Santo Inácio de Loiola – 31 de Julho

Iñigo López de Loyola nasceu em Loyola a 23 de Outubro de 1491. Cresceu ao serviço do contador-mor do Rei Católico e depois do vice-rei de Navarra. Esse ambiente e uma promissora carreira fizeram dele um cortesão mundano, sonhador de grandes feitos cavaleirescos. A sua vida é a história de um homem determinado na busca de honra e glória, que, com fracassos, derrotas e feridas, se foi pouco a pouco abrindo a Deus.

A grande mudança da sua vida iniciou-se quando ficou gravemente ferido ao defender Pamplona numa batalha. Forçado à imobilidade, e não tendo livros de cavalaria para se entreter na leitura durante o período de convalesça, restou-lhe resignar-se a ler «A Vida de Cristo» e «A Vida dos Santos». Confrontado com as acções dos Santos, pensou: «se São Francisco e São Domingos o fizeram, porque não hei-de fazê-lo também eu?». A alegria que ficava depois destes pensamentos trazia-lhe uma paz bem mais profunda do que os sonhos com aventuras cavaleirescas.

Foi tomando notas do que se passava dentro de si, do modo como Deus lhe falava e aprendeu a deixar-se guiar pelo Espírito Santo. Já não procurava a sua própria glória, mas conservava o seu carácter determinado, agora orientado para encontrar a vontade de Deus e pô-la em prática. Movia-o a preocupação com os mais pobres e o desejo de servir a Igreja e de transformar o mundo para a maior glória de Deus.

O grande desejo de se identificar com Jesus levou-o à Terra Santa onde percorreu com enorme devoção os passos do Senhor da sua vida. Não podendo permanecer ali o tempo que desejava, regressou à Europa percebendo que para levar Deus aos outros precisava de estudar. Como estudante passou por Barcelona, Alcalá e Paris.

Quando estudava em Paris, conhece alguns dos companheiros com que mais tarde fundará a Companhia de Jesus. Entre eles destacam-se: Pedro Fabro, Francisco Xavier e Simão Rodrigues (o primeiro jesuíta português). Juntos formavam um grupo de «amigos no Senhor» que pretendia servir a Deus vivendo na Terra Santa. Ao verificarem que esta sua intenção não se poderia concretizar, decidem oferecer-se ao Papa para que este os enviasse aonde fossem mais necessários. A 27 de Setembro de 1540, o Papa Paulo III aprovou a Companhia de Jesus.

Eleito o 1º Geral da Companhia de Jesus Inácio empenhou-se na sua organização e no desenvolvimento das Constituições da nova Ordem religiosa.

Morreu em Roma a 31 de julho 1546. Foi beatificado por Paulo V a 3 de Dezembro de 1609 e canonizado a 12 de Março de 1622 por Gregório XV.

Partindo da sua experiência espiritual, foi redigindo ao longo dos anos um pequeno livro: os Exercícios Espirituais (EE). Este livro assume-se como um guia em que se propõe um mês de retiro dividido em quatro etapas designadas semanas. Nesse livro se reflecte o modo como Inácio entende a relação do ser humano com Deus e com toda a criação. Os EE têm ajudado milhares de pessoas a conhecer e a viver a vontade de Deus para as suas vidas.

Província Portuguesa da Companhia de Jesus

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Frases sobre a oração

– Não vemos a Deus (quando rezamos), mas Ele vê-nos e ouve-nos (São João Maria Vianney).

– Quando percebes que não te falta a oração, fica sossegado, pois a misericórdia de Deus não te faltará (Santo Agostinho).

– Na medida em que cresce a nossa união com o Senhor, faz-se intensa a nossa oração (Bento XVI).

– Meus filhos, vós tendes um coração pequeno, mas a oração torna-o maior e capaz de amar a Deus (São João Maria Vianney).

– Queremos pedir ao Senhor que ilumine a nossa mente e o nosso coração, a fim de que a relação com Ele na oração seja cada vez mais intensa, afectuosa e constante. Mais uma vez, digamos-lhe: «Senhor, ensina-nos a rezar» (Lc 11, 1) (Bento XVI).

