O melhor jejum na Quaresma

1 – Jejum de palavras negativas e dizer palavras bondosas. 2 – Jejum de descontentamento e encher-se de gratidão. 3 – Jejum de raiva e encher-se de mansidão e paciência. 4 – Jejum de pessimismo e encher-se de esperança e optimismo. 5 – Jejum de preocupações e encher-se de confiança em Deus. 6 – Jejum de queixas e encher-se com as coisas simples da vida. 7 – Jejum de tensões e encher-se com orações. 8 – Jejum de amargura e tristeza e encher o coração de alegria. 9 – Jejum de egoísmo e encher-se com compaixão pelos outros. 10 – Jejum de falta de perdão e encher-se de reconciliação. 11 – Jejum de palavras e encher-se de silêncio para ouvir os outros.

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Audiência geral: A oração e a Trindade

A oração abre os nossos corações à Santíssima Trindade, àquele mar imenso que é Deus amor: um amor que se dilatou até chegar à nossa praia humana. Somos o receptáculo dum amor sem igual sobre a terra. E quem nos abriu o Céu e introduziu na relação com Deus, foi Jesus. Graças à sua humanidade, tornou-se manifesta e acessível aos homens a própria vida da Trindade. Vendo-O rezar a seu Pai, os discípulos pediram-Lhe: «Senhor, ensina-nos a rezar». É que não sabíamos sequer como rezar, ou seja, quais palavras, sentimentos e atitudes nossas poderiam ser apropriadas para Deus. O reconhecimento mais comovente desta pobreza da nossa oração encontra-se nos lábios daquele centurião romano que suplicou a Jesus a cura do servo gravemente doente. Não sendo judeu, antes fazendo parte do odiado exército de ocupação, o centurião sentia-se totalmente indigno de apresentar o pedido, mas a preocupação pelo servo fê-lo ousar: «Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu tecto; mas diz uma só palavra e o meu servo será curado» (Mt 8, 8). Fazemos idêntica oração em cada Eucaristia. Dialogar com Deus é uma graça: nós não somos dignos, não temos qualquer direito para o reivindicar… Jesus é uma porta que se nos abre! Com o exemplo da sua vida, Jesus fez-nos intuir um pouco do mistério da Trindade divina que é a origem e a alegria de todo o universo, convidou-nos a entrar naquele abismo de benevolência entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Verdadeiramente não podíamos esperar vocação mais alta: a humanidade de Jesus pôs à nossa disposição a vida da Santíssima Trindade (Papa Francisco, Audiência geral (resumo), 3 de Março, 2021).

 Texto completo da Audiência geral:

http://www.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2021/documents/papa-francesco_20210303_udienza-generale.html

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Quaresma: 15 actos simples e concretos de caridade

1 – Sorrir, um cristão é sempre alegre! 2 – Agradecer, embora não “precise” de fazê-lo. 3 – Lembrar ao outro quanto o ama. 4 – Cumprimentar com alegria as pessoas que vê todos os dias. 5 – Ouvir a história do outro, sem julgamento, com amor. 6 – Parar para ajudar. Estar atento a quem precisa de ti. 7 – Animar alguém. 8 – Reconhecer os sucessos e as qualidades do outro. 9 – Separar o que não usa e dar a quem precisa. 10 – Ajudar alguém para que ele possa descansar. 11 – Corrigir com amor, não calar por medo. 12 – Ter delicadezas com os que estão perto de ti. 13 – Limpar o que sujaste, em casa. 14 – Ajudar os outros a superar os obstáculos. 15 – Telefonar aos pais e outras pessoas.

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Quaresma com Santa Teresa de Jesus – 4

ORAR EM CADA DIA DA 2ª SEMANA DA QUARESMA 2021

 Segunda-feira da 2ª semana da Quaresma – A graça do perdão

Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados. (Lc 16, 37).

…parece-me que perdoaria [qualquer coisa] para Vós me perdoardes a mim, ou para cumprir a vossa vontade sem condições. Mas, não sei o que faria na realidade se me condenassem sem culpa. (C.P, Ms Escorial 63, 2).

Tu, Senhor, perdoas sempre… e eu ? Quem é que espera pelo meu perdão hoje?

Terça-feira da 2ª semana da Quaresma – Caridade entre irmãos e irmãs

Aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. (Is 1,17).

Não está a perfeição nos gostos, nem no prémio, senão em quem mais ama e em quem melhor opera com justiça e verdade. (3 M 2, 10).

