{"id":1547,"date":"2012-12-14T08:17:02","date_gmt":"2012-12-14T08:17:02","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhoscarmelitas.wordpress.com\/?p=1547"},"modified":"2019-07-05T15:34:21","modified_gmt":"2019-07-05T15:34:21","slug":"solenidade-de-sao-joao-da-cruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=1547","title":{"rendered":"Solenidade de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz"},"content":{"rendered":"<p align=\"CENTER\"><a href=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/saint_johnofthecross-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-13000\" src=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/saint_johnofthecross-1-217x300.jpg\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/saint_johnofthecross-1-217x300.jpg 217w, https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/saint_johnofthecross-1-768x1060.jpg 768w, https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/saint_johnofthecross-1-742x1024.jpg 742w, https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/saint_johnofthecross-1.jpg 797w\" sizes=\"auto, (max-width: 260px) 100vw, 260px\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"CENTER\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><b>Catequese de Bento XVI sobre S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">H\u00e1 duas semanas apresentei a figura da grande m\u00edstica espanhola Teresa de Jesus. Hoje gostaria de falar de outro importante santo daquelas terras, amigo espiritual de santa Teresa, reformador com ela da fam\u00edlia religiosa carmelita: S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XI em 1926, e chamado na tradi\u00e7\u00e3o<i> Doctor mysticus<\/i>, \u00abDoutor m\u00edstico\u00bb.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Jo\u00e3o da Cruz nasceu em 1542 no povoado de Fontiveros, perto de \u00c1vila, na Velha Castela, de Gonzalo de Yepes e Catalina Alvarez. A fam\u00edlia era extremamente pobre porque o pai, de nobre origem de Toledo, tinha sido expulso de casa e deserdado por ter casado com Catalina, uma humilde tecel\u00e3 de seda. \u00d3rf\u00e3o de pai em tenra idade, com nove anos, transferiu-se com a m\u00e3e e o irm\u00e3o Francisco para Medina del Campo, perto de Valladolid, centro comercial e cultural. Ali frequentou o <i>Colegio de los Doctrinos<\/i>, desempenhando tamb\u00e9m alguns trabalhos humildes para as irm\u00e3s da igreja-convento da Madalena. Em seguida, considerando as suas qualidades humanas e os seus resultados nos estudos, foi admitido primeiro como enfermeiro no Hospital da Concei\u00e7\u00e3o, depois no Col\u00e9gio dos Jesu\u00edtas, rec\u00e9m-fundado em Medina del Campo: ali Jo\u00e3o entrou com dezoito anos e estudou ci\u00eancias humanas, ret\u00f3rica e l\u00ednguas cl\u00e1ssicas durante tr\u00eas anos. No final da forma\u00e7\u00e3o, ele viu claramente qual era a sua voca\u00e7\u00e3o: a vida religiosa e, entre as muitas ordens presentes em Medina, sentiu-se chamado ao Carmelo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">No Ver\u00e3o de 1563 come\u00e7ou o noviciado com os Carmelitas da cidade, assumindo o nome religioso de Jo\u00e3o de S\u00e3o Matias. No ano seguinte foi destinado \u00e0 prestigiosa Universidade de Salamanca, onde por tr\u00eas anos estudou artes e filosofia. Em 1567 foi ordenado sacerdote e voltou a Medina del Campo para celebrar a sua primeira Missa circundado pelo carinho dos familiares. Precisamente ali teve lugar o primeiro encontro entre Jo\u00e3o e Teresa de Jesus. O encontro foi decisivo para ambos: Teresa exp\u00f4s-lhe o seu plano de reforma do Carmelo tamb\u00e9m no ramo masculino da Ordem e prop\u00f4s a Jo\u00e3o que se adaptasse \u00abpara maior gl\u00f3ria de Deus\u00bb; o jovem sacerdote ficou fascinado pelas ideias de Teresa, a ponto de se tornar um grande defensor do projecto. Os