{"id":7000,"date":"2017-03-20T14:13:36","date_gmt":"2017-03-20T14:13:36","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=7000"},"modified":"2017-03-20T14:14:07","modified_gmt":"2017-03-20T14:14:07","slug":"7000","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=7000","title":{"rendered":"3\u00ba Domingo da Quaresma &#8211; Ano A"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/QuarA3-w2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-7001\" src=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/QuarA3-w2.jpg\" alt=\"\" width=\"451\" height=\"341\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S\u00e3o Jo\u00e3o (Jo 4, 5-42)<\/strong><\/p>\n<p><em>Naquele tempo, chegou Jesus a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacob tinha dado ao seu filho Jos\u00e9. Ficava ali o po\u00e7o de Jacob. Ent\u00e3o Jesus, cansado da caminhada, sentou-se, sem mais, na borda do po\u00e7o. Era por volta do meio-dia. Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar \u00e1gua. Disse-lhe Jesus: \u00abD\u00e1-me de beber.\u00bb Os seus disc\u00edpulos tinham ido \u00e0 cidade comprar alimentos. Disse-lhe ent\u00e3o a samaritana: \u00abComo \u00e9 que Tu, sendo judeu, me pedes de beber a mim que sou samaritana?\u00bb \u00c9 que os judeus n\u00e3o se d\u00e3o bem com os samaritanos.\u00a0Respondeu-lhe Jesus: \u00abSe conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem \u00e9 que te diz: \u2018d\u00e1-me de beber\u2019, tu \u00e9 que lhe pedirias, e Ele havia de dar-te \u00e1gua viva!\u00bb\u00a0Disse-lhe a mulher: \u00abSenhor, n\u00e3o tens sequer um balde e o po\u00e7o \u00e9 fundo.\u00a0Onde consegues, ent\u00e3o, a \u00e1gua viva? Porventura \u00e9s mais do que o nosso patriarca Jacob, que nos deu este po\u00e7o donde beberam ele, os seus filhos e os seus rebanhos?\u00bb<\/em><\/p>\n<p><em>Replicou-lhe Jesus: \u00abTodo aquele que bebe desta \u00e1gua voltar\u00e1 a ter sede;\u00a0mas, quem beber da \u00e1gua que Eu lhe der, nunca mais ter\u00e1 sede: a \u00e1gua que Eu lhe der h\u00e1-de tornar-se nele em fonte de \u00e1gua que d\u00e1 a vida eterna.\u00bb\u00a0Disse-lhe a mulher: \u00abSenhor, d\u00e1-me dessa \u00e1gua, para eu n\u00e3o ter sede, nem ter de vir c\u00e1 tir\u00e1-la.\u00bb\u00a0Respondeu-lhe Jesus: \u00abVai, chama o teu marido e volta c\u00e1.\u00bb\u00a0A mulher retorquiu-lhe: \u00abEu n\u00e3o tenho marido.\u00bb<\/em><\/p>\n<p><em>Declarou-lhe Jesus: \u00abDisseste bem: \u2018n\u00e3o tenho marido\u2019,\u00a0pois tiveste cinco e o que tens agora n\u00e3o \u00e9 teu marido. Nisto falaste verdade.\u00bb\u00a0Disse-lhe a mulher: \u00abSenhor, vejo que \u00e9s um profeta!\u00a0Os nossos antepassados adoraram a Deus neste monte, e v\u00f3s dizeis que o lugar onde se deve adorar est\u00e1 em Jerusal\u00e9m.\u00bb\u00a0Jesus declarou-lhe: \u00abMulher, acredita em mim: chegou a hora em que, nem neste monte, nem em Jerusal\u00e9m, haveis de adorar o Pai.\u00a0V\u00f3s adorais o que n\u00e3o conheceis; n\u00f3s adoramos o que conhecemos, pois a salva\u00e7\u00e3o vem dos judeus.