Escapulário de Nª Srª do Carmo

O Escapulário do Carmo é símbolo da caridade maternal de Maria que, tomando a iniciativa, guarda os seus filhos no coração e desperta neles o desejo de imitar as suas virtudes. Como sinal de consagração à Virgem de Nazaré, ele aponta para o projecto de cada um se revestir de Cristo para ser outro Cristo, pelo poder do Espírito Santo, e manifesta a protecção eficaz de Nossa Senhora do Carmo “agora e na hora da nossa morte”, levando-nos pela sua mão à glória do seu Filho. Quem traz consigo o Escapulário, não de forma supersticiosa, assume a sua condição de filho de Maria e membro da Família Carmelita; mostra que acredita no poder maternal de Nossa Senhora junto de Deus e compromete-se a realizar sempre a Vontade divina. Por ele manifesta que quer seguir os passos de Maria de Nazaré, servindo a Cristo presente na Igreja e nos pobres; construir a comunhão entre as pessoas, através do serviço fraterno e desinteressado; ouvir a Palavra de Deus e pô-la em prática; amor à oração, descobrindo Deus presente em todas as circunstâncias; viver em humildade e pureza de coração. É com este espírito que a Família Carmelita usa o Escapulário, contemplando nele o sinal do estilo de vida que quer seguir: viver no serviço de Jesus Cristo, segundo o exemplo da Virgem Maria.

Abrir

Solenidade do Profeta Elias

O profeta Elias aparece na Sagrada Escritura como um homem de fogo, completamente abrasado pelo amor de Deus, homem do silêncio e da contemplação. Quando aparece em público é para falar de Deus. A Bíblia conta dele as maiores maravilhas e faz os mais belos elogios: pela sua oração Deus negou a chuva à terra durante mais de três anos, e quando de novo rezou no Monte Carmelo pelo povo, Deus enviou abundantemente a chuva. Fugindo do terrível rei Acab e escondido numa gruta, o Senhor ordenou a um corvo que durante muitos dias levasse pão a Elias. Na sua fuga ia o profeta esfomeado. Era o tempo da seca em que Deus não abençoava nem os homens nem a terra com a chuva. Foi pois neste período que Elias abençoou uma viúva pedindo ao Senhor que, enquanto durasse a seca, não lhe faltasse nem a farinha nem o azeite para o seu sustento e do seu filho, em reconhecimento pela hospitalidade desta família pobre que socorreu o faminto profeta de Deus. E, mais tarde, tendo morrido o único filho desta viúva, Elias ressuscitou o menino. No monte Carmelo Elias fez descer fogo sobre o sacrifício, mostrando assim que o deus Baal e os seus profeta eram falsos. Novamente viu-se forçado a fugir de Acab e da sua mulher Jezabel. Faminto e desalentado no deserto a ponto de desejar morrer, Deus alimenta-o através de um anjo com pão e água, e encoraja-o a caminhar durante quarenta dias e quarenta noites até ao monte de Deus, o Horeb. Uma vez aqui, Deus mostrou-se a Elias já não nos tradicionais sinais do Antigo Testamento, do fogo, do terramoto ou do forte vento, mas numa brisa suave. Esta nova experiência de Deus dá-lhe olhos novos, abre um novo horizonte e devolve a Elias a liberdade para a acção, a vitória sobre o medo, a vontade de continuar a lutar pela causa de Deus em defesa da vida do povo, e dá-lhe, ao mesmo tempo, a consciência clara de não ser o dono da luta nem o único a defender a causa de Deus. Após a manifestação no monte de Deus, Elias predisse a morte do rei Acab e do seu filho Ocozias, ambos desagradáveis ao Senhor, e da rainha Jezabel, pagã e má. Sagrou reis e profetas e elegeu como seu sucessor, Eliseu, a quem deixou o seu manto e o seu espírito como herança, quando foi elevado ao céu num carro de fogo. Pelo seu amor ao silencio e à contemplação, pela fortaleza do seu espírito de profeta e pela ligação à montanha do Carmelo, desde muito cedo os carmelitas escolheram Elias como o seu inspirador espiritual, tal como haviam escolhido Maria, prefigurado na nuvenzinha que Elias vira no Carmelo, como Mãe e Irmã da Ordem por eles fundada. De Elias, os Carmelitas aprendem a ouvir a voz de Deus no silêncio e no imprevisível. Procuram estar sempre disponíveis para cumprir a Palavra de Deus para conformar a mente e o coração de maneira que o seu modo de viver e trabalhar seja profético e fiel à memória do Profeta Elias.

