Sexta-Feira Santa

Esta sexta-feira é Santa. Grande. Autêntica. Vê-se Jesus exposto na Cruz por todo o lado. Solene exposição. Mesmo fechando os olhos, as janelas e as portas, Tu rebentas as comportas com jatos de Luz, E saltas as trincheiras do meu coração. Vem, Senhor Jesus, Entra pela janela dos meus olhos, Enche todos os recantos do meu ser, Ilumina todos os redutos, E faz-me ver que todo o comodismo e egoísmo É sem raiz nem flor nem frutos. Irei, Senhor, em procissão de amor, beijar a tua Cruz. E quando eu olhar para ti, para o teu rosto ferido e desfigurado, Para as tuas muitas chagas a sangrar, Dá-me a graça de aí ver bem o meu pecado. E quando Tu, Senhor, olhares para mim, Com esse meigo olhar de serena compaixão, Dá-me a graça de ver o teu perdão nunca poupado, E de sair com o coração transfigurado.

D. António Couto

 

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Via Sacra com Santa Teresinha do Menino Jesus (Parte II)

7ª Estação: Jesus carrega com a cruz

 Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

– Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

 Jesus prodigaliza as suas cruzes como o sinal mais seguro da sua ternura, porque deseja fazer-te semelhante a Ele. Por que ter medo de não ser capaz de levar a cruz sem desfalecer?

 – Santa Mãe de Deus, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas, as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

8ª Estação: Jesus é ajudado pelo cireneu a levar a cruz

 Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

– Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

 Quando se quer atingir um fim, deve-se procurar os seus meios. Jesus fez-me compreender que era pela cruz que Ele me queria dar almas, e minha atracção pelo sofrimento cresceu na medida em que o sofrimento aumentou.

 – Santa Mãe de Deus, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas, as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

 9ª Estação: Jesus encontra e consola as mulheres de Jerusalém

 Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

– Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

 Se um suspiro pode salvar uma alma, que não podem fazer os sofrimentos como os nossos? Não recusemos nada a Jesus!

 – Santa Mãe de Deus, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas, as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

 10ª Estação: Jesus é crucificado

 Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

– Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

 Às vezes custa à nossa fraqueza dar a Nosso Senhor aquilo que Ele pede. E, porque custa, é meritório e precioso o nosso sacrifício.

 – Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas, as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

 11ª Estação: Jesus promete o seu reino ao bom ladrão

 Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

– Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

 Tomei a resolução de estar sempre, em espírito, ao pé da cruz para receber o divino orvalho que se desprendia dela, e compreendi que, a seguir, teria que derramá-lo sobre as almas.

 – Santa Mãe de Deus, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas, as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

 12ª Estação: Jesus crucificado, a sua Mãe e o Discípulo Amado

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

– Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

 Amar aos pés da cruz é mais belo e heróico do que amar nos esplendores do Tabor. É ali que se prova o verdadeiro amor.

 – Santa Mãe de Deus, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas, as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

 13ª Estação: Jesus morre na cruz

 Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

– Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

 Não acreditemos que existe o amor sem o sofrimento.

 – Santa Mãe de Deus, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas, as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

 14ª Estação: Jesus é depositado no sepulcro

 Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

 O meu coração está completamente colocado na vontade de Deus, por isso permaneço em profunda paz.

 – Santa Mãe de Deus, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas, as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

 

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Via Sacra com Santa Teresinha do Menino Jesus (Parte I)

 

1ª- Estação: Jesus no horto das oliveiras

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

– Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Não quero que Jesus sofra; quisera enxugar as lágrimas que Ele derrama pelos pecadores, convertendo-os a todos. «Oh! Não percamos tempo, salvemos as almas! As almas caem no inferno tão numerosas quanto os flocos de neve num dia de inverno» (Santa Teresa de Jesus) e Jesus chora; e nós pensamos nas nossas dores, sem pensar em consolá-Lo.

– Santa Mãe de Deus, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas, as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

2ª Estação: Jesus, atraiçoado por Judas, é preso

 Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

– Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

 Para me conquistar, fizeste-Te mortal, igual a mim; derramaste o Teu sangue, mistério supremo. Antes de entrar na glória celeste, o Deus-Homem tinha que sofrer. Quantos desprezos sofreste por meu amor, em terra estrangeira.

