XXI Domingo do Tempo Comum (B)

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 6, 60-69)

Depois de o ouvirem, muitos dos seus discípulos disseram: «Que palavras insuportáveis! Quem pode entender isto?» Mas Jesus, sabendo no seu íntimo que os seus discípulos murmuravam a respeito disto, disse-lhes:«Isto escandaliza-vos? E se virdes o Filho do Homem subir para onde estava antes? É o Espírito quem dá a vida; a carne não serve de nada: as palavras que vos disse são espírito e são vida. Mas há alguns de vós que não crêem.» De facto, Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam e também quem era aquele que o havia de entregar. E dizia: «Por isso é que Eu vos declarei que ninguém pode vir a mim, se isso não lhe for concedido pelo Pai.» A partir daí, muitos dos seus discípulos voltaram para trás e já não andavam com Ele. Então, Jesus disse aos Doze: «Também vós quereis ir embora?» Respondeu-lhe Simão Pedro: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna! Por isso nós cremos e sabemos que Tu é que és o Santo de Deus.»

Para tomar contacto com o comentário do Evangelho do 21º Domingo do Tempo Comum, Ano B, consulte: http://www.ordem-do-carmo.pt/content/blogsection/6/48/

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Crê somente

Jesus está no tabernáculo expressamente para ti, para ti só, Ele arde no desejo de entrar no teu coração. Não tenhas pena de não sentir nenhuma consolação nas tuas comunhões, é uma provação que é preciso suportar com amor.

Santa Teresa do Menino Jesus

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20º Domingo do Tempo Comum (B)

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 6, 51-58)

«Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo.» Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?!» Disse-lhes Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia, porque a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue, uma verdadeira bebida. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e Eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, também quem de verdade me come viverá por mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os antepassados comeram, pois eles morreram; quem come mesmo deste pão viverá eternamente.»

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Desperta!

Todo o mundo dorme. E Deus, tão repleto de bondade, tão grande, tão digno de louvores, é esquecido!… Ninguém pensa n’Ele! Vede, toda a natureza O louva, o céu, as estrelas, as árvores, as ervas, tudo O louva; o homem, que conhece os seus benefícios, que deveria louvá-Lo, dorme! Vamos, vamos despertar o universo!

Santa Maria de Jesus Crucificado

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A melhor parte do Carmelo

É característico da Ordem do Carmo, apesar de ser uma Ordem mendicante, de vida activa e que vive no meio do povo, conservar uma grande estima pela solidão e o desapego do mundo, considerando a solidão e a contemplação como o melhor da sua vida espiritual… Certamente que podemos afirmar que as Ordens contemplativas sempre encontraram sérias dificuldades na vida de oração. O Carmelo, no entanto, sempre foi testemunha da preeminência da contemplação. Inevitavelmente, em quase todas as circunstâncias da vida moderna, o apostolado activo nos reclama cada vez mais a atenção no Carmelo e é, então, quando os carmelitas… devem enraizar profundamente qualquer actividade na «contemplação», vista para eles ser a única fonte e garantia de fecundidade. Quando for necessário, o Carmelo honrará e bendirá qualquer apostolado, mas nunca deverá esquecer que a melhor parte é a contemplação; a vida activa sempre virá em segundo lugar. No entanto, o principal ponto que se deve recordar é que a escola do Carmelo, ainda que valorize ao máximo a cura de almas no mundo, não pode esquecer-se de que é chamada a uma vocação mais elevada. Elias, no meio de uma actividade intensa, foi chamado a uma vida de oração, e é um dos maiores Profetas do Antigo Testamento. A sua vida e a sua oração dizem-nos que a sua oração foi a força da sua vida. Por isso, a oração contemplativa do carmelita também é a força do apostolado activo.

Beato Tito Brandsma, O. Carm.

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XIX Domingo do Tempo Comum – Ano B

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 6, 41-51)

Os judeus puseram-se, então, a murmurar contra Ele por ter dito: ‘Eu sou o pão que desceu do Céu’; e diziam: «Não é Ele Jesus, o filho de José, de quem nós conhecemos o pai e a mãe? Como se atreve a dizer agora: ‘Eu desci do Céu’?» Jesus disse-lhes, em resposta: «Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não atrair; e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia. Está escrito nos profetas: E todos serão ensinados por Deus. Todo aquele que escutou o ensinamento que vem do Pai e o entendeu vem a mim. Não é que alguém tenha visto o Pai, a não ser aquele que tem a sua origem em Deus: esse é que viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto, mas morreram. Este é o pão que desce do Céu; se alguém comer dele, não morrerá. Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo.»