 

Abrir

9º Dia: Solenidade de Nossa Senhora do Carmo

Os primeiros eremitas do Monte Carmelo, local da Terra Santa onde nasceu a Ordem do Carmo, construíram no meio das suas celas uma capela, centro das suas vidas, onde diariamente se reuniam para celebrar em conjunto a Eucaristia. Esta capela dedicaram-na à Bem-Aventurada Virgem Maria. Com este gesto, o primeiro grupo de Carmelitas escolheu-a como Padroeira, comprometendo-se deste modo a estar ao seu serviço e a esperar dela confiadamente a sua protecção. Tinham orgulho em ser chamados de Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo e defenderam este título com toda a energia, quando viram ameaçado o direito de ter este nome.

Maria acolheu a vontade de Deus quando lhe foi pedido para ser a Mãe do Salvador. Maria meditou todos os acontecimentos da sua vida e foi capaz de ver neles a actuação da mão de Deus. Maria não se ensoberbeceu pela sua especialíssima vocação, mas louvou o Senhor por ter olhado para a sua humildade e por nela ter feito grandes coisas. Esteve com Jesus no começo do seu ministério público quando, nas bodas de Caná, informou-o da precária situação: “Não têm vinho”. Maria assistiu-o na sua morte na cruz e aí tornou-se na Mãe de todos os crentes. No início dos Actos dos Apóstolos encontramos Maria no cenáculo, junto dos outros discípulos, em oração, e esperando a vinda do Espírito Santo. Para todo o Carmelita, Maria está sempre na sua própria vida, guiando-o e protegendo-o no seu obséquio a Jesus Cristo.

Durante muitos séculos o Escapulário do Carmo sintetizou no seu significado a relação dos Carmelitas com a Virgem Maria. O Escapulário constitui uma parte do hábito tradicional vestido pelos religiosos. Trazer o Escapulário é um sinal de consagração a Maria e de aceitação da sua protecção. Na Virgem Maria, os Carmelitas encontram a imagem perfeita de tudo o que eles esperam: entrar numa relação íntima com Cristo, estar totalmente abertos à vontade de Deus e deixar que as suas vidas sejam transformadas pela Palavra de Deus. Os Carmelitas consideraram sempre Maria como a Padroeira da Ordem, e proclamaram-na como Mãe e Formosura do Carmelo. Os Carmelitas vivem em intimidade espiritual com ela, para que possam aprender dela a viver como filhos de Deus. A celebração de Nossa Senhora do Carmo tem lugar a 16 de Julho e é a principal solenidade da Ordem Carmelita.

 

Oração: Senhora do Carmo, esplendor do Carmelo, o Escapulário é sinal do vosso amor maternal para com a Ordem que vos está consagrada. Ele recorda-nos a nossa consagração a vós e o dever de imitar as vossas virtudes. Ele é sinal de comunhão e de participação no espírito e na vida da Ordem do Carmo, e da nossa contínua oração e da particular dedicação ao vosso serviço.

Pai, olha com benevolência para aqueles que se revestem com o Escapulário do Carmo. Faz com que, deixando-se amar pela Virgem Maria, Mãe do vosso Filho e Mãe do Carmelo, sejam conformes à imagem de Jesus Cristo. E depois de terem percorrido, livres de todos os perigos, o caminho da vida, possam entrar na glória da vossa Casa. Por Cristo, Senhor nosso. Amen.

Abrir

Caminhar com Maria – XI

Maria, auxílio dos cristãos

Se Maria, que é a árvore da vida, for bem cultivada na nossa alma com fidelidade e devoção, esta a seu tempo dará o seu fruto: Jesus Cristo (S. Luis Grignion de Montfort).

