Novena de Nª Srª do Carmo – 2

2º DIA: MARIA, ESPLÊNDIDA NO SERVIÇO

À escuta da Palavra: A Visitação (Lc 1, 39-45)

Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.»

Reflexão: Logo que recebe o anúncio do Anjo, a Mãe do Senhor põe-se a caminho para saudar e ajudar a sua prima Isabel, já idosa, que espera um menino. O Evangelho diz-nos que ela caminha à pressa, para pôr-se ao serviço da que tem necessidade. A Virgem não se ensoberbece (o anúncio não lhe sobe à cabeça), porque nela cumprir-se-á a esperança de Israel, mas com grande humildade vai prestar um serviço nas mais pequenas e simples tarefas do lar.

Oração: Maria, perita no serviço, ajuda-nos a compreender que somente sendo servos uns dos outros é que podemos ser verdadeiros discípulos do teu Filho. Maria, perita no serviço, torna-nos capazes de estar sempre disponíveis para com aqueles que diariamente encontramos no nosso caminho. Maria, Virgem Mãe, ajuda-nos a adiantar-nos com gestos de mútua caridade.

Compromisso: Prestar ajuda às pessoas que estão próximas de mim. E para imitar mais fielmente a Virgem, procurar ser mais serviçal para com aquelas pessoas que me parecem que são menos simpáticas.

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Novena de Nª Srª do Carmo – 1

1º DIA: MARIA, EXEMPLO DE ACOLHIMENTO

À escuta da Palavra: A Anunciação (Lc 1, 26- 38)

 Ao sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria. Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.» Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação. Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus. Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David, reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim.» Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?» O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus. Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril, porque nada é impossível a Deus.» Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela.

Reflexão: Os evangelhos começam apresentando Maria como mulher que acolhe o projecto de Deus, em atitude de oração. Ela escuta, medita, consente e responde “sim” a Deus que chama. Numa palavra: acolhe. Este acolhimento engendra nela a Vida. “A Palavra fez-se carne”.

Oração: Santa Maria, mulher do acolhimento, faz-nos teus imitadores e imitadoras, para que possamos em cada dia gerar Jesus, em cada situação da nossa vida. Santa Maria, mulher do acolhimento, ensina-nos a meditar a Palavra de Deus como tu o fazias, para que em cada momento da nossa vida saibamos acolhê-la para nos deixarmos guiar por ela. Santa Maria, Flor do Carmelo, escuta a nossa oração.

Compromisso: Ler uma página do Evangelho e reflectir sobre ela para procurar o que Deus quer de mim na minha vida de cada dia.

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XIV Domingo do Tempo Comum (B)

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos (Mc 6, 1-6)

E partiu dali. Foi para a sua terra, e os discípulos seguiam-no. Chegado o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes enchiam-se de espanto e diziam: «De onde é que isto lhe vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos? Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?» E isto parecia-lhes escandaloso. Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa.» E não pôde fazer ali milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos. Estava admirado com a falta de fé daquela gente.

Para ter acesso ao comentário do XIV Domingo do Tempo Comum, ano B, consulte: http://www.ordem-do-carmo.pt/content/blogsection/6/48/

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Caminhar com Maria – XVII

A VISITAÇÃO: MARIA CANTA O AMOR DE DEUS

Nenhuma mulher pôde jamais ter o seu Deus tão perto de si como Maria, um Deus Menino que se pode trazer nos braços e cobrir de beijos, um Deus vivo que sorri e respira, um Deus que se pode tocar e que ri (JEAN-PAUL SARTRE).

Deus interessa-se até pelas pequenas coisas das suas criaturas: Ele chama cada um pelo seu próprio nome. Esta certeza no-la dá a fé que faz com que olhemos o que nos rodeia com uma nova luz, e que, permanecendo tudo igual, advirtamos que tudo é distinto, porque tudo é expressão do amor de Deus. Deste modo, a nossa vida converte-se numa contínua oração, em bom humor e numa paz que jamais terminam, num acto de acção de graças que se prolonga através das horas.

Oração: A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador. Porque olhou para a humilde condição da sua serva. De facto, desde agora todas as gerações me hão-de chamar ditosa. Porque me fez grandes coisas o Omnipotente. É Santo o seu nome e a sua misericórdia vai de geração em geração para aqueles que O temem. Exerceu a força do seu braço e aniquilou os que se elevavam do seu próprio conceito. Derrubou os poderosos dos seus tronos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos e aos ricos despediu-os de mãos vazias. Tomou a seu cuidado a Israel, seu servo, recordando-se da sua misericórdia conforme tinha dito a nossos pais, em favor de Abraão e da sua descendência para sempre.