– Toda a vida de Cristo foi um ensinar contínuo: os seus silêncios, os seus milagres, os seus gestos, a sua oração, o seu amor pelo homem, a sua predilecção pelos pequeninos e pelos pobres, a aceitação do sacrifício total na cruz pela redenção do mundo e a sua ressurreição, são o actuar da sua palavra e o realizar-se da sua revelação (São João Paulo II).

– Quantos há que procuram Jesus, guiados somente por interesses temporais! (…) apenas se procura a Jesus por Jesus (Santo Agostinho).

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Se tiveres fé como um grão de mostarda…

Esta frase do Evangelho incomoda: “Se tiveres fé como um grão de mostarda… mudas montanhas!” “Pode lá ser?”, dirão os cépticos. Mas pode! Com um pouco de fé firme em Deus podes arrancar um amigo do vício, podes mudar a vida de um desanimado, podes ajudar a reconciliar um casal. Isso é que são montanhas!

Vasco P. Magalhães, sj

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Dai-lhes vós mesmos de comer (Mc 3, 37)

Diante do grito de fome – todos os tipos de “fome” – de tantos irmãos e irmãs em todas as partes do mundo, não podemos permanecer como espectadores distantes e tranquilos. O anúncio de Cristo, pão da vida eterna, requer um generoso compromisso de solidariedade para com os pobres, os fracos, os últimos, os indefesos. Esta acção de proximidade e de caridade é a melhor verificação da qualidade da nossa fé, tanto a nível pessoal como a nível comunitário.

Papa Francisco, Angelus, 29 de Julho de 2018

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17º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 6, 1-15) 

Depois disto, Jesus foi para a outra margem do lago da Galileia, ou de Tiberíades. Seguia-o uma grande multidão, porque presenciavam os sinais miraculosos que realizava em favor dos doentes. Jesus subiu ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos. Estava a aproximar-se a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo o olhar e reparando que uma grande multidão viera ter com Ele, Jesus disse então a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para esta gente comer?» Dizia isto para o pôr à prova, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Filipe respondeu-lhe: «Duzentos denários de pão não chegam para cada um comer um bocadinho.» Disse-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: «Há aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?» Jesus disse: «Fazei sentar as pessoas.» Ora, havia muita erva no local. Os homens sentaram-se, pois, em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os pelos que estavam sentados, tal como os peixes, e eles comeram quanto quiseram. Quando se saciaram, disse aos seus discípulos: «Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca». Recolheram-nos, então, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada que sobejaram aos que tinham estado a comer. Aquela gente, ao ver o sinal milagroso que Jesus tinha feito, dizia: «Este é realmente o Profeta que devia vir ao mundo!» Por isso, Jesus, sabendo que viriam arrebatá-lo para o fazerem rei, retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

Reflexão

Este acontecimento relatado pelo Evangelho deste Domingo ficou fortemente gravado na memória das primeiras comunidades cristãs de modo que todos os Evangelhos o relatam. O conteúdo do relato é de uma grande riqueza. Seguindo o seu hábito, o Evangelho de João não lhe chama «milagre», mas «sinal». Com isso convida-nos a não ficarmos nos actos que se narram, mas a descobrir desde a fé um sentido mais profundo. Isto é, apela para que não fiquemos na superfície do que aparece e vemos mas avancemos para a profundidade do significado do acontecimento.

Jesus ocupa o lugar central. Ninguém pede que intervenha. É ele mesmo que intui a fome daquela gente e coloca a necessidade de a alimentar. É comovedor saber que Jesus não só alimentava as pessoas com a Boa Nova de Deus, mas que preocupava-se também com a fome das pessoas.

Como alimentar no meio do campo uma multidão? Os discípulos não encontram nenhuma solução. Filipe diz que não se pode pensar em comprar pão, pois não têm dinheiro. André pensa que se poderia partilhar o que há, mas apenas um rapaz tem cinco pães e um par de peixes. Que é isso para tantos?