 – Santa Mãe de Deus, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas, as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

3ª Estação: Jesus é condenado pelo Sinédrio

 Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

– Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

 Eu gosto do que Ele faz. Eu gosto de tudo o que Deus me dá. Jesus não pode desejar para nós sofrimentos inúteis.

 – Santa Mãe de Deus, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas, as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

4ª Estação: Jesus é negado por Pedro

 Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

– Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

 O Bom Deus dá-me coragem na proporção dos meus sofrimentos. Sinto que, no momento, não poderia suportar mais, mas não tenho medo, pois se Ele os aumentar, aumentará, ao mesmo tempo, a minha coragem.

 – Santa Mãe de Deus, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas, as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

5ª Estação: Jesus é julgado por Pilatos

 Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

– Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

 Vou cantar a inefável graça de ter sofrido e carregado a cruz. Compreendi que pela cruz se salvam os pecadores. Pela cruz a minha alma viu abrir-se um horizonte novo.

 – Santa Mãe de Deus, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas, as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

6ª Estação: Jesus é flagelado e coroado de espinhos

 Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

– Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

 Soframos ainda que com amargura e sem coragem. Também Jesus sofreu de tristeza.

 – Santa Mãe de Deus, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas, as chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

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Domingo de Ramos – Ano B

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos (15, 1-39) – (forma breve)

Naquele tempo, os príncipes dos sacerdotes reuniram-se em conselho, logo de manhã, com os anciãos e os escribas, isto é, todo o Sinédrio. Depois de terem manietado Jesus, foram entregá-l’O a Pilatos. Pilatos perguntou-Lhe: «Tu és o Rei dos judeus?». Jesus respondeu: «É como dizes». E os príncipes dos sacerdotes faziam muitas acusações contra Ele. Pilatos interrogou-O novamente: «Não respondes nada? Vê de quantas coisas Te acusam». Mas Jesus nada respondeu, de modo que Pilatos estava admirado. Pela festa da Páscoa, Pilatos costumava soltar-lhes um preso à sua escolha. Havia um, chamado Barrabás, preso com os insurrectos, que numa revolta tinham cometido um assassínio. A multidão, subindo, começou a pedir o que era costume conceder-lhes. Pilatos respondeu: «Quereis que vos solte o Rei dos judeus?». Ele sabia que os príncipes dos sacerdotes O tinham entregado por inveja. Entretanto, os príncipes dos sacerdotes incitaram a multidão a pedir que lhes soltasse antes Barrabás. Pilatos, tomando de novo a palavra, perguntou-lhes: «Então, que hei-de fazer d’Aquele que chamais o Rei dos judeus?». Eles gritaram de novo: «Crucifica-O!». Pilatos insistiu: «Que mal fez Ele?». Mas eles gritaram ainda mais: «Crucifica-O!». Então Pilatos, querendo contentar a multidão, soltou-lhes Barrabás e, depois de ter mandado açoitar Jesus, entregou-O para ser crucificado. Os soldados levaram-n’O para dentro do palácio, que era o Pretório, e convocaram toda a corte. Revestiram-n’O com um manto de púrpura e puseram-Lhe na cabeça uma coroa de espinhos que haviam tecido. Depois começaram a saudá-l’O: «Salve, Rei dos judeus!». Batiam-Lhe na cabeça com uma cana, cuspiam-Lhe e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante d’Ele. Depois de O terem escarnecido, tiraram-Lhe o manto de púrpura e vestiram-Lhe as suas roupas. Em seguida levaram-n’O dali para O crucificarem. Requisitaram, para Lhe levar a cruz, um homem que passava, vindo do campo, Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo. E levaram Jesus ao lugar do Gólgota, quer dizer, lugar do Calvário. Queriam dar-Lhe vinho misturado com mirra, mas Ele não o quis beber. Depois crucificaram-n’O. E repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, para verem o que levaria cada um. Eram nove horas da manhã quando O crucificaram. O letreiro que indicava a causa da condenação tinha escrito: «O Rei dos Judeus». Crucificaram com Ele dois salteadores, um à direita e outro à esquerda. Os que passavam insultavam-n’O e abanavam a cabeça, dizendo: «Tu que destruías o templo e o reedificavas em três dias, salva-Te a Ti mesmo e desce da cruz». Os príncipes dos sacerdotes e os escribas troçavam uns com os outros, dizendo: «Salvou os outros e não pode salvar-Se a Si mesmo! Esse Messias, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para nós vermos e acreditarmos». Até os que estavam crucificados com Ele O injuriavam. Quando chegou o meio-dia, as trevas envolveram toda a terra até às três horas da tarde. E às três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte: «Eloí, Eloí, lemá sabactáni?». Que quer dizer: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?». Alguns dos presentes, ouvindo isto, disseram: «Está a chamar por Elias». Alguém correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta duma cana, deu-Lhe a beber e disse: «Deixa ver se Elias vem tirá-l’O dali». Então Jesus, soltando um grande brado, expirou. O véu do templo rasgou-se em duas partes de alto a baixo. O centurião que estava em frente de Jesus, ao vê-l’O expirar daquela maneira exclamou: «Na verdade, este homem era Filho de Deus».

