Obras de misericórdia

As obras de misericórdia são acções caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. As obras de misericórdia corporais, na sua maioria, surgem de uma lista feita por Jesus Cristo na sua descrição do Juízo Final. A lista das obras de misericórdia espirituais foi elaborada pela Igreja a partir de outros textos que se encontram ao longo da Bíblia e de atitudes e ensinamentos do próprio Cristo: o perdão, a correcção fraterna, o consolo, suportar o sofrimento, etc.

Obras de misericórdia corporais

1) Dar de comer a quem tem fome
2) Dar de beber a quem tem sede
3) Vestir os nus
4) Dar pousada aos peregrinos
5) Visitar os enfermos
6) Visitar os presos
7) Enterrar os mortos

Obras de misericórdia espirituais

1) Dar bons conselhos
2) Ensinar os ignorantes
3) Corrigir os que erram
4) Consolar os tristes
5) Perdoar as injúrias
6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo
7) Rezar a Deus por vivos e defuntos.

 

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A confissão é o sacramento da ressurreição

Jesus usa de misericórdia com os discípulos oferecendo-lhes o Espírito Santo. Dá-O para a remissão dos pecados (cf. Jo 20, 22-23). Os discípulos eram culpados; fugiram, abandonando o Mestre. E o pecado acabrunha, o mal tem o seu preço. Como diz o Salmo 51 (cf. v. 5), temos sempre diante de nós o nosso pecado. Sozinhos, não podemos cancelá-lo. Só Deus o elimina; só Ele, com a sua misericórdia, nos faz sair das nossas misérias mais profundas. Como aqueles discípulos, precisamos de nos deixar perdoar, precisamos de dizer do fundo do coração: «Perdão, Senhor». Precisamos de abrir o coração, para nos deixarmos perdoar. O perdão no Espírito Santo é o dom pascal para ressuscitar interiormente. Peçamos a graça de o acolher, de abraçar o Sacramento do perdão; e de compreender que, no centro da Confissão, não estamos nós com os nossos pecados, mas Deus com a sua misericórdia. Não nos confessamos para nos deprimir, mas para fazer-nos levantar. Todos precisamos imenso disso. Precisamos disso como precisam os pequeninos, sempre que caem, de ser levantados pelo pai. Também nós caímos com frequência; e a mão do Pai está pronta a pôr-nos de pé e fazer-nos caminhar. Esta mão segura e fiável é a Confissão. É o Sacramento que nos levanta, não nos deixando caídos a chorar sobre as lajes duras das nossas quedas. É o Sacramento da ressurreição, é pura misericórdia. E quem recebe as Confissões deve fazer sentir a doçura da misericórdia. Tal é o caminho a seguir por aqueles que ouvem as pessoas de Confissão: fazer-lhes sentir a doçura da misericórdia de Jesus, que perdoa tudo. Deus perdoa tudo. (Papa Francisco, Excerto da Homilia do 2º Domingo da Páscoa, 11 de Abri, 2021).

 Homilia completa:

http://www.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2021/documents/papa-francesco_20210411_omelia-divinamisericordia.html

 

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2º Domingo da Páscoa – Ano B

Domingo da Divina Misericórdia

A comunhão dos primeiros cristãos tinha como verdadeiro centro e fundamento Cristo ressuscitado. De facto narra o Evangelho que, no momento da paixão, quando o divino Mestre foi preso e condenado à morte, os discípulos dispersaram-se. Só Maria e as mulheres, com o apóstolo João, permaneceram juntos e seguiram-no até ao calvário. Ressuscitado, Jesus doou aos seus uma nova unidade, mais forte de que antes, invencível, porque fundada não nos recursos humanos, mas na misericórdia divina, que a todos fez sentir amados e perdoados por Ele. É portanto o amor misericordioso de Deus que une firmemente, hoje como ontem, a Igreja e que faz da humanidade uma só família; o amor divino, que mediante Jesus crucificado e ressuscitado nos perdoa os pecados e nos renova interiormente. Animado por esta íntima convicção, o meu amado predecessor João Paulo II quis intitular este Domingo, o segundo de Páscoa, à Divina Misericórdia, e indicou a todos Cristo ressuscitado como nascente de confiança e de esperança, acolhendo a mensagem espiritual transmitida pelo Senhor a Santa Faustina Kowalska, sintetizada na invocação: “Jesus, em Ti confio!”.

Bento XVI, Regina Caeli, 19 de Abril, 2009

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São José, Pai amado da Família Carmelita

Oração

São José, Pai amado da Família Carmelita,
Esposo virginal de Maria, a Flor do Carmelo,
que pelo poder do Espírito Santo
concebeu Jesus, de quem és o Pai adoptivo,
tu és anunciador dos tempos novos da graça.
Como Maria, disseste o teu “Sim”,
para que Deus realizasse a sua obra salvífica,
em dom total da tua pessoa e da tua vida,
à vontade de Deus e à Sagrada Família.
Agradecida, a Família Carmelita,
responde ao teu amor com o seu amor.
A sua confiança em ti é tão grande,
que convictamente diz: “Ide a José”,
pois nada recusas a quem recorre a ti.
São José, Pai amado do Carmelo,
ensina-nos a ser discípulos de Jesus,
cuida da tua Igreja e da Família Carmelita,
de cada um dos seus membros,
e livra-nos das insídias do Maligno.
Amen.