Para Jesus é o suficiente. Esse jovem sem nome nem rosto, vai tornar possível o que parece impossível. A sua disponibilidade para partilhar tudo o que tem é o caminho para alimentar aquelas pessoas. Jesus fará o resto. Toma nas suas mãos os pães do jovem, dá graças a Deus e começa a «distribuí-los» por todos.

O Papa Francisco, comentando este trecho evangélico, realça três mensagens: A primeira é a compaixão. Diante da multidão que o segue e, por assim dizer, não o deixa em paz, Jesus reage com um sentimento de compaixão, isto é, identifica-se com o sofrimento alheio. A segunda é a partilha. As reacções dos discípulos e de Jesus diante daquelas pessoas cansadas e famintas são diferentes. Os discípulos pensam que é melhor despedir a multidão, para que possa ir comprar algo para comer. Jesus, ao contrário, diz: “Dai-lhes vós mesmos de comer!”. E a terceira mensagem é o prodígio dos pães que prenuncia a Eucaristia. Vê-se isto no gesto de Jesus, que «abençoou» antes de partir os pães e de os distribuir à multidão. É o mesmo que fará Jesus na última Ceia, quando instituirá o memorial perpétuo do seu Sacrifício redentor. Na Eucaristia, Jesus não oferece um pão, mas o pão de vida eterna, doa-se a si mesmo, oferecendo-se ao Pai por amor a nós.

Palavra para o caminho

Podemos pensar que este milagre só Deus o pode realizar, com um poder especial. Mas nós também o “podemos fazer”. O que está em jogo não é a multiplicação do pão, mas a multiplicação do amor, que por ser turno, multiplica o pão, a alegria, a saciedade, a paz… Só o amor multiplica e o amor multiplicado é a equação matemática do Evangelho.

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Beato Tito Brandsma, O. Carm. – 27 de Julho

Hoje, 27 de Julho, a Ordem do Carmo celebra a “memória litúrgica” do Beato Tito Brandsma, O. Carm. O Padre Tito Brandsma foi um carmelita holandês que morreu no Campo de Concen­tração de Dachau, em Julho de 1942. Foi Beatificado pelo Papa João Paulo II em 3 de Novembro de 1985. No passado dia 6 de Fevereiro, foram abertos em Roma – na Congregação para a Causa dos Santos – os documentos relativos ao Processo da Canonização deste ilustre carmelita.

No âmbito do “32º Encontro da Família Carmelita de Portugal”, no passado dia 25 de Fevereiro, teve lugar na “Casa São Nuno”, em Fátima, o lançamento da obra “Tito Brandsma”, com uma conferên­cia pelo seu autor, Padre Fernando Millán Romeral, Superior Ge­ral da Ordem do Carmo. O Pe. Fernando Millán Romeral é, desde Setembro de 2007, Prior Geral da Ordem do Carmo, reeleito para mais um mandato, em Setembro de 2013. A imagem que acompanha esta breve nota refere-se à capa do livro.

O livro pode ser pedido a: Casa São Nuno – Av.ª Beato Nuno, 271 – 2495-304 FÁTIMA – Telef.: 249 530 230 – mail: csn@casasaonuno.com

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Frases sobre a Eucaristia

– A Eucaristia é o supremo agradecimento ao Pai, que nos amou tanto a ponto de dar-nos o seu Filho por amor (Papa Francisco).

– Não comungar seria o maior desprezo a Jesus que se sente “doente de amor” (São João Crisóstomo).

– A Eucaristia constitui uma espécie de «antídoto», que age nas mentes e nos corações dos crentes e semeia continuamente neles a lógica da comunhão, do serviço, da partilha, em síntese, a lógica do Evangelho (Bento XVI).

– A comunhão destrói a tentação do demónio (São Tomás de Aquino).

– A Eucaristia é como o coração pulsante que dá vida a todo o corpo místico da Igreja (Bento XVI).

– A Eucaristia é a fonte de que haure vigor sempre novo a comunhão entre os membros do Corpo místico de Cristo (São João Paulo II).

– O que é triste é que nós não recorremos a este alimento divino (a Eucaristia) para atravessar o deserto desta vida (São João Maria Vianney).

– Se vimos à Eucaristia, não pratiquemos nenhuma acção que contradiga a Eucaristia, não façamos sofrer o nosso irmão (São João Crisóstomo).