dois trabalharam juntos alguns meses, compartilhando ideais e propostas para inaugurar quanto antes poss\u00edvel a primeira casa de Carmelitas Descal\u00e7os: a abertura ocorreu a 28 de Dezembro de 1568 em Duruelo, lugar solit\u00e1rio da prov\u00edncia de \u00c1vila. Com Jo\u00e3o formavam esta primeira comunidade masculina reformada outros tr\u00eas companheiros. Ao renovar a sua profiss\u00e3o religiosa segundo a Regra primitiva, os quatro assumiram um novo nome: Ent\u00e3o, Jo\u00e3o denominou-se \u00abda Cruz\u00bb, como depois ser\u00e1 conhecido universalmente. No final de 1572, a pedido de santa Teresa, tornou-se confessor e vig\u00e1rio do mosteiro da Encarna\u00e7\u00e3o em \u00c1vila, onde a santa era priora. Foram anos de estreita colabora\u00e7\u00e3o e amizade espiritual, que a ambos enriqueceram. A esse per\u00edodo remontam inclusive as mais importantes obras teresianas e os primeiros escritos de Jo\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">A ades\u00e3o \u00e0 reforma carmelita n\u00e3o foi f\u00e1cil, e causou a Jo\u00e3o tamb\u00e9m graves sofrimentos. O epis\u00f3dio mais traum\u00e1tico foi, em 1577, o seu rapto e aprisionamento no convento dos Carmelitas de Antiga Observ\u00e2ncia de Toledo, devido a uma acusa\u00e7\u00e3o injusta. O santo permaneceu preso durante meses, submetido a priva\u00e7\u00f5es e constri\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e morais. Ali comp\u00f4s, al\u00e9m de outras poesias, o c\u00e9lebre C\u00e2ntico espiritual. Finalmente, na noite entre 16 e 17 de Agosto de 1578, conseguiu fugir de modo aventuroso, refugiando-se no mosteiro das Carmelitas Descal\u00e7as da cidade. Santa Teresa e os companheiros reformados celebraram com imensa alegria a sua liberta\u00e7\u00e3o e, ap\u00f3s um breve per\u00edodo de recupera\u00e7\u00e3o das for\u00e7as, Jo\u00e3o foi destinado para a Andaluzia, onde transcorreu dez anos em v\u00e1rios conventos, especialmente em Granada. Assumiu cargos cada vez mais importantes na Ordem, at\u00e9 se tornar Vig\u00e1rio provincial, e completou a redac\u00e7\u00e3o dos seus tratados espirituais. Depois, voltou para a sua terra natal, como membro do governo geral da fam\u00edlia religiosa teresiana, que j\u00e1 gozava de plena autonomia jur\u00eddica. Habitou no Carmelo de Seg\u00f3via, desempenhando a fun\u00e7\u00e3o de superior daquela comunidade. Em 1591 foi eximido de qualquer responsabilidade e destinado \u00e0 nova Prov\u00edncia religiosa do M\u00e9xico. Enquanto se preparava para a longa viagem com outros dez companheiros, retirou-se num convento solit\u00e1rio perto de Ja\u00e9n, onde adoeceu gravemente. Jo\u00e3o enfrentou com serenidade e paci\u00eancia exemplares enormes sofrimentos. Faleceu na noite entre 13 e 14 de Dezembro de 1591, enquanto os irm\u00e3os de h\u00e1bito recitavam o Of\u00edcio matutino. Despediu-se deles, dizendo: \u00abHoje vou cantar o Of\u00edcio no C\u00e9u\u00bb. Os seus restos mortais foram trasladados para Seg\u00f3via. Foi beatificado por Clemente X em 1675 e canonizado por Bento XIII em 1726.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Jo\u00e3o \u00e9 considerado um dos mais importantes poetas l\u00edricos da literatura espanhola. As obras principais s\u00e3o quatro: <i>Subida ao Monte Carmelo, Noite obscura, C\u00e2ntico espiritual e Chama de amor viva.<\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">No<i> C\u00e2ntico espiritual<\/i>, S\u00e3o Jo\u00e3o apresenta o caminho de purifica\u00e7\u00e3o da alma, ou seja, a posse progressiva e jubilosa de Deus, at\u00e9 que a alma chegue a sentir que ama a Deus com o mesmo amor com que \u00e9 por Ele amada. <i>A Chama de amor viva<\/i> continua nesta perspectiva, descrevendo mais pormenorizadamente o estado de uni\u00e3o transformadora com Deus. A compara\u00e7\u00e3o utilizada por Jo\u00e3o \u00e9 sempre a do fogo: assim como o fogo, quanto mais arde e consome a madeira, tanto mais se torna incandescente at\u00e9 se tornar chama, tamb\u00e9m o Esp\u00edrito Santo, que durante a noite obscura purifica e \u00ablimpa\u00bb a alma, com o tempo ilumina-a e aquece-a como se fosse uma chama. A vida da alma \u00e9 uma festa cont\u00ednua do Esp\u00edrito Santo, que deixa entrever a gl\u00f3ria da uni\u00e3o com Deus na eternidade.