{"id":3514,"date":"2015-11-05T19:58:47","date_gmt":"2015-11-05T19:58:47","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=3514"},"modified":"2019-08-07T23:06:22","modified_gmt":"2019-08-07T22:06:22","slug":"sao-nuno-de-santa-maria-o-carm-6-de-novembro-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=3514","title":{"rendered":"S\u00e3o Nuno de Santa Maria &#8211; 6 de Novembro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/saonuno21.jpg\" alt=\"saonuno21\" width=\"261\" height=\"373\" \/>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Nuno \u00c1lvares Pereira nasceu a 24 de Junho de 1360 em Cernache do Bonjardim, e foi educado nos ideais nobres da Cavalaria medieval, no ambiente das Ordens militares e depois na Corte real. Tal ambiente marcou a sua juventude. Aos dezasseis anos casou-se com Dona Leonor de Alvim, e desta uni\u00e3o nasceram tr\u00eas filhos, sobrevivendo apenas a sua filha Beatriz. As suas qualidades e virtudes impressionaram particularmente o Mestre de Aviz, futuro rei D. Jo\u00e3o I, que encontrou em Dom Nuno um ex\u00edmio chefe militar e nomeou-o Condest\u00e1vel, isto \u00e9, Comandante supremo do ex\u00e9rcito. Nuno conduziu o ex\u00e9rcito portugu\u00eas repetidas vezes \u00e0 vit\u00f3ria, sendo a mais significativa a de Aljubarrota a 14 de Agosto de 1385, assegurando a independ\u00eancia de Portugal em rela\u00e7\u00e3o ao Reino de Castela.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Nuno \u00c1lvares Pereira em face das suas virtudes her\u00f3icas e religiosas, desde muito cedo recebeu do povo o t\u00edtulo de Santo Condest\u00e1vel. Sendo um guerreiro, n\u00e3o foi por voca\u00e7\u00e3o b\u00e9lica, mas por defesa de valores que ele considerava principais: por um lado, o amor \u00e0 P\u00e1tria e a lealdade ao monarca escolhido pelo povo, Dom Jo\u00e3o I, por outro lado, o esp\u00edrito da cruzada, face \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de Castela, que optara pela obedi\u00eancia ao Papa de Avinh\u00e3o (durante o Grande Cisma do Ocidente), enquanto Portugal se manteve leal a Roma, de onde ter direito ao t\u00edtulo de Na\u00e7\u00e3o Fidel\u00edssima. Por conseguinte, a gesta her\u00f3ica do Condest\u00e1vel teve em vista, de forma especial, a unidade da Igreja na obedi\u00eancia romana. As virtudes militares n\u00e3o o levaram a esquecer a pr\u00e1tica das virtudes, sobretudo a caridade. S\u00e3o muitos os testemunhos do tempo sobre a caridade que praticava com os advers\u00e1rios, n\u00e3o os considerando inimigos, mas apenas opositores. No final de v\u00e1rias batalhas, ele mesmo ordenava aos seus militares que tratassem dos mortos e sobretudo dos advers\u00e1rios feridos em combate, aos quais protegia da espont\u00e2nea revolta popular. Isto \u00e9: fez a guerra em nome da paz. Ainda guerreiro, era conhecido por ser um homem de f\u00e9 e de ora\u00e7\u00e3o, raro iniciando uma batalha sem antes se recolher em ora\u00e7\u00e3o, sem pressa de combate.