Reflexão

Desde o meio-dia até às três da tarde a obscuridade total cobre a terra. Até a natureza sente o efeito da agonia e morte de Jesus. Pregado na cruz, privado de tudo, da sua boca sai um lamento: «Eli, Eli! Lama Sabactáni!». Quer dizer: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?». É a primeira frase do salmo 22(21). Jesus entra na morte rezando, expressando o abandono que sente. Reza em hebraico. Os soldados que estavam perto d’Ele, e que faziam de guarda, dizem: «Está a chamar por Elias!». Os soldados eram estrangeiros, mercenários contratados pelos romanos. Não compreendiam a língua dos judeus. Pensavam que Eli queria dizer Elias. Jesus pregado na cruz encontra-se num abandono total. Mesmo que quisesse falar com alguém, não seria possível. Permaneceu completamente só: Judas atraiçoou-o, Pedro negou-o, os discípulos fugiram, as amigas estavam muito afastadas, as autoridades escarneciam-no, os que passavam insultavam-no, o próprio Deus o abandona e nenhuma língua serve para comunicar. Este foi o preço que pagou pela sua fidelidade à sua opção de seguir sempre o caminho do amor e do serviço para redimir os seus irmãos. Ele mesmo disse: «O Filho do homem não veio para ser servido mas para servir e dar a vida em resgate de muitos» (Mt 20, 28). No meio do abandono e da obscuridade, Jesus lança um forte grito e morre. Morre lançando o grito dos pobres, porque sabe que Deus escuta o clamor dos pobres (Ex 2, 24; 3, 7; 22, 22.26, etc.). Com esta fé, Jesus entra na morte, seguro de ser escutado. A Carta aos Hebreus comenta: «Ele ofereceu preces e súplicas com fortes gritos e lágrimas àquele que o podia libertar da morte e foi escutado pela sua piedade» (Heb 5, 7). Deus escutou o grito de Jesus e «exaltou-o» (Fil 2, 9). A ressurreição é a resposta de Deus à oração e ao oferecimento que Jesus faz da sua vida. Com a ressurreição de Jesus, o Pai anuncia a todo o mundo esta Boa Nova: «Quem vive a vida como Jesus servindo os irmãos, é vitorioso e viverá para sempre, ainda que morra, mesmo que o matem!». Esta é a Boa Nova do reino que nasce da Cruz.

Palavra para o caminho

A morte de Jesus só se compreende no contexto da sua vida e missão, como consequência do anúncio do Reino: ela resultou das tensões e resistências que o anúncio do Reino provocou entre os que dominavam o mundo. A morte de Jesus foi assim o culminar da sua vida; é a afirmação última, mais radical e verdadeira (porque selada pelo seu próprio sangue) do que Jesus anunciou em palavras e obras.

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Via Sacra: 13ª e 14ª Estações

13ª Estação: Jesus morre na cruz

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Do Evangelho de S. Marcos (Mc 15, 33-36): Jesus exclamou com voz forte: “Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?” Alguém correu a embeber uma esponja em vinagre e deu-Lhe a beber. Então Jesus, soltando um grande brado, expirou.

Todo o moribundo experimenta a sombra da angústia e da solidão, o abandono total. Mas, o Pai poderá abandonar o Filho? O brado de Jesus é um brado misterioso, de sofrimento total, de esperança contra toda a esperança. Os lábios de Jesus confessam outro mistério; a sede do Seu corpo é sede divina.