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><i>A Subida ao Monte Carmelo<\/i> apresenta o itiner\u00e1rio espiritual sob o ponto de vista da purifica\u00e7\u00e3o progressiva da alma, necess\u00e1ria para escalar a montanha da perfei\u00e7\u00e3o crist\u00e3, simbolizada pelo cimo do Monte Carmelo. Tal purifica\u00e7\u00e3o \u00e9 proposta como um caminho que o homem empreende, colaborando com a obra divina, para libertar a alma de todo o apego ou afecto contr\u00e1rio \u00e0 vontade de Deus. A purifica\u00e7\u00e3o, que para alcan\u00e7ar a uni\u00e3o com Deus deve ser total, come\u00e7a a partir daquela da vida dos sentidos e continua com a que se alcan\u00e7a por meio das tr\u00eas virtudes teologais: f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade, que purificam a inten\u00e7\u00e3o, a mem\u00f3ria e a vontade. <i>A Noite obscura<\/i> descreve o aspecto \u00abpassivo\u00bb, ou seja, a interven\u00e7\u00e3o de Deus neste processo de \u00abpurifica\u00e7\u00e3o\u00bb da alma. Com efeito, o esfor\u00e7o humano sozinho \u00e9 incapaz de chegar \u00e0s profundas ra\u00edzes das m\u00e1s inclina\u00e7\u00f5es e h\u00e1bitos da pessoa: s\u00f3 os pode impedir, mas n\u00e3o consegue erradic\u00e1-los completamente. Para o fazer, \u00e9 necess\u00e1ria a ac\u00e7\u00e3o especial de Deus, que purifica radicalmente o esp\u00edrito e o disp\u00f5e para a uni\u00e3o de amor com Ele. S\u00e3o Jo\u00e3o define \u00abpassiva\u00bb tal purifica\u00e7\u00e3o, precisamente porque, embora seja aceite pela alma, \u00e9 realizada pela obra misteriosa do Esp\u00edrito Santo que, como chama de fogo, consome toda a impureza. Neste estado, a alma \u00e9 submetida a todo o tipo de prova\u00e7\u00f5es, como se se encontrasse numa noite obscura.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Estas indica\u00e7\u00f5es sobre as obras principais do santo ajudam-nos a aproximar-nos dos pontos salientes da sua vasta e profunda doutrina m\u00edstica, cuja finalidade \u00e9 descrever um caminho seguro para alcan\u00e7ar a santidade, a condi\u00e7\u00e3o de perfei\u00e7\u00e3o \u00e0 qual Deus chama todos n\u00f3s. Segundo Jo\u00e3o da Cruz, tudo o que existe, criado por Deus, \u00e9 bom. Atrav\u00e9s das criaturas, n\u00f3s conseguimos chegar \u00e0 descoberta daquele que nelas deixou um vest\u00edgio de Si. De qualquer modo, a f\u00e9 \u00e9 a \u00fanica fonte confiada ao homem para conhecer Deus como Ele \u00e9 em si mesmo, como Deus Uno e Trino. Tudo o que Deus queria comunicar ao homem, disse-o em Jesus Cristo, a sua Palavra que se fez carne. Jesus Cristo \u00e9 o \u00fanico e definitivo caminho para o Pai (cf. Jo14, 6). Qualquer coisa criada nada \u00e9 em compara\u00e7\u00e3o com Deus, e nada vale fora dele: por conseguinte, para alcan\u00e7ar o amor perfeito de Deus, todos os outros amores devem conformar-se em Cristo com o amor divino. Daqui deriva a insist\u00eancia de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz sobre a necessidade da purifica\u00e7\u00e3o e do esvaziamento interior para se transformar em Deus, que \u00e9 a \u00fanica meta da perfei\u00e7\u00e3o. Esta \u00abpurifica\u00e7\u00e3o\u00bb n\u00e3o consiste na simples falta f\u00edsica das coisas ou do seu uso; o que torna a alma pura e livre, ao contr\u00e1rio, \u00e9 eliminar toda a depend\u00eancia desordenada das coisas. Tudo deve ser inserido em Deus como centro e fim da vida. Sem d\u00favida, o