\u00a0Mas chega a hora \u2013 e \u00e9 j\u00e1 \u2013 em que os verdadeiros adoradores h\u00e3o-de adorar o Pai em esp\u00edrito e verdade, pois s\u00e3o assim os adoradores que o Pai pretende.\u00a0Deus \u00e9 esp\u00edrito; por isso, os que o adoram devem ador\u00e1-lo em esp\u00edrito e verdade.\u00bb\u00a0Disse-lhe a mulher: \u00abEu sei que o Messias, que \u00e9 chamado Cristo, est\u00e1 para vir. Quando vier, h\u00e1-de fazer-nos saber todas as coisas.\u00bb\u00a0Jesus respondeu-lhe: \u00abSou Eu, que estou a falar contigo.\u00bb<\/em><\/p>\n<p><em>Nisto chegaram os seus disc\u00edpulos e ficaram admirados de Ele estar a falar com uma mulher. Mas nenhum perguntou: \u2018Que procuras?\u2019, ou: \u2018De que est\u00e1s a falar com ela?\u2019\u00a0Ent\u00e3o a mulher deixou o seu c\u00e2ntaro, foi \u00e0 cidade e disse \u00e0quela gente:\u00a0\u00abEia! Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz! N\u00e3o ser\u00e1 Ele o Messias?\u00bb\u00a0Eles sa\u00edram da cidade e foram ter com Jesus.<\/em><\/p>\n<p><em>Entretanto, os disc\u00edpulos insistiam com Ele, dizendo: \u00abRabi, come.\u00bb\u00a0Mas Ele disse-lhes: \u00abEu tenho um alimento para comer, que v\u00f3s n\u00e3o conheceis.\u00bb\u00a0Ent\u00e3o os disc\u00edpulos come\u00e7aram a dizer entre si: \u00abSer\u00e1 que algu\u00e9m lhe trouxe de comer?\u00bb\u00a0Declarou-lhes Jesus: \u00abO meu alimento \u00e9 fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra.\u00a0N\u00e3o dizeis v\u00f3s: \u2018Mais quatro meses e vem a ceifa\u2019? Pois Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que est\u00e3o doirados para a ceifa.\u00a0J\u00e1 o ceifeiro recebe o seu sal\u00e1rio e recolhe o fruto em ordem \u00e0 vida eterna, de modo que se alegram ao mesmo tempo aquele que semeia e o que ceifa.\u00a0Nisto, por\u00e9m, \u00e9 verdadeiro o ditado: \u2018um \u00e9 o que semeia e outro o que ceifa\u2019.\u00a0Porque Eu enviei-vos a ceifar o que n\u00e3o trabalhastes; outros se cansaram a trabalhar, e v\u00f3s ficastes com o proveito da sua fadiga.\u00bb<\/em><\/p>\n<p><em>Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram nele devido \u00e0s palavras da mulher, que testemunhava: \u00abEle disse-me tudo o que eu fiz.\u00bb Por isso, quando os samaritanos foram ter com Jesus, come\u00e7aram a pedir-lhe que ficasse com eles. E ficou l\u00e1 dois dias. Ent\u00e3o muitos mais acreditaram nele por causa da sua prega\u00e7\u00e3o, e diziam \u00e0 mulher: \u00abJ\u00e1 n\u00e3o \u00e9 pelas tuas palavras que acreditamos; n\u00f3s pr\u00f3prios ouvimos e sabemos que Ele \u00e9 verdadeiramente o Salvador do mundo.<\/em><\/p>\n<p><strong>Mensagem<\/strong><\/p>\n<p>O Evangelho de hoje apresenta-nos o encontro de Jesus com a mulher samaritana, que aconteceu em Sicar, junto de um antigo po\u00e7o onde a mulher ia todos os dias buscar \u00e1gua. Naquele dia, encontrou l\u00e1 Jesus, sentado, \u00abcansado devido \u00e0 viagem\u00bb. Ele diz-lhe imediatamente: \u00abD\u00e1-me de beber\u00bb. Deste modo supera as barreiras de hostilidade que existiam entre judeus e samaritanos e rompe os esquemas do preconceito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres. Jesus n\u00e3o tem medo.