Oremos: Senhor Jesus, Vós morrestes para nos dar a vida; com a Vossa morte reconciliastes tudo, na Vossa morte aprendemos a lição suprema do amor. Depois da Vossa morte, já tem sentido a nossa morte. Tende compaixão de todos os mortos! Ensinai-nos a saber viver para saber morrer como Vós. Vós que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

R. Amen.

14ª Estação: Jesus é depositado no sepulcro

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Do Evangelho de São Lucas (Lc 23, 50-54): Um membro do Conselho, chamado José, homem recto e justo, não tinha concordado com a decisão nem com o procedimento dos outros. Era natural de Arimateia, cidade da Judeia, e esperava o Reino de Deus. Foi ter com Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus e, descendo-o da cruz, envolveu-O num lençol e depositou-O num sepulcro talhado na rocha, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. Era o dia da Preparação e já brilhavam as luzes do sábado.

No fim da tragédia, há este remate de ternura e dramatismo; Jesus é sepultado, para que o Seu corpo não ficasse exposto e entregue à noite. Jesus é despregado e descido da cruz. O lençol conhece o último contacto da pele, já tranquila, maltratada, de Jesus. O corpo de Jesus vai estrear um sepulcro. Tudo faz silêncio, terrível silêncio. O silêncio de Deus. E pelas frestas da pedra rolada para a entrada do sepulcro sai o aroma do corpo ungido de Cristo, o aroma da iminente ressurreição.

Oremos: Senhor Jesus, meditámos a Vossa Paixão, contemplámos a Vossa Morte, chegámos ao Vosso sepulcro. Vós que estivestes três dias sepultado, concedei-nos a graça de entender que a nossa vida e a nossa morte é uma espera da ressurreição gloriosa. Vós que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

R. Amen.

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Catequese do Papa Francisco sobre a Missa. “Felizes os convidados para a Ceia do Senhor”

Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje é o primeiro dia de primavera: boa primavera! Mas o que acontece na primavera? Florescem as plantas, florescem as árvores. Far-vos-ei algumas perguntas. Uma árvore ou uma planta doentes, florescem bem, se estão doentes? Não! Uma árvore, uma planta que não for regada pela chuva ou artificialmente, pode florescer bem? Não! E uma árvore ou uma planta das quais foram tiradas as raízes, ou que não as têm, podem florescer? Não! Mas pode-se florescer sem raízes? Não! E esta é uma mensagem: a vida cristã deve ser uma vida que precisa de florescer em obras de caridade, em gestos de bem. Mas se tu não tens raízes, não poderás florescer; e quem é a raiz? Jesus! Se ali, nas raízes, não estiveres com Jesus, não florescerás! Se não regares a tua vida com a oração e os sacramentos, terás flores cristãs? Não! Porque a oração e os sacramentos irrigam as raízes e a nossa vida floresce. Faço-vos votos a fim de que esta primavera seja para vós uma primavera florida, como será a Páscoa florescida. Florida de boas obras, de virtudes, de gestos de bem para os outros. Recordai isto, é um pequeno verso muito bonito da minha Pátria: “O que a árvore tem de florescido vem daquilo que tem de enterrado”. Nunca cortemos as raízes com Jesus.

E agora continuemos com a catequese sobre a Santa Missa. A celebração da Missa, da qual percorremos os vários momentos, visa a Comunhão, ou seja, a nossa união com Jesus. A comunhão sacramental: não a comunhão espiritual, que podes fazer em casa, dizendo: “Jesus, gostaria de te receber espiritualmente”. Não, a comunhão sacramental, com o corpo e o sangue de Cristo. Celebramos a Eucaristia para nos alimentarmos de Cristo, que se oferece a nós quer na Palavra quer no Sacramento do altar, para nos conformar-nos com Ele. É o próprio Senhor quem o diz: «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e Eu nele» (Jo 6, 56). Com efeito, o gesto de Jesus que deu aos discípulos o seu Corpo e Sangue na última Ceia, continua ainda hoje através do ministério do sacerdote e do diácono, ministros ordinários da distribuição do Pão da vida e do Cálice da salvação aos irmãos.