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O carisma carmelita e os jovens

Gostaria de destacar quanto o nosso carisma é adaptado aos jovens, e não somente porque valores como a relação pessoal com Deus, a profundidade espiritual, a sensibilidade, a beleza e a poesia, que sempre acompanharam o Carmelo, são valores que podem entusiasmar os nossos jovens, mas também porque o nosso carisma tem hoje algo de “contra cultural”. Numa sociedade que se caracteriza e promove o imediato, o superficial, o bombardeamento de informação desnecessária, as relações virtuais, o provisório… um apelo à vida interior, à profundidade, ao encontro pessoal com o Senhor, à redescoberta do tempo como kairós, à oração e à contemplação, pode ser revolucionário. Proponhamos isto aos jovens que encontramos no nosso caminho, sem complexos, sem nos sentirmos superiores, não como uma imposição arrogante nem como uma doutrinação, mas como uma oferta simples e afectuosa.

Fernando Millán Romeral, O. Carm., Prior Geral da Ordem do Carmo

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Solenidade de Nossa Senhora do Carmo – 16 de Julho

«A devoção a Maria é uma das flores mais belas do jardim do Carmelo. Diria que é como um girassol. É uma flor que se eleva sobre todas as outras flores. Nascida sobre um grande tronco, cheio de folhas grandes, a flor eleva-se para além da folhagem verde e tem a característica de “voltar-se” para o Sol. Além disso é uma imagem do próprio Sol… Maria era uma Flor assim. Também nós, como flores da sua semente, podemos crescer e florescer diante do Sol que se infundiu nela e também nos quer transmitir os raios da sua luz e do seu calor» (Beato Tito Brandsma).

Nossa Senhora do Carmo e o Escapulário

Quando na Idade Média muitos peregrinos viajavam da Europa para a Terra Santa, alguns ficaram no Monte Carmelo e aí, no meio das suas celas (covas), construíram uma capela dedicada a Maria, a “Senhora do lugar”. Nela se reuniam diariamente para rezar e celebrar a Eucaristia. Assim nasceram os carmelitas.

Quando foram expulsos e alguns mortos, no século XIII, os carmelitas tiveram muitas dificuldades em serem reconhecidos na Europa como uma nova Ordem religiosa. Contaram sempre com a protecção de Maria, seu modelo de seguimento de Jesus Cristo e acabaram incluídos entre os frades Mendicantes, com uma espiritualidade e Regra próprias.

A sua vida e confiança na protecção de Maria fascinou muita gente. Para associar os leigos à sua espiritualidade, os carmelitas impuseram o hábito a muitos deles e criaram uma miniatura do avental desse hábito, o Escapulário, símbolo da protecção de Maria e da pertença espiritual à Ordem do Carmo.

O Escapulário tornou-se uma das devoções populares mais significativas na vida da Igreja. Quem recebe o Escapulário lembra-se sempre de imitar Maria, que escutava a Palavra de Deus, a cumpria e guardava no seu coração, seguindo Jesus Cristo até à Cruz. Quem o traz consigo confia na protecção de Nossa Senhora até à morte. O Escapulário do Carmo é um sinal do amor materno de Maria e a Maria, do modelo mariano de ser cristão, que pede sempre uma resposta de amor a Deus e ao próximo.

Usando o Escapulário, o devoto renova o seu compromisso baptismal de se revestir de Nosso Senhor Jesus Cristo, imitando e confiando em Nossa Senhora.

“Flor do Carmelo, vide florescente, esplendor do Céu, Virgem Mãe, singular. Doce Mãe, mas sempre Virgem, aos teus filhos dá teus favores, ó estrela do mar” (São Simão Stock).

Oração

Venha em nossa ajuda, Senhor, a poderosa intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe e Rainha do Carmelo, para que, protegidos pelo seu auxílio, cheguemos ao verdadeiro monte da salvação, Jesus Cristo Nosso Senhor. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amen.