longo e cansativo processo de purifica\u00e7\u00e3o exige o esfor\u00e7o pessoal, mas o verdadeiro protagonista \u00e9 Deus: tudo o que o homem pode fazer \u00e9 \u00abdispor-se\u00bb, estar aberto \u00e0 obra divina e n\u00e3o lhe p\u00f4r obst\u00e1culos. Vivendo as virtudes teologais, o homem eleva-se e valoriza o pr\u00f3prio compromisso. O ritmo de crescimento da f\u00e9, da esperan\u00e7a e da caridade caminha a par e passo com a obra de purifica\u00e7\u00e3o e com a uni\u00e3o progressiva com Deus, at\u00e9 se transformar nele. Quando alcan\u00e7a esta meta, a alma imerge-se na pr\u00f3pria vida trinit\u00e1ria, e S\u00e3o Jo\u00e3o afirma que ela consegue amar a Deus com o mesmo amor com que Ele a ama, porque a ama no Esp\u00edrito Santo. Eis por que motivo o Doutor m\u00edstico afirma que n\u00e3o existe verdadeira uni\u00e3o de amor com Deus, se n\u00e3o culmina na uni\u00e3o trinit\u00e1ria. Neste estado supremo a alma santa conhece tudo em Deus e j\u00e1 n\u00e3o deve passar atrav\u00e9s das criaturas para chegar a Ele. A alma j\u00e1 se sente inundada pelo amor divino e alegra-se completamente nele.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Caros irm\u00e3os e irm\u00e3s, no fim permanece esta pergunta: com a sua m\u00edstica excelsa, com este \u00e1rduo caminho rumo ao cimo da perfei\u00e7\u00e3o, este santo tem algo a dizer tamb\u00e9m a n\u00f3s, ao crist\u00e3o normal que vive nas circunst\u00e2ncias desta vida de hoje, ou \u00e9 um exemplo, um modelo apenas para poucas almas escolhidas que podem realmente empreender este caminho da purifica\u00e7\u00e3o, da ascese m\u00edstica? Para encontrar a resposta, em primeiro lugar temos que ter presente que a vida de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz n\u00e3o foi um \u00abvoar sobre as nuvens m\u00edsticas\u00bb, mas uma vida muito \u00e1rdua, deveras pr\u00e1tica e concreta, quer como reformador da ordem, onde encontrou muitas oposi\u00e7\u00f5es, quer como superior provincial, quer ainda no c\u00e1rcere dos seus irm\u00e3os de h\u00e1bito, onde esteve exposto a insultos incr\u00edveis e a maus tratos f\u00edsicos. Foi uma vida dura, mas precisamente nos meses passados na pris\u00e3o, ele escreveu uma das suas obras mais bonitas. E assim podemos compreender que o caminho com Cristo, o andar com Cristo, \u00abo Caminho\u00bb, n\u00e3o \u00e9 um peso acrescentado ao fardo j\u00e1 suficientemente grave da nossa vida, n\u00e3o \u00e9 algo que tornaria ainda mais pesada esta carga, mas \u00e9 algo totalmente diferente, \u00e9 uma luz, uma for\u00e7a que nos ajuda a carregar este peso. Se um homem tem em si um grande amor, este amor quase lhe d\u00e1 asas, e suporta mais facilmente todas as mol\u00e9stias da vida, porque traz em si esta grande luz; esta \u00e9 a f\u00e9: ser amado por Deus e deixar-se amar por Deus em Cristo Jesus. Este deixar-se amar \u00e9 a luz que nos ajuda a carregar o fardo de todos os dias. E a santidade n\u00e3o \u00e9 uma obra nossa, muito dif\u00edcil, mas \u00e9 precisamente esta \u00ababertura\u00bb: abrir as janelas da nossa alma, para que a luz de Deus possa entrar, n\u00e3o esquecer Deus, porque \u00e9 precisamente na abertura \u00e0 sua luz que se encontra a for\u00e7a, a alegria dos remidos. Oremos ao Senhor para que nos ajude a encontrar esta santidade, deixando-nos amar por Deus, que \u00e9 a voca\u00e7\u00e3o de todos n\u00f3s e a verdadeira reden\u00e7\u00e3o. Obrigado!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"RIGHT\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><i><b>Bento XVI<\/b><\/i><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese de Bento XVI sobre S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz H\u00e1 duas semanas apresentei a figura da grande m\u00edstica espanhola Teresa de Jesus. 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