Maio, mês de Maria. O Terço

– O Terço é a oração que sempre acompanha a minha vida; é também a oração dos simples e dos santos… é a oração do meu coração (Papa Francisco).

– Mediante o Rosário, o povo cristão aprende com Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo, e a experimentar a profundidade do seu amor (São João Paulo II).

– Felizes as pessoas que rezam bem o Santo Rosário, porque Maria Santíssima lhes obterá graças na vida, graças na hora da morte e glória no Céu (Santo António Maria Claret).

– O Rosário é “arma” espiritual na luta contra o mal, contra a violência, pela paz nos corações, nas famílias, na sociedade e no mundo (Bento XVI).

– O Terço é a minha oração predilecta. A todos, exorto, cordialmente, que o rezem (São João Paulo II).

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Feridas da cruz, alfabeto de amor

Jesus chega de portas fechadas (cf. João 20,19-31)… Dirige-se a Tomé… Não se impõe, propõe-se: põe aqui o teu dedo e olha para as minhas mãos; estende a tua mão e mete-a no meu lado. Jesus respeita a dificuldade e as dúvidas; respeita os tempos de cada um e a complexidade do acreditar; não se escandaliza, repropõe-se. Que belo seria se também nós fossemos formados, como no cenáculo, mais para o aprofundamento da fé do que para a obediência; mais à procura do que ao consenso. Quantas energias e quanta maturidade seriam libertadas!

Jesus expõe-se a Tomé com todas as feridas abertas. Oferece duas mãos chagadas onde se pode repousar e retomar o sopro da coragem. Pensavam que a ressurreição teria suprimido a paixão, fechado os furos dos pregos, curado as chagas. Mas não: elas são a narrativa do amor escrita sobre o corpo de Jesus com o alfabeto das feridas, irremovíveis, como o próprio amor. A Cruz não é um simples acidente de percurso a ultrapassar com a Páscoa, é o porquê, o sentido.

Eremes Ronchi

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Gostaria de Te perguntar, Jesus

Se não fosse atrevimento, gostaria de Te perguntar, Jesus, e que me respondesses: por que me amas tanto? 

Sei com certeza que me amais mais do que eu posso amar. É evidente que o Teu amor por mim não tem medida. Não duvido, nem posso duvidar do amor infinito que me tens, ao ver a Tua cruz, as Tuas chagas, o Teu Coração trespassado pela lança e o Teu Corpo convertido em comida e bebida para mim…

Santo Henrique de Ossó

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Ver Jesus

Senhor Jesus, / Há tanta gente que Te procura à pressa e Te quer ver. / Mas quando dizem que Te querem ver, / Não é para Te conhecer. / É o teu rosto, a cor dos teus olhos e cabelos, / A tez da tua pele, a tua forma de vestir que os atrai e contagia. / Querem ver-te como se fosse numa fotografia.

Mas Tu, Senhor Jesus Ressuscitado,/ Quando Te dás a conhecer a nós, / Não mostras o rosto, / Uma fotografia, / O cartão de cidadão. / Se fosse assim, / Mal seria que os teus amigos Te não reconhecessem.

E o facto é que, / Quando surges no meio deles, / Não Te reconhecem. / E em vez do rosto, / São, afinal, as mãos e o lado que apresentas. / Entenda-se: é a tua maneira de viver que nos queres fazer ver. / Na verdade, a tua identidade é dar a vida, / É dar a mão e o coração. / É essa a tua lição, a tua paixão, a tua ressurreição.

Senhor, dá-nos sempre desse pão!

António Couto

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Das chagas de Jesus vem a misericórdia

Oito dias depois, isto é, exactamente como hoje, repete-se a aparição: Jesus vem ao encontro da incredulidade de Tomé, convidando-o a tocar as suas chagas. Elas constituem a fonte da paz, porque são o sinal do imenso amor de Jesus que derrotou as forças hostis ao homem, o pecado e a morte. Convida-o a tocar as chagas. É um ensinamento para nós, como se Jesus dissesse a todos nós: “Se tu não estás em paz, toca as minhas chagas”.