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9º Dia da Novena de Nossa Senhora do Carmo 2018

São José, esposo de Maria, a mãe de Jesus

Oração introdutória

Deus, que por vossa inefável Providência vos dignastes eleger o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima concedei-nos, nós vos pedimos, que mereçamos ter como intercessor no céu aquele a quem veneramos na terra como nosso Protector. Por Nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amen.

A todos quisera persuadir que fossem devotos deste glorioso Santo (São José), pela grande experiência que tenho de quantos bens alcança de Deus (Santa Teresa de Jesus).

Meditação

O evangelho de Lucas fala-nos de Maria. O evangelho de Mateus fala-nos de José. O anjo esclarece Maria e diz-lhe: “O Espírito Santo descerá sobre ti!” (Lc 1,35). Esclarecida pelo anjo, ela se oferece e faz-se empregada de Deus: “Eis aqui a serva do Senhor!” (Lc 1,38). Maria sabe que isto vai trazer muitos problemas para a sua vida. Como explicar a gravidez ao povo de Nazaré? Ninguém iria acreditar nela. Como explicá-la a José, seu prometido esposo? Ela correria o perigo de ser apedrejada. Apesar de todas estas dificuldades, Maria entrega-se à acção da Palavra de Deus: “Faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1,38). O que conta não é o bem-estar dela mesma, mas sim ela ser um instrumento eficaz na realização do plano de Deus.

O evangelho de Mateus diz que José era justo (Mt 1,19). Mas era uma justiça diferente. Se José tivesse sido justo conforme a justiça dos fariseus da época, ele deveria ter denunciado Maria, pois a gravidez tinha acontecido antes de ela conviver com José. Maria teria sido apedrejada e, com ela, teria sido morto Jesus, o Messias. Mas a justiça de José era maior. Foi exactamente por ter esta outra justiça maior que José não obedeceu àquelas leis e salvou a vida tanto de Maria como de Jesus. Mais tarde, Jesus irá dizer: “Se a vossa justiça não for maior do que a dos escribas e fariseus, não podereis entrar no Reino dos céus” (Mt 5,20).

Em sonhos, José foi “esclarecido pelo anjo” (Mt 1,10), que lhe disse para aceitar Maria como esposa em sua casa e dar ao menino o nome de Jesus” (Mt 1,21). Esclarecido pelo anjo, José consegue descobrir a acção de Deus, onde, conforme a opinião da época, só parecia haver desvio e pecado.

Anjo é o mesmo que mensageiro. Ele traz uma mensagem e ajuda a perceber a acção de Deus na vida. Hoje, há muitos anjos e anjas que nos orientam na vida. Às vezes, eles actuam nos sonhos, outras vezes nas reuniões, nas conversas, nos Círculos Bíblicos, nos factos, etc… Tantos anjos! Tantas anjas!

Conclusão da meditação

Não sei verdadeiramente como se pode pensar na Rainha dos Anjos, no tempo em que passou com o Menino Jesus, sem dar graças a São José, pelo auxílio que lhes prestou (Santa Teresa de Jesus).

Oração a São José

São José, homem do silêncio, da oração e da escuta da Palavra de Deus; homem do trabalho e da família; homem simples e humilde. Pedimos-te por todas as nossas famílias e, especialmente, por todos os Pais. Ajuda-os a imitar-Te na escuta e na obediência a Deus. Ampara e assiste os que mais sofrem. Protege todos aqueles que não têm trabalho e que não conseguem sustentar dignamente os seus lares. Àqueles que abandonam os filhos e a família, seguindo caminhos de destruição e vício, ilumina-os para que possam voltar ao aconchego do lar assumindo dignamente a sua paternidade. A todos os que sofrem por causa dos filhos perdidos, em caminhos sem sentido e de morte, dá-lhes a força do Pai Pródigo que aguarda e espera o seu regresso. Ampara e socorre todas as famílias, para que em todas haja trabalho digno, casa e pão, harmonia e educação, alegria e paz, a exemplo da tua família de Nazaré. 

Amável São José, que nunca em vão invocamos, tu cujo crédito é tão poderoso junto de Deus que até se pode dizer: «No Céu, São José manda mais do que suplica», reza por nós a Jesus, reza por nós a Maria. Amen.

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