{"id":14710,"date":"2019-11-17T11:16:34","date_gmt":"2019-11-17T11:16:34","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=14710"},"modified":"2019-11-17T18:52:30","modified_gmt":"2019-11-17T18:52:30","slug":"33o-domingo-do-tempo-comum-ano-c-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=14710","title":{"rendered":"33\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano C"},"content":{"rendered":"<p align=\"CENTER\"><a href=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/gesu_storia1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-14716\" src=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/gesu_storia1-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"301\" height=\"301\" srcset=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/gesu_storia1-300x300.jpg 300w, https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/gesu_storia1-150x150.jpg 150w, https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/gesu_storia1.jpg 336w\" sizes=\"auto, (max-width: 301px) 100vw, 301px\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"CENTER\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><b>S\u00f3 o amor permanecer\u00e1 para sempre porque \u201cDeus \u00e9 amor\u201d (1 Jo 4, 8)<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Hoje, no Evangelho, Jesus deixa os seus contempor\u00e2neos, e n\u00f3s tamb\u00e9m, surpreendidos; precisamente no momento em que algu\u00e9m elogiava a magnific\u00eancia do templo de Jerusal\u00e9m, diz Ele que n\u00e3o ficar\u00e1 \u00abpedra sobre pedra\u00bb (Lc\u00a021, 6). Por que profere tais palavras sobre institui\u00e7\u00e3o t\u00e3o sagrada, que n\u00e3o era apenas um edif\u00edcio, mas um sinal religioso \u00fanico, uma casa para Deus e para o povo crente? Por que profetiza que este ponto firme, nas certezas do povo de Deus, cairia? Por que deixa o Senhor que, no fim, se desmoronem as certezas, enquanto o mundo est\u00e1 cada vez mais carecido delas?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Procuremos respostas nas palavras de Jesus. Hoje diz-nos Ele que\u00a0<em>quase<\/em>\u00a0tudo passar\u00e1: quase tudo, mas n\u00e3o\u00a0<em>tudo.<\/em> Neste pen\u00faltimo domingo do Tempo Comum, explica que, a desmoronar-se, a passar <em>s\u00e3o\u00a0as coisas pen\u00faltimas<\/em>, n\u00e3o as \u00faltimas: o templo, n\u00e3o Deus; os reinos e as vicissitudes da humanidade, n\u00e3o o homem. Passam as coisas pen\u00faltimas, que muitas vezes parecem definitivas, mas n\u00e3o s\u00e3o. S\u00e3o realidades grandiosas, como os nossos templos, e pavorosas, como terremotos, sinais no c\u00e9u e guerras na terra (cf. 21, 10-11): a nossos olhos parecem acontecimentos de primeira p\u00e1gina, mas o Senhor coloca-os na segunda p\u00e1gina. Na primeira, resta o que n\u00e3o passar\u00e1 jamais: o Deus vivo, infinitamente maior do que qualquer templo que Lhe construamos, e o homem, o nosso pr\u00f3ximo, que vale mais do que dizem todas as cr\u00f3nicas do mundo. Ent\u00e3o, para nos ajudar a compreender aquilo que conta na vida, Jesus acautela-nos de duas tenta\u00e7\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">A primeira \u00e9 a tenta\u00e7\u00e3o da pressa, do<em>\u00a0imediatamente<\/em>. Para Jesus, n\u00e3o \u00e9 preciso ir atr\u00e1s daqueles que dizem que o fim chega imediatamente, que \u00abo tempo est\u00e1 pr\u00f3ximo\u00bb (21, 8). Por outras palavras, n\u00e3o se devem seguir aqueles que difundem alarmismos e alimentam o medo do outro e do futuro, porque o medo paralisa o cora\u00e7\u00e3o e a mente. E, no entanto, quantas vezes nos deixamos seduzir pela pressa de querer saber\u00a0<em>tudo e imediatamente<\/em>, pelo prurido da curiosidade, pela \u00faltima not\u00edcia clamorosa ou escandalosa, pelas cr\u00f3nicas morbosas, pela gritaria daqueles que berram mais alto e mais enraivecidos, por quem diz \u00abagora ou nunca mais\u00bb. Mas esta pressa, este<em>\u00a0tudo e imediatamente<\/em>\u00a0n\u00e3o vem de Deus. Se nos afadigarmos pelo\u00a0<em>imediatamente,<\/em> esqueceremos o que permanece para\u00a0<em>sempre:<\/em> seguimos as nuvens que passam, e perdemos de vista o c\u00e9u. Atra\u00eddos pelo \u00faltimo alarido, deixamos de encontrar tempo para Deus e para o irm\u00e3o que vive ao nosso lado. Como tudo isto \u00e9 verdade hoje! Com a mania de correr, de dominar tudo e imediatamente, incomoda-nos quem fica para tr\u00e1s; e consideramo-lo descart\u00e1vel. Quantos idosos, nascituros, pessoas com defici\u00eancia, pobres\u2026 considerados in\u00fateis! Vamos com pressa, sem nos preocuparmos que aumentem os desn\u00edveis, que a gan\u00e2ncia de poucos aumente a pobreza de muitos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Como ant\u00eddoto \u00e0 pressa, Jesus prop\u00f5e-nos hoje a cada um a\u00a0<em>perseveran\u00e7a:<\/em> \u00abpela vossa const\u00e2ncia \u00e9 que sereis salvos\u00bb (21, 19). A perseveran\u00e7a \u00e9 avan\u00e7ar dia a dia com os olhos fixos naquilo que n\u00e3o passa: o Senhor e o pr\u00f3ximo. Por isso mesmo, a perseveran\u00e7a \u00e9 o dom de Deus com que se conservam todos os outros dons d\u2019Ele (cf. Santo Agostinho,\u00a0<i>De dono perseverantiae<\/i>, 2, 4). Para cada um de n\u00f3s e para n\u00f3s como Igreja, pe\u00e7amos a gra\u00e7a de perseverar no bem, de n\u00e3o perder de vista aquilo que conta.