sigam incondicionalmente e renunciem a tudo aquilo que neles se opõe ao Seu Espírito» (Edith Stein).

– Pôr-se a caminho nesta Quaresma é desejar entregar-me a Deus e fazer o bem que posso. Viverei hoje na presença de Deus? Terei consciência de que Deus estará realmente comigo?

Sábado depois das Cinzas – 9 de Março: rezar com fé

– «Jesus tomou a palavra e disse-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os que estão doentes. Não foram os justos que Eu vim chamar ao arrependimento, mas os pecadores» (Lc 5,31-32).

– «O que podemos fazer é muito pouco comparado ao que se fez em atenção a nós próprios. Mesmo assim temos que fazer esse pouco que é, sobretudo, rezar com perseverança para encontrar o verdadeiro caminho e seguir, sem oferecer resistência, o impulso da graça, quando o sentirmos» (Edith Stein).

– Posso ter ainda um momento de oração para pedir ao Senhor que me guie e me ajude a viver esta Quaresma como Ele quer? Desejar a missa dominical …

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A nossa vida não está livre de tentações

De facto, a nossa vida, enquanto somos peregrinos na terra, não pode estar livre de tentações, e o nosso aperfeiçoamento realiza-se precisamente através das provações. Ninguém se conhece a si mesmo se não for provado, ninguém pode receber a coroa se não tiver vencido, ninguém pode vencer se não combater, e ninguém pode combater se não tiver inimigos e tentações.

Santo Agostinho

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