{"id":14578,"date":"2019-10-27T11:47:19","date_gmt":"2019-10-27T11:47:19","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=14578"},"modified":"2019-10-28T23:03:40","modified_gmt":"2019-10-28T23:03:40","slug":"30o-domingo-do-tempo-comum-ano-c-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=14578","title":{"rendered":"30\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano C"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\" align=\"JUSTIFY\"><a href=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/noticia-cebi14.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-14585\" src=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/noticia-cebi14-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"401\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/noticia-cebi14-300x200.jpg 300w, https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/noticia-cebi14.jpg 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 401px) 100vw, 401px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><b>O publicano desceu justificado para sua casa e o fariseu n\u00e3o (Lc 18, 14) <\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Neste Domingo a Palavra de Deus ajuda-nos a rezar por meio de tr\u00eas personagens: na par\u00e1bola contada por Jesus rezam o fariseu e o publicano e, na primeira leitura, fala-se da ora\u00e7\u00e3o do pobre. Na sua ora\u00e7\u00e3o, o fariseu vangloria-se porque cumpre do melhor modo poss\u00edvel os preceitos particulares, mas esquece o maior: <i>amar a Deus e ao pr\u00f3ximo<\/i>. Transbordando confian\u00e7a em si pr\u00f3prio, na sua capacidade de observar os mandamentos, nos seus m\u00e9ritos e virtudes, o fariseu aparece centrado apenas em si mesmo. O drama desse homem \u00e9 que vive sem amor. Mas, sem amor, at\u00e9 as melhores coisas nada s\u00e3o, como diz S\u00e3o Paulo. E sem amor, qual \u00e9 o resultado? No fim das contas, em vez de rezar, elogia-se a si mesmo. De facto, n\u00e3o pede nada ao Senhor, porque n\u00e3o se sente necessitado nem em d\u00edvida, mas com cr\u00e9dito. Est\u00e1 no templo de Deus, mas pratica outra religi\u00e3o, \u201c<i>a religi\u00e3o do eu<\/i>\u201d. Muitos grupos &#8220;ilustres&#8221;, &#8220;crist\u00e3os cat\u00f3licos&#8221;, v\u00e3o por esta estrada.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">E al\u00e9m de Deus, o fariseu esquece o pr\u00f3ximo, despreza-o, ou seja, n\u00e3o lhe d\u00e1 valor. Considera-se melhor do que os outros. Quanta superioridade presumida, que se transforma em opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o, ainda hoje!\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Rezemos pedindo a gra\u00e7a de n\u00e3o nos considerarmos superiores, n\u00e3o nos julgarmos \u00edntegros, nem nos tornarmos c\u00ednicos e escarnecedores. Pe\u00e7amos a Jesus que nos cure de criticar e queixar dos outros, de desprezar seja quem for: s\u00e3o coisas que desagradam a Deus. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">A ora\u00e7\u00e3o do publicano ajuda-nos a compreender o que \u00e9 agrad\u00e1vel a Deus. Ele n\u00e3o come\u00e7a pelas suas virtudes, mas pelas suas faltas; n\u00e3o pela riqueza, mas pela sua pobreza: n\u00e3o uma pobreza econ\u00f3mica, os publicanos eram ricos, mas uma pobreza de vida, porque no pecado nunca se vive bem. Aquele homem reconhece-se pobre diante de Deus, e o Senhor ouve a sua ora\u00e7\u00e3o, feita apenas de sete palavras, mas de atitudes verdadeiras. De facto, enquanto o fariseu estava \u00e0 frente, de p\u00e9, o publicano mant\u00e9m-se \u00e0 dist\u00e2ncia e \u201cnem sequer ousava levantar os olhos ao c\u00e9u\u201d, porque cr\u00ea que o C\u00e9u est\u00e1 ali e \u00e9 grande, enquanto ele se sente pequeno. E \u201cbatia no peito\u201d, porque no peito est\u00e1 o cora\u00e7\u00e3o. A sua ora\u00e7\u00e3o nasce do cora\u00e7\u00e3o, \u00e9 transparente: coloca diante de Deus o cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o as apar\u00eancias. Rezar \u00e9 deixar-se olhar dentro por Deus sem simula\u00e7\u00f5es, sem desculpas, nem justifica\u00e7\u00f5es. Do publicano aprendemos a considerar-nos, todos, necessitados de salva\u00e7\u00e3o. \u00c9 o primeiro passo da<i>\u00a0religi\u00e3o de Deus<\/i>, que \u00e9 miseric\u00f3rdia com quem se reconhece miser\u00e1vel. Considerar-se justo \u00e9 deixar Deus, o \u00fanico justo, fora de casa.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Se olharmos com sinceridade para dentro de n\u00f3s, vemos os dois em n\u00f3s: o publicano e o fariseu. Somos um pouco publicanos, porque pecadores, e um pouco fariseus, porque presun\u00e7osos, capazes de nos sentirmos justos, campe\u00f5es na arte de nos justificarmos! Isto, com os outros, muitas vezes d\u00e1 certo; mas, com Deus, n\u00e3o. Pe\u00e7amos a Deus a gra\u00e7a de nos sentirmos necessitados de miseric\u00f3rdia, pobres intimamente. Por isso, faz-nos bem frequentar os pobres, para nos lembrarmos que somos pobres, para nos recordarmos de que a salva\u00e7\u00e3o de Deus s\u00f3 age num clima de pobreza interior.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">O Livro do Eclesi\u00e1stico fala que a\u00a0<i>ora\u00e7\u00e3o do pobre<\/i>\u00a0\u201catravessa as nuvens\u201d. Enquanto a ora\u00e7\u00e3o de quem se considera justo fica por terra, esmagada pela for\u00e7a de gravidade do ego\u00edsmo, a do pobre sobe, directa, at\u00e9 Deus. O sentido da f\u00e9 do Povo de Deus viu nos pobres \u201cos porteiros do C\u00e9u\u201d: s\u00e3o eles que nos abrir\u00e3o, ou n\u00e3o, as portas da vida eterna; eles que n\u00e3o se consideraram senhores nesta vida, que n\u00e3o se antepuseram aos outros, que tiveram s\u00f3 em Deus a sua pr\u00f3pria riqueza. S\u00e3o \u00edcones vivos da profecia crist\u00e3.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Devemos rezar pedindo a gra\u00e7a de saber ouvir o grito dos pobres: \u00e9\u00a0<i>o grito de esperan\u00e7a<\/i>\u00a0da Igreja. Assumindo n\u00f3s o seu grito, temos a certeza de que a nossa ora\u00e7\u00e3o atravessar\u00e1 as nuvens.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"RIGHT\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><i><b>Papa Francisco, Homilia (resumo), 27 de Outubro, 2019<\/b><\/i><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O publicano desceu justificado para sua casa e o fariseu n\u00e3o (Lc 18, 14) Neste Domingo a Palavra de Deus ajuda-nos a rezar por meio de tr\u00eas personagens: na par\u00e1bola contada por Jesus rezam o fariseu e o publicano e, na primeira leitura, fala-se da ora\u00e7\u00e3o do pobre. 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