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Caminhar com Maria XVI

 

MARIA É MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS

Sempre que tenhamos que pedir uma graça a Deus, dirijamo-nos à Virgem Santa, e seguramente seremos atendidos (S. JOÃO MARIA VIANEY).

Com o seu poder diante de Deus obtém-nos o que lhe pedirmos; como Mãe quer concedê-lo. E também como Mãe entende e compreende as nossas fraquezas, anima, desculpa, facilita o caminho, tem sempre preparado o remédio, mesmo quando já nada é possível.

Oração a Nossa Senhora das Graças: Eu vos saúdo ó Maria, cheia de graça! Das vossas mãos voltadas para o mundo, as graças chovem sobre nós. Nossa Senhora das Graças, vós sabeis quais as graças que são mais necessárias para nós; mas eu vos peço, de maneira especial, que me concedais esta que vos peço com todo o fervor da minha alma (pedir a graça). Jesus é todo poderoso e vós sois a sua Mãe; por isso, Nossa Senhora das Graças, confio e espero alcançar o que vos peço. Amen.

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XIII Domingo do Tempo Comum (B)

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos (Mc 5, 21-43)

Depois de Jesus ter atravessado, no barco, para a outra margem, reuniu-se uma grande multidão junto dele, que continuava à beira-mar. Chegou, então, um dos chefes da sinagoga, de nome Jairo, e, ao vê-lo, prostrou-se a seus pés e suplicou instantemente: «A minha filha está a morrer; vem impor-lhe as mãos para que se salve e viva.» Jesus partiu com ele, seguido por numerosa multidão, que o apertava. Certa mulher, vítima de um fluxo de sangue havia doze anos, que sofrera muito nas mãos de muitos médicos e gastara todos os seus bens sem encontrar nenhum alívio, antes piorava cada vez mais, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-lhe, por detrás, nas vestes, pois dizia: «Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei curada.» De facto, no mesmo instante se estancou o fluxo de sangue, e sentiu no corpo que estava curada do seu mal. Imediatamente Jesus, sentindo que saíra dele uma força, voltou-se para a multidão e perguntou: «Quem tocou as minhas vestes?» Os discípulos responderam: «Vês que a multidão te comprime de todos os lados, e ainda perguntas: ‘Quem me tocou?’» Mas Ele continuava a olhar em volta, para ver aquela que tinha feito isso. Então, a mulher, cheia de medo e a tremer, sabendo o que lhe tinha acontecido, foi prostrar-se diante dele e disse toda a verdade. Disse-lhe Ele: «Filha, a tua fé salvou-te; vai em paz e sê curada do teu mal.» Ainda Ele estava a falar, quando, da casa do chefe da sinagoga, vieram dizer: «A tua filha morreu; de que serve agora incomodares o Mestre?» Mas Jesus, que surpreendera as palavras proferidas, disse ao chefe da sinagoga: «Não tenhas receio; crê somente.» E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. Ao chegar a casa do chefe da sinagoga, encontrou grande alvoroço e gente a chorar e a gritar. Entrando, disse-lhes: «Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu, está a dormir.» Mas faziam troça dele. Jesus pôs fora aquela gente e, levando consigo apenas o pai, a mãe da menina e os que vinham com Ele, entrou onde ela jazia. Tomando-lhe a mão, disse: «Talitha qûm!», isto é, «Menina, sou Eu que te digo: levanta-te!» E logo a menina se ergueu e começou a andar, pois tinha doze anos. Todos ficaram assombrados. Recomendou-lhes vivamente que ninguém soubesse do sucedido e mandou dar de comer à menina.

Para ter acesso ao comentário do XIII Domingo do Tempo Comum, ano B, consulte: http://www.ordem-do-carmo.pt/

 

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Caminhar com Maria XV

A ASSUNÇÃO: MARIA É ELEVADA AO CÉU EM CORPO E ALMA

Quando anuncia a Assunção de Maria, a Igreja convida-nos a reconfirmar a nossa fé na omnipotência de Deus e a reavivar a consciência do nosso destino. O nosso corpo, tal como o seu, é já “templo de Deus” (JEAN PIERRE BAGOT).

Maria subiu ao céu em corpo e alma. Pensa também no júbilo de S. José, seu Esposo castíssimo, que a esperava no Paraíso. Mas voltemos à terra. A fé confirma-nos que aqui em baixo, na vida presente, peregrinamos, estamos em viagem; não faltarão os sacrifícios, a dor, as privações. Contudo, a alegria há-de ser sempre o contraponto do caminho.