Para ter acesso ao comentário do XIX Domingo do Tempo Comum, Ano B, consulte: http://www.ordem-do-carmo.pt/content/blogsection/6/48/

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Festa de Santa Teresa Benedita da Cruz – Edith Stein

Santa Edith Stein nasceu a 12 de Outubro de 1891, no seio de uma família de judeus. A cidade que a viu nascer chama-se Breslau, na Alemanha. Apaixonadíssima pela busca e conhecimento da verdade, procurou-a com toda a força da sua alma, desde a sua juventude. Não encontrou a verdade, nem na religião judaica nem na filosofia que entretanto estudou e ensinou como professora na Universidade de Gottingen. Um dia, encontrando o Livro da Vida, escrito por Santa Teresa de Jesus, exclamou entusiasmada: «Esta é a verdade!», e não parou de ler enquanto não terminou o livro. Baptizou-se em 1922, tomando o nome de Teresa. Em 1933 entrou no Carmelo da cidade de Colónia, tomando o nome de Teresa Benedita da Cruz; pois, como dizia, foi Santa Teresa quem a despertou para a Verdade e, em S. João da Cruz encontrou a perfeita vivência do mistério da Paixão, a razão do seu viver. Imitando-o tomou o nome da Cruz. Ofereceu-se como vítima de Deus, pelo seu povo e pela paz. Antes de ingressar no Carmelo, algumas pessoas influentes tentaram demovê-la da sua decisão, dizendo-lhe que era mais útil na Universidade do que no convento. Ao que Edith Stein respondeu dizendo: «Não é a actividade humana que nos há-de salvar, mas a Paixão de Cristo. Tomar parte nela é a minha aspiração». E depois de se ter tornado carmelita acrescentou: «A oração e o sacrifício valem muito mais do que se possa pensar… Por toda e qualquer oração, mesmo pela mais pequenina, acontece algo na Igreja… Aprendamos a servir-nos da oração, para que à hora, de cada dia, fazermos uma obra de eternidade». A perseguição anti-semita punha a sua vida em perigo. Os superiores decidiram, por isso, que deixasse a Alemanha, e transferiram-na para um Carmelo na Holanda. Foi-lhe muito difícil abandonar o Carmelo de Colónia onde entrara na Festa de Santa Teresa, a 15 de Outubro de 1933. Acerca do Carmelo escreveu dizendo: «É o santuário mais íntimo que a Igreja tem. Sempre me pareceu que Deus me tinha reservado, no Carmelo, alguma coisa que em nenhuma outra parte do mundo me poderia dar». Após a invasão da Holanda por Hitler, a terrível polícia SS foi arrancá-la à clausura do Carmelo. A Irmã Teresa da Cruz saudou os polícias com a saudação cristã «Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo», porque como disse, estava convencida que com «aquela saudação não saudava a polícia alemã, antes os representantes daquela luta antiga entre Cristo e o Demónio». No dia 9 de Agosto de 1942, foi conduzida à câmara de gás, repetindo pela última vez o que já deixara escrito antes: «Não sou nada e nada valho, mas… quero oferecer-me ao Coração de Jesus como vítima pela verdadeira paz. Que seja derrubado o poder do Anti-Cristo e a ordem se volte a estabelecer». Diante da morte soube manter-se serena até ser acolhida pelas mãos de Deus, das quais deixou dito: «Aquelas mãos dão e pedem ao mesmo tempo. Vós, sábios, deponde a vossa sabedoria e tornai-vos simples como crianças. Segui-me porque é preciso decidir entre a luz e as trevas». Morreu no campo de concentração de Aushwitz, repetindo a sua doação como vitima pela paz e pelo seu povo de Israel. Mulher de singular inteligência e cultura, afamada professora universitária de Filosofia, deixou-nos numerosos escritos de elevada doutrina e profunda espiritualidade. O centro da sua vida e da sua contemplação na oração, pode comprovar-se pelos seus escritos, era o mesmo de S. João da Cruz: o mistério grandioso de Cristo Crucificado. Foi canonizada pelo Papa João Paulo II em em 11 de Outubro 1999, em Roma. A sua festa litúrgica celebra-se a 9 de Agosto.
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És habitado(a)!

Pensa que a tua alma é o templo de Deus; a todo o instante do dia ou da noite as Três Pessoas divinas permanecem em ti. Assim, quando se tem consciência disso, dá-se uma intimidade toda de adoração; nunca se está só!

Santa Isabel da Trindade

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18º Domingo do Tempo Comum (B)

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 6, 24-35)

Quando viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, a multidão subiu para os barcos e foi para Cafarnaúm à procura de Jesus. Ao encontrá-lo no outro lado do lago, perguntaram-lhe: «Rabi, quando chegaste cá?» Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-me, não por terdes visto sinais miraculosos, mas porque comestes dos pães e vos saciastes. Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará; pois a este é que Deus, o Pai, confirma com o seu selo.» Disseram-lhe, então: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?» Jesus respondeu-lhes: «A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou.» Eles replicaram: «Que sinal realizas Tu, então, para nós vermos e crermos em ti? Que obra realizas Tu? Os nossos pais comeram o maná no deserto, conforme está escrito: Ele deu-lhes a comer o pão vindo do Céu.» E Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu, mas é o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do Céu, pois o pão de Deus é aquele que desce do Céu e dá a vida ao mundo.» Disseram-lhe então: «Senhor, dá-nos sempre desse pão!» Respondeu-lhes Jesus: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede».

Para ver o comentário ao Evangelho do 18º Domingo do Tempo Comum, Ano B, consulte: http://www.ordem-do-carmo.pt/content/blogsection/6/48/

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Que eu veja, Senhor!

Ó almas criadas para estas grandezas e para elas chamadas! Em que vos entretendes? As vossas pretensões são baixas e as vossas possessões misérias! Ó miserável cegueira dos olhos da vossa alma, pois para tanta luz estais cegos e para tão grandes vozes surdos, não vendo que em tanto que procurais grandezas e glória ficais miseráveis e pequenos, e de tanto bens feitos ignorantes e indignos!

São João da Cruz

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