{"id":18092,"date":"2021-06-19T09:22:51","date_gmt":"2021-06-19T08:22:51","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=18092"},"modified":"2021-06-21T13:11:42","modified_gmt":"2021-06-21T12:11:42","slug":"12o-domingo-do-tempo-comum-ano-b","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=18092","title":{"rendered":"12\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-18105\" src=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/5-300x216.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/5-300x216.jpg 300w, https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/5.jpg 443w\" sizes=\"auto, (max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em pleno mar da Galileia, os disc\u00edpulos \/ ap\u00f3stolos de Jesus lutam, aflitos, contra a tempestade que amea\u00e7a desfazer a pequena e fr\u00e1gil embarca\u00e7\u00e3o no meio do mar encapelado (Marcos 4,35-41). E em claro e sereno contraponto, narra o Evangelho, \u00abJesus, \u00e0 popa, dormia deitado sobre uma almofada\u00bb (Marcos 4,38). N\u00e3o nos esque\u00e7amos que a popa \u00e9 o lugar de comando da embarca\u00e7\u00e3o. Jesus permanece, portanto, no comando da nossa barca, da nossa vida, ainda que muitas vezes nem nos apercebamos da serenidade da sua condu\u00e7\u00e3o. A presen\u00e7a da almofada na pobre embarca\u00e7\u00e3o e do sono sereno de Jesus marcam bem o tom doce e tranquilo deste condutor diferente da nossa vida agitada. N\u00e3o \u00e9 a nossa agita\u00e7\u00e3o que conta. \u00c9 o seu sono tranquilo. Ainda que algumas vezes n\u00f3s caiamos na tenta\u00e7\u00e3o, como, de resto, sucede com aqueles disc\u00edpulos, de julgar o sono de Jesus como indiferen\u00e7a. Canta bem a Liturgia das Horas da Igreja: \u00abSe me colhe a tempestade, \/ E Jesus vai a dormir na minha barca, \/ Nada temo porque a Paz est\u00e1 comigo\u00bb.<\/p>\n<p>Na travessia levantou-se uma violenta tempestade, que encheu de \u00e1gua a pequena barca e de medo aqueles disc\u00edpulos. Como Jesus dormia tranquilamente deitado sobre a almofada, os disc\u00edpulos correram a acord\u00e1-lo, deixando no ar um certo tom acusat\u00f3rio por aquilo que julgavam ser o desinteresse de Jesus pela vida dos que seguiam com Ele: \u00abTu n\u00e3o te importas que pere\u00e7amos?\u00bb.<\/p>\n<p>Jesus levanta-se e dirige-se primeiro ao vento e ao mar, dando duas ordens: \u00abCala-te! Acalma-te!\u00bb. E parou o vento, e fez-se bonan\u00e7a no mar. S\u00f3 depois disto, Jesus se dirige aos seus disc\u00edpulos, n\u00e3o com duas ordens, mas com duas perguntas: \u00abPor que tendes medo? Ainda n\u00e3o tendes f\u00e9?\u00bb. Os disc\u00edpulos n\u00e3o responderam, mas expressam a sua reac\u00e7\u00e3o perante tudo o que viram Jesus fazer e ouviram Jesus dizer: \u00abQuem \u00e9 este, que at\u00e9 o vento e o mar lhe obedecem?\u00bb.<\/p>\n<p>J\u00e1 l\u00e1 atr\u00e1s, em Cafarnaum, Jesus tinha dado ordens a um esp\u00edrito impuro, e ele obedeceu (Marcos 1,26-27). Fica ent\u00e3o claro que os esp\u00edritos impuros e as for\u00e7as da natureza, que n\u00e3o reagem a palavras humanas, seguem \u00e0 letra as ordens de Jesus. Os disc\u00edpulos saem ent\u00e3o de um temor para outro ainda maior. \u00c9 o temor que resulta da experi\u00eancia do poder divino, sobre humano. O novo temor daqueles disc\u00edpulos mostra o sentido que come\u00e7am a ver nascer do agir divino de Jesus. Mas expressa tamb\u00e9m o seu espanto diante da pergunta de Jesus, que deixa supor uma f\u00e9 incondicionada. Em rela\u00e7\u00e3o a um homem, uma tal f\u00e9 seria imposs\u00edvel e sem sentido. A pergunta que os disc\u00edpulos se fazem entre si \u00e9, portanto, dupla: \u00abQuem \u00e9 este que faz tais coisas e que pede uma tal f\u00e9\u00bb? Esta pergunta n\u00e3o exprime d\u00favida, mas espanto e pesquisa. Acompanh\u00e1-los-\u00e1 daqui para a frente no seu caminho com Jesus. (<em>Texto resumido e adaptado de Ant\u00f3nio Couto<\/em>).<\/p>\n<p><strong>Palavra para o caminho<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA Igreja caminha na hist\u00f3ria entre as persegui\u00e7\u00f5es do mundo e as consola\u00e7\u00f5es que recebe de Deus\u201d (<em>Santo Agostinho<\/em>).<br \/>\nSuplicado pelos disc\u00edpulos, Jesus acalma o vento e as ondas. E faz-lhes uma pergunta, uma interroga\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m nos diz respeito: \u00abPor que tendes medo? Ainda n\u00e3o tendes f\u00e9?\u00bb (v. 40). Os disc\u00edpulos deixaram-se surpreender pelo medo, pois tinham fixado mais as ondas do que Jesus. E o medo leva-nos a olhar para as dificuldades, para os problemas graves e n\u00e3o para o Senhor, que muitas vezes dorme. Acontece o mesmo connosco: quantas vezes olhamos para os problemas, em vez de ir ter com o Senhor para depor nele as nossas preocupa\u00e7\u00f5es! Quantas vezes deixamos o Senhor num canto, no fundo do barco da vida, para o acordar apenas no momento da necessidade! Hoje pe\u00e7amos a gra\u00e7a de uma f\u00e9 que n\u00e3o se canse de procurar o Senhor, de bater \u00e0 porta do seu Cora\u00e7\u00e3o. (<em>Papa Francisco, Angelus, 20 de Fevereiro, 2021<\/em>).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em pleno mar da Galileia, os disc\u00edpulos \/ ap\u00f3stolos de Jesus lutam, aflitos, contra a tempestade que amea\u00e7a desfazer a pequena e fr\u00e1gil embarca\u00e7\u00e3o no meio do mar encapelado (Marcos 4,35-41). E em claro e sereno contraponto, narra o Evangelho, \u00abJesus, \u00e0 popa, dormia deitado sobre uma almofada\u00bb (Marcos 4,38). 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