Na Missa, depois de ter partido o Pão consagrado, ou seja, o corpo de Jesus, o sacerdote mostra-o aos fiéis, convidando-os a participar no banquete eucarístico. Conhecemos as palavras que ressoam do santo altar: «Felizes os convidados para a Ceia do Senhor: eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo». Inspirado num trecho do Apocalipse — «Felizes os convidados para a ceia das núpcias do Cordeiro» (Ap 19, 9): diz “núpcias” porque Jesus é o Esposo da Igreja — este convite chama-nos a experimentar a íntima união com Cristo, fonte de alegria e de santidade. É um convite que rejubila e, ao mesmo tempo, impele a um exame de consciência, iluminado pela fé. Com efeito, se por um lado vemos a distância que nos separa da santidade de Cristo, por outro acreditamos que o seu Sangue é «derramado para a remissão dos pecados». Todos nós fomos perdoados no batismo, e todos nós somos perdoados ou seremos perdoados cada vez que nos aproximarmos do sacramento da penitência. E não nos esqueçamos: Jesus perdoa sempre. Jesus não se cansa de perdoar. Somos nós que nos cansamos de pedir perdão. Precisamente pensando no valor salvífico deste Sangue, Santo Ambrósio exclama: «Eu, que peco sempre, devo ter sempre à disposição o remédio» (De sacramentis, 4, 28: pl 16, 446a). Nesta fé, também nós dirijamos o olhar para o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, e invoquemo-lo: «Ó Senhor, não sou digno de participar na vossa mesa: mas dizei uma só palavra e eu serei salvo». Dizemos isto em cada Missa.

Somos nós que nos movemos em procissão para receber a Comunhão, caminhamos rumo ao altar em procissão para receber a Comunhão, mas na realidade é Cristo que vem ao nosso encontro para nos assimilar a si. Há um encontro com Jesus! Nutrir-se da Eucaristia significa deixar-se transformar naquilo que recebemos. Santo Agostinho ajuda-nos a compreender isto, quando narra acerca da luz recebida ao ouvir Cristo dizer: «Eu sou o alimento dos grandes. Cresce, e comer-me-ás. E não serás tu que me transformarás em ti, como o alimento da tua carne, mas tu serás transformado em mim» (Confissões, VII, 10, 16: pl 32, 742). Cada vez que recebemos a Comunhão, assemelhamo-nos mais a Jesus, transformamo-nos mais em Jesus. Do mesmo modo que o pão e o vinho são transformados no Corpo e Sangue do Senhor, assim quantos os recebem com fé são transformados em Eucaristia viva. Ao sacerdote que, distribuindo a Eucaristia, te diz: «O Corpo de Cristo», tu respondes: «Amém», ou seja, reconheces a graça e o compromisso que comporta tornar-se Corpo de Cristo. Pois quando recebes a Eucaristia, tornas-te corpo de Cristo. Isto é bonito, é muito bonito. Enquanto nos une a Cristo, arrancando-nos dos nossos egoísmos, a Comunhão abre-nos e une-nos a todos aqueles que são um só nele. Eis o prodígio da Comunhão: tornamo-nos aquilo que recebemos!

A Igreja deseja profundamente que também os fiéis recebam o Corpo do Senhor com hóstias consagradas na própria Missa; e o sinal do banquete eucarístico exprime-se com maior plenitude se a sagrada Comunhão for feita sob as duas espécies, não obstante saibamos que a doutrina católica ensina que sob uma só espécie recebemos Cristo inteiro (cf. Ordenamento Geral do Missal Romano, 85; 281-282). Segundo a praxe eclesial, o fiel aproxima-se normalmente da Eucaristia em forma processional, como dissemos, e comunga de pé, com devoção, ou então de joelhos, como estabelece a Conferência episcopal, recebendo o sacramento na boca ou, onde for permitido, nas mãos, como preferir (cf. OGMR, 160-161). Após a Comunhão, o silêncio, a oração silenciosa, ajuda-nos a conservar no coração o dom recebido. Prolongar um pouco aquele momento de silêncio, falando com Jesus no coração, ajuda-nos muito, assim como cantar um salmo ou um hino de louvor (cf. OGMR, 88), que nos ajude a estar com o Senhor.

A Liturgia eucarística é concluída pela oração depois da Comunhão. Nela, em nome de todos, o sacerdote dirige-se a Deus para lhe dar graças por nos ter tornado seus comensais e pede que aquilo que recebemos transforme a nossa vida. A Eucaristia revigora-nos a fim de darmos frutos de boas obras para viver como cristãos. É significativa a oração de hoje, na qual pedimos ao Senhor que «a participação nos seu sacramento seja para nós remédio de salvação, nos cure do mal e nos confirme na sua amizade» (Missal Romano, Quarta-Feira da 5ª Semana de Quaresma). Aproximemo-nos da Eucaristia: receber Jesus que nos transforma nele torna-nos mais fortes. O Senhor é tão bom e tão grande!

