{"id":11675,"date":"2019-03-30T14:05:31","date_gmt":"2019-03-30T14:05:31","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=11675"},"modified":"2019-03-31T16:15:05","modified_gmt":"2019-03-31T16:15:05","slug":"4o-domingo-da-quaresma-ano-c-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/?p=11675","title":{"rendered":"4\u00ba Domingo da Quaresma &#8211; Ano C"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\" align=\"JUSTIFY\"><a href=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/artworks-000508602096-ak9hqx-t500x500.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-11692\" src=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/artworks-000508602096-ak9hqx-t500x500-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"361\" height=\"361\" srcset=\"https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/artworks-000508602096-ak9hqx-t500x500-300x300.jpg 300w, https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/artworks-000508602096-ak9hqx-t500x500-150x150.jpg 150w, https:\/\/caminhoscarmelitas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/artworks-000508602096-ak9hqx-t500x500.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 361px) 100vw, 361px\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><b>Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S\u00e3o Lucas (Lc 15,1-3.11-32) <\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><i>Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: \u00abEste homem acolhe os pecadores e come com eles\u00bb. Jesus disse-lhes ent\u00e3o a seguinte par\u00e1bola: \u00abUm homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: \u2018Pai, d\u00e1-me a parte da heran\u00e7a que me toca\u2019. O pai repartiu os bens pelos filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um pa\u00eds distante e por l\u00e1 esbanjou quanto possu\u00eda, numa vida dissoluta. Tendo gasto tudo, houve uma grande fome naquela regi\u00e3o e ele come\u00e7ou a passar priva\u00e7\u00f5es. Entrou ent\u00e3o ao servi\u00e7o de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ningu\u00e9m lhas dava. Ent\u00e3o, caindo em si, disse: \u2018Quantos trabalhadores de meu pai t\u00eam p\u00e3o em abund\u00e2ncia, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o C\u00e9u e contra ti. J\u00e1 n\u00e3o mere\u00e7o ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores\u2019. P\u00f4s-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se de compaix\u00e3o e correu a lan\u00e7ar-se-lhe ao pesco\u00e7o, cobrindo-o de beijos. Disse-lhe o filho: \u2018Pai, pequei contra o C\u00e9u e contra ti. J\u00e1 n\u00e3o mere\u00e7o ser chamado teu filho\u2019. Mas o pai disse aos servos: \u2018Trazei depressa a melhor t\u00fanica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sand\u00e1lias nos p\u00e9s. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou \u00e0 vida, estava perdido e foi reencontrado\u2019. E come\u00e7ou a festa. Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a m\u00fasica e as dan\u00e7as. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe: \u2018O teu irm\u00e3o voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou s\u00e3o e salvo\u2019. Ele ficou ressentido e n\u00e3o queria entrar. Ent\u00e3o o pai veio c\u00e1 fora instar com ele. Mas ele respondeu ao pai: \u2018H\u00e1 tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de m\u00e1 vida, mataste-lhe o vitelo gordo\u2019. Disse-lhe o pai: \u2018Filho, tu est\u00e1s sempre comigo e tudo o que \u00e9 meu \u00e9 teu. Mas t\u00ednhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irm\u00e3o estava morto e voltou \u00e0 vida, estava perdido e foi reencontrado\u2019\u00bb.\u00a0 <\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><b>Reflex\u00e3o<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"container\" dir=\"LTR\">\n<div id=\"content\" dir=\"LTR\">\n<div id=\"infinite-view-1\" dir=\"LTR\">\n<div id=\"post-35476\" dir=\"LTR\">\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">\u00abQuando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaix\u00e3o, correu a lan\u00e7ar-se-lhe ao pesco\u00e7o e cobriu-o de beijos\u00bb (Lc 15, 20). Assim nos leva o Evangelho ao cora\u00e7\u00e3o da par\u00e1bola onde se apresenta o comportamento do pai quando v\u00ea regressar o seu filho: comovido at\u00e9 \u00e0s entranhas, n\u00e3o espera que ele chegue a casa, mas surpreende-o correndo ao seu encontro. Um filho ansiosamente esperado. Um pai comovido ao v\u00ea-lo regressar.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Mas n\u00e3o foi a \u00fanica vez que o pai correu. A sua alegria seria incompleta sem a presen\u00e7a do outro filho. Por isso, sai tamb\u00e9m ao seu encontro, para convid\u00e1-lo a tomar parte na festa (cf. 15, 28). Contudo o filho mais velho parece n\u00e3o gostar das festas de boas-vindas, custava-lhe suportar a alegria do pai, n\u00e3o reconhece o regresso do seu irm\u00e3o: \u00abesse teu filho\u00bb (15, 30) \u2013 dizia. Para ele, o irm\u00e3o continua perdido, porque j\u00e1 o perdera no seu cora\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Incapaz de participar na festa, n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o reconhece o irm\u00e3o, mas t\u00e3o-pouco reconhece o pai. Prefere ser \u00f3rf\u00e3o \u00e0 fraternidade, o isolamento ao encontro, a amargura \u00e0 festa. Custa-lhe n\u00e3o s\u00f3 compreender e perdoar a seu irm\u00e3o, mas tamb\u00e9m aceitar ter um pai capaz de perdoar, disposto a esperar e velar por que ningu\u00e9m fique fora; enfim, um pai capaz de sentir compaix\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">No limiar daquela casa, parece manifestar-se o mist\u00e9rio da nossa humanidade: por um lado, temos a festa pelo filho reencontrado e, por outro, um certo sentimento de trai\u00e7\u00e3o e indigna\u00e7\u00e3o por se festejar o seu regresso. Por um lado, a hospitalidade para quem experimentara tal mis\u00e9ria e sofrimento, que chegara ao ponto de exalar o cheiro dos porcos e querer alimentar-se com o que eles comiam; por outro, a irrita\u00e7\u00e3o e o ressentimento por se dar lugar a algu\u00e9m que n\u00e3o era digno nem merecedor de tal abra\u00e7o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Mas no limiar daquela casa brilhar\u00e1 tamb\u00e9m em toda a sua claridade, sem lucubra\u00e7\u00f5es nem desculpas que lhe tirem for\u00e7a, o desejo do Pai: que todos os seus filhos tomem parte na sua alegria; que ningu\u00e9m viva em condi\u00e7\u00f5es desumanas como o seu filho mais novo, nem na orfandade, isolamento ou amargura como o filho mais velho. O seu cora\u00e7\u00e3o quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (cf.\u00a01 Tm\u00a02, 4).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">A par\u00e1bola do Evangelho deixa aberto o final. Vemos o pai rogar ao filho mais velho que entre e participe na festa da miseric\u00f3rdia; mas o evangelista nada diz acerca da decis\u00e3o que ele tomou. Ter-se-\u00e1 associado \u00e0 festa? Podemos pensar que este final aberto sirva para cada comunidade, cada um de n\u00f3s o escrever com a sua vida, o seu olhar e atitude para com os outros. O crist\u00e3o sabe que, na casa do Pai, h\u00e1 muitas moradas; de fora, ficam apenas aqueles que n\u00e3o querem tomar parte na sua alegria. <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"RIGHT\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><i><b>Papa Francisco, Excerto da homilia pronunciada na Eucaristia celebrada em Rabat (Marrocos) em 31 de Maio de 2019<\/b><\/i><\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S\u00e3o Lucas (Lc 15,1-3.11-32) Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: \u00abEste homem acolhe os pecadores e come com eles\u00bb. Jesus disse-lhes ent\u00e3o a seguinte par\u00e1bola: \u00abUm homem tinha dois filhos. 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