{"id":1556,"date":"2012-12-18T10:41:26","date_gmt":"2012-12-18T10:41:26","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhoscarmelitas.wordpress.com\/?p=1556"},"modified":"2019-07-05T15:26:28","modified_gmt":"2019-07-05T15:26:28","slug":"ano-da-fe-viii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=1556","title":{"rendered":"Ano da F\u00e9 &#8211; VIII"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b><br \/>\n<a href=\"http:\/\/caminhoscarmelitas.wordpress.com\/2012\/12\/18\/ano-da-fe-viii\/menino-e-a-vela\/\" rel=\"attachment wp-att-1557\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1557\" src=\"http:\/\/caminhoscarmelitas.files.wordpress.com\/2012\/12\/menino-e-a-vela.jpg\" alt=\"menino-e-a-vela\" width=\"375\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/menino-e-a-vela.jpg 515w, https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/menino-e-a-vela-300x239.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 375px) 100vw, 375px\" \/><\/a><\/b><\/p>\n<p align=\"CENTER\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><b>Creio em um s\u00f3 Deus <\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">A primeira afirma\u00e7\u00e3o de f\u00e9, no S\u00edmbolo Niceno-Constantinopolitano, \u00e9<i>\u00a0Creio em um s\u00f3 Deus<\/i>. Fica bem claro que acreditamos num \u00fanico Deus ou num Deus uno, \u201cum s\u00f3 Deus\u201d. Mas o Deus que Jesus Cristo nos revela n\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m Trindade?! N\u00e3o s\u00e3o tr\u00eas as pessoas divinas?! Hoje, vamos tentar ajudar a compreender, ou melhor, vamos aprender a acolher, pela f\u00e9, esta realidade divina:\u00a0um s\u00f3 Deus.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">O Deus de que a Revela\u00e7\u00e3o desvela o mist\u00e9rio de amor \u00e9 o Deus\u00a0<i>santo<\/i>. N\u00e3o tem compara\u00e7\u00e3o sen\u00e3o com Ele mesmo. \u00c9 \u00fanico. \u00c9 assim que, logo no in\u00edcio, o proclamamos no\u00a0<i>Credo<\/i>. Se houvesse dois deuses, um seria a fronteira do outro. Nenhum dos dois seria infinito; nenhum, perfeito. Portanto, nenhum seria Deus. A experi\u00eancia fundamental de Deus feita por Israel est\u00e1 assim expressa: \u201cEscuta, Israel! O Senhor nosso Deus \u00e9 \u00fanico. Amar\u00e1s o Senhor teu Deus com todo o teu cora\u00e7\u00e3o, com toda a tua alma e com todas as tuas for\u00e7as\u201d (Dt 6, 4-5). A confiss\u00e3o da unicidade de Deus corresponde \u00e0 declara\u00e7\u00e3o feita pelo pr\u00f3prio Deus: \u201cEu sou o primeiro e o \u00faltimo; fora de mim n\u00e3o h\u00e1 deuses\u201d (Is 44, 6). \u00c9 a mesma verdade do primeiro mandamento: \u201cN\u00e3o ter\u00e1s outros deuses al\u00e9m de Mim\u201d (Ex 20, 3; cf. Dt 6, 3).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">O monote\u00edsmo da f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 o princ\u00edpio da liberdade perante todos os falsos deuses (dinheiro, poder, fama, prazeres, ideologias de qualquer esp\u00e9cie\u2026), com os quais somos sempre tentados a fazer alian\u00e7a. \u201cServir Deus \u00e9 reinar\u201d , declara uma ora\u00e7\u00e3o da liturgia.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">A afirma\u00e7\u00e3o da unicidade de Deus \u00e9 paralela \u00e0 sua santidade. Afirmar que Deus \u00e9 santo \u00e9 afirmar que Ele \u00e9 totalmente outro; \u00e9 dizer a impossibilidade para os homens de O encerrar dentro das ideias que fazem d\u2019Ele. \u201cNenhuma palavra O exprime; Ele ultrapassa todas as formas de intelig\u00eancia\u201d (Greg\u00f3rio de Nazianzo). \u00c9 evocar o mist\u00e9rio, que continua a envolv\u00ea-l\u2019O, mesmo quando Ele se d\u00e1 a conhecer. Hoje, a coisa mais dif\u00edcil parece ser precisamente \u201ccrer