Papa Francisco, Audiência Geral de 21 de Março de 2018

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Exame de consciência

Introdução: Somos filhos pródigos com as nossas fraquezas, culpas e pecados, mas não desistimos de acreditar no imenso amor que o nosso Pai comum, que é Deus, tem por cada um de nós. Façamos um breve exame de consciência, não no contexto em que o filho pródigo ficou reduzido a guardador de porcos, mas na casa do Pai, com Ele a abraçar-nos e a fazer-nos festa.

– Tenho-me encontrado com Deus, «Pai de Misericórdia», mantendo um ritmo diário de oração e procurando viver na sua presença?

– Tenho participado, com frequência na celebração da Eucaristia, e comungado aquele que me amou até á morte de cruz e que hoje se continua a entregar a mim?

– Defendo-me das impurezas no amor, do egoísmo em pensamentos, palavras, actos e omissões? Procuro cultivar um amor sempre de melhor qualidade, mais no estilo do amor generoso e puro com que o Coração de Jesus me ama?

– Evito os pensamentos maldosos e a severidade condenatória nos juízos que faço sobre outras pessoas?

– Como uso a minha língua? Com dureza farisaica ou com benevolência e misericórdia? Deparo comigo a ser mais advogado de defesa ou de acusação do meu próximo?

– Nas minhas conversas procuro evitar tudo o que se pareça ao «terrorismo dos mexericos», segundo a expressão do Papa Francisco? Defendo-me das vertigens do pessimismo e do criticismo, evitando levantar más famas ou colocar rótulos injustos nas pessoas?

– Quando me sinto ofendido, como reajo? Com ira e rancor, ou com paciência e misericórdia? Abro o meu coração para aceitar desculpas e oferecer gratuitamente o perdão, como Deus faz comigo?

– Pago o mal com outro mal, tendencialmente pior, ou procuro vencer o mal recebido com o bem por mim oferecido? Sei responder às provocações com paciência e misericórdia?

– Tenho a devida estima pelo sacramento da reconciliação ou confissão? Sei abeirar-me com humildade e confiança deste sacramento especializado em misericórdia, a fim de ter misericórdia de qualidade divina para oferecer aos outros?

– Cumpro os meus deveres de justiça, em relação à família e ao trabalho? Deixo-me levar por impulsos de dureza e intransigência, ou procuro ser misericordiosamente justo?

– Dou o devido lugar na minha vida à presença e intercessão maternal de Maria, «Mãe de Misericórdia»? Aprendo na sua escola a ser clemente e compassivo, a ver os outros, a Igreja e o mundo com olhos misericordiosos?

Conclusão: O Papa Francisco lembra-nos que «Deus nunca Se cansa de nos perdoar. Nós é que nos cansamos de pedir perdão». Levemos para as nossas famílias e locais de convivência e trabalho a experiência de sermos perdoados por Deus com generosa misericórdia. Distribuamos às pessoas que convivem connosco os presentes de misericórdia que o Senhor nos oferece.

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Solenidade de São José (19 de Março)

– Não sei verdadeiramente como se deve pensar na Rainha dos Anjos no tempo em que tanto se angustiou com o Menino Jesus sem dar graças a São José pelo auxílio que lhe prestou (Santa Teresa de Jesus).

– A outros Santos parece ter dado o Senhor graça para socorrer numa determinada necessidade. Ao glorioso São José tenho experiência de que socorre em todas (Santa Teresa de Jesus).

– O que é ser justo? Estamos habituados a dizer que é dar a cada um o que é devido. Mas é ainda mais do que isso. É estar ajustado à realidade, ajustado ao bem e à verdade. Não se pode ser justo sem a sintonia com a verdade e o bem. Diz a Bíblia que “quem pratica a fé torna-se justo”. Hoje é o dia de S. José, identificado na Bíblia como modelo do homem justo. Justo porque ajustado a Deus e à sua vontade (Vasco P. Magalhães, sj).