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">H\u00e1 um segundo engano de que nos quer desviar Jesus, quando afirma: \u00abMuitos vir\u00e3o em meu nome, dizendo \u201csou\u00a0eu\u201d. (\u2026) N\u00e3o os sigais\u00bb (21, 8).<em> \u00c9\u00a0a tenta\u00e7\u00e3o do eu<\/em>. Ora o crist\u00e3o, dado que n\u00e3o procura o\u00a0<em>imediatamente<\/em>\u00a0mas o\u00a0<em>sempre,<\/em> n\u00e3o \u00e9 um disc\u00edpulo do\u00a0<em>eu,<\/em> mas do\u00a0<em>tu.<\/em> Isto \u00e9, n\u00e3o segue as sereias dos seus caprichos, mas a solicita\u00e7\u00e3o do amor, a voz de Jesus. E como se distingue a voz de Jesus? \u00abMuitos vir\u00e3o<em>\u00a0em meu nome<\/em>\u00bb: diz o Senhor. Mas n\u00e3o devemos segui-los. N\u00e3o \u00e9 suficiente ter o r\u00f3tulo de \u00abcrist\u00e3o\u00bb ou de \u00abcat\u00f3lico\u00bb para ser de Jesus. \u00c9 preciso falar a mesma linguagem de Jesus: a linguagem do amor,\u00a0<em>a linguagem do tu<\/em>. N\u00e3o fala a linguagem de Jesus quem diz\u00a0<em>eu,<\/em> mas quem sai do pr\u00f3prio eu. Todavia quantas vezes, mesmo ao fazer o bem,<em> reina a\u00a0hipocrisia do eu<\/em>: fa\u00e7o o bem, mas para ser considerado virtuoso; dou, mas para receber em troca; ajudo, mas para ganhar a amizade daquela pessoa importante. Isto \u00e9 falar\u00a0a <em>linguagem do eu<\/em>. Ao contr\u00e1rio, a Palavra de Deus incita-nos a um amor n\u00e3o hip\u00f3crita (cf.\u00a0Rm\u00a012, 9), a dar \u00e0queles que n\u00e3o t\u00eam nada para restituir (cf.\u00a0Lc\u00a014, 14), a servir sem procurar recompensas nem retribui\u00e7\u00f5es (cf.\u00a0Lc\u00a06, 35). Ent\u00e3o ponhamo-nos a quest\u00e3o: Eu ajudo algu\u00e9m, de quem nada poderei receber? Eu, crist\u00e3o, tenho ao menos um pobre por amigo?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Os pobres s\u00e3o preciosos aos olhos de Deus, porque n\u00e3o falam a linguagem do eu: n\u00e3o se aguentam sozinhos, com as pr\u00f3prias for\u00e7as, precisam de quem os tome pela m\u00e3o. Lembram-nos que o Evangelho se vive assim, como mendigos voltados para Deus. A presen\u00e7a dos pobres leva-nos de volta \u00e0 aragem do Evangelho, onde s\u00e3o bem-aventurados os pobres em esp\u00edrito (cf.\u00a0Mt\u00a05, 3). Ent\u00e3o, em vez de sentir aborrecimento, quando os ouvimos bater \u00e0 nossa portas, podemos receber o seu grito de ajuda como uma chamada para sair do nosso eu, aceit\u00e1-los com o mesmo olhar de amor que Deus tem por eles. Como seria bom se os pobres ocupassem no nosso cora\u00e7\u00e3o o lugar que t\u00eam no cora\u00e7\u00e3o de Deus! Quando estamos com os pobres, quando servimos os pobres, aprendemos os gostos de Jesus, compreendemos o que permanece e o que passa.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">E assim voltamos \u00e0s perguntas iniciais. No meio de tantas coisas pen\u00faltimas, que passam, o Senhor quer lembrar-nos hoje a coisa \u00faltima, que permanecer\u00e1 para sempre: o amor, porque \u00abDeus \u00e9 amor\u00bb (1 Jo\u00a04, 8), e o pobre que pede o meu amor leva-me directamente a Ele. Os pobres facilitam-nos o acesso ao C\u00e9u: \u00e9 por isso que o sentido da f\u00e9 do povo de Deus os viu como\u00a0<em>os porteiros do C\u00e9u<\/em>. J\u00e1 desde agora, s\u00e3o o nosso tesouro, o tesouro da Igreja. Com efeito, desvendam-nos a riqueza que jamais envelhece, a riqueza que une terra e C\u00e9u e para a qual verdadeiramente vale a pena viver: o amor.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"RIGHT\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><i><b>Papa Francisco, Homilia, 17 de Novembro, Dia mundial dos pobres, 2019<\/b><\/i><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00f3 o amor permanecer\u00e1 para sempre porque \u201cDeus \u00e9 amor\u201d (1 Jo 4, 8) Hoje, no Evangelho, Jesus deixa os seus contempor\u00e2neos, e n\u00f3s tamb\u00e9m, surpreendidos; precisamente no momento em que algu\u00e9m elogiava a magnific\u00eancia do templo de Jerusal\u00e9m, diz Ele que n\u00e3o ficar\u00e1 \u00abpedra sobre pedra\u00bb (Lc\u00a021, 6). Por que profere tais palavras sobre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-14710","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=14710"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14710\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14718,"href":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14710\/revisions\/14718"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=14710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=14710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=14710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}