{"id":16155,"date":"2020-10-27T12:14:13","date_gmt":"2020-10-27T12:14:13","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=16155"},"modified":"2020-11-04T12:38:04","modified_gmt":"2020-11-04T12:38:04","slug":"30o-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=16155","title":{"rendered":"30\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano A"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; color: #000; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/amisamitie.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-16198\" src=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/amisamitie-300x155.jpg\" alt=\"\" width=\"391\" height=\"202\" srcset=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/amisamitie-300x155.jpg 300w, https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/amisamitie.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 391px) 100vw, 391px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; color: #000; text-align: center;\"><strong>O mandamento principal de toda a Lei divina<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; color: #000;\">Na p\u00e1gina do Evangelho de hoje (cf.\u00a0<em>Mt\u00a0<\/em>22, 34-40), um doutor da Lei pergunta a Jesus qual \u00e9 \u00abo maior mandamento\u00bb, ou seja, o mandamento principal de toda a Lei divina. Jesus responde simplesmente: \u00ab\u201cAmar\u00e1s o Senhor teu Deus com todo o teu cora\u00e7\u00e3o, com toda a tua alma e com toda a tua mente\u201d\u00bb. E acrescenta imediatamente: \u00abO segundo \u00e9-lhe semelhante: \u201cAmar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo\u201d\u00bb.<\/p>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; color: #000;\">A resposta de Jesus retoma e une dois preceitos fundamentais que Deus deu ao seu povo atrav\u00e9s de Mois\u00e9s (cf.\u00a0<em>Dt\u00a0<\/em>6, 5;\u00a0<em>Lv\u00a0<\/em>19, 18). E assim supera a cilada que lhe fizeram \u00abpara o p\u00f4r \u00e0 prova\u00bb. O seu interlocutor, de facto, tenta arrast\u00e1-lo para a disputa entre os peritos da Lei sobre a hierarquia das prescri\u00e7\u00f5es. Mas Jesus estabelece duas pedras angulares essenciais para os crentes de todos os tempos, duas pedras angulares essenciais da nossa vida. Jesus faz-nos compreender que n\u00e3o \u00e9 amor verdadeiro a Deus o que n\u00e3o se expressa no amor ao pr\u00f3ximo; e, da mesma forma, n\u00e3o \u00e9 amor verdadeiro ao pr\u00f3ximo o que n\u00e3o se inspira no relacionamento com Deus.<\/p>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; color: #000;\">Jesus conclui a sua resposta com estas palavras: \u00abDestes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas\u00bb. Isto significa que todos os preceitos que o Senhor deu ao seu povo devem ser postos em rela\u00e7\u00e3o com o amor a Deus e ao pr\u00f3ximo. De facto, todos os mandamentos servem para implementar, para expressar esse duplo amor indivis\u00edvel. O amor a Deus exprime-se sobretudo na ora\u00e7\u00e3o, em particular na adora\u00e7\u00e3o. Descuidamos muito a adora\u00e7\u00e3o a Deus. Recitamos a ora\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, a s\u00faplica para pedir algo&#8230;, mas negligenciamos a adora\u00e7\u00e3o. O n\u00facleo da ora\u00e7\u00e3o consiste precisamente em adorar a Deus. E o amor ao pr\u00f3ximo, que tamb\u00e9m se chama caridade fraterna, \u00e9 feito de proximidade, de escuta, de partilha, de cuidado pelo pr\u00f3ximo. O Ap\u00f3stolo Jo\u00e3o escreve: \u00abQuem n\u00e3o ama a seu irm\u00e3o, a quem v\u00ea, como pode amar a Deus, a quem n\u00e3o v\u00ea?\u00bb (<em>1 Jo\u00a0<\/em>4, 20). Assim, vemos a unidade destes dois mandamentos.<\/p>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; color: #000;\">No Evangelho de hoje, mais uma vez, Jesus ajuda-nos a ir \u00e0 fonte viva e jorrante do Amor. E esta nascente \u00e9 o pr\u00f3prio Deus, que deve ser amado totalmente numa comunh\u00e3o que nada e ningu\u00e9m pode interromper. Comunh\u00e3o que \u00e9 um dom a ser invocado todos os dias, mas tamb\u00e9m um compromisso pessoal para que a nossa vida n\u00e3o seja escravizada pelos \u00eddolos do mundo. E a avalia\u00e7\u00e3o da nossa jornada de convers\u00e3o e santidade consiste sempre no amor ao pr\u00f3ximo. Esta \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o: se eu disser \u201camo a Deus\u201d e n\u00e3o amar o pr\u00f3ximo, n\u00e3o est\u00e1 bem. A comprova\u00e7\u00e3o de que eu amo a Deus \u00e9 que amo o pr\u00f3ximo.<strong>\u00a0<\/strong>Enquanto houver um irm\u00e3o ou irm\u00e3 a quem fechamos o nosso cora\u00e7\u00e3o, estaremos ainda longe de ser disc\u00edpulos, como Jesus nos pede. Mas a Sua miseric\u00f3rdia divina n\u00e3o nos permite desanimar, pelo contr\u00e1rio, chama-nos a recome\u00e7ar todos os dias a fim de vivermos o Evangelho de forma coerente.<\/p>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; color: #000; text-align: right;\"><strong><em>Papa Francisco Angelus (resumo), 25 de Outubro, 2020<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mandamento principal de toda a Lei divina Na p\u00e1gina do Evangelho de hoje (cf.\u00a0Mt\u00a022, 34-40), um doutor da Lei pergunta a Jesus qual \u00e9 \u00abo maior mandamento\u00bb, ou seja, o mandamento principal de toda a Lei divina. 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