Tu, a esperança dos homens, sê-o de todos os meus encontros quotidianos.

Quarta-feira da 2ª semana da Quaresma – Eu sou o servo do Senhor

O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e dar a vida pela redenção dos homens. (Mt 20, 28).

A alma estimar-se-á feliz por ser a serva das servas do Senhor. (C.P. Ms Escorial 27, 1).

Estou pronto(a) a pôr o avental de serviço?

Quinta-feira da 2ª semana da Quaresma – Passe um tempo com Ele

Bendito o homem que confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança. (Jr 17, 7).

Começou a crescer em mim a disposição de estar mais tempo com Ele e a tirarem-se-me dos olhos as ocasiões; porque, uma vez afastadas estas, logo voltava a amar Sua Majestade. (Vida 9,9).

Jesus, tenho confiança em Ti ! Guarda-me na tua mão.

Sexta-feira da 2ª semana da Quaresma – Obrigado Senhor!

Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: a pedra rejeitada pelos construtores tornou-se pedra angular; tudo isto veio do Senhor, é admirável aos nosso olhos?» (Mt 21, 42).

O Senhor saiu glorioso do campo de batalha onde ganhou um imenso reino que quer todo para vós, ao mesmo tempo que Se vos dá Ele mesmo. Acaso será muito que eleveis de quando em quando os olhos para Aquele que vos faz um tal dom? (C. P. Ms Escorial 42,4).

Jesus alcançou-nos a salvação. Saberei eu exprimir-Lhe o meu reconhecimento e o meu amor?

Sábado da 2ª semana da Quaresma – A presença d’Ele no meu coração

Ele voltará a ter piedade de nós, pisará aos pés as nossas faltas, lançará para o fundo do mar todos os nossos pecados. (Miq 7, 19).

Bendito sejais para sempre, pois, embora eu Vos deixasse, Vós não me deixastes a mim tão de todo que não me tornasse a levantar com o dardes-me sempre a mão. E muitas vezes, Senhor, eu não a queria, nem queria entender como tantas vezes me chamáveis de novo. (Vida 6, 9).

Senhor, no meu coração queria que Tu fosses o maior de todos.

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2º Domingo da Quaresma – Ano B

“Este é o meu Filho muito amado. Escutai-o”

O Evangelho do 2º Domingo da Quaresma relata a Transfiguração de Jesus. Este acontecimento relaciona-se com o que sucedeu seis seis dias antes, quando Jesus tinha revelado aos seus discípulos que em Jerusalém deveria sofrer muito e ser rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos escribas, ser morto e, após três dias, ressuscitar.

O anúncio da paixão submergiu os discípulos numa crise profunda. Nas suas cabeças tudo era confusão porque o que era ensinado era que o Messias seria glorioso e vitorioso. É por causa disto que Pedro reage com muita força contra a cruz. Um condenado à morte de cruz não podia ser o Messias, mas pelo contrário, segundo a Lei de Deus, devia ser considerado como um “maldito de Deus” (Dt 21, 22-23). Perante isto, a experiência da Transfiguração de Jesus podia ajudar os discípulos a superar o escândalo da cruz.

Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e levou-os a um monte elevado e foi transfigurado por Deus diante deles. Trata-se literalmente de uma “metamorfose”, uma transformação da forma exterior que manifesta a glória divina de Jesus, o que ele é interiormente. Nada se refere do aspecto de Jesus, impossível de descrever; diz-se apenas que a luz que dele irradia transforma o aspecto das suas vestes numa brancura sobrenatural.

Na Transfiguração, Jesus aparece na glória, e fala com Moisés e Elias que representam a Lei e os Profetas: “O Novo [Testamento] está escondido no Antigo e o Antigo revela-se no Novo” (Santo Agostinho). O evangelista ao referir as duas personagens quer realçar que Jesus está em continuidade com as Escrituras, isto é, o caminho que Jesus segue está de acordo com a vontade de Deus. Como Moisés e Elias foram rejeitados e perseguidos no seu tempo, também Jesus o será. O caminho da glória passa pela cruz.

“E eis que uma nuvem os cobriu com a sua sombra. E da nuvem veio uma voz: Este é o meu Filho muito amado. Escutai-o”. O Pai oferece em Jesus, seu Filho, a sua mais completa e definitiva revelação aos homens. Nele diz tudo e já não tem mais nada a dizer. Para nós o importante é escutar Jesus, o Filho amado, e viver uma relação consciente e cada vez mais comprometida com ele e com os outros, para sermos transformados pela acção do Espírito Santo que nos torna cada vez mais semelhantes a Jesus.