 

 

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A Beleza de Cristo

De ver a Cristo ficou impressa em mim Sua grandíssima formosura, e ainda hoje a tenho, porque, para isto, bastava uma só vez, quanto mais tantas em que o Senhor me faz esta mercê! (…) Depois que vi a grande formosura do Senhor, a ninguém via que, em Sua comparação, me parecesse bem ou me ocupasse a memória.

Santa Teresa de Jesus

Oração

Jesus, não tenho a graça de Te ver, mas também sei que aqueles que Te veem nesta terra não Te veem tanto com os olhos do corpo, mas sim com os da alma… e é o amor que os abre a “visão” de Deus. Por isso Te peço o amor, esse amor que só Tu podes conceder, esse “Amor que é derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo”. Ajuda-me a fechar os olhos do corpo e do coração a tudo o que não me leva a Ti e a abri-los a tudo o que conduz à realização da Tua vontade. Cedo ou tarde, também, eu Te “verei” e ficarei saciado ao contemplar-Te. Assim seja.

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Audiência Geral: “Rezar em comunhão com os santos”

Rezar em comunhão com os santos

Quando rezamos, nunca o fazemos sozinhos: mesmo que não pensemos nisso, estamos imersos num rio majestoso de invocações que nos precede e continua depois de nós. As orações, as boas, difundem-se e propagam-se continuamente, com ou sem mensagens nas “redes sociais”: das enfermarias dos hospitais, dos momentos de encontro festivo, assim como daqueles em que se sofre em silêncio. Na Igreja não há luto que permaneça solitário, não há lágrimas que sejam derramadas no esquecimento, porque tudo respira e participa de uma graça comum.

Os santos ainda estão aqui, não muito longe de nós, e as suas representações nas igrejas evocam aquela “nuvem de testemunhas” que sempre nos circunda. Os santos lembram-nos que mesmo nas nossas vidas, embora frágeis e marcadas pelo pecado, a santidade pode florescer. Em Cristo existe uma misteriosa solidariedade entre aqueles que passaram para a outra vida e nós, peregrinos nesta: os nossos queridos defuntos, do céu, continuam a cuidar de nós. Eles rezam por nós e nós rezamos com eles. E nós rezamos por eles, e rezamos com eles.

Rezar pelos outros é a primeira maneira de amá-los, e isso impulsiona-nos à proximidade concreta. A primeira maneira de enfrentar um momento de angústia é pedir aos nossos irmãos e aos santos sobretudo, que rezem por nós. Sabemos que aqui na terra existem pessoas santas, os “santos da porta ao lado”, aqueles que convivem connosco na vida, que trabalham connosco e levam uma vida de santidade. (Papa Francisco, Resumo da Audiência Geral, 7 de Abril, 2021).

Catequese completa

http://www.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2021/documents/papa-francesco_20210407_udienza-generale.html

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Não está aqui. Ressuscitou!

A segunda-feira depois da Páscoa chama-se também Segunda-feira do anjo, porque recordamos o encontro do anjo com as mulheres que tinham ido ao sepulcro de Jesus. O anjo diz-lhes: «Sei que procurais Jesus, o Crucificado. Não está aqui. Ressuscitou!».

O evangelista Mateus narra que naquela aurora de Páscoa «houve um violento tremor de terra. Um anjo do Senhor desceu do céu, removeu a pedra e sentou-se sobre ela». A imagem do anjo sentado sobre a pedra do sepulcro é a manifestação concreta e visível da vitória de Deus sobre o mal, a manifestação da vitória de Cristo sobre o príncipe deste mundo, a demonstração da vitória da luz sobre as trevas. O túmulo de Jesus não foi aberto por um fenómeno físico, mas pela intervenção do Senhor. O aspecto do anjo, acrescenta Mateus, «resplandecia como relâmpago, e as suas vestes eram brancas como a neve». Estes detalhes são símbolos que afirmam a intervenção do próprio Deus. Diante desta intervenção de Deus, verifica-se uma dupla reacção. A dos guardas, que não conseguem enfrentar a força esmagadora de Deus e são abalados por um tremor interior: sentiram-se atordoados. O poder da Ressurreição derrubou aqueles que tinham sido utilizados para garantir a aparente vitória da morte. A reacção das mulheres é muito diferente, pois elas são expressamente convidadas pelo anjo do Senhor a não ter medo: «Não temais!» e a não procurar Jesus no túmulo. E, no final, não temem!