Somos ainda peregrinos mas Nossa Senhora mostra-nos já o termo do caminho: diz-nos que é possível chegar e que, se formos fiéis, chegaremos à meta. Porque a Santíssima Virgem não só é nosso exemplo: é também auxílio dos cristãos. Ela não quer negar-se a cuidar dos seus filhos com solicitude maternal.

Oração: Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à Vossa protecção, implorado a Vossa assistência e reclamado o Vosso socorro, fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a Vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Amen.

Abrir

Caminhar com Maria – VIII

A fé de Maria

A fé de Maria aceita as obscuridades, as dificuldades, os sofrimentos. Aceita sobretudo não entender, mas sem mostrar a preocupação pelo amanhã: o Senhor é quem indica o caminho no momento certo. Fé pura, sem angústias sem resignação, mas vivida em adesão total (Gabriel Amorth).

Se a nossa fé é débil acorramos a Maria. Conta São João que pelo milagre das bodas de Caná, que Cristo realizou a pedido de sua Mãe, os seus discípulos acreditaram n’Ele. A nossa Mãe intercede sempre diante de seu Filho para que nos atenda e se nos mostre, de tal modo, que possamos confessar: Tu és o Filho de Deus .

Oração: Ó Deus, a Tua Palavra é luz verdadeira para os nossos passos, alegria e paz para os nossos corações. Concede-nos a graça de que, iluminados pelo Teu Espírito, a acolhamos com fé viva, a fim de que possamos descortinar na escuridão dos acontecimentos humanos os sinais da Tua presença. Por Cristo Senhor nosso. Amen.

Abrir

Semana de Oração pelas Vocações

Oração pelas Vocações

Senhor da messe e pastor do rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos o teu forte e suave convite: “Vem e segue-Me”! Derrama sobre nós o teu Espírito: que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir a tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários. Desperta as nossas comunidades para a missão. Ensina a nossa vida a ser serviço. Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino, na vida consagrada e religiosa. Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. Sustenta a fidelidade dos nossos bispos, padres e ministros. Dá perseverança aos nossos seminaristas. Desperta o coração dos nossos jovens para o ministério pastoral na tua Igreja. Senhor da messe e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço do teu povo. Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder “sim”. Amen.

Abrir

Quando se ama

Quando se ama tudo é alegria, a cruz não pesa, o martírio não se sente, vive-se mais no céu do que na terra.

Santa Teresa dos Andes

Abrir

Cristo, palavra definitiva e total

Já te disse tudo na minha Palavra, que é o Meu Filho – e não tenho outra – que mais te posso Eu responder agora ou revelar? Põe os olhos só n’Ele, porque n’Ele tudo disse e revelei, e acharás ainda mais do que pedes e desejas. Tu pedes locuções e revelações às migalhas, mas, se fixares n’Ele o teu olhar, acharás tudo. Ele é toda a minha locução e resposta, toda a minha visão e revelação. Ao dar-vo-l’O por Irmão, Companheiro, Mestre, Preço e Prémio, já vos falei, respondi, manifestei e revelei tudo. Desde o dia que desci com o meu Espírito sobre Ele no monte Tabor, dizendo: Quer dizer: «Este é o meu Filho muito amado, no Qual pus todo o Meu encanto, escutai-O», (Mt 17, 5). abandonei todas essas maneiras de ensinamentos e respostas, e tudo Lhe confiei a Ele. Escutai-O, porque Eu já não tenho mais fé para revelar, nem mais nada a manifestar. Porque, se falava antes, era prometendo a Cristo; e, se Me perguntavam, as perguntas eram orientadas à petição e esperança de Cristo, no qual haviam de encontrar o Bem total.

São João da Cruz

Abrir

Abandono e confiança

Parece-me que o bom Deus lhe pede um abandono e confiança sem limites nas horas dolorosas em que sente esses terríveis vazios. Pense que, nessa altura, Ele está a escavar na sua alma maiores capacidades para O receber, de algum modo infinitas como Ele mesmo. Tente, então, pela vontade, ficar inteiramente feliz, mesmo sob a mão que a crucifica; dir-lhe-ei até que encare cada sofrimento, cada provação “como uma prova de amor”, que lhe venha directamente da parte do bom Deus, para se unir a Ele.

Santa Isabel da Trindade

Abrir