{"id":1464,"date":"2012-10-15T05:53:43","date_gmt":"2012-10-15T05:53:43","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhoscarmelitas.wordpress.com\/?p=1464"},"modified":"2019-07-03T10:03:50","modified_gmt":"2019-07-03T10:03:50","slug":"festa-de-santa-teresa-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=1464","title":{"rendered":"Festa de Santa Teresa de Jesus"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/caminhoscarmelitas.files.wordpress.com\/2012\/10\/santa-teresa-de-jesus-jose-de-ribera.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1465\" title=\"santa-teresa-de-jesus-jose-de-ribera\" src=\"http:\/\/caminhoscarmelitas.files.wordpress.com\/2012\/10\/santa-teresa-de-jesus-jose-de-ribera.jpg?w=243\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"358\" srcset=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/santa-teresa-de-jesus-jose-de-ribera.jpg 324w, https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/santa-teresa-de-jesus-jose-de-ribera-243x300.jpg 243w\" sizes=\"auto, (max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><b>Catequese do Papa Bento XVI sobre Santa Teresa de Jesus<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s:<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Ao longo das catequeses que eu quis dedicar aos Padres da Igreja e a grandes figuras de te\u00f3logos e mulheres da Idade M\u00e9dia, pude falar sobre alguns santos e santas que foram proclamados Doutores da Igreja por sua eminente doutrina. Hoje, gostaria de come\u00e7ar com uma breve s\u00e9rie de encontros para completar a apresenta\u00e7\u00e3o dos Doutores da Igreja.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">E iniciamos com uma santa que representa um dos cumes da espiritualidade crist\u00e3 de todos os tempos: Santa Teresa de Jesus. Nasceu em \u00c1vila, Espanha, em 1515, com o nome de Teresa de Ahumada. Na sua autobiografia, ela menciona alguns detalhes da sua inf\u00e2ncia: o nascimento &#8220;de pais virtuosos e tementes a Deus&#8221;, numa grande fam\u00edlia, com nove irm\u00e3os e tr\u00eas irm\u00e3s. Ainda jovem, com pelo menos 9 anos, leu a vida dos m\u00e1rtires, que inspiram nela o desejo do mart\u00edrio, tanto que chegou a improvisar uma breve fuga de casa para morrer como m\u00e1rtir e ir para o c\u00e9u (cf. Vida 1, 4): &#8220;Eu quero ver Deus&#8221;, disse a pequena aos seus pais. Alguns anos mais tarde, Teresa falou das suas leituras da inf\u00e2ncia e afirmou ter descoberto a verdade, que se resume em dois princ\u00edpios fundamentais: por um lado, que &#8220;tudo o que pertence a este mundo passa&#8221;; por outro, que s\u00f3 Deus \u00e9 para &#8220;sempre, sempre, sempre&#8221;, tema que recupera em seu famoso poema: &#8220;Nada te perturbe, nada te espante; tudo passa, s\u00f3 Deus n\u00e3o muda. A paci\u00eancia tudo alcan\u00e7a. Quem a Deus tem, nada lhe falta. S\u00f3 Deus basta!&#8221;. Ficando \u00f3rf\u00e3 aos 12 anos, pediu \u00e0 Virgem Sant\u00edssima que fosse sua m\u00e3e (cf. Vida 1,7).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Se, na adolesc\u00eancia, a leitura de livros profanos a levou \u00e0s distrac\u00e7\u00f5es da vida mundana, a experi\u00eancia como aluna das freiras agostinianas de Santa Maria das Gra\u00e7as, de \u00c1vila, e a leitura de livros espirituais, em sua maioria cl\u00e1ssicos da espiritualidade franciscana, ensinaram-lhe o recolhimento e a ora\u00e7\u00e3o. Aos 20 anos de idade, entrou para o convento carmelita da Encarna\u00e7\u00e3o, sempre em \u00c1vila. Tr\u00eas anos depois, ficou gravemente doente, tanto que permaneceu por quatro dias em coma, aparentemente morta (cf. Vida 5, 9). Tamb\u00e9m na luta contra as suas pr\u00f3prias doen\u00e7as, a santa v\u00ea o combate contra as fraquezas e resist\u00eancias ao chamamento de Deus. Escreve: &#8221; Desejava viver, pois bem entendia que n\u00e3o vivia, antes pelejava com uma sombra de morte e n\u00e3o havia quem me desse vida nem a podia eu tomar. E Quem ma podia dar tinha raz\u00e3o de n\u00e3o me socorrer, pois tantas vezes me havia chamado a Si e eu O havia deixado.