em Deus\u201d. De facto, por um lado, sentimo-nos remetidos para Deus e para o seu mist\u00e9rio. Mas, por outro, vivemos frequentemente \u201ccomo se Deus n\u00e3o existisse\u201d. Se reflectirmos bem, n\u00e3o \u00e9 tanto Deus em si mesmo que constitui um problema para n\u00f3s. \u00c9, sim, a nossa ideia acerca d\u2019Ele \u2013 isto \u00e9, a imagem que d\u2019Ele fazemos e que, por vezes, nos parece t\u00e3o banal e infantil \u2013 e, ainda mais radicalmente, a nossa rela\u00e7\u00e3o pessoal com Ele. Ter f\u00e9 n\u00e3o significa ter Deus na m\u00e3o e t\u00ea-lo \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o. Quando afirmamos \u201cCreio em um s\u00f3 Deus\u201d n\u00e3o estamos a afirmar que conhecemos tudo sobre Deus. Estamos a manifestar a nossa ades\u00e3o pessoal ao Deus b\u00edblico plenamente revelado em Jesus Cristo. Acreditar, n\u00e3o significa saber tudo sobre Deus. Tudo o que dissemos sobre Deus ser\u00e1 sempre uma imagem imperfeita da perfei\u00e7\u00e3o divina. Por isso, mais do que elaborar tentativas para dizer quem \u00e9 Deus, o crente acolhe, pela f\u00e9, a exist\u00eancia de Deus e aprende, como Abra\u00e3o, a descobrir a presen\u00e7a de Deus nos acontecimentos da vida. A f\u00e9 permite-nos abrir a nossa vida \u00e0 presen\u00e7a de Deus. O crente deixa-se visitar por Deus e aceita o convite para mergulhar na profundidade do mist\u00e9rio divino. Ora, como diz Tertuliano: \u00abO ser supremo tem necessariamente de ser \u00fanico, isto \u00e9, sem igual. [\u2026] Se Deus n\u00e3o \u00e9 \u00fanico, n\u00e3o \u00e9 Deus\u00bb. O\u00a0<i>Catecismo da Igreja<\/i> <i>Cat\u00f3lica<\/i>\u00a0apresenta as consequ\u00eancias da f\u00e9 em Deus \u00fanico: reconhecer a grandeza e a majestade de Deus; viver em ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as; reconhecer a dignidade de todos os seres humanos; fazer bom uso da Cria\u00e7\u00e3o, das coisas criadas; ter confian\u00e7a em Deus, em todas as circunst\u00e2ncias. E conclui com a ora\u00e7\u00e3o de Santa Teresa de Jesus: \u201cNada te perturbe, nada te atemorize. Tudo passa, Deus n\u00e3o muda. A paci\u00eancia tudo alcan\u00e7a. Quem a Deus tem nada lhe falta. S\u00f3 Deus basta\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Portanto, o crist\u00e3o acredita num s\u00f3 Deus em tr\u00eas pessoas (Pai, Filho, Esp\u00edrito Santo). O crist\u00e3o n\u00e3o adora tr\u00eas deuses diferentes, mas um \u00fanico Ser que desabrocha em tr\u00eas, permanecendo, contudo, um. Que Deus seja trinit\u00e1rio sabemo-lo por Jesus Cristo: Ele, o Filho, fala do seu Pai que est\u00e1 no C\u00e9u: \u201cEu e o Pai somos um\u201d (Jo 10, 30). Ele ora ao Pai e concede-nos o Esp\u00edrito Santo, que \u00e9 o amor do Pai e do Filho.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">O ser humano, somente atrav\u00e9s da raz\u00e3o, n\u00e3o consegue deduzir que Deus \u00e9 uno e trino. Ele reconhece, todavia a razoabilidade deste mist\u00e9rio ao aceitar a\u00a0Revela\u00e7\u00e3o\u00a0de Deus em Jesus Cristo<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><i>Depois de ter descoberto que existe um Deus, tornou-se-me imposs\u00edvel n\u00e3o viver s\u00f3 para Ele\u00a0(Beato Charles de Foucauld).<\/i><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Creio em um s\u00f3 Deus A primeira afirma\u00e7\u00e3o de f\u00e9, no S\u00edmbolo Niceno-Constantinopolitano, \u00e9\u00a0Creio em um s\u00f3 Deus. Fica bem claro que acreditamos num \u00fanico Deus ou num Deus uno, \u201cum s\u00f3 Deus\u201d. Mas o Deus que Jesus Cristo nos revela n\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m Trindade?! N\u00e3o s\u00e3o tr\u00eas as pessoas divinas?! 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