17º Domingo do Tempo Comum – Ano C

Senhor, ensina-nos a orar (Lc 11, 1)

No Angelus do 17º Domingo do Tempo Comum – Ano C, o Papa Francisco reflectiu sobre a passagem de São Lucas que narra as circunstâncias em que Jesus ensinou o Pai Nosso aos seus discípulos. Os discípulos sabiam rezar segundo as fórmulas da tradição judaica da época, mas desejam também poder viver a mesma qualidade da oração de Jesus. Eles podem constatar que a oração é uma dimensão essencial na vida do seu Mestre. Na verdade, em cada acção importante de Jesus ela é caracterizada por prolongados momentos de oração. Além disso, os discípulos percebem que a oração de Jesus, revela uma ligação íntima com o Pai, ao ponto de desejarem também eles participar desses momentos de união com Deus, para saborear plenamente a sua doçura.

Um dia, estando num lugar isolado esperam que Jesus conclua a sua oração e pedem-lhe que lhes ensine a orar. Em resposta, Jesus não dá uma definição abstracta da oração, nem ensina uma técnica eficaz para rezar e “obter” alguma coisa, mas convida os seus seguidores a fazerem a experiência de oração, colocando-os directamente em comunicação com o Pai, despertando neles um anseio por um relacionamento pessoal com Deus, com o Pai. Aqui está a novidade da oração cristã! Ela é o diálogo entre pessoas que se amam, um diálogo baseado na confiança, apoiado pela escuta e aberto ao compromisso solidário. Neste sentido, dá-lhes a oração do Pai Nosso, que talvez seja o dom mais precioso que nos foi deixado pelo divino Mestre durante a sua missão terrena.

Depois de nos ter revelado o seu mistério de Filho e irmão, com aquela oração Jesus faz-nos mergulhar na paternidade de Deus e indica-nos o modo para entrar num diálogo orante e directo com ele, através do caminho da confiança filial. É um diálogo entre o papá e o seu filho, do filho com o papá.

O que pedimos no Pai Nosso já está realizado em nós no Filho Unigénito: a santificação do Nome, o advento do Reino, o dom do pão, do perdão e da libertação do mal. Enquanto pedimos, abrimos a mão para receber. Receber os dons que o Pai nos mostrou no filho. A oração que o Senhor nos ensinou é a síntese de toda a oração, e nós dirigimo-la ao Pai sempre em comunhão com os irmãos.

A oração cristã deve ser perseverante. O evangelho deste Domingo apresenta a parábola do amigo importuno e Jesus diz: “É preciso insistir na oração”.

Papa Francisco, Angelus (resumo), 28 de Julho, 2019

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