Entrega

Nada há mais urgente no mundo do que nos abandonarmos totalmente a Deus e entregar-nos totalmente nas suas mãos, no seu infinito e incomensurável amor. Deus tem sempre a última palavra. Em suas mãos estamos seguros. Ninguém poderá resistir às suas ordens.

Beato Tito Brandsma

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São José

Até agora não me recordo de lhe ter suplicado fosse o que fosse que o tenha deixado por realizar. Causa-me admiração as grandes graças que Deus me fez por intermédio deste bem-aventurado santo. Não conheci ninguém que verdadeiramente lhe seja devoto que não esteja mais adiantado na virtude, porque é de grande ajuda para as almas que a ele se encomendam. Só peço por amor de Deus que o comprove quem não acredita e verá por experiência o grande bem que é encomendar-se e ter devoção a este glorioso patriarca”

Santa Teresa de Ávila

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Beato Tito Brandsma

Na minha condição de Irmão da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, desejo conduzir à terra do Carmelo todos os que, tal como eu, amam e prestam culto a Maria como sua querida Mãe, para que, da mão da Mãe e Esplendor do Carmelo, cheguem à mais íntima união com Deus, visto que esta união constituiu a finalidade da vida contemplativa no Carmelo: Introduzi-vos na terra do Carmelo para que comais os melhores dos seus frutos (Jr 2,7).

Beato Tito Brandsma

 

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Nossa Senhora do Carmo

Nossa Senhora do Monte do Carmo, ou apenas Nossa Senhora do Carmo – Padroeira e protectora da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. Ela é o principal luzeiro da Ordem e dos ramos agregados e associados. Toda a espiritualidade carmelita passa pela consideração de Maria, pela imitação das suas graças e pela sua apresentação ao mundo. A Ordem Carmelita é uma instituição mariana. Supõe-se que, no Monte Carmelo, no século XIII, os eremitas tivessem um oratório onde veneravam a Mãe de Jesus, sob a invocação do lugar (Carmelo ou Monte do Carmo) tal como nós dizemos Senhora de Fátima, ou do Sameiro, ou da Penha, ou da Nazaré. Eles, eremitas, como que se constituíram numa fraternidade ou confraria, da invocação daquela Senhora, que lhes deu o nome, como irmã e, os eremitas, irmãos dessa fraternidade. A imagem da Senhora do Carmo é do modelo afectivo. Representa-se geralmente, ou de pé, ou sentada, tendo, no braço esquerdo, o Menino, sentado e, na mão direita, o Escapulário pendente, em gesto de oferta.

Pinharanda Gomes

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O Monte Carmelo

O Carmelo é uma cadeia montanhosa que se estende para sul da baía de São João de Acre, terminando num promontório sobre o Mediterrâneo, no limite entre a Samaria e a Galileia. (…) É sobretudo famoso pelas cenas bíblicas dos profetas Elias e Eliseu. Foi no Carmelo que Elias enfrentou e venceu os falsos profetas de Baal (I Re. 18,19-49) e foi lá que Eliseu atendeu o apelo da Sunamita para lhe ressuscitar o filho (II Re. 4, 25 ss.). (…) Durante as Cruzadas, leigos e sacerdotes ocidentais fixaram-se aí, vivendo na solidão, até que (c. 1153) erigiram um oratório junto da Fonte de Elias, e se organizaram numa confraria a que Alberto Avogadro, bispo de Jerusalém, deu o nome de Irmãos da Santa Maria do Monte Carmelo ( no vulgar português também se diz Monte do Carmo), os quais passaram a viver vida conventual. No decurso da 1ª metade do século XIII, caiu a região em poder dos Muçulmanos, desse modo terminando a vida eremítica no monte. Actualmente, o Carmelo é lugar venerado por muçulmanos, judeus e sobretudo pelos cristãos.”

Pinharanda Gomes

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A Regra da Ordem do Carmo

A Regra da Ordem do Carmo é uma fórmula de vida, formula vitae da autoria do Patriarca de Jerusalém Alberto Avogadro, que a redigiu entre os anos de 1206-1214, a pedido de alguns leigos latinos (talvez peregrinos ou ex-cruzados) que se tinham fixado em vida eremítica no Monte Carmelo, junto da Fonte de Elias. A regra está elaborada para eremitas, pelo que, em 1247, depois de os Carmelitas se terem disperso pela Europa, o papa Inocêncio IV achou necessário introduzir-lhes algumas modificações, mesmo assim poucas, para que os monges pudessem ajustar-se a uma nova missão na Igreja, já não como Ordem Monástica, mas como Ordem Mendicante.

Pinharanda Gomes

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Decálogo da história e espiritualidade carmelitas

1. Nascemos no final do século XII no Monte Carmelo

2. Recebemos a regra ou norma de vida no princípio do século XIII

3. Jesus Cristo é o “projecto da nossa vida” e “segui-lo é a nossa meta”

4. Maria, nossa mãe e irmã, ensina-nos a “gerar” e a ser “portadores da vida de Deus no mundo”

5. Elias, nosso Pai, mostra-nos como “viver na presença de Deus” e “ser profetas de justiça e paz entre os pobres”

6. Os santos carmelitas, “mestres do espírito” , oferecem-nos, com o testemunho das suas vidas e da sua doutrina, “trilhos” que nos conduzem pelo caminho da união com Deus

7. A contemplação, coração do carisma carmelita, unifica a nossa vida de oração, fraternidade e serviço

8. O Escapulário, “sinal de amor solícito e da protecção maternal de Maria”, reveste-nos de Cristo e faz-nos membros da Família Carmelita

9. A Família Carmelita é formada por religiosos, religiosas, monjas e leigos

10. O nosso lema: “conhecer, amar, imitar e irradiar a Jesus e a Maria”

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