Oração a São José

São José, homem do silêncio, da oração e da escuta da Palavra de Deus; homem do trabalho e da família; homem simples e humilde. Pedimos-te por todas as nossas famílias e, especialmente, por todos os Pais. Ajuda-os a imitar-Te na escuta e na obediência a Deus. Ampara e assiste os que mais sofrem. Protege todos aqueles que não têm trabalho e que não conseguem sustentar dignamente os seus lares. Àqueles que abandonam os filhos e a família, seguindo caminhos de destruição e vício, ilumina-os para que possam voltar ao aconchego do lar assumindo dignamente a sua paternidade. A todos os que sofrem por causa dos filhos perdidos, em caminhos sem sentido e de morte, dá-lhes a força do Pai Pródigo que aguarda e espera o seu regresso. Ampara e socorre todas as famílias, para que em todas haja trabalho digno, casa e pão, harmonia e educação, alegria e paz, a exemplo da tua família de Nazaré. 

Amável São José, que nunca em vão invocamos, tu cujo crédito é tão poderoso junto de Deus que até se pode dizer: «No Céu, São José manda mais do que suplica», reza por nós a Jesus, reza por nós a Maria. Amen.

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5º Domingo da Quaresma – Ano B

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 12, 20-33)

Naquele tempo, alguns gregos que tinha vindo a Jerusalém para adorar nos dias da festa, foram ter com Filipe, de Betsaida da Galileia, e fizeram-lhe este pedido: «Senhor, nós queremos ver Jesus!» Filipe foi dizer isto a André; André e Filipe foram dizê-lo a Jesus. Jesus respondeu-lhes: «Chegou a hora de se revelar a glória do Filho do Homem. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto. Quem se ama a si mesmo, perde-se; quem se despreza a si mesmo, neste mundo, assegura para si a vida eterna. Se alguém me serve, que me siga, e onde Eu estiver, aí estará também o meu servo. Se alguém me servir, o Pai há-de honrá-lo. Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de Eu dizer? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente para esta hora é que Eu vim! Pai, manifesta a tua glória!» Veio, então, uma voz do Céu: «Já a manifestei e voltarei a manifestá-la!» Entre as pessoas presentes, que escutaram, uns diziam que tinha sido um trovão; outros diziam: «Foi um Anjo que lhe falou!» Jesus respondeu: «Esta voz não veio por causa de mim, mas por amor de vós. Agora é o julgamento deste mundo; agora é que o dominador deste mundo vai ser lançado fora. E Eu, quando for erguido da terra, atrairei todos a mim.» Dizia isto dando a entender de que espécie de morte havia de morrer. 

Reflexão

Uns peregrinos gregos que vieram celebrar a Páscoa dos judeus aproximaram-se de Filipe com um pedido: “Queremos ver Jesus”. Não é curiosidade. É um desejo profundo de conhecer o mistério que se encerra naquele Homem de Deus. Quando comunicam a Jesus o desejo dos peregrinos gregos, ele pronuncia umas palavras desconcertantes: “Chegou a hora de se revelar a glória do Filho do Homem”. Quando for crucificado, todos poderão ver com clareza onde está a sua verdadeira grandeza e a sua glória.

Provavelmente ninguém entendeu nada. Mas Jesus, pensando na forma de morte que o espera, insiste: “Quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim”. Que se esconde no crucificado para que tenha esse poder de atracção? Apenas uma coisa: o seu amor incrível a todos.

O amor é invisível. Só o podemos ver nos gestos, nos sinais e na entrega de quem nos quer bem. Por isso, em Jesus crucificado, na sua vida entregue até à morte, podemos perceber o amor insondável de Deus. Na realidade, só começamos a ser cristãos quando nos sentimos atraídos por Jesus. Só começamos a entender algo da fé quando nos sentimos amados por Deus.

Para explicar a força que se encerra na sua morte na cruz, Jesus utiliza uma imagem simples que todos podemos entender: “se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto”. Se o grão morre, germina e faz brotar a vida; mas se ele se fecha no seu pequeno invólucro e guarda para si a sua energia vital, permanece estéril.

Esta bela imagem revela-nos uma lei que atravessa misteriosamente a vida inteira: quem se agarra egoísticamente à sua vida, perde-a; quem sabe entregá-la com generosidade gera mais vida. Não é difícil comprová-lo. Quem vive exclusivamente para o seu bem-estar, o seu dinheiro, o seu êxito, a sua segurança, acaba vivendo uma vida medíocre e estéril: a sua passagem por este mundo não torna a vida mais humana (José A. Pagola).