Oração: Virgem da fidelidade e do serviço, da pobreza e do silêncio, da nova criação pelo Espírito, Mãe dos que sofrem na solidão e procuram na esperança. Senhora dos que regressam a casa e descobrem o Pai e o irmão. Virgem da Amizade e do Amor. Senhora da Paz e da Aliança. Ensina-nos a viver com simplicidade as Bem-aventuranças. Que sejamos pobres e misericordiosos, limpos de coração e serenos na cruz, famintos de justiça e construtores da paz. Que gritemos ao mundo: “Deus é nosso Pai”. E também: “Todo o homem é nosso irmão”. Que assumamos as suas angústias e esperanças, e que ensinemos os homens, descrentes e amargurados, que só confiam na ciência e nas armas e vivem a explosiva tentação da violência, que a “paz é possível porque é possível o amor”.

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Caminhar com Maria – XIV

MARIA, MÃE DO AMOR FORMOSO

Peçamos a Maria, nossa Mãe, que ande sempre ao nosso lado. Se Maria ficar perto de nós, poderemos conservar sempre Jesus em nossos corações, de modo que nos será possível amá-lo e servi-lo nos pobres mais pobres (MADRE TERESA DE CALCUTÁ).

O amor é o que explica a vida de Maria. Um amor levado até ao extremo, até ao esquecimento completo de si mesma, alegre por estar ali, onde Deus quer, e cumprindo com esmero a vontade divina. Isto é o que faz com que o seu mais pequeno gesto nunca seja banal, mas manifesta-se cheio de conteúdo. Maria, nosso Mãe, é para nós exemplo e caminho. Devemos procurar ser como ela, nas circunstâncias concretas nas quais Deus quer que vivamos.

Para a oração: Saúda Maria, pensa em Maria, repete o nome de Maria, honra Maria, glorifica sempre Maria, dirige o teu olhar a Maria, recolhe-te na tua habitação com Maria, cala com Maria, alegra-te com Maria, entristece-te com Maria, trabalha com Maria, vigia com Maria, ora com Maria, caminha com Maria, descansa com Maria, procura Jesus com Maria, leva Jesus nos teus braços com Maria, vive em Nazaré com Jesus e Maria, vê Jerusalém com Maria, permanece ao pé da cruz de Jesus com Maria, deseja viver e morrer com Jesus e Maria. Faz isto e viverás eternamente (Tomás de Kempis).

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Nascimento de São João Baptista

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 1, 57-66.80)

Entretanto, chegou o dia em que Isabel devia dar à luz e teve um filho. Os seus vizinhos e parentes, sabendo que o Senhor manifestara nela a sua misericórdia, rejubilaram com ela. Ao oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. Mas, tomando a palavra, a mãe disse: “Não; há-de chamar-se João”. Disseram-lhe: “Não há ninguém na tua família que tenha esse nome”. Então, por sinais, perguntaram ao pai como queria que ele se chamasse. Pedindo uma placa, o pai escreveu: “O seu nome é João”. E todos se admiraram. Imediatamente a sua boca abriu-se, a língua desprendeu-se-lhe e começou a falar, bendizendo a Deus. O temor apoderou-se dos seus vizinhos, e por toda a montanha da Judeia se divulgaram estes factos. Quantos os ouviam retinham-nos na memória e diziam para si próprios: “Quem virá a ser este menino?”. Na verdade, a mão do Senhor estava com ele. Entretanto, o menino crescia, o seu espírito robustecia-se, e vivia em lugares desertos, até ao dia da sua apresentação a Israel.

Para ter acesso ao comentário do XII Domingo do Tempo Comum, ano B, Solenidade do Nascimento de São João Baptista, consulte: http://www.ordem-do-carmo.pt/

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Caminhar com Maria – XIII

MARIA É O CAMINHO PARA JESUS

A Jesus por Maria. Não há outro caminho (PIO XII).

Quem se aproxima de Maria e contempla a sua vida, Maria faz-lhe sempre o imenso favor de o levar à Cruz e de o colocar diante do exemplo do Filho de Deus. Nesse confronto decide-se a vida cristã que culmina na reconciliação com o irmão pobre e com o Filho Primogénito do Pai. Muitas conversões, muitas decisões de entrega ao serviço de Deus foram precedidas de um encontro com Maria. Nossa Senhora fomentou o desejo de busca, activou maternalmente as motivações da alma, fez aspirar à mudança, a uma vida nova. E assim o Fazei o que Ele vos disser converteu-se em realidade amorosa de entrega, em vocação cristã que ilumina desde então toda a nossa vida pessoal .

Oração: Contigo, Virgem Santa, tudo é fácil. Em ti ponho toda a minha confiança. Por ti procuro e encontro Jesus. Uma terna e verdadeira devoção a ti é o grande meio e segredo para adquirir a Sabedoria – Cristo morto e ressuscitado. Tu, Maria, és a árvore da vida e Jesus o único e bendito fruto. Quem quiser ter o teu filho Jesus deve ter-te a ti, Maria, minha Mãe.

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