&#8221; (Vida 8, 12). Em 1543, perdeu a proximidade da sua fam\u00edlia: o pai morre e todos os seus irm\u00e3os, um ap\u00f3s outro, migram para a Am\u00e9rica. Na Quaresma de 1554, aos 39 anos, Teresa chega ao topo da luta contra as suas pr\u00f3prias fraquezas. A descoberta frut\u00edfera de &#8220;um Cristo muito ferido&#8221; marcou profundamente a sua vida (cf. Vida, 9). A santa, que naquele momento sente profunda conson\u00e2ncia com o Santo Agostinho das &#8220;Confiss\u00f5es&#8221;, descreve assim a jornada decisiva da sua experi\u00eancia m\u00edstica: &#8220;Aconteceu que&#8230; de repente, experimentei um sentimento da presen\u00e7a de Deus, que n\u00e3o havia como duvidar de que estivesse dentro de mim ou de que eu estivesse toda absorvida n&#8217;Ele&#8221; (Vida 10, 1). Paralelamente ao amadurecimento da sua pr\u00f3pria interioridade, a santa come\u00e7a a desenvolver, de forma concreta, o ideal de reforma da Ordem Carmelita: em 1562, funda, em \u00c1vila, com o apoio do bispo da cidade, Dom \u00c1lvaro de Mendoza, o primeiro Carmelo reformado, e logo depois recebe tamb\u00e9m a aprova\u00e7\u00e3o do superior geral da Ordem, Giovanni Battista Rossi. Nos anos seguintes, continuou a funda\u00e7\u00e3o de novos Carmelos, um total de dezassete. Foi fundamental o seu encontro com S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, com quem, em 1568, constituiu, em Duruelo, perto de \u00c1vila, o primeiro convento dos padres Carmelitas Descal\u00e7os. Em 1580, recebe de Roma a eleva\u00e7\u00e3o a Prov\u00edncia Aut\u00f3noma para os seus Carmelos reformados, ponto de partida da Ordem Religiosa dos Carmelitas Descal\u00e7os. Teresa termina a sua vida terrena justamente enquanto se ocupa com a funda\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Em 1582, de facto, tendo criado o Carmelo de Burgos e enquanto fazia a viagem de volta a \u00c1vila, morreu, na noite de 15 de Outubro, em Alba de Tornes, repetindo humildemente duas frases: &#8220;No final, morro como filha da Igreja&#8221; e &#8220;Chegou a hora, Esposo meu, de nos encontrarmos&#8221;. Uma exist\u00eancia consumada dentro da Espanha, mas empenhada por toda a Igreja.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Beatificada pelo Papa Paulo V, em 1614, e canonizada por Greg\u00f3rio XV, em 1622, foi proclamada &#8220;Doutora da Igreja&#8221; pelo Servo de Deus Paulo VI, em 1970. Teresa de Jesus n\u00e3o tinha forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica, mas sempre entesourou ensinamentos de te\u00f3logos, literatos e mestres espirituais. Como escritora, sempre se ateve ao que tinha experimentado pessoalmente ou visto na experi\u00eancia de outros (cf. Pref\u00e1cio do &#8220;Caminho de Perfei\u00e7\u00e3o&#8221;), ou seja, a partir da experi\u00eancia.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Teresa consegue tecer rela\u00e7\u00f5es de amizade espiritual com muitos santos, especialmente com S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz. Ao mesmo tempo, \u00e9 alimentada com a leitura dos Padres da Igreja, S\u00e3o Jer\u00f3nimo, S\u00e3o Greg\u00f3rio Magno, Santo Agostinho. Entre as suas principais obras, deve ser lembrada, acima de tudo, a sua autobiografia, intitulada &#8220;Livro da Vida&#8221;, que ela chama de &#8220;Livro das Miseric\u00f3rdias do Senhor&#8221;.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Escrito no Carmelo de \u00c1vila, em 1565, conta o percurso biogr\u00e1fico e espiritual, como diz a pr\u00f3pria Teresa, para submeter a sua alma ao discernimento do &#8220;Mestre dos espirituais&#8221;, S\u00e3o Jo\u00e3o de \u00c1vila. O objectivo \u00e9 manifestar a presen\u00e7a e a ac\u00e7\u00e3o de um Deus misericordioso na sua vida: Para isso, a obra muitas vezes inclui o di\u00e1logo de ora\u00e7\u00e3o com o Senhor. \u00c9 uma leitura fascinante, porque a santa n\u00e3o apenas narra, mas mostra reviver a profunda experi\u00eancia do seu amor com Deus.