Palavra para o caminho

Por esta razão, a quantos hoje «querem ver Jesus»… podemos oferecer três coisas: o Evangelho; o crucifixo e o testemunho da nossa fé, pobre, mas sincera. O Evangelho: ali podemos encontrar Jesus, ouvi-lo, conhecê-lo. O crucifixo: sinal do amor de Jesus que se entregou a si mesmo por nós. E também uma fé que se traduz em gestos simples de caridade fraterna. Mas principalmente na coerência de vida entre o que dizemos e o que vivemos (Papa Francisco).

Queremos ver Jesus” (Jo 12, 21)

O Evangelho do 5º Domingo da Quaresma (Ano B) relata um episódio que aconteceu nos últimos dias da vida de Jesus. A cena desenvolve-se em Jerusalém, onde Ele se encontra pela festa da Páscoa judaica. Para esta celebração ritual, chegaram também alguns gregos. São homens animados por sentimentos religiosos, atraídos pela fé do povo judeu e que, tendo ouvido falar deste grande profeta, aproximaram-se de Filipe, um dos doze apóstolos, e pedem para ver Jesus. O verbo que João usa – “ver” – significa chegar ao coração, chegar com os olhos, com o entendimento até ao íntimo da pessoa, dentro da pessoa. A reacção de Jesus é surpreendente. Ele não responde com um sim ou com um não, mas diz: “Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser glorificado”. Estas palavras, que à primeira vista parecem ignorar a pergunta dos gregos, na realidade dão a verdadeira resposta, porque quem quer conhecer Jesus deve olhar para dentro da cruz, onde a sua glória é revelada. Olhar para dentro da cruz.

O Evangelho de hoje convida-nos a dirigir o nosso olhar para o crucifixo, que não é um objecto de decoração ou um acessório de uma roupa do qual às vezes se abusa, mas um sinal religioso a ser contemplado e compreendido.

Além disso, na imagem de Jesus crucificado revela-se o mistério da morte do Filho de Deus como supremo acto de amor, fonte de vida e de salvação para a humanidade de todos os tempos. “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só; mas se morre, então produz muito fruto”. Jesus deixar claro que o seu acto extremo, ou seja, a cruz – morte e ressurreição –, é um acto de fecundidade que dará frutos para muitos. Desse modo, compara-se a si mesmo com o grão de trigo que, caindo na terra, gera vida nova. Com a encarnação, Jesus veio à terra, mas isso não basta: deve também morrer para resgatar os homens da escravidão do pecado e dar-lhes uma nova vida reconciliada no amor.

Os discípulos são chamados ao mesmo. O que significa perder a vida? Significa pensar menos em si mesmo, nos interesses pessoais, em saber “ver” e ir ao encontro dos mais necessitados, do próximo, especialmente dos últimos. Realizar com alegria as obras de caridade com aos que sofrem no corpo e no espírito é a maneira mais autêntica de viver o Evangelho, é o fundamento necessário para que as nossas comunidades cresçam na fraternidade e no acolhimento recíproco. Quero ver Jesus, mas vê-lo de dentro. Então, entra nas suas chagas e contempla o amor do seu coração por ti, por mim, por todos.

Papa Francisco, Resumo do Angelus de 18 de Março de 2018

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Via Sacra: 12ª Estação

12ª Estação: Jesus crucificado, a Mãe e o Discípulo

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Do Evangelho de São João (19, 25-27): Junto da cruz de Jesus, estavam sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas e Maria de Magdala. Ao ver sua mãe e, junto dela, o discípulo que Ele amava, Jesus disse a sua mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí a tua mãe”. E, desde aquela hora, o discípulo recebeu-A em sua casa.

No alto do Gólgota, junto da cruz de Jesus, recortam-se as silhuetas da Mãe e do discípulo. Os retábulos das nossas igrejas coroam-se com estas mesmas imagens. Tudo é alto na cruz. Muda e imóvel, junto do patíbulo, está a Mãe Dolorosa, vendo morrer o Filho abandonado. E desde então remediou-se a solidão da Mãe e a orfandade de todos: nós somos os filhos regenerados, os filhos nascidos na dor.

Oremos: Senhor Jesus, que antes de morrer nos fizestes a última grande doação, nós Vos damos graças pela Mãe Dolorosa, que é a nossa melhor consolação e herança. Nós Vos pedimos para estar sempre, como Maria e João, ao pé da Cruz, pois só os fortes devem sofrer junto de Deus. Vós que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

R. Amen.

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