Domingo de Ramos na Paixão do Senhor – Ano C

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 22,14-23,56) 

Dada a extensão do evangelho do Domingo de Ramos, Ano C, apenas fazemos a citação bíblica (Lc 22,14-23,56) para que quem desejar encontrá-lo e lê-lo, possa fazê-lo.

Reflexão

O evangelho da Eucaristia deste Domingo (Lc 22,14-23,56) apresenta já a condenação e morte de Jesus. A morte de Jesus tem de ser entendida no contexto daquilo que foi a sua vida. Desde cedo, Jesus apercebeu-Se de que o Pai O chamava a uma missão: anunciar a Boa Nova aos pobres, sarar os corações feridos, pôr em liberdade os oprimidos. Para concretizar este projecto, Jesus passou pelos caminhos da Palestina “fazendo o bem” e anunciando a proximidade de um mundo novo, de vida, de liberdade, de paz e de amor para todos. Ensinou que Deus era amor e que não excluía ninguém, nem mesmo os pecadores; ensinou que os leprosos, os paralíticos, os cegos não deviam ser marginalizados, pois não eram amaldiçoados por Deus; ensinou que eram os pobres e os excluídos os preferidos de Deus e aqueles que tinham o coração mais disponível para acolher o Reino.

O projecto libertador de Jesus entrou em choque – como era inevitável – com as autoridades políticas e religiosas que não estavam dispostas a aceitar a conversão proposta por Jesus. Por isso, prenderam Jesus, julgaram-n’O, condenaram-n’O e pregaram-n’O na cruz onde morreu.

A morte de Jesus é a consequência lógica do anúncio do Reino. A morte de Jesus é o culminar da sua vida; é a afirmação última, porém mais radical e mais verdadeira (porque marcada com sangue), daquilo que Jesus pregou com palavras e com gestos: o amor, o dom total, o serviço.

Palavra para o caminho

Ao contemplar o crucificado, diferentemente dos que escarneciam e diziam a Jesus para descer da cruz, nós dizemos: “Jesus, não desças da cruz”. Em quem poderiam esperar tantos torturados injustamente? Onde poderiam colocar a sua esperança tantas mulheres humilhadas, violentadas e sem defesa alguma? A que se agarrariam os doentes crónicos e os moribundos? Quem poderia oferecer consolo a tantas vítimas das guerras, terrorismos, fomes e misérias? Não, não desças da cruz pois se não te virmos “crucificado”, junto de nós, ver-nos-emos ainda mais “perdidos”. Quem nos poderia entender?

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