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Em 1566, Teresa escreveu o &#8220;Caminho de Perfei\u00e7\u00e3o&#8221;, chamado por ela de &#8220;Admoesta\u00e7\u00f5es e Conselhos&#8221; que dava \u00e0s suas religiosas. As destinat\u00e1rias s\u00e3o as doze novi\u00e7as do Carmelo de S\u00e3o Jos\u00e9, em \u00c1vila. Teresa prop\u00f5e-lhes um intenso programa de vida contemplativa ao servi\u00e7o da Igreja, em cuja base est\u00e3o as virtudes evang\u00e9licas e a ora\u00e7\u00e3o. Entre os trechos mais importantes, destaca-se o coment\u00e1rio sobre o Pai Nosso, modelo de ora\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">A obra m\u00edstica mais famosa de Santa Teresa \u00e9 o &#8220;Castelo Interior&#8221;, escrito em 1577, em plena maturidade. \u00c9 uma releitura do seu pr\u00f3prio caminho de vida espiritual e, ao mesmo tempo, uma codifica\u00e7\u00e3o do poss\u00edvel desenvolvimento da vida crist\u00e3 rumo \u00e0 sua plenitude, a santidade, sob a ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. Teresa refere-se \u00e0 estrutura de um castelo com sete &#8220;moradas&#8221;, como imagens da interioridade do homem, introduzindo, ao mesmo tempo, o s\u00edmbolo do bicho da seda que renasce numa borboleta, para expressar a passagem do natural ao sobrenatural. A santa inspira-se na Sagrada Escritura, especialmente no &#8220;C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos&#8221;, para o s\u00edmbolo final dos &#8220;dois esposos&#8221;, que permite descrever, na s\u00e9tima &#8220;morada&#8221;, o \u00e1pice da vida crist\u00e3 em seus quatro aspectos: trinit\u00e1rio, cristol\u00f3gico, antropol\u00f3gico e eclesial. \u00c0 sua actividade fundadora dos Carmelos reformados, Teresa dedica o &#8220;Livro das Funda\u00e7\u00f5es&#8221;, escrito entre 1573 e 1582, no qual fala da vida do nascente grupo religioso. Como na autobiografia, a hist\u00f3ria \u00e9 dedicada principalmente a evidenciar a ac\u00e7\u00e3o de Deus na funda\u00e7\u00e3o dos novos mosteiros.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil resumir em poucas palavras a profunda e complexa espiritualidade teresiana. Podemos citar alguns pontos-chave. Em primeiro lugar, Santa Teresa prop\u00f5e as virtudes evang\u00e9licas como base da vida crist\u00e3 e humana: em particular, o desapego dos bens ou a pobreza evang\u00e9lica (e isso diz respeito a todos n\u00f3s); o amor de uns aos outros como elemento essencial da vida comunit\u00e1ria e social; a humildade e o amor \u00e0 verdade; a determina\u00e7\u00e3o como resultado da aud\u00e1cia crist\u00e3; a esperan\u00e7a teologal, que descreve como sede de \u00e1gua viva. Sem esquecer das virtudes humanas: afabilidade, veracidade, mod\u00e9stia, cortesia, alegria, cultura. Em segundo lugar, Santa Teresa prop\u00f5e uma profunda sintonia com os grandes personagens b\u00edblicos e a escuta viva da Palavra de Deus. Ela se sente em conson\u00e2ncia sobretudo com a esposa do &#8220;C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos&#8221;, com o ap\u00f3stolo Paulo, al\u00e9m de com o Cristo da Paix\u00e3o e com Jesus Eucar\u00edstico.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">A santa enfatiza, depois, qu\u00e3o essencial \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o: rezar significa &#8220;tratar de amizade com Deus, estando muitas vezes tratando a s\u00f3s com quem sabemos que nos ama&#8221; (Vida 8, 5). A ideia de Santa Teresa coincide com a defini\u00e7\u00e3o que S\u00e3o Tom\u00e1s Aquino d\u00e1 da caridade teologal, como <i>amicitia quaedam hominis ad Deum<\/i>, uma esp\u00e9cie de amizade entre o homem e Deus, quem primeiro ofereceu a sua amizade ao homem (<i>Summa Theologiae<\/i> II-\u0399I, 23, 1). A iniciativa vem de Deus. A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 vida e desenvolve-se gradualmente, em sintonia com o crescimento da vida crist\u00e3: come\u00e7a com a ora\u00e7\u00e3o vocal, passa pela interioriza\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da medita\u00e7\u00e3o e do recolhimento, at\u00e9 chegar \u00e0 uni\u00e3o de amor com Cristo e com a