Na caminhada para a Páscoa somos também convidados a subir com Jesus ao cimo da montanha e viver a alegria da comunhão com ele. Nas dificuldades e conflitos da caminhada o Pai mostra-nos desde já sinais da ressurreição e continua a dizer-nos: “Este é o meu Filho muito amado. Escutai-o”. Contudo, não subimos para ficar para sempre no cimo da montanha, mas temos de descer para sermos missionários da transfiguração.

Oração

Deus de infinita bondade, que nos mandais ouvir o vosso amado Filho, fortalecei-nos com o alimento interior da vossa Palavra, de modo que, purificado o nosso olhar espiritual, possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amen.

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Oração a São José, Pai na ternura

São José, Pai na ternura, ouviste muitas vezes estas palavras do profeta Isaías: “Pode a mulher esquecer-se do fruto do seu ventre, não se compadecer do filho das suas entranhas? Pois, ainda que ela se esqueça, eu não te esquecerei” (Is 49, 15). Não somos esquecidos mas acolhidos, abraçados, amparados e perdoados, porque a misericórdia de Deus é eterna e estende-se de geração em geração.

Tu eras pobre em espírito. O teu coração era como um jardim onde florescia constantemente a ternura que se espalhava como agradável perfume. Jesus viu-a reflectida em ti e em Maria, sua Mãe, espelhos vivos, onde se podia ver a ternura de Deus Pai-Mãe, que é bom para com todos.

A tua vida foi semelhante à nossa. Deus foi o teu guia e o teu refúgio, porque era o teu Pastor, que vê sempre mais longe, mesmo quando tiveste que passar pelos vales tenebrosos da arrogância e da violência dos poderosos.

Como Maria, tua Esposa, também tu podes dizer: “O Senhor olhou para a humildade do seu servo. De hoje em diante todas as gerações me chamarão bem-aventurado”.

São José, Pai na ternura, rogai por nós. Amen.

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Quaresma com Santa Teresa de Jesus – 3

 ORAR EM CADA DIA DA 1ª SEMANA DA QUARESMA 2021

 Quinta-feira da 1ª semana da Quaresma: Fortalece a tua fé

Pedi, e ser-vos-á dado; procurai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á (Mt 7,7).

Pedi e recebereis». Se não credes a Sua Majestade nas passagens do seu Evangelho em que nos assegura isto, de pouco aproveita que eu quebre a cabeça em vo-lo dizer. Digo, no entanto, a quem tiver alguma dúvida, que pouco perde em experimentá-lo. (C P 23,6).

Eu creio Senhor, vem em auxílio da minha pouca fé!

Sexta-feira da 1ª semana da Quaresma: Sirva-O

Se o pecador se afasta do pecado que cometeu para praticar o direito e a justiça, salvará a sua vida. (Ez 18,27).

Vê-se o que ganha a alma nesta boa companhia que tem; porque lhe dá o Senhor uma grande inteireza, para não torcer nada em coisa que seja do Seu serviço e boas determinações. (7 M 4,2).

À luz da Palavra, que resolução vou tomar hoje?

Sábado da 1ª semana de Quaresma: Amar incondicionalmente

Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu. (Mt 5,44).

Pedi a Nosso Senhor que vos dê com perfeição este amor do próximo e deixai fazer a Sua Majestade, que Ele vos dará mais do que sabeis desejar, desde que vos esforceis e procureis isto em tudo o que puderdes (…). (5 M 3, 12).

Perdoa, Senhor, a dureza do meu coração e dá-me a graça de uma verdadeira compaixão.

 

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Práticas, sinais e devoções quaresmais

Cerca de duzentos anos após a morte de Jesus, os cristãos começaram a preparar a Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Em meados do séc. IV, esse tempo passou para quarenta dias e, por isso, começou a chamar-se Quaresma (do latim, quadragesima dies). O número quarenta é, na Escritura, símbolo da preparação, da prova e do arrependimento (Ex 24, 18; Jn 3, 4; Mt 4, 2; At 1, 3).

A Quaresma é, por isso, o tempo de preparação para a Páscoa, mediante o arrependimento e a conversão. Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa, dia em que se inicia o Tríduo Pascal. Os domingos não entram na contagem por serem o dia da semana em que se celebra a Páscoa de Jesus.

