{"id":15425,"date":"2020-04-25T11:44:05","date_gmt":"2020-04-25T10:44:05","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=15425"},"modified":"2020-04-25T20:34:10","modified_gmt":"2020-04-25T19:34:10","slug":"3o-domingo-da-pascoa-ano-a-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=15425","title":{"rendered":"3\u00ba Domingo da P\u00e1scoa &#8211; Ano A"},"content":{"rendered":"<p align=\"CENTER\"><a href=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/unnamed-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-15426\" src=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/unnamed-1-288x300.jpg\" alt=\"\" width=\"310\" height=\"323\" srcset=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/unnamed-1-288x300.jpg 288w, https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/unnamed-1.jpg 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 310px) 100vw, 310px\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"CENTER\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><b>\u00ab<\/b><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><b>Ficai connosco, Senhor<\/b><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><b>\u00bb <\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">O Evangelho deste Domingo o terceiro de P\u00e1scoa refere-se \u00e0 c\u00e9lebre narra\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas (cf.\u00a0Lc\u00a024, 13-35). Conta que dois seguidores de Cristo os quais, no dia depois do s\u00e1bado, isto \u00e9, o terceiro ap\u00f3s a sua morte, tristes e abatidos deixaram Jerusal\u00e9m e dirigiam-se para uma aldeia pouco distante chamada Ema\u00fas. Ao longo do caminho aproximou-se deles Cristo ressuscitado, mas eles n\u00e3o o reconheceram. Vendo-os aflitos, Jesus explicou, com base nas Escrituras, que o Messias tinha que sofrer e morrer para alcan\u00e7ar a sua gl\u00f3ria. Depois, entrou com eles em casa, sentou-se \u00e0 mesa, aben\u00e7oou o p\u00e3o e partiu-o, e nesse momento reconheceram-n&#8217;O, mas ele desapareceu, deixando-os cheios de admira\u00e7\u00e3o diante daquele p\u00e3o partido, novo sinal da sua presen\u00e7a. Imediatamente os dois voltaram para Jerusal\u00e9m e contaram o que tinha acontecido aos outros disc\u00edpulos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">A localidade de Ema\u00fas n\u00e3o foi identificada com certeza. Existem v\u00e1rias hip\u00f3teses, e isto \u00e9 sugestivo, porque nos deixa pensar que Ema\u00fas representa na realidade todos os lugares: a estrada que nos conduz \u00e9 o caminho de todos os crist\u00e3os, ali\u00e1s, de todos os homens. Nas nossas estradas Jesus ressuscitado faz-se companheiro de viagem, para reavivar nos nossos cora\u00e7\u00f5es o calor da f\u00e9 e da esperan\u00e7a e partir o p\u00e3o da vida eterna. No di\u00e1logo dos disc\u00edpulos com o viandante desconhecido impressiona a express\u00e3o que o evangelista Lucas coloca nos l\u00e1bios de um deles: &#8220;N\u00f3s esper\u00e1vamos&#8230;&#8221; (24, 21). Este verbo no passado diz tudo: Acredit\u00e1mos, seguimos, esper\u00e1mos&#8230; mas acabou. Tamb\u00e9m Jesus de Nazar\u00e9, que se mostrou um profeta poderoso em obras e em palavras, falhou, e n\u00f3s ficamos desiludidos. Este drama dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas surge como um espelho da situa\u00e7\u00e3o de muitos crist\u00e3os do nosso tempo: parece que a esperan\u00e7a da f\u00e9 tenha falhado. A pr\u00f3pria f\u00e9 entra em crise, por causa de experi\u00eancias negativas que nos fazem sentir abandonados pelo Senhor. Contudo, esta estrada para Ema\u00fas, na qual caminhamos, pode tornar-se uma via de purifica\u00e7\u00e3o e matura\u00e7\u00e3o do nosso crer em Deus. Tamb\u00e9m hoje podemos entrar em di\u00e1logo com Jesus, escutando a sua palavra. Tamb\u00e9m hoje Ele parte o p\u00e3o por n\u00f3s e doa-se a si mesmo como nosso P\u00e3o. Dessa maneira, o encontro com Cristo ressuscitado, que \u00e9 poss\u00edvel tamb\u00e9m hoje, doa-nos uma f\u00e9 mais profunda e aut\u00eantica, harmonizada, por assim dizer, atrav\u00e9s do fogo do evento pascal; uma f\u00e9 robusta porque se alimenta n\u00e3o com ideias humanas, mas com a Palavra de Deus e a sua presen\u00e7a real na Eucaristia.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Este maravilhoso texto evang\u00e9lico j\u00e1 cont\u00e9m a estrutura da Santa Missa: na primeira parte a escuta da Palavra atrav\u00e9s das Sagradas Escrituras; na segunda a liturgia eucar\u00edstica e a comunh\u00e3o com Cristo presente no Sacramento do seu Corpo e do seu Sangue. Ao alimentar-se nesta d\u00faplice mesa, a Igreja edifica-se incessantemente e renova-se dia ap\u00f3s dia na f\u00e9, na esperan\u00e7a e na caridade. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"RIGHT\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><i><b>Bento XVI, Regina Coeli (resumo), 6 de Abril, 2008<\/b><\/i><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abFicai connosco, Senhor\u00bb O Evangelho deste Domingo o terceiro de P\u00e1scoa refere-se \u00e0 c\u00e9lebre narra\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas (cf.\u00a0Lc\u00a024, 13-35). 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