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Em reconhecimento dos servi\u00e7os prestados ao Pa\u00eds e ao Reino, foi largamente premiado pelo Rei Dom Jo\u00e3o I com a oferta de muitos bens, sobretudo terras e povoa\u00e7\u00f5es, tornando-se o homem mais rico de Portugal a seguir ao Rei. \u00c0 medida que os deveres b\u00e9licos o deixavam mais livre, e j\u00e1 coberto de gl\u00f3rias, iniciou uma nova fase de vida, em 1393, partilhando com os seus companheiros de armas algumas das numerosas terras que lhe tinham sido doadas. Escolhendo para si mesmo uma vida de ora\u00e7\u00e3o e de contempla\u00e7\u00e3o, iniciou, em 1389, numa das colinas de Lisboa, a constru\u00e7\u00e3o de um convento, com Igreja de estilo g\u00f3tico que chegou a ser tida como a mais bela da cidade. Deu ao convento o nome de Nossa Senhora do Vencimento, em ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pelas suas vit\u00f3rias e, poucos anos depois (decerto 1397), escolheu para habitantes do novo Convento os frades Carmelitas que, nessa \u00e9poca, s\u00f3 dispunham de uma comunidade, em Moura, no Sul de Portugal. Para Governo e sustento da nova comunidade de Lisboa, que veio a ser a mais importante, fez a doa\u00e7\u00e3o de um valioso patrim\u00f3nio, reservando-se o direito de ser ele a administrar esse patrim\u00f3nio, enquanto vivo fosse. Em 1423, celebrando-se o I Cap\u00edtulo Provincial dos Carmelitas portugueses, D. Nuno fez a doa\u00e7\u00e3o definitiva da igreja e convento de Lisboa \u00e0 Ordem do Carmo, nela professando como donato, recusando mesmo o t\u00edtulo de Frei, gostando de ser chamado Nuno, simplesmente Nuno.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Desprendido dos bens materiais, desejou realizar tr\u00eas inten\u00e7\u00f5es: mendigar o sustento pelas ruas da cidade, n\u00e3o consentir outro t\u00edtulo que n\u00e3o fosse Nuno, e sair de Portugal para viver onde fosse desconhecido. N\u00e3o foi preciso sair, porquanto Dom Jo\u00e3o e Dom Duarte lhe estabeleceram uma pens\u00e3o para seu sustento, pens\u00e3o essa que, ao fim e ao cabo, Nuno de Santa Maria distribu\u00eda pelos pobres e necessitados que \u00e0 porta do Convento se aglomeravam, ganhando, entre o povo, o t\u00edtulo de Pai dos Pobres. J\u00e1 antes de professar na Ordem do Carmo, que preferiu em vista do seu alt\u00edssimo culto por Maria, M\u00e3e de Jesus, Nuno dera provas de pureza e de castidade, de sil\u00eancio e de ora\u00e7\u00e3o, praticando as virtudes teologais e cardeais, recusando as sedu\u00e7\u00f5es do mundo. Todavia, os carismas que se tornam mais palp\u00e1veis s\u00e3o os do despojamento e da pobreza. Desprende-se de toda a propriedade material, torna-se pobre e vive como pobre para os pobres. Assim o viu o autor da <i>Cr\u00f3nica do Condest\u00e1vel<\/i>: \u201capartou-se a servir a Deus em estado de pobre\u201d. O seu amor pela Virgem do Monte Carmelo levou-o a promover o culto mariano, mediante a devo\u00e7\u00e3o pelo significado do Escapul\u00e1rio. Com efeito, come\u00e7ou por convidar pessoas do seu conhecimento, tanto nobres como pobres, a reunirem-se para a pr\u00e1tica devocional do Escapul\u00e1rio, dando origem \u00e0 primeira Confraria de Leigos em Lisboa, chamada \u201cConfraria do Bentinho\u201d, origem da futura Ordem Terceira Secular. Foi, portanto, o fundador, do movimento do laicado carmelita.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Beatificado em 1918, pelo Papa Bento XV, foi canonizado pelo Santo Padre Bento XVI, em 26 de Abril de 2009, em Roma, deste modo se confirmando tanto a antiguidade do culto como o provado exerc\u00edcio das virtudes her\u00f3icas.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Nuno \u00c1lvares Pereira nasceu a 24 de Junho de 1360 em Cernache do Bonjardim, e foi educado nos ideais nobres da Cavalaria medieval, no ambiente das Ordens militares e depois na Corte real. Tal ambiente marcou a sua juventude. 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