Entre as práticas quaresmais, contam-se a esmola, a oração e o jejum (evangelho da Quarta-feira de Cinzas [Mt 6, 1-6.16-18]). A esmola remete para a partilha e o jejum significa comer menos. Além destas, são de referir a confissão quaresmal e a abstinência que consistia tradicionalmente em não comer carne, mas pode ser entendida como privação do que mais gostamos. De uma forma ou de outra, o jejum e a abstinência têm como objetivo promover o autodomínio, fomentar a partilha e lembrar que “nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4, 4).

São diversos os sinais da Quaresma: as cinzas lembram-nos a brevidade da vida e a fragilidade da condição humana (“Lembra-te, homem, que és pó…”); a ausência de flores, nas Igrejas, sugere a contenção e o recolhimento (excetua-se o Domingo da Alegria/IV da Quaresma); o roxo dos paramentos, a ausência do Glória e do Aleluia, nas celebrações, situam-nos num tempo de introspeção reflexiva, favorecida por uma música mais recolhida (o órgão deve tocar, em volume baixo, apenas para acompanhar os cânticos).

Também são diversas as devoções da Quaresma. A mais pública é a Procissão de Passos (a palavra “passos” deriva do particípio perfeito latino passus, a, um, “que sofreu”). Não é uma peça de teatro nem uma festa, apesar de eu já ter ouvido chamar-lhe Festa dos Passos e mesmo romaria quaresmal! A Procissão de Passos só faz sentido se for uma oportunidade para meditar no sofrimento de Jesus e nos tornarmos mais sensíveis ao sofrimento dos outros.

Devoção muito divulgada é a Via Sacra (“caminho sagrado”). Consiste na meditação da Paixão, em 14 estações. A sua forma atual aparece já na primeira metade do século XVII, foi difundida por S. Leonardo de Porto Maurício (+1751), aprovada pela Santa Sé e enriquecida de indulgências. Acontece, por regra, nas Igrejas, mas também nos lares cristãos e no espaço público. A Via Sacra ao vivo tornou-se frequente entre nós e, por vezes, quase se confunde com as Procissões de Passos.

Devoção menos frequente é a das Sete Dores de Nossa Senhora: profecia de Simeão (Lc 2, 34-35); fuga para o Egito (Mt 2, 13-15); perda de Jesus, no Templo (Lc 2, 41-51); encontro de Maria com Jesus a caminho do Calvário (Lc 23, 27-31); morte de Jesus, na cruz – Stabat Mater (Jo 19, 25-27); Maria recebe nos braços o filho morto – Pietà (Mt 27, 55-61); Maria observa a sepultura do Filho (Lc 23, 50-55). É vivida com muita intensidade, nas sextas-feiras da Quaresma, na Igreja de Nossa Senhora das Dores, Póvoa de Varzim.

Pelas suas práticas, sinais e devoções, a Quaresma torna-se “uma viagem que envolve toda a nossa vida, tudo de nós mesmos. É o tempo para verificar as estradas que estamos percorrendo, para encontrar o caminho que nos leva de volta a casa, para redescobrir o vínculo fundamental com Deus, do qual tudo depende” (Papa Francisco, Homilia da Quarta-feira de Cinzas de 2021). Redescoberto o vínculo com Deus, ganha sentido e força o vínculo com os outros e com a natureza, em ordem a promover a fraternidade universal e a ecologia integral, como nos recordam duas das encíclicas do Papa Fancisco: Fratelli Tutti  e Laudato Si’.

P. João Alberto Correia

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Quaresma com Santa Teresa de Jesus – 2

ORAR EM CADA DIA DA 1ª SEMANA DA QUARESMA 2021

O tempo da Quaresma é um longo retiro de quarenta dias e um combate contra o espírito do mal em vista de renovar e tornar mais sólida a nossa relação com Deus e o nosso próximo, através da oração diária, dos gestos de penitência e das obras de caridade fraterna que nos refazem saudavelmente e na verdade na relação verdadeira com Deus, connosco próprios e com os outros.

No primeiro Domingo da Quaresma vamos com Cristo ao deserto onde foi tentado por Satanás. No combate a que a Quaresma nos chama, a Palavra de Deus apela para que andemos com Jesus, olhemos para ele, andemos nos seus caminhos e imitemo-lo no seu modo de agir. Deste modo, alcançaremos nele a meta da caminhada quaresmal: a Páscoa.