Tocar as chagas de Jesus, que são os tantos problemas, dificuldades, perseguições, doenças, de tantas pessoas que sofrem. Tu não estás em paz? Vai, vai visitar alguém que é o símbolo da chaga de Jesus. Toca a chaga de Jesus. (…)

As chagas de Jesus são um tesouro, delas vem a misericórdia. Sejamos corajosos e toquemos as chagas de Jesus. Com estas chagas Ele está diante do Pai, mostra-as ao Pai, como se dissesse: “Pai, este é o preço, estas chagas são o que paguei pelos meus irmãos”. Com as suas chagas Jesus intercede diante do Pai, dá-nos a misericórdia se nos aproximamos e intercede por nós. Não esqueçamos as chagas de Jesus.

Papa Francisco, Regina Coeli, 28 de Abril de 2019

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A identidade do Ressuscitado

A identidade do Senhor Ressuscitado está para além do rosto. Por isso, vê-lo não implica necessariamente reconhecê-lo, como sucede em não poucas páginas dos Evangelhos. A identidade do Ressuscitado não é do domínio da fotografia. Vem de dentro. Reside na sua vida a nós dada por amor até ao fim, aponta para a Cruz. Por isso, Jesus mostra as mãos e o lado aberto, mãos dadas e coração aberto, sinais abertos para entrar no sacrário da sua intimidade, dádiva infinita que rebenta as paredes dos nossos olhos embotados e do nosso coração empedernido. Entenda-se também que a missão que nos é confiada é mostrar Jesus. Está bom de ver que não basta exibir as capas do catecismo que mostram um Jesus de olhos azuis e cabelo louro encaracolado. Só o podemos mostrar com a nossa vida dele recebida, e igualmente dada e comprometida.

António Couto

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2º Domingo da Páscoa, Domingo da Divina Misericórdia

Entrega do destino do mundo à Divina Misericórdia

Deus, Pai misericordioso, que revelaste o Teu amor no Teu Filho Jesus Cristo, e o derramaste sobre nós no Espírito Santo Consolador, confiamos-Te hoje o destino  do mundo e de cada homem. 

Inclina-Te sobre nós, pecadores, cura a nossa debilidade, vence o mal, faz com que todos os habitantes da terra conheçam a tua misericórdia, para que em Ti, Deus Uno e Trino, encontrem sempre a esperança. 

Pai eterno, pela dolorosa Paixão e Ressurreição do Teu Filho, tem misericórdia de nós e do mundo inteiro. Amen!

São João Paulo II

2º Domingo da Páscoa: Domingo da Divina Misericórdia

(…) o meu amado predecessor João Paulo II quis intitular este Domingo, o segundo da Páscoa, à Divina Misericórdia, e indicou a todos Cristo ressuscitado como nascente de confiança e de esperança, acolhendo a mensagem espiritual transmitida pelo Senhor a Santa Faustina Kowalska, sintetizada na invocação: Jesus, em Ti confio!

Bento XVI

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O Senhor não está aqui; ressuscitou

Vemos e continuaremos a ver problemas perto e dentro de nós. Sempre existirão, mas esta noite (noite da vigília pascal) é preciso iluminar tais problemas com a luz do Ressuscitado, de certo modo «evangelizá-los». Evangelizar os problemas. Não permitamos que a escuridão e os medos atraiam o olhar da alma e se apoderem do coração, mas escutemos a palavra do Anjo: o Senhor «não está aqui; ressuscitou!»; Ele é a nossa maior alegria, está sempre ao nosso lado e nunca nos decepcionará .

Papa Francisco

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Não é a grandeza Dele que diminui se vós não tendes fé, mas sim a vossa miséria que aumenta.

Beata Josefina de Jesus Crucificado

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