<\/p>\n<p>A sede de Jesus n\u00e3o era tanto de \u00e1gua, quanto de encontrar a samaritana para lhe abrir o cora\u00e7\u00e3o: pede-lhe de beber para evidenciar a sede que havia nela mesma. A mulher comove-se com este encontro: dirige a Jesus aquelas perguntas profundas que todos temos dentro, mas que muitas vezes ignoramos. Tamb\u00e9m n\u00f3s temos tantas perguntas para fazer, mas n\u00e3o encontramos a coragem de as dirigir a Jesus! O exemplo da samaritana convida-nos a expressar-nos do seguinte modo: \u00abJesus, d\u00e1-me aquela \u00e1gua que me saciar\u00e1 eternamente\u00bb.<\/p>\n<p>O Evangelho diz que os disc\u00edpulos ficaram surpreendidos que o seu Mestre falasse com aquela mulher. Mas o Senhor \u00e9 superior aos preconceitos, e por isso n\u00e3o receou falar com a samaritana: a miseric\u00f3rdia \u00e9 maior do que o preconceito! O resultado daquele encontro junto do po\u00e7o foi que a mulher se transformou: \u00abdeixou a sua \u00e2nfora\u00bb, com a qual ia buscar \u00e1gua, e foi depressa \u00e0 cidade contar a sua experi\u00eancia extraordin\u00e1ria. \u00abEncontrei um homem que me disse todas as coisas que eu fiz. Ser\u00e1 o Messias?\u00bb. Estava entusiasmada. Tinha ido buscar \u00e1gua ao po\u00e7o, e encontrou outra \u00e1gua, a \u00e1gua viva que jorra para a vida eterna. Encontrou a \u00e1gua que procurava desde sempre! Corre \u00e0 aldeia, \u00e0quela aldeia que a julgava, a condenava e a rejeitava, e anuncia que encontrou o Messias: algu\u00e9m que lhe mudou a vida. Porque cada encontro com Jesus muda-nos a vida, sempre. Cada encontro com Jesus enche-nos de alegria, aquela alegria que vem de dentro, que transborda, e passa aos outros, pelo testemunho da nossa vida de uni\u00e3o com Jesus que primeiro teve sede de n\u00f3s e nos pediu de beber para abrir as portas fechadas da solid\u00e3o e do medo da nossa vida (Resumo da alocu\u00e7\u00e3o do Papa Francisco no\u00a0 <em>Angelus<\/em> de 23 de Mar\u00e7o de 2014).<\/p>\n<p><strong>Palavra para o caminho<\/strong><\/p>\n<p>No encontro com a samaritana no po\u00e7o, sobressai o tema da \u00absede\u00bb de Cristo, que culmina com o seu brado na cruz: \u00abTenho sede\u00bb. Esta sede tem uma base f\u00edsica. Mas Jesus, como diz Santo Agostinho, \u00abtinha sede da f\u00e9 daquela mulher\u00bb, assim como da f\u00e9 de todos n\u00f3s. Deus Pai enviou-o para saciar a nossa sede de vida eterna, concedendo-nos o seu amor, mas para nos oferecer esta d\u00e1diva, Jesus pede-nos a nossa f\u00e9. A omnipot\u00eancia do Amor respeita sempre a liberdade do homem; bate \u00e0 porta do seu cora\u00e7\u00e3o e aguarda com paci\u00eancia a sua resposta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S\u00e3o Jo\u00e3o (Jo 4, 5-42) Naquele tempo, chegou Jesus a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacob tinha dado ao seu filho Jos\u00e9. Ficava ali o po\u00e7o de Jacob. Ent\u00e3o Jesus, cansado da caminhada, sentou-se, sem mais, na borda do po\u00e7o. 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