Das palavras do anjo podemos tirar um ensinamento precioso: nunca nos cansemos de procurar Cristo ressuscitado, que dá vida em abundância a quantos o encontram. Encontrar Cristo significa descobrir a paz do coração. «Cristo Ressuscitado já não morre, a morte não tem mais poder sobre Ele». Eis o anúncio da Páscoa: “Cristo está vivo, Cristo acompanha a minha vida, Cristo está ao meu lado”. Nestes dias pascais, far-nos-á bem repetir isto: “O Senhor vive!”.

Papa Francisco, Regina Caeli (resumo), 5 de Abril, 2021

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Jesus, o crucificado, ressuscitou

Hoje ressoa, em todas as partes do mundo, o anúncio da Igreja: «Jesus, o crucificado, ressuscitou, como tinha dito. Aleluia». O anúncio de Páscoa não oferece uma miragem, não revela uma fórmula mágica, não indica uma via de fuga face à difícil situação que estamos a atravessar.

Perante, ou melhor, no meio desta complexa realidade, o anúncio de Páscoa encerra em poucas palavras um acontecimento que dá a esperança que não decepciona: «Jesus, o crucificado, ressuscitou». Não nos fala de anjos nem de fantasmas, mas dum homem, um homem de carne e osso, com um rosto e um nome: Jesus. O Evangelho atesta que este Jesus, crucificado sob Pôncio Pilatos por ter dito que era o Cristo, o Filho de Deus, ao terceiro dia ressuscitou, conforme as Escrituras e como Ele próprio predissera aos seus discípulos.

O próprio Crucificado, não outra pessoa, ressuscitou. Deus Pai ressuscitou o seu Filho Jesus, porque cumpriu até ao fim o seu desígnio de salvação: tomou sobre Si a nossa fraqueza, as nossas enfermidades, a nossa própria morte; sofreu as nossas dores, carregou o peso das nossas iniquidades. Por isso Deus Pai O exaltou, e agora Jesus Cristo vive para sempre, Ele é o Senhor.

As testemunhas referem um detalhe importante: Jesus ressuscitado traz impressas as chagas das mãos, dos pés e do peito. Estas chagas são a chancela perene do seu amor por nós. Quem sofre uma provação dura, no corpo e no espírito, pode encontrar refúgio nestas chagas, receber através delas a graça da esperança que não decepciona.

Cristo ressuscitado é esperança para quantos ainda sofrem devido à pandemia, para os doentes e para quem perdeu um ente querido. Que o Senhor lhes dê conforto, e apoie médicos e enfermeiros nas suas fadigas!

Papa Francisco, Excerto da Mensagem “Urbi et Orbi”, Páscoa 2021, 4 de Abril

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A força da ressurreição

Foi [a] embriaguez e ousadia de amor [de Maria Madalena] que, ao saber que o seu Amado estava encerrado no túmulo com uma enorme pedra selada e cercado de soldados, que (…) a levou a perguntar ao que julgava ser o encarregado do horto que lhe dissesse se foi ele que O tinha tirado e onde O tinha posto a fim de ela O ir buscar. Não reparou que aquela pergunta, feita no seu perfeito juízo e razão, era um disparate, porque, se O tivesse roubado, certamente não lho iria dizer, e muito menos O deixaria levar.

Mas, devido à força e veemência próprias do amor, parece-lhe que tudo é possível, e imagina que andam todos ocupados naquilo que ele se ocupa. (…) Assim era a força do amor desta Maria: ela julgava que, se o encarregado do horto lhe dissesse onde O tinha escondido, iria lá e O levaria consigo, por mais que a proibissem.

São João da Cruz

Oração

Senhor ressuscitado, que a força e alegria da Tua ressurreição me invada, me inflame o coração e sobretudo a vontade, para que, tendo diante dos olhos, a certeza de que a Vida é mais forte do que a morte, que o bem é mais forte que o mal, não me atemorize com as dificuldades, mas confie sempre na vitória da minha morte, das muitas pequenas mortes ao longo do meu dia, sabendo que de cada uma, oferecida em união conTigo, brota misteriosamente a força do amor e da ressurreição para o mundo, para os corações de todos. Assim seja.

 

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Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Cristo Ressuscitou. Aleluia.
Santa e Feliz Páscoa.

Não é um mito nem um sonho, não é uma visão nem uma utopia, não é uma fábula, mas um acontecimento único e irrepetível: Jesus de Nazaré, Filho de Maria, que ao pôr-do-sol de sexta-feira foi descido da cruz e sepultado, deixou vitorioso o túmulo. (Bento XVI).

Oração

Senhor Deus do universo, que neste dia, pelo vosso Filho Unigénito, vencedor da morte, nos abristes as portas da eternidade, concedei-nos que, celebrando a solenidade da ressurreição do Senhor, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos para a luz da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo. Amen.

 

 

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