{"id":2727,"date":"2014-07-07T17:57:14","date_gmt":"2014-07-07T17:57:14","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=2727"},"modified":"2019-07-26T21:13:20","modified_gmt":"2019-07-26T20:13:20","slug":"novena-de-nossa-senhora-do-carmo-1o-dia-o-escapulario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=2727","title":{"rendered":"1\u00ba &#8211; Novena de Nossa Senhora do Carmo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/0010101.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2729\" src=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/0010101.jpg\" alt=\"0010101\" width=\"171\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/0010101.jpg 241w, https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/0010101-147x300.jpg 147w\" sizes=\"auto, (max-width: 171px) 100vw, 171px\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"CENTER\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><b>O escapul\u00e1rio<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">No s\u00e9culo XII, \u00e9poca da origem da Fam\u00edlia Carmelita, havia muitos escapul\u00e1rios. Um deles era o escapul\u00e1rio do Carmo. O escapul\u00e1rio era uma esp\u00e9cie de manto ou avental, sinal de servi\u00e7o. Era usado pelos camponeses de um determinado lugar ou fazenda, para expressar a sua perten\u00e7a \u00e0 fam\u00edlia do dono daquele lugar. A veste do escapul\u00e1rio era um sinal vis\u00edvel da fam\u00edlia, a que eles estavam ligados ou agregados. Conferia identidade \u00e0s pessoas e integrava-as num determinado grupo social ou comunidade. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">O escapul\u00e1rio era express\u00e3o da garantia de protec\u00e7\u00e3o que os camponeses recebiam do dono do lugar (feudo ou fazenda) e da sua esposa, chamada a \u201cSenhora do Lugar\u201d. Era express\u00e3o tamb\u00e9m do obs\u00e9quio ou servi\u00e7o que eles deviam prestar ao fazendeiro e \u00e0 \u201cSenhora do Lugar\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Os primeiros Carmelitas, por\u00e9m, abandonaram o seu feudo na Europa e foram para a Terra de Jesus, para o Monte Carmelo. Queriam viver em obs\u00e9quio de outro dono, Jesus; e de outra Senhora do Lugar, Maria, a M\u00e3e de Jesus. O escapul\u00e1rio do Carmo \u00e9 a express\u00e3o vis\u00edvel deste novo modo de viver o Evangelho. Manto de protec\u00e7\u00e3o e de compromisso.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">O s\u00edmbolo do escapul\u00e1rio acentua os dois aspectos fundamentais da vida Carmelita: a nossa devo\u00e7\u00e3o para com Maria, a M\u00e3e de Jesus, e a protec\u00e7\u00e3o da parte dela para connosco.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Situando o primeiro dia no conjunto da novena<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Neste primeiro dia da novena a \u00eanfase cai no acompanhamento que Nossa Senhora nos vai dar. Ela \u00e9 a irm\u00e3 e a educadora que nos acompanhar\u00e1 nesta novena, desde o primeiro dia at\u00e9 o fim, para que possamos chegar \u00e0 maturidade da f\u00e9 (Ef 4,13). Maria soube escutar e cultivar a vontade de Deus (Lc 11,27-28; Lc 1,38; Mc 3,31-35; Jo 2,5; 19,25-27) e fazer da sua vida um servi\u00e7o a Deus e aos irm\u00e3os e irm\u00e3s. Desde este primeiro dia, assumimos o mesmo compromisso que Maria assumiu de escutar e de cultivar sempre em n\u00f3s a vontade de Deus: \u201cEis aqui a Serva do Senhor! Fa\u00e7a-se em mim segundo a tua Palavra!\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">O que Nossa Senhora nos tem a dizer \u00e9, sobretudo, aquilo que o pr\u00f3prio Jesus disse a respeito dela: \u201cFeliz de quem ouve a palavra de Deus e a p\u00f5e em pr\u00e1tica\u201d (Lc 11,27-28): ouvir a Palavra de Deus e coloc\u00e1-la em pr\u00e1tica!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><b>O objectivo a ser alcan\u00e7ado no primeiro dia da novena<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">&#8211; Viver a protec\u00e7\u00e3o de Maria para connosco e levar a s\u00e9rio o nosso compromisso com Maria, a M\u00e3e de Jesus.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">&#8211; Criar em n\u00f3s o firme prop\u00f3sito de escutar sempre o que Deus nos tem a dizer e de cultivar em tudo a sua vontade.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><b>Atitude orante a ser cultivada no primeiro dia da novena<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Come\u00e7ar e permanecer, desde agora, uns cinco a sete minutos em sil\u00eancio total diante de Deus, sem fazer nada, sem dizer nada, dizendo apenas: \u201cSenhor, estou aqui \u00e0s tuas ordens, ao teu servi\u00e7o!\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><b>Padroeiro: Beato Isidoro Bakanja, o m\u00e1rtir do escapul\u00e1rio<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Isidoro Bakanja nasceu em torno de 1885, no antigo Congo Belga, \u00c1frica. Converteu-se ao Cristianismo em 1906. No dia 6 de Maio de 1906, aos 21 anos de idade, foi baptizado, sendo o primeiro crist\u00e3o da sua regi\u00e3o. No baptismo, recebeu de presente um Ros\u00e1rio e o escapul\u00e1rio de Nossa Senhora do Carmo, que nunca mais deixou de usar. Chamavam-no de o &#8220;leigo do escapul\u00e1rio&#8221;.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Isidoro trabalhava na planta\u00e7\u00e3o de um colonizador belga, ateu, que n\u00e3o gostava de africanos convertidos. Dizia que rezavam demais e que perdiam tempo. A raiva do patr\u00e3o foi crescendo e mandou que Isidoro lan\u00e7asse fora o escapul\u00e1rio. Isidoro recusou. Por isso foi chicoteado at\u00e9 ao ponto de as suas costas se transformarem numa chaga viva. A ferida infeccionou e, ao longo de seis meses, Isidoro viveu um verdadeiro calv\u00e1rio de sofrimentos. Morreu com o Ros\u00e1rio nas m\u00e3os e o escapul\u00e1rio de Nossa Senhora do Carmo no seu pesco\u00e7o, dia 15 de Agosto de 1909. Perdoou ao seu algoz e prometeu rezar por ele quando ingressasse no c\u00e9u. O Papa Jo\u00e3o Paulo II beatificou-o em 1994 e chamou-o de &#8220;m\u00e1rtir do escapul\u00e1rio&#8221;.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escapul\u00e1rio No s\u00e9culo XII, \u00e9poca da origem da Fam\u00edlia Carmelita, havia muitos escapul\u00e1rios. Um deles era o escapul\u00e1rio do Carmo. O escapul\u00e1rio era uma esp\u00e9cie de manto ou avental, sinal de servi\u00e7o. Era usado pelos camponeses de um determinado lugar ou fazenda, para expressar a sua perten\u00e7a \u00e0 fam\u00edlia do dono daquele lugar. 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