Sant\u00edssima Trindade. Obviamente, este n\u00e3o \u00e9 um desenvolvimento no qual subir degraus significa abandonar o tipo de ora\u00e7\u00e3o anterior, mas um gradual aprofundamento da rela\u00e7\u00e3o com Deus, que envolve toda a vida. Mais que uma pedagogia da ora\u00e7\u00e3o, a de Teresa \u00e9 uma verdadeira &#8220;mistagogia&#8221;: ela ensina o leitor das suas obras a rezar, rezando ela mesma com ele; frequentemente, de facto, interrompe o relato ou a exposi\u00e7\u00e3o para fazer uma ora\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Outro tema caro \u00e0 santa \u00e9 a centralidade da humanidade de Cristo. Para Teresa, na verdade, a vida crist\u00e3 \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o pessoal com Jesus que culmina na uni\u00e3o com Ele pela gra\u00e7a, por amor e por imita\u00e7\u00e3o. Da\u00ed a import\u00e2ncia que ela atribui \u00e0 medita\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o e \u00e0 Eucaristia, como presen\u00e7a de Cristo na Igreja, para a vida de cada crente e como cora\u00e7\u00e3o da liturgia. Santa Teresa vive um amor incondicional \u00e0 Igreja: ela manifesta um vivo <i>sensus Ecclesiae<\/i> frente a epis\u00f3dios de divis\u00e3o e conflito na Igreja do seu tempo. Reforma a Ordem Carmelita com a inten\u00e7\u00e3o de servir e defender melhor a &#8220;Santa Igreja Cat\u00f3lica Romana&#8221; e est\u00e1 disposta a dar a sua vida por ela (cf. Vida 33, 5).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Um \u00faltimo aspecto fundamental da doutrina de Teresa que eu gostaria de sublinhar \u00e9 a perfei\u00e7\u00e3o, como aspira\u00e7\u00e3o de toda a vida crist\u00e3 e sua meta final. A Santa tem uma ideia muito clara da &#8220;plenitude&#8221; de Cristo, revivida pelo crist\u00e3o. No final do percurso do &#8220;Castelo Interior&#8221;, na \u00faltima &#8220;morada&#8221;, Teresa descreve a plenitude, realizada na inabita\u00e7\u00e3o da Trindade, na uni\u00e3o com Cristo mediante o mist\u00e9rio da sua humanidade.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, Santa Teresa de Jesus \u00e9 uma verdadeira mestra de vida crist\u00e3 para os fi\u00e9is de todos os tempos. Na nossa sociedade, muitas vezes desprovida de valores espirituais, Santa Teresa ensina-nos a ser incans\u00e1veis testemunhas de Deus, da sua presen\u00e7a e da sua ac\u00e7\u00e3o; ensina-nos a sentir realmente essa sede de Deus que existe no nosso cora\u00e7\u00e3o, esse desejo de ver Deus, de busc\u00e1-lo, de ter uma conversa com Ele e de ser seus amigos. Esta \u00e9 a amizade necess\u00e1ria para todos e que devemos buscar, dia ap\u00f3s dia, novamente.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Que o exemplo desta santa, profundamente contemplativa e eficazmente laboriosa, tamb\u00e9m nos encoraje a dedicar a cada dia o tempo adequado \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, a esta abertura a Deus, a este caminho de busca de Deus, para v\u00ea-lo, para encontrar a sua amizade e, por conseguinte, a vida verdadeira; porque muitos de n\u00f3s dever\u00edamos dizer: &#8220;Eu n\u00e3o vivo, n\u00e3o vivo realmente, porque n\u00e3o vivo a ess\u00eancia da minha vida&#8221;. Porque este tempo de ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um tempo perdido, \u00e9 um tempo no qual se abre o caminho da vida; abre-se o caminho para aprender de Deus um amor ardente a Ele e \u00e0 sua Igreja; e uma caridade concreta com nossos irm\u00e3os. Obrigado.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"RIGHT\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><i><b>Bento XVI<\/b><\/i><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese do Papa Bento XVI sobre Santa Teresa de Jesus Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s: Ao longo das catequeses que eu quis dedicar aos Padres da Igreja e a grandes figuras de te\u00f3logos e mulheres da Idade M\u00e9dia, pude falar sobre alguns santos e santas que foram proclamados Doutores da Igreja por sua eminente doutrina. 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