Segunda-feira da 1ª semana da Quaresma: Cadeira de São Padro

Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Mt 16,18).

E todas, ocupadas em oração pelos defensores da Igreja e pregadores e letrados que a defendem, ajudássemos no que pudéssemos a este Senhor meu. (C P 1,2).

Rezo hoje pelo Papa Francisco, os seus colaboradores, pelos Bispos e os teólogos, por toda a Igreja.

Terça-feira da 1ª semana da Quaresma: Abba

Orai, pois, assim: Pai nosso que estais nos céus… (Mt 6,9).

Pensais que importa pouco a uma alma distraída entender esta verdade e ver que, para falar a seu Eterno Pai não precisa de ir ao céu?… mas falar-Lhe com grande humildade, como a um pai, pedir-Lhe como a pai; contar-Lhe os seus trabalhos, pedir-Lhe remédio para eles. (C P 28,2).

Pai, tu és bendito, no teu amor quiseste fazer de nós teus filhos. Vê o sofrimento de tantas pessoas atingidas pela pandemia. Pai, vem em nosso auxílio.

Quarta-feira da 1ª semana da Quaresma: Uma vida determinada

Quando Deus viu as suas obras, como se convertiam do seu mau caminho, desistiu do castigo com que os ameaçara e não o executou. (Jonas 3,10).

Representa-se-lhe a sua vida passada e a grande misericórdia de Deus, com grande verdade … Vê que merece o inferno e que a castigam dando-lhe glória. Desfaz-se em louvores de Deus. (…) Bendito sejais Senhor meu, que duma lama tão suja como eu, fazeis água tão clara que sirva para a Vossa mesa! (V 19, 2).

Desperta, Senhor, o meu desejo de andar nos teus caminhos, dá-me a graça de me desviar daquilo que me estorva, para avançar generosamente.

 

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Todo o ministério de Cristo é uma luta contra o Maligno

1º Domingo da Quaresma – Ano B

O deserto (…) é também o lugar da prova e da tentação, onde o Tentador, aproveitando-se da fragilidade e das necessidades humanas, insinua com a sua voz enganosa, uma alternativa à de Deus, uma voz alternativa que te mostra outro caminho, outro caminho de engano. O Tentador seduz. De facto, durante os quarenta dias vividos por Jesus no deserto, começa o “duelo” entre Jesus e o diabo, que terminará com a Paixão e a Cruz. Todo o ministério de Cristo é uma luta contra o Maligno nas suas múltiplas manifestações: curas de doenças, exorcismos sobre os endemoninhados, perdão dos pecados. Após a primeira fase em que Jesus demonstra que fala e age com o poder de Deus, parece que o diabo leva a melhor, quando o Filho de Deus é rejeitado, abandonado e, por fim, capturado e condenado à morte. Parece que o vencedor é o diabo. Na realidade, a morte era o último “deserto” que devia ser atravessado para derrotar definitivamente Satanás e libertar-nos a todos do seu poder. E assim Jesus venceu no deserto da morte para vencer depois na Ressurreição.

(…) Este Evangelho das tentações de Jesus no deserto lembra-nos que a vida do cristão, no seguimento do Senhor, é uma batalha contra o espírito do mal. Mostra-nos que Jesus enfrentou o Tentador voluntariamente e venceu-o; e ao mesmo tempo lembra-nos também que o diabo tem a possibilidade de agir sobre nós com as suas tentações. Devemos estar conscientes da presença deste inimigo astuto, interessado na nossa condenação eterna, no nosso fracasso, e preparar-nos para nos defender dele e combatê-lo. A graça de Deus assegura-nos, mediante a fé, a oração e a penitência, a vitória sobre o inimigo. (…)

Nas tentações, Jesus nunca dialoga com o diabo, nunca. E no deserto parece que há um diálogo porque o diabo faz três propostas e Jesus responde. Mas Jesus não responde com as suas palavras: responde com a Palavra de Deus, com três passagens da Escritura. E isto é o que devemos fazer também todos nós. Se entrarmos em diálogo com o diabo, seremos derrotados. Gravai isto na cabeça e no coração: nunca se dialoga com o diabo, não há diálogo possível. Somente a Palavra de Deus.

Somos chamados a percorrer os caminhos de Deus, renovando as promessas do nosso Baptismo: renunciar a Satanás, a todas as suas obras e a todas as suas seduções.

Papa Francisco, Excerto do Angelus